Memória Histórica de São João de Meriti



Baixar 324.55 Kb.
Página4/6
Encontro29.07.2016
Tamanho324.55 Kb.
1   2   3   4   5   6

Latitude: S-22º 49’10”. Longitude, W-gr-43º22’11” – Altitude 7 m em linha reta a Capital e 27 km. Rumo (em relação a Capital): ONO.
Relevo do solo, clima e outras minúcias: - O território de São João de Meriti, está situado na Baixada da Guanabara, mostra-se levemente ondulado tendo como ponto mais alto o morro da Carioca, com 163 m de elevação. O seu clima é quente, húmido e muito escassamente se manifestam casos de febre malária ou surtos tifóide. As terras são talhadas por rios, córregos e canais, todos pequenos, sobressaindo-se o Pavuna que entra pela zona Oeste do município, passa por São Mateus com a denominação de rio do Pau, por consagração popular, tão somente, para mudar essa denominação quando recebe as águas do Acari, o que se dá na altura da Praça 12 da Vila Pedro II, onde atualmente existe a Cia. de Terrenos Rio-São Paulo. Daí corre com a denominação de Meriti até desaguar na Ponto do Lagarto, defronte a Ilha de Saravatá, perto da Estrada de Porto Velho, no Distrito Federal. Esportes: Possui uma Liga de Desportos, com mais de 20 clubes filiados. Os principais times de futebol, são: Olarias, Fazenda e São Pedro, que possuem estádios fechados. No Basquetebol, existem o São Luis e o Éden dotados de boas quadras. Existe também a Academia Luvas e Murros, e outra de Luta Livre. O fundador da Liga de Desportos, foi Emanuel Santos Soares, João Alves Martins, Manuel Torraca, Joaquim Freire da Costa, W. Santos, Osvaldo Marcondes, Alberto Costa, Sebastião Azambuja e outros.
Companhia Telefônica Meriti: atualmente está sendo organizada pelo sistema de auto-financiamento, esta campanhia que irá resolver o problema da comunicação telefônica, que apesar dos ingentes progressos, ainda está precaríssimo. O presidente desta organização é o senhor Mário Martins de Lima, homem trabalhador e progressista.
Assistência Médica – O dinâmico prefeito Domingos Correa da Costa, teve a coragem de inaugurar um hospital, que há muito estava com suas obras paralisadas. Possui este moderno mosocômio, ambulância, serviços de raio X, pronto socorro, e tem capacidade para 84 leitos. É, do ponto de vista técnico, o mais completo da Baixada da Guanabara. Pode-se afiançar que é a obra de maior necessidade, que veio preencher um claro muito grande. A sua mordomia é composta de homens de responsabilidade, figurando Getúlio Barbosa de Moura, Cristóvão Correa Berbereia, Aníbal Veriato de Azevedo, Oscar Pimenta Soares, Hilquias Marinho Nunes, Arlindo da Rosa Mancebo, Alberto Geremias da Silveira Menezes, Belmiro Rodrigues, Alzira dos Santos, Emanuel dos Santos Soares, Domingos Correa da Costa, Otacílio Gonçalves da Silva. O balanço do período de janeiro a dezembro de 1957 importou em Cr$ 3.515.204,10.
Prefeitos: o primeiro prefeito foi Dr. Aníbal Viriato de Azevedo; o segundo Dr. José dos Campos Manhães, que governou até o fim de seu mandato. Com as piruetas políticas, veio Prof. Plácido Figueiredo; Osvaldo Marcondes de Medeiros, Alberto Rocha Possa; Miguel Arcanjo de Medeiros; Elpídio Sales; Miguel Arcanjo de Medeiros, Waldemiro Proença Ribeiro e por fim Domingos Correa da Costa. Como se pode notar o quadriênio de 1951 a 1955, pode ser chamado de ‘balanço das horas”. Pois nele tivemos nada menos de 7 prefeitos em curto espaço de tempo.

NOTAS SOLTAS
O primeiro cartório de Meriti foi de Inácio de Souza Pimenta, no ano de 1832, que funcionava então em Pavuna. A seguir tivemos: João de Alvarenga Cintra, Raul Romeu de Faria, João Bitencourt Filho, Hermógenes de Oliveira Fontes, Oldemar de Oliveira, Pompeu da Costa Soares e Áurea Lopes do Nascimento.
