Memória Histórica de São João de Meriti



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Na zona onde está situada a cidade de São João de Meriti, nos engenhos de Cachoeira e São Mateus, ambos de propriedade do visconde do Bonfim, o surto tomou proporções fantasmagóricas. Os senhores de engenho estavam amedrontados, vendo com espanto, que o serviço paralizava e a fome e a miséria, abraçavam sinistramente as regiões contaminadas.
Os gêneros subiam de preços, porque não havia meio de transportes; os engenhos aquietaram-se pela ausência de braços. Em todos os recantos a morte fazia os seus terríveis esgares.
O Imperador mandou que fosse remetido para Iguaçu, muitos víveres, ao preço da Cidade Imperial. Também o dr. Paula Cândido veio para fazer um levantamento da situação que preocupava ao Governo.
O acadêmico de medicina, Luis de Queiros Matoso Maia, que atendeu aos engenhos de Visconde de Bomfim, julga, que nesta parte, foi que a peste tomou maior vulto. Basta examinar que em 15 dias apenas registraram-se 338 casos entre os quais 121 foram fatais.
A Vila de Iguaçu definhava com a inclemência da malária e do impaludismo e com ela Meriti, Jacutinga, Pavuna e outros lugares. O dr. Rodrigo Octávio, que foi juiz municipal, quando Iguaçu já era um fantasma, deixou as seguintes impressões, em seu livro “Coração Aberto”, de que nos dá notícia o historiador Matoso Maia “A Vila se despovoou. Os canais abandonados se atulharam de vegetações e lodo; as águas cresceram e cobriram todos os campos, tornando-os emprestáveis para qualquer cultura e enchendo o ar de miasmas do impaludismo e da opilação, que assolavam a pobre gente que não se pode retirar”.
Essa era a Vila, que tivera esplendor, encontrada pelo Juiz, que assistiu o seu gradativo agonizar. Daí foi que surgiu Maxambomba, que pela Lei n. 1.331 no ano de 1916, por indicação do deputado Manuel Reis, tomou o nome de Nova Iguaçu.
Essas terras contaram com o trabalho benéfico do presidente do Estado, José Tomaz de Porciúncula: o planejamento do serviço da Baixada Fluminense. Motivos, que deixamos de comentar impediram e prosseguimento das obras, que ficaram estacionárias enquanto a desvalorização continuava a imperar nas terras da Guanabara.
Com a subida do imortal Nilo Peçanha ao honroso cargo de Presidente da Nação, por falecimento do dr. Afonso Pena, novas esperanças se desenharam nos horizontes. E o grande estadista, visando também livrar o Rio de Janeiro da sentença que o tocaiava, prestou o indescritível serviço aos fluminenses, atacando com denodo as obras de saneamento das terras da fronteira.
Esse gesto o faz credor da perene gratidão dos fluminenses.
2º. DISTRITO DE DUQUE DE CAXIAS