O primeiro escrivão do registro de nascimento foi João Pedro Xavier de Salles, que fez o primeiro registro de Mariana Luiza de Souza, em 18 de janeiro de 1889. Funcionou como primeiro secretário Francisco Soares de Souza.
O Esmeraldo Futebol Clube foi fundado por Valério Villas Boas, sendo o mais antigo time de tutebol de Meriti. O seu campo ficava no quarteirão formado pelas ruas D. Lara, Antonio Telles e linha Rio D’Ouro. Desalojado daí foi para a Vila Esmeralda, na atual Valério Vilas Boas antiga Azuil de onde saiu para o campo que ficava à margem da Linha Auxiliar, de fronte a estação nova, da E.F.C.B.
A rua Nossa Senhora das Graças, antiga Tavares Guerra, teve as honras de ser pavimentada em primeiro lugar. Depois veio a rua da Matriz, no trecho da Linha Auxiliar até a esquina da Expedicionários, antiga Dona Chiquinha.
O cinema que apareceu preliminarmente, foi um construído de bambu, na rua dr. Arruda Negreiros, nos fundos da velha delegacia, no quarteirão, que confronta com a antiga estação da Central, lado esquerdo de quem vem de Pavuna. Daí surgiu o Recreio, fundado em 1926, defronte da praça da Bandeira, onde está a filial das Casas Pernambucanas ... Teve como pianista D. Márcia Diniz de Brito e o Prof. Getulio de Andrade.
O Rancho Carnavalesco mais antigo, foi o “Caçadores da Montanha, mas há quem diga ter sido o Cordão da Mocidade, de São Mateus. Depois apareceu o “Floresta Abandonada”, de Waldomiro Proença. “Rosa de Ouro”, “Cordão Encarnado”, e o mais famoso de todos que foi o “Rancho Fundo”, de Ernane Maldonado. A sua sede é o berço da Associação Comercial.
***
Citaremos ainda a banda conhecida como “Charanga” que foi fundada em 1929 pelo músico Antonio Laranjeira e até hoje ainda resiste ao tempo.
A Associação Comercial de São João de Meriti, foi fundada em 1-3-1939, pelo conhecido comerciante Antonio Teixeira Pinto, o Cabiúna, e teve como seu primeiro presidente a figura estimada de dr. Cristóvão Correa Berbereia. Apesar de ter tido em sua presidência figuras brilhantes o que mais se destacou pelos relevantes serviços prestas às Classes Produtoras e ao Município, foi a pessoa de Mario Martins Lima, que inclusive construiu o Palácio do Comércio. Esta obra é um dos maiores empreendimentos, dignos de ser imitado pelos que lideram os destinos das Classes Produtoras. Sem o pulso firme de Mário Martins de Lima, jamais seria possível materializar um sonho dessa envergadura.
Vale memorar o nome de Eliseu de Alvarenga Freire, que no de 1927, foi eleito vereador, pelo 4°distrito, na chapa do partido Radical.
Luiz da Hora, que também ocupou uma cadeira de vereador, pelo Partido Radical, isso no ano de 1936. Quando também, mandamos para a Câmara de Iguaçu, dr. Cristóvão Correa Bebereia, que já naqueles tempos recuados residia na mesma casa da rua Ipiranga, na estação de Engenheiro Belford. O senhor Manuel de Alvarenga Ribeiro, também vereador teve o seu mandato cassado por falta de comparecimento às reuniões.
Militavam na política, entre outros, Alfredo Peri, Carlos Fraga, que também foi vereador, Antonio Augusto da Silva, que não tiveram grande expressão.
Os mais célebres edis daquele tempo foram Murilo Esteves da Costa, Getúlio Barbosa de Moura, José dos Campos Manhães, Natalício Tenório Cavalcante, Sebastião Herculano de Matos, Mario França, Alberto Soares de Souza Mello, e José Lopes da Costa.
É fácil notar, também, que o dr. Getúlio de Moura, naquele tempo começava a sua vida na política. Era ainda um homem pobre, sem os requintes dos dias de hoje. Subiu vagarosa e firmemente todos os degraus da vida pública. Homem sóbrio, de simples ferroviário, atingiu aos píncaros. Do mesmo jeito aconteceu com Natalício Tenório Cavalcante, de que há quem diga, ter sido feitor, antes de ser fiscal de agências da prefeitura. Tenório, de quem se tem escrito rios de coisas, é um homem que subiu sofrendo. Merece o apreço dos homens pobres, como o seu antigo e sincero adversário político, Getúlio de Moura.
Por incrível que pareça, Domingos Correa da Costa, também veio do nada. Isso vai aqui tão somente a título de ilustração. Já que ele é uma figura central na política atual. No meu sentir, o que nasceu de pais mais ou menos rico foi dr. José Manhães Filho e Walter Arruda, que até hoje ostentam posição invejável na sociedade.
O político mais influente ai por voltas de 1919 era o deputado Manuel Reis, cujo declínio se deu com a ascensão dos valores novos e outro político da velha guarda foi o dr. Sebastião Arruda Negreiros, ex-prefeito iguaçuano, que ainda é atualmente, muito aplaudido.
Pelas informações obtidas, a mais antiga professora municipal foi a senhora Amélia Plalon de Carvalho, que deu aulas a dr. Mauro Arruda, que atualmente é ortopedista de nomeada. Em segundo plano vem Dona Alzira Santos e Dona Gesuina Maciel com vários anos de magistério.
O desbravador de S. Mateus nos velhos tempos, foi Julio Campos, homem pobre, mas de boas qualidades. Em Agostinho Porto, citaremos o nome de Cândido Maia e na Vila Tiradentes, Francisco Pantaleão Dias.
Para efeito apenas de registro, houve uma época em que não havia xadrez propriamente dito em Meriti. Neste tempo era delegado, o dr. Sebastião de Arruda Negreiros. Como tivesse ocorrido um fato grave, várias pessoas de destaque na ocasião foram presas em vagão na Central do Brasil. Os antigos devem recordar com mais precisão desta ocorrência.
Existiu na política local um nome que pouca gente recorda. Trata-se do dr. Renato Baldas, um velho dentista, que exercia a sua clínica na rua São Pedro. Outro também que desapareceu, há alguns anos atrás vítima de um colapso cardíaco, foi dr. Manuel Campos, que militou na política, embora palidamente.
Lembramos aqui o Coronel José Antonio Carvalho, padrinho de Antonio Teixeira Pinto (Cabiúna). Álvaro Proença Ribeiro, Mário Bastos, Coronel Bento Rodrigues, Comendador Nunes, que tinha um genro chamado Conde Pombeiros, homem que vivia oculto atrás do título que ostentava.
***

O rio Pavuna, pelo exame feito em uma planta da Companhia Melhoramentos de São Paulo, Mapa Falk, nasce com a denominação de rio do Pau. Mas quando atinge o centro de gravidade da linha da Estrada de Ferro Central do Brasil, estação de Anchieta, entre as Estradas Tasso Fragoso e Nazaré muda essa nomenclatura para a de rio Pavuna, correndo assim até atingir a praça 12, da Vila Pedro II, onde recebendo as águas do Acari, toma o nome de rio Meriti até a Guanabara.
Há outra opinião, antiga, porém, que se fundamenta nos seguintes termos: - “O rio Pavuna que divide Meriti com Irajá, pelo Sul, nasce na Serra, mas em charcos entre Retiro e Jerixinó. Da origem a ponte tem o nome de Pavuna daí por diante o de São João, por causa da Matriz até encontrar o “Meriti”, o que se verifica conforme exposição anterior.”
A função de quem faz um livro desapaixonado é registrar o que encontra. Aí estão as duas opiniões, os leitores devem tomar ciência de ambas, pois nada disso altera o curso natural das coisas. O fato que devo acrescer, é que essa denominação de rio São João, está redondamente esquecida. E que o povo confunde frontalmente rio do Pau com Pavuna e Meriti.
De conformidade com o Anuário Geográfico do Estado do Rio, do ano de 1954, o Rio ou Canal Sarapuí, tributário da Guanabara, que é também chamado Guimbu, nasce da junção dos rios Bangu e do Cachoeira, e banha os municípios de Nilópolis, Nova Iguaçu, Meriti e Duque de Caxias.
***
Quero registrar que chegou às minhas mãos um exemplar de “Tribuna Fluminense”, que indica Lucas Figueira como o mentor da emancipação de São João de Meriti. Como, também, há declarações de Caetana Regis Batista, Eliazar Rosa e Castro Vieira. Mas, outros apontam o deputado José dos Campos Manhães, como o concretizador dos acontecimentos, coisa que não parece muito viável. Tudo leva a crer, seja Lucas mesmo, o autor.
A exigüidade de tempo me impede consultar os Anaes da Assembléia.