Com a promoção de Duque de Caxias à condição de município independente, começou a fermentar em Vila Meriti, os primeiros sonhos de emancipação da terra que tem tanta tradição e que nos áureos tempos do Império já serviu de sede da Freguesia a toda vasta região. Citaremos para que fique gravado no mármore da história os nomes de Rufino Gomes Júnior, Amdeu Lanziloti, Silvio Gourlart, Dr. José Basílio da Silva, Antonio Xavier Soares Manso, Joaquim Baptista Linhares, Antonio Telles, que foram dar com os costados no extinto Tribunal de Segurança, acusados pelo então prefeito Ricardo Xavier da Silveira de concitarem os munícipes a não pagar impostos. Posteriormente, foram absolvidos, por absoluta falta de provas.
Mas continuou o sonho de libertação. Os espíritos mais atilados, não se conformavam com a escravização de nossa vida ao município de Caxias. Há quem afirme que a nossa arrecadação era considerável, igualando a de Caxias, que estava apenas se fortalecendo com os fundos arrecadados. De todos os prefeitos o que mais operou em Meriti, foi o dr. Sebastião de Arruda Negreiros. Esse destaque é um direito². Depois veio o dr. José dos Campos Manhães, que fez a chamada “política da água”, posta nas residências.
Nesta altura, foi criado no 2º. Distrito de Caxias a Sociedade dos Amigos do 2º. Distrito, que teve como presidente o dr. Alberto Jeremias e na vice presidência o dinâmico Domingos Correa da Costa. Informa o secretário da sociedade, Osvaldo Coelho de Castro, que muito falou nas assembléias, sobre a emancipação de São João de Meriti. Esta Associação trabalhou muito. Depois foi minada pela política e dela se afastou Domingos Correa da Costa, tendo a mesma desaparecido.
A violência empregada contra os sonhadores da nossa libertação, não conseguiu esmorecer o ânimo desse pugilo de bravos. Os idealizadores estavam com o propósito granítico de materializar essa utopia. Houve entre eles, os que desertaram, julgando que a tarefa se consubstanciava numa erupção visionária. Mas os formadores de nossa independência, eram homens feitos de bronze, e não poderiam jamais alquebrarem-se ante os impactos dos elementos retrógados.
Atualmente, se fossemos consultar os que eram desfavoráveis a idéia da emancipação, chegaríamos à conclusão de que esse empreendimento jamais contou com sentimentos aversivos.
Hoje, todos os que foram contrários a emancipação de Meriti, vestem a couraça dos cavaleiros libertadores, que pugnaram pela vitória da causa meritiense.
Mas, a verdade nua e crua, é que pela lei estadual n. 6, de 11 de agosto de 1947, que regulou o artigo 6 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, promulgado em 20 de junho de 1947, o 2º. Distrito de Caxias, passou a constituir um novo município com a denominação de São João de Meriti. Por efeito da mesma Lei, foram criados os distritos de Coelho da Rocha e São Mateus.
A instalação do Município se deu no dia 21 de agosto, quando tomou posse, como prefeito interino, o médico dr. Aníbal Viriato de Azevedo, homem que deu provas de não ser grande político, mas pessoa de caráter ilibado, sincero e acatado.


² Dr. Sebastião de Arruda Negreiros, ex-prefeito de Nova Iguaçu, teve a primazia de trazer para São João de Meriti, a luz e a água, grandes melhoramentos para a sua época.

PODER LEGISLATIVO

A liberade é o pão que os povos tem de ganhar com o suor do rosto.

(Lamennais)

A primeira Câmara Municipal de São João de Meriti, de 1947 a 1951, constitui-se assim:
- Luis de Araújo Mattos;

- Otacílio Gonçalves da Silva;

- Ernane Fiori;

- Dr. Cristóvão Correa Berbereia;

- Hilkias Marinho Nunes;

- Carmen Bastos;

- Moisés Henrique dos Santos;

- Gumercindo Clemente Pereira;

- Waldinar Marques Castanheira;

- Élson Costa;

- Sebastião de Azambuja Ribeiro;

- Marciano Fernandes de Lima; e

- Miguel Arcanjo de Medeiros.
Atuaram os seguintes suplentes:
- Djalma Camorim;

- Osvaldo Coelho de Castro;

- Pedro Etelvino;

- Luis Santana; e

- Danta Joubert Barreto.
Neste período legislativo foi cassado de maneira discutível o mandato do edil Sebastião de Azambuja Ribeiro. O motivo teria sido o seguinte: O vereador em pauta, teria recebido vencimentos pelo Instituto de Resseguros, como motorista contratado. E o Partido Trabalhista Brasileiro, foi solidário com a medida, alegando perda de mandato para o seu representante de acordo como o que instrui o artigo 92 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, combinado com o texto da Lei Orgânica, em seu artigo 24.
Transcrevemos no tópico inferior o texto do documento que serviu de base para o afastamento do edil Sebastião Azambuja Ribeiro, que era, nessa altura, ferrenho adversário do médico iguaçuano, José dos Campos Manhães, prefeito de Meriti.
Certifico, para os devidos fins, que o motorista contratado, Sebastião de Azambuja Ribeiro, percebeu deste Instituto nos meses de outubro, novembro e dezembro de mil novecentos q quarenta e sete e janeiro e fevereiro de 1948 os vencimentos mensais de Cr$ 1.660,00 (hum mil e seiscentos cruzeiros).