***
O atual prefeito Domingos Correa da Costa, aventou a idéia de criar o 4ºdistrito, com as demarcações contidas no projeto do A. C. C. F. Mas, apesar de existir uma planta, com todos os limites, não logrou aprovação, pelo menos, até ao presente momento.
Também o 1º distrito sofreu profundas alterações, com a Resolução nº 846 de 25 de setembro de 1957. Este é outro registro feito posteriormente, ao que menciona o I.B.G.E. Esta alteração foi aprovada pela Assembléia e publicado em 12 de outubro de 1957. Dessa maneira o 1º distrito se completa pelo eixo das ruas Bernardino, Eurico de Oliveira, Av. Pernambucana, até o encontro com a Rodovia Presidente Dutra, daí pela rua 27 até a rua 23, seguindo por esta até o encontro da Travessa Congo daí pela José Bonifácio até o encontro com a Av. Automóvel Clube e por esta até ao Canal de Sarapuí.

ORIGEM DO NOME
Segundo vários autores versados na matéria, Meriti é corruptela do nome de uma palmeira conhecida pelos indígenas por “burity”.
Em verdade, não existe a afirmação categórica por parte dos autores que Meriti seja uma corruptela, admitem, apenas, a possibilidade.
Um dos mais recentes trabalhos, de autoria de José Mattoso Maia, que é incontestavelmente, um historiador de nomeada, escrevendo no ano de 1933, por incumbência do Dr. Sebastião de Arrua Negreiros, “Memória da Fundação de Iguaçu”, ele diz textualmente, “Meriti é, provavelmente corruptela” etc.
Assim sendo, creio podermos ainda abordar o assunto, tendo, naturalmente, de considerá-lo dentro de dois aspectos: etimológico e Histórico.
Comecemos por este, de ordem histórica, que é, quero crer, o mais discutível.
Consultando “Memórias Históricas” de Monsenhor Pizarro, encontramos não só a São João de Meriti, bem como, ao rio Meriti, várias referências do autor, grafando o escritor o nome Meriti de quatro formas distintas, a saber: “Meriti – Merity – Miriti – Mirity”.
Na verdade, somente em Pizzarro, encontramos este modo controvertível na grafia de Meriti, porquanto, nos demais autores, sejam antigos ou contemporâneos, observam sempre uma certa disciplina ao grafar o mencionado nome, se bem que, na “Legislação Provincial” de Luiz Vieira Souto, editado em 1850, dá-nos a conhecer o texto da Lei n. 40, de 7 de maio de 1836, no seu art. Primeiro escreve o autor: “As freguesias de Iguassú, Maripicú, Jacotinga e Merity, ficam interinamente fazendo parte do termo da cidade de Nitheroy” etc.
Compulsando o “Dicionário Histórico e Descriptivo do Império do Brasil” de Saint Adolfho publicado em 1863, encontramos sempre e invariavelmente, o nome Meriti grafado com “i” ou seja “Miriti”. Referindo-se ao rio Pavuna, escreve o autor: “Ribeiro da Província do Rio de Janeiro, nasce nas serras do Bangu e Gerixinó, separa por uma parte o termo da freguesia de MIRITI da de Irajá, e vai se juntar com o rio MIRITI” etc;
Reportando-se a freguesia de São João de Meriti, continua o autor: “MIRITI-Freguesia da Província do Rio de Janeiro, cinco légoas ao noroeste da Capital do Império, havia uma igreja edificada antes de 1645, num sítio chamado Trairaponga, em 1647, foi esta igreja eregida em paróchia por alvará de 10 de fevereiro, com o nome de São João de Trahirapunga. Passados vinte anos, edificou-se uma nova igreja na margem semptentrional do rio MIRITI, e transferiu-se para ela a pia batismal, assim foi que trocou o antigo nome da Freguesia pelo de São João de MERITI” etc. Referindo-se agora Saint-Adolphe ao rio Meriti escreve: “MIRITI – rio tributário da Bahia do Rio de Janeiro ou Nitheroy, vem do norte da freguesia de Campo Grande, tendo como afluente o rio Pavuna” etc.
Assim, e sucessivamente, só encontramos na obra do autor Meriti grafado com “i”.