Rio de Janeiro, em 5 de abril de 1948

  1. João Mendonça de Lima.


O referido edil impetrou mandato de segurança que teve despacho contrário dado pelo egrégio Tribunal Regional Eleitoral. Votaram contra a pretensão do edil petebista os juízes: Macedo Soares, Flávio Fróes, Eduardo Gonçalves, Severo Bomfim e Rodolfo Macedo.
Defendeu o mandato de Sebastião Azambuja, o deputado Natalício Tenório Cavalcante, que não conseguiu convencer os juizes, dado aos documentos apresentados contra o seu constituinte.
Apesar da celeuma política, criada em torno do rumoroso caso, o P.T.B., não modificou a sua posição. Permaneceu impassível diante da situação de seu representante. Foi, por assim dizer, um dos principais algozes do parlamentar meritiense e o seu presidente colocou-se inteiramente ao lado da situação municipal.
O senhor Noeli Santiago Marçal, satisfeito com os resultados, mandou, para substituir na Câmara Municipal, ao Vereador Sebastião, o suplente Djalma Camorim, que se revelou bom político, agindo de conformidade com os interesses da presidência petebista.
O patrono de Sebastião Azambuja, o então deputado estadual, Natalício Tenório Cavalcante, homem resoluto não se convenceu com a decisão da Justiça Eleitoral e nem esmoreceu diante dos insucessos. Preparou novas peças jurídicas e voltou à carga conseguindo melhorar a posição de seu constituinte.
Dessa maneira, o juiz de Itaverá, que funcionou também no caso deu parecer favorável e o vereador ainda voltou ao recinto da Câmara Municipal. Foi empossado pelo então presidente, Ernane Fiore, que preparou uma bonita recepção comemorativa do acontecimento.
Todavia os suplentes impetraram mandato de segurança e o vereador novamente foi afastado.
Conta-se que para não receber os oficiais de justiça o presidente Ernane Fiore, passou vários dias sem comparecer à Câmara Municipal.
O caso, então, tomou o rumo da Justiça Ordinária e o edil teve ganho de causa, mas depois de haver expirado aquele período legislativo.
À luz da verdade, foi injusta a cassação.
Alcançou também muito reboliço o conflito ocorrido em Agostinho Porto, entre facções do prefeito e a Oposição. Nessa refrega estavam envolvidos os vereadores Élson Costa, Otacílio Gonçalves da Silva, o político Alberto da Rocha Possa e o comerciante Artur Costa. As razões desse conflito são muito controvertidas e, por isso, faço abstenção de entrar em detalhes. A verdade, entretanto, é que, a padaria Nice, situada na rua da Matriz, foi invadida por um grupo armado e deu-se um violento tiroteio. Entre os feridos apareceu o senhor Alberto Possa e Wilson de Oliveira.
O delegado Amil Richaid, abriu rigorso inquérito, mas, nada de positivo ficou apurado.
Fala-se que a violência, tinha como objetivo, interesses da U.D.N. local, colimando fazer Maioria da Câmara Municipal.
Alberto da Rocha Possa, que depois, conseguiu ser vereador e prefeito interino, até hoje ainda tem um defeito físico, produzido pelo ferimento recebido nesta ocasião. Quanto a Wilson de Oliveira, não reside mais no Município e consta que era um simples visitante, que estava em Agostinho Porto, de passagem. Outros porém, afirmam que o Wilson fazia parte da polícia secreta de Alberto Possa, sob a “custódia de Caxias”.
Um fato que destaca muito a primeira Câmara Municipal, das demais, é que ela não aumentou os seus subsídios, enquanto as seguintes fizeram sucessivos aumentos.
Outro período, 1951 a 1955 formado com os resultados das eleições suplementares de 1952, o povo mandou para o Legislativo Meritiense, os seguintes edis:
- Carlos Elias Daher;

- Oswaldo Marcondes de Medeiros;

- Prescilina Muniz da Rosa;

- Alberto Rocha Possa;

- Osvaldo Teixeira, substituído em 1954 por Marciano Fernandes de Lima, em virtude de desistência;

- Sara Martins Fontes D’Ávila;

- Antonieta Colluci Médici;

- Lafaiete Ferreira;

- Moacir de Lima;

- Gumercindo Clemente Pereira;

- Waldemiro Proença Ribeiro;

- Manoel Borges da Silva Valentino;

- Ivan Lopes;

- Plácido de Figueiredo, e

- Armando de Oliveira.
Com o falecimento do edil Armando de Oliveira, assumiu a sua cadeira o suplente João Alves Martins, que tombou sem vida, após uma refrega com seu colega Osvaldo Marcondes de Medeiros, fato de triste memória, para a história política do Município.
Este grande erro ficará gravado; a posteridade julgará melhor. O caso poderia ter sido evitado se o senhor Osvaldo Marcondes, fosse mais comedido, e tivesse colocado a sua paixão pessoal à margem para considerar meramente o aspecto político e as suas facetas. Esse crime chocou profundamente a família meritiense, que via no morto um homem bom e no assassino um cidadão honesto. Foram dadas diversas versões ao crime, que foi a maior mancha de todo aquele período legislativo. A sua maior causa foi a intriga soprada por indivíduos maus.
Novamente tomou lugar na Câmara Municipal o suplente Elpídio Esteves Sales, que ostentou seu mandato até o fim daquele período legislativo.
Neste quadriênio teve lugar também o passamento do senhor Carlos Fraga, político da terra, que militou durante muitos anos nas fileiras do Partido Republicano.
Após as eleições de 1950 houve um grande número de urnas que foram anuladas. Dessa anulação, alías, sobreveio a carência de uma eleição suplementar, que ficaria a cargo do T.R.E. marcar, como de direito e após julgamento de todos os recursos, uma nova eleição. Os candidatos mais em evidência, nesse período, eram Miguel Arcanjo de Medeiros, pela U.D.N. e Virgílio de Azambuja Monteiro, pela coligação P.T.B. P.S.D.
E as coisas ficaram indecifráveis enquanto se aguardava a decisão final da Justiça Eleitoral.
Como era de direito, aliás, assumiu a prefeitura o vereador Plácido de Figueiredo, que governou o município no período de um ano. O seu governo foi equilibrado. Revelou-se homem de visão, honesto e trabalhador.
Logo depois, subiu as escadas da prefeitura municipal o edil Osvaldo Marcondes Medeiros que teve como seu sucessor, Alberto da Rocha Possa.
Nesta encruzilhada onde ardia a fogueira política feriu-se as eleições suplementares, saindo vitorioso o comerciante Miguel Arcanjo de Medeiros, homem simples e estimado.
O seu governo foi o mais atribulado possível. Preliminarmente, teve uma boa aparência, mas tudo isso se transformou em confusões políticas, que colimou com a grande crise que abalou o Estado do Rio, no chamado caso do “assalto à prefeitura”.
Aí, por instruções de Agenor Barcelos Feio, Secretário de Segurança, que nessas alturas teria violado frontalmente a Constituição, teve lugar o assalto à Prefeitura, como apoio de toda a Câmara e do deputado Lucas de Andrade.*
* Comentam os envolvidos na questão, que o Coronel Agenor Barcelos Feio, patrocinou a realização das eleições suplementares, mediante a promessa de que Miguel Arcanjo de Medeiros, ficaria leal as suas diretrizes políticas. Entretanto, depois de eleito, o prefeito municipal de forma menos digna, desfez o acordo de honra. Os amigos ficaram exaltados e a posição do prefeito deposto, seria outra muito pior, não fosse o crime praticado contra Albino Imparato, em Duque de Caxias.
Assumiu a governança do município o vereador Elpídio Esteves Salles, que ficou poucos dias no poder pois retornou por decisão legislativa, o prefeito Miguel Arcanjo de Medeiros.
Apesar da grave denúncia, feito contra o prefeito ele, ainda se conservou à testa do Executivo, mas sem autoridade e completamente acéfalo. Foi um verdadeiro desastre, sobretudo para um homem, que era a esperança de todos.
Vendo-se sozinho, sem elementos capazes para continuar a sua administração, o prefeito Miguel de Medeiros chocado em sua vaidade renunciou o cargo, tendo assumido o edil Waldemiro Proença Ribeiro, político experimentado, até a posse de Domingos Correa da Costa, que se deu no dia 1 de janeiro de 1955.
O prefeito interino não compareceu para a cerimônia da passagem do cargo.
E dessa maneira terminou a dança que vinha fazendo de Meriti, uma espécie de Cidade dos escândalos políticos.
No período compreendido entre 1951 até as eleições suplementares de 1952, deu-se o mais movimentado caso da época.
Era prefeito interino o vereador Plácido de Figueiredo, que deveria deixar o cargo, para que o mesmo fosse assumido pelo então presidente eleito o edil Gumercindo Pereira.
Assumia nessa “transitoriedade contínua”, as funções de prefeito por 24 horas, o senhor Ario Theodoro, para que o vereador Plácido de Figueiredo comparecesse à Câmara Municipal a-fim-de exercer o direito do voto.
Nessa maré política, onde tudo acontecia, a Minoria, num rasgo de audácia, fez prevalecer o seu candidato, Osvaldo Marcondes Medeiros, que assumiu o cargo em detrimento do candidato Maioritário.
Nessa mágica inconcebível, se me permitem o pleonasmo, deu causa a uma cisão na Câmara Municipal, que ficou dividida em duas: a legal e a ilegal, conforme eles mesmo classificavam.
Criou-se um termo pitoresco para denominar a Câmara que se formou pela convocação de suplentes, que era, aliás “Câmara Foleada a Ouro”.
Formavam entre os que se julgavam legais: Antonieta Coluci Médici, Armando de Oliveira, Lafaiete Ferreira, Alberto Rocha Possa, Carlos Elias Daher, Manoel B. S. Valentino, Presciliana Muniz da Rosa e Gumercino Pereira.
Esses se reuniam no local em que está situada a Clínica, na rua da Matriz, n. 167, então diretório da U.D.N., e a outra no recinto da própria Câmara, com a minoria composta de 7 restantes.
Formava a minoria, que se chamou ilegal: Ivan Lopes, Sara Marins Fontes D`Ávila, Osvaldo Teixeira, Waldomiro Proença Ribeiro, Plácido Figueiredo, Moacir Lima e Osvaldo Marcondes.
Baseava-se a minoria no fato de ter a maioria dado número para as votações.
A questão foi solucionada pela Assembléia Estadual Fluminense.
A terceira Câmara Municipal (1955 a 1959), funciona dentro da perfeita harmonia, revelando sempre está possuída de um melhor cabedal político, pois possue três acadêmicos de direito, e vários políticos experientes.
C O N S T I T U I Ç Ã O
- Ely Salim Razuck (acadêmico);

- José de Amorim (acadêmico);

- Marciano Fernandes Lima (político da velha guarda);

- Waldemiro Proença Ribeiro (reeleito);

- Jorge Assia Tanus Bedran (acadêmico);

- Manoel Borges da Silva Valentino (reeleito);

- Sara Marins Fontes D’Ávila (reeleito);

- Álvaro Evaristo (funcionário municipal);

- Manuel de Oliveira (funcionário público);

- Manuel Coelho do Álamo (estivador);

- Ivan Lopes (publicitário0;

- Pedro Duarte dos Santos (oficial de polícia);

- José da Costa França(funcionário estadual);

- Manuel de Andrade Ferreira (proprietário);

- Valdílio Vilas Boas (funcionário municipal);

- Waldonier de Souza e Silva (funcionário municipal);

- Luis Marques do Nascimento (comerciante);

- Jair Teixeira de Barros (suplentes):

-João Miguel

- Dulcimar Garcia;

- Álvaro Rodrigues;

- Ernane Carrilo e Hildebrando Longo.
Como ficou esclarecido nas preliminares deste capítulo, os edis mostram-se possuídos de espírito público. Haja vista que nesta legislatura já se conta também com a experiência da Presidência da Mesa, onde o acadêmico de direito, Ely Rasuck, vem se conduzindo com muito acerto. É um vereador estimado e que reúne sempre as simpatias de seus pares.

I N F O R M A Ç Õ E S

Aspectos físicos: Área de 33 k2 (1958) é do ponto de vista territorial um dos menores do Estado do Rio de Janeiro, só lhes sendo inferior Nilópolis.

População: 120.000 habitantes (estimativa para 1958). O recenseamento de 1950 acusou uma soma de 60.000 habitantes. Mas, o seu povoamento é assombroso, considerando que se enquadra no conceito de Williamson, isto é, “cidade de dormir”.

Aspectos Urbanos: 1 hotel, 65 telefones (2000 para mil novecentos e cinquenta e nove), 15 cinemas e 1 teatro.

Assistência Médica: 1 moderno hospital com 84 leitos; várias clínicas particulares. Serviço de Pronto Socorro e Legião Brasileira de Assistência.
Aspectos Culturais: 54 grupos escolares municipais e 2 estaduais; 2 estabelecimento de ensino secundário; 2 artísticos; Uma rádio emissora (em organização) e 1 jornal.
Orçamento Municipal: 40 milhões de cruzeiros.
Representação política: 17 vereadores em exercício.
Estabelecimentos de Créditos: há na sede do Município uma agência da Caixa Econômica Federal, 1 agência do Banco Predial do Estado do Rio de Janeiro, 1 do Banco Nacional de Minas Gerais e 1 do Banco da Lavoura.
Meios de Transporte: Estradas de Ferro Rio Douro e Linha Auxiliar, tração vapor e elétrico respectivamente. E pela Rodovia Presidente Dutra, pelo ônibus da Viação Meriti.
Edifícios principais: Hospital de Caridade, considerado o mais perfeito da Baixada da Guanabara, fundado em 1956; Grupo Escolar Murilo Braga, Grupo Escolar Rubens Farrula, Palácio do Comércio, Prefeitura Municipal e Fórum (os três últimos não tem edifícios próprios)
Assistência Sanitária – O Estado mantem um posto de higiene na sede do Município. Há também o serviços de endemias rurais.
Pontos de acesso: Estação Francisco Sá e Estação Pedro II (elétricos e a vapor); ponto de ônibus na Praça Mauá; ponto de micro ônibus em Cascadura; ponto de ônibus da Praça Tiradentes e nas cidades de Nova Iguaçu, Nilópolis e Duque de Caxias.
Sede do Município: Está situada na parte meridional, ponto em que funciona, Prefeitura, Câmara, e o Fórum.
Vias de acessos – Rodovia Presidente Dutra, que atravessa o Município em sua parte Norte-Sudeste, uma das mais modernas do Brasil; a Automóvel Clube que liga o Município com a Zona Norte da Capital do País; a Estrada de Ferro Central do Brasil, que corta o Município em dois sentidos: Sudoeste, para São Mateus e direção Sul-Norte com a Rio Douro.
Limites antigos: - Ao Norte: Santo Antonio de Jacutinga; ao Sul, Irajá e Campo Grande; ao Leste, Baia da Guanabara e a Oeste, Campo Grande.

Limites atuais: Ao Norte, Nova Iguaçu; ao Sul, Distrito Federal; ao Leste, Duque de Caxias e a Oeste, Nilópolis.

Pontos referenciais: Limita-se com Nilópolis, começando pela linha de transmissão da Companhia Luz e Força do Rio de Janeiro, até encontrar o Sarapuí; com Nova Iguaçu, começa no Sarapuí, onde este é cortado pelo cabo de transmissão da Cia. Luz e Força do Rio de Janeiro e sobe o Sarapuí até ao ponto em que o rio é cortado, pela segunda vez, pelo fio da Cia. Luz e Força do Rio de Janeiro na confluência da segunda linha; com Duque de Caxias, começa no Sarapuí onde ele é cortado pelo fio da Carris Luz e Força do Rio de Janeiro até o limite com o Distrito Federal.

Limites distritais: * O primeiro distrito limita-se com o Distrito Federal pelo rio Pavuna, leito antigo, prestes a desaparecer depois que deixa a ponte pela parte mais Ocidental; com o segundo pelos eixos das ruas Albertina, Siqueira Campos, Miguel Jasku, Eluar Arruda, Lucinda e Estrada de Minas atual Getúlio Moura; com o terceiro distrito pelo eixo das ruas Maria Gama, Eurico de Oliveira e com o Município de Duque de Caxias, pela antiga linha inter-distrital. O segundo distrito faz limites com o primeiro pelo eixo da rua Bernardino e Eurico de Oliveira; com o segundo eixo da rua Maria Gama; com Nilópolis pela linha do fio de transmissão da Carris Luz e Força; com Nova Iguaçu pelo canal de Sarapuí e com Duque de Caxias pela linha inter-distrital.
* Positivamente as fronteiras do Município estão viciadas, pelo lado da orla com o Distrito Federal. As autoridades municipais, tem descuidado do problema, que ainda ficará muito caro no futuro, quando iremos pagar o preço de nossa indiferença. O autor, já moveu várias campanhas jornalísticas no “Correio Fluminense”, sem êxito. Mas ainda há esperanças.
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