Um dos autores mais consultados para se reconstituir, não só a história da formação da freguesia de São João de Meriti, bem como de muitas outras, é, sem dúvida, Alfredo Moreira Pinto, que todas às vezes que se reporta àquela freguesia, ou ao rio, usou invariavelmente, a grafia MIRITI. Escreveu Moreira Pinto em 1896; “MIRITI – Rio que serve de divisa entre o Distrito Federal e o município de Iguassú, pertencente ao Estado do Rio de Janeiro. Deságua na Baía de Niteroi” etc. Entre todos os autores consultados só em Monsenhor Pizzarro encontramos divergência, por que não dizer, grande divergência, pois na sua obra “MEMÓRIAS HISTÓRICAS” grafou MERITI de quatro formas diversas.
Já agora, manuseando compêndios contemporâneos, encontramos uma certa ordem ao grafar o nome MERITI, naturalmente, em obediência aos aspectos a que me referi, ou sejam: Etimológico e histórico, e é justamente nos autores modernos, sejam ou não tupinólogos, que melhor se faz sentir esta ordem ortográfica, chegando mesmo a estabelecerem diferenciação entre os vocábulos MERITI e MIRITI, como no “LELLO UNIVERSAL”, um dos mais modernos e conceituados dicionários no momento, quando nos dá a saber:
MERITI: espécie de palmeira muito vulgar no vale do Amazonas”. Enquanto que:
MIRITI: Rio do Estado do Rio de Janeiro-Brasil”.
Note-se que esta distinção estabelecida no “LELLO UNIVERSAL” Meriti designando palmeira do Amazonas, e Meriti referindo-se a um rio do Estado do Rio de Janeiro, é freqüentemente encontrada em vários outros autores, quer do nosso século, como do século passado, pois Milliet, em 1863, já estabelecia estas duas designações.
Na verdade, há autores que só fazem referênci a MERITI, mas sempre com alusão à palmeira existente na região Amazônica, como por exemplo, o “DICIONÁRIO INTERNACIONAL”: MERITI – Nome de espécie de palmeira muito vulgar no vale do Amazonas.
Encontramos também no “DICIONÁRIO BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUEZA”, de Gustavo Barroso, a mesma referência:
MERITI – Planta da família das palmáceas (mauritia flexuosa)”.
Terminados os fatores, que julgo de ordem histórica, se outro mérito não teve, bastaria, naturalmente, o de melhor podermos compreender a questão em foco.
Trataremos agora de estudá-lo etimologicamente, e, para tanto, temos que nos cingir, como é óbvio, às autoridades versadas no linguajar dos silvícolas.
Recorrendo à Teodoro Sampaio, ou a outros eminentes estudiosos do idioma tupi-guarani, como sejam Saint Adolphe, Moreira Pinto, par não citar inúmeros mais, encontramos invariavelmente o significado das palavras:
MIRITIM OU MIR – pequeno, breve, miúdo, pouco” etc. assim como:
TY ou TI – água, rio, caudal”
Logo, tudo nos leva à concluir e aceitar que MIRITY ou MIRITI, que dizer: rio pequeno, pouco rio, etc o que aliás, confere com o original. Enquanto que, MERITI, refere-se à uma palmeira existente no vale Amazônico.
Tomamos conhecimento, através dos fatos históricos que chegam ao nosso conhecimento, narrados por todos os autores, que MERITI é um rio existente na Província do Estado do Rio de Janeiro, que mais tarde veio a emprestar o seu nome à Freguesia de São João, bem como, etimologicamente, MIRITI, traduz-se por rio pequeno. Como então, aceitar a versão dada, que MERITI como corruptela de “BURITY” palmeira existente no Amazonas, tenha vindo a dar o nome ao nosso atual município!
Para aceitarmos esta versão pura e simples, abandonando todos os outros aspectos, seria necessário, pelo menos, que se fizesse a prova, mesmo que remota, da existência da referida palmeira, nesta região.
NA – A par com os elementos contidos na explanação anterior, existe, também, a versão, que consta na pasta de Documentos Municipais do I.B.G.E. estribada em reportagens do “O ESTADO”, jornal que se edita em Niteroi, em seu número de (9-7-48) que indica o nome de Manuel Lopes Pereira Bahia, Barão de Meriti, nascido em 1787, como a fonte geradora da primitiva denominação do nome Meriti.
Pela analogia das datas é fácil verificar que a vetusta freguesia de São João Batista de Meriti, é que deu origem ao Barão de Meriti.
Na minha apreciação o assunto daria panos para mangas, caso tivéssemos que entrar no campo de uma longa análise.
Ficaremos tão somente na superfície.
Pela Lei 5901, em seu artigo 11, é vetado o restabelecimento de nomes de cidades que tenham mais de duas expessões.

J U S T I Ç A
Uma parte integrante da justiça é a misericórdia – Bossuet.


O primeiro Juiz da Comarca, foi o atual desembargador Aderbal de Oliveira, que foi substituído pelo dr. Geraldo Toledo. Atualmente, quem dirige com sapiência os destinos da Comarca é o íntegro Juiz Moacir Morado de Carvalho. O magistrado criou um Patronato, para menos abandonados, obra que é vista, com muita simpatia.
O primeiro promotor: Dr. Artur Itabaiana de Oliveira, homem que descende de uma tradicional família de juristas fluminenses. À frente do Ministério Público, tem demonstrado ser um frio acusado, temido na tribuna.
A delegacia é quem comanda os serviços de polícia, sob a batuta do delegado Wilson Frederici, homem corajoso e de ação. Mas, o policial que contou com maior dose de simpatia da população meritiense, foi Rogério Monte Karp Viana. Como sub-delegado, o veterano desportista, Roberto Emílio da Cunha, homem estimado, vem atuando há muito.
C A R T Ó R I O S
1º Ofício, sob a direção de Murilo Esteves da Costa, homem sincero, que gosa larga estima no ciclo da família meritiense.
2º Ofício, Miguel Gabizo.
3º Ofício, Egas Muniz de Aragão.
4º Ofício, Altair Pereira Soares, homem estimado pela honestidade de que é dotado.
5º Ofício, Alfeu de Andrade Figueira, homem educado, que conta com largo ciclo de amizade e é influente na política.
2º distrito, Otacílio Gonçalves da Silva, ex-presidente da Câmara Municipal.
3º distrito, Emannoel Santos Soares, político militante, homem estimado pelas qualidades que ornam seu caráter.
Médico Legista – Dr. Bernardo Bochers, competente e zeloso.
Registro Cível – Manuel Lutterbak Nunes, tendo como substituto a escrivã Áurea Lopes.
Meriti se constituiu Comarca, no ano de 1952. Até então esteve subordinado à Duque de Caxias.
Em tempo: Dr. Frederico Martinele, substituiu ao Dr. Bernardo, nas funções de legista. É um antigo profissional do Município.
A G R A D E C I M E N T O S
A quem desdobrar este compêndio, onde há um firme propósito de ser respeitado os postulados da justiça, coisa que se esboroa nestes tempos, peço um favor, qual seja, atinar para esta página. Aqui estão nomes que só inspiram respeito, admiração e agradecimentos de minha parte. São meus amigos certos, que sempre acreditaram em meu poder de realizar, enquanto outros, naturalmente, duvidavam disso. Mas, aos que me responderam com a indiferença, também quero agradecer, porque ela só serviu de estímulo ao meu espírito. Quando se tem amigos como os que aqui estão, não se teme aos adversários gratuitos, indivíduos despeitados, que nada edificam. Se pratiquei alguma injustiça, foi inconsciente e outra vez, as minhas escusas se fazem sentir.
Como primeira linha, entre os baluartes que prestigiaram moral e materialmente o meu trabalho, devo citar o nome respeitável de nosso atual governador, industrial Domingos Correa da Costa, homem digno de nossa admiração, pelos preeminentes serviços prestados ao Município.
José Rasuck, este homem de bem, cujo sentido de caridade, já se tornou um fato conhecido de todos. Hoje ninguém prescinde da colaboração de José Rasuck, quando quer construir obra de benemerência.
Ao ex-delegado Rogério Monte Karp Viana, que muito incentivou o meu trabalho, com palavras confortadoras.
Amadeu Vasconcelos, homem estimado na sociedade, português de alma brasileira, que é amigo do progresso.
Manuel Vilela, antigo comerciante, amigo da nossa terra.
José Gonçalves Coutinho, português que pelo espírito de Carioca, que possui, se fez muito querido.
De perto quero mencionar o nome de João Ribeiro Coutinho, conterrâneo e amigo, “ouriçado por fora com um mandacaru, mas macio e suculento por dentro”. Este bravo Nordestino, com o lusitano de bom quilate Abílio Fernandes, homem de ação, Diogo de Almeida e Cezar Baltazar, pessoas distintas, formam a indústria pesada, que se denomina Matadouro Modelo Meriti.
1   2   3   4   5   6


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal