Memória Histórica de São João de Meriti



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Outro industrial de envergadura, homem sincero, paulista da gema, mas fluminense de coração, é Antônio Serão, o mais completo organizador de empresas de transportes coletivos da Baixada da Guanabara. É, com o seu irmão Leopoldo Serão, a mola mestra, da Auto Ônibus Meriti S.A.
Mário Martins de Lima, líder das Classes Produtoras, atual presidente da Associação Comercial e Industrial, é um idealista moderado, organizou a Companhia Telefônica Meriti, e construiu o Palácio do Comércio, monumento de nossa Cidade.
O jornalista Sylvio Fonseca, diretor de “CORREIO FLUMINENSE”, a quem estimo de coração, pelas excelentes qualidades de seu caráter.
Ao dr. Rui Lobo, médico que muito se destaca.
Atílio Aníbal, laboratorista, moço conceituado.
Carlos Gomes, inventor das afamadas “Velinhas Numeradas”.
Antonio dos Reis, correto industrial, proprietário do Café Serra da Estrela.
Angelino Barata, comerciante distinto, lusitano estimado, homem de bem.
Fernando Barata, homem bom e trabalhador.
Dr. Walter Freire de Arruda, intelectual, da família tradicional.
Artur Pereira, comerciante, estimado, lusitano realizador.
Francisco Apostólico, dono da Drogaria Império.
Albino Gonçalves Espindola, marchante em São Mateus.
Orlando Álvares, antigo comerciante da Vila Rosali.
Oscar Pimenta Soares, médico mais antigo do Município.
Manuel G. D. da Silva, moço de ação a quem admiro.
Luis Marques do Nascimento, correto vereador, ex-presidente da Câmara Municipal, político de prestígio.
Dr. Mozart Erthal, amigo sincero.
Francisco Farias, moço simples e bom.
Armando de Azevedo, gerente do Banco da Lavoura de Minas Gerais.
Irmãos Calil, antiga família de comerciantes meritienses.
Salomão Cusnir, simpatia em forma de pessoa humana.
Dalmácio Coutinho, economista brilhante, Gerente do Açúcar Santa Cruz.
Virgílio Machado, cidadão de ótimas qualidades, amigo de todas as horas.
Dr. Wilson Abraão Mirza, brilhante advogado.
Dona Olívia Bitencourt, e seus filhos, pessoas generosas.
Manuel Sendas, velho comerciante de São Mateus.
João Capeleiro, industrial de São Mateus.
Sinésio de Souza, industrial de São Mateus.
Lauro Godinho, homem de coração aberto, sincero e bom.
Silvio de Carvalho, pessoa distinta, que venceu lutando.
Habib Harp, chefe de ilustre família meritiense.
José Martins, negociante antigo.
Silvio Martins, homem trabalhador e estimado.
José dos Santos Numan, comerciante honesto.
Serafim da Silva, antigo negociante.

ADMINISTRAÇÃO

DOMINGOS CORREA DA COSTA

Que o prefeito do futuro quadriênio siga a mesma trajetória.

Prefeito Municipal DOMINGOS CORREA DA COSTA, que prestigiou moral e materialmente este trabalho. O seu apoio foi de importância vital e sem ele, dificilmente seria possível entregar este compêndio ao povo meritiense. Esta homenagem é justa, porque é a expressão da verdade.
O povo elegeu para o quadriênio de 1955 a 1959 o industrial, Domingos Correa da Costa, homem trabalhador e honesto. É mister enumerar que figurou como concorrente nesta mesma ocasião, além da figura ímpar de Cristóvão Berbereia, um dos mais conceituados munícipes, o construtor Osvaldo Marcondes de Medeiros, homem de pouca cultura, mas de muita atividade.
O prefeito Domingos Correa da Costa, que tem sido um administrador seguro, é, no entanto, um político pouco inspirado. Falta-lhe aquela maleabilidade, que torna o político um indivíduo que nunca diz um “não” a ninguém. Domingos Correa da Costa é seco, rosto fechado, mas um ótimo administrador, melhor amigo e excelente chefe de família.
O futuro prefeito, há de encontrar, quando assumir a curul municipal, a confirmação do que aqui escrevo. Fácil será governar com uma prefeitura que está organizada, em todos os seus setores. As dívidas regularizadas, dentro dos justos limites. Pois o prefeito, antes mesmo de segurar as rédeas do poder, tinha em mente, defender o patrimônio municipal, que pertence ao povo meritiense.
Isso aconteceu quando combateu o famigerado “Tribunal de Contas”* que foi o mais berrante escândalo, que a história registrou. Pois a Câmara Municipal, num dia trevesso para o Município, criou essa aberração, para insultar as consciências. Qualquer pessoa medianamente instruída, saboreia o amargor deste erro palmar.
* Algumas pessoas revoltaram-se contra o “Tribunal de Contas”, pelo aparato com que foi criado, sobretudo com as ostentações de ministros vitalícios e outras despesas desnecessárias. Mas num futuro qualquer os municípios terão que controlar suas finanças com órgãos especializados.

Uma prefeitura que não possuía dinheiro para pagar aos seus humildes servidores, teria que ostentar, com todo o fausto de uma dinastia, esse monstrengo colorido que se resumia numa despesa que ultrapassava a casa de um milhão de cruzeiros anuais. Porque havia no Tribunal de Contas 8 ministros, ganhando cada qual Cr$ 8.000,00, além de um séqüito de 114 funcionários com salários astronômicos para a época.
Aceitar essa situação seria inevitavelmente decretar, por antecedência a falência do Governo Municipal. Há quem diga que do ponto de vista político, incorreu Domingos em profundo deslize. Mas, olhando pelo prisma das finanças municipais, chega-se a uma conclusão racional. O Tribunal de Contas, foi condenado liminarmente, por tratar-se de um “órgão espúrio” que iria chocar visualmente as funções da Câmara Municipal. Isso se olharmos pelo raciocínio desenvolvido pelo jurista dr. Paulo Machado, no Mandato de Segurança, que foi impetrado.
Os interessados, usando de seus legítimos direitos, apelaram para a instância superior, mas foram mal sucedidos também. Houve, é bem verdade, muitos interesses feridos, e não poderia ser de outra maneira. Mas, carece citar que nesta altura dos acontecimentos, o que predominava, era indiscutivelmente, a defesa, a todo custo, do erário público.
Dessa forma teve fim a história pontilhada de acidentes, dos ministros vitalícios, que iriam transformar a municipalidade, numa montanha de confusões. E o povo na sua eterna indiferença pelas coisas públicas, iria pagar ainda mais, as cifras destas despesas.
Já no apagar das luzes a Câmara Municipal, votou ainda um abono de emergência no valor de Cr$ 1.000,00, para cada funcionário municipal, sem consultar a realidade das finanças. Essa despesa forçada tinha como finalidade precípua jogar o prefeito eleito de encontro ao funcionalismo. O próprio senhor Domingos Correa jamais escondeu a necessidade de melhorar as condições dos servidores, mas isso dentro das reais possibilidades financeiras. Dessa forma, reuniu os vereadores eleitos e mediante a eventualidade do estudo da reclassificação dos servidores afastou mais essa despesa, orçada em Cr$ 250.000,00 mensais. Convém acrescer que o Município lucrou muito com essa medida, mas o prefeito, sacrificou a sua popularidade entre os servidores, descontentes com a sua austeridade em cumprir as despesas.
Nesta oportunidade, procura o prefeito um meio de atender aos funcionários.
Os situacionistas, na agonia de deixar o poder comandados pelo então prefeito ainda fizeram “empenho” de somas astronômicas, como a reclamada por serviços prestados pelo Ginásio Meritiense à municipalidade que ultrapassava a cifra de Cr$ 300.000,00, coisa que poderia ser feito com mais vagar, e mediante provas. Tinham essas pessoas a idéia preconcebida de entravar a administração nascente, sobrecarregando-a com dívidas, as mais absurdas, e nunca saldar um compromisso assumido.
Não satisfeitos ainda, criaram outro “empenho de despesas”, com um tal de Francisco de Lima, o qual ultrapassava a soma de Cr$ 1.000.000,00 (hum milhão de cruzeiros) tudo isso com firme propósito de arruinar a prefeitura, o seu novo governo e o povo.
Debaixo desse clima de irresponsabilidade, entrou Domingos Correa da Costa, na Prefeitura Municipal, sob grande aclamação popular. Os meritienses confiavam no seu novo administrador e as suas atitudes, o capacitavam a ser alvo das mais concretas esperanças.
E a sai luta continuou contra as despesas estapafúrdias ao ponto de dissolver a Guarda Municipal, composta de 40 homens, que dava uma despesa redonda de aproximadamente Cr$ 200.000,00 anuais. Para isso, contou ainda com o apoio da Câmara Municipal, que votou unânime, pela extinção da Guarda Municipal.
Aí está, em linhas gerais, a batalha travada por este homem contra os gastos excessivos, que só traziam prejuízos para a coletividade.
Que o povo, ao deletrar este compêndio, contemple este capítulo, que pode ser cognominado, como a fase das aventuras políticas, onde um grupo de demagogos, locupletava-se com o dinheiro do erário público.
Sem réstias de dúvida, ao assumir o poder, Domingos Correa, saneou esse pântano e deu um governo ao povo.
A administração de Domingos Correa da Costa, foi ao que se diz, a melhor que já teve o atual município. Não queremos menosprezar aos demais, como, por exemplo, o governo de José dos Campos Manhães, que foi respeitável. Não vai nenhum favor considerar como boa a gestão do médico iguaçuano. Mas, para salientar a verdade, vamos enumerar as principais obras do atual governo.
Tem, como ponto alto de sua gestão, a coragem moral de inaugurar o Hospital da Caridade, uma das mais velhas aspirações de nosso povo.
Remodelou a Praça da Bandeira, que havia sido transformada em um depósito de lixo, fazendo da mesma moderno logradouro público.
Comprou um trator para a prefeitura no valor de Cr$ 500.000,00 e com o mesmo tem modificado plenamente todo o aspecto topográfico do Município, barateando o serviço de terraplanagem.
Criou o serviço de carpintaria, que tem fabricado a maior parte dos móveis para o Hospital, a prefeitura e escolas municipais.
Modificou a garagem municipal, sob a direção de José Barbosa, que de simples sucata passou a ser oficina com capacidade para consertar todos os carros da prefeitura, com eficiência e baixo custo.
Remodelou completamente o jardim de Éden, que estava transformado em um matagal e também enfeitou a Praça Manuel Reis, dotando-a de modernos requisitos.
Criou a maioria das redes de esgoto do Município, e para baratear a mão de obra, dotou a prefeitura com a sua própria fábrica de manilhas.
Fez a rede interna de telefones, para facilitar transmissões de ordens e dar o máximo de conforto ao funcionário para melhor produzir.
Organizou o arquivo municipal que antes era apenas um amontoado de embrulhos, facilitando uma série de fraudes nos documentos oficiais.
Renovou os móveis da prefeitura que eram antiquados dotando todas as seções com ventiladores para minorar o calor quando chega o verão.
Modernizou a praça de Coelho da Rocha, que não condizia com as aspirações de seu povo.
Ampliou a ponte sobre o rio Pavuna, prolongamento da rua Nossa Senhora das Graças com a Automóvel Clube. Este alargamento é de capital importância para o Município.
Propiciou a “Fonte Multicor” da Praça da Bandeira, uma das mais belas da Baixada da Guanabara.
Este livro não detalha o que significa a administração Domingos Correa da Costa. Uma série de obras ficaram à margem. Detive-me tão somente nas coisas de maior vulto. Que o prefeito do próximo quadriênio possa continuar na mesma trajetória, para a grandeza de São João de Meriti.
Calçamentos: Expedicionários – São Pedro – Mauro Arruda (trecho) – Valério Vilas Boas – Aderbal de Oliveira – contorno do Jardim da Praça da Bandeira – Mauro Arruda – Getúlio Moura – São Pedro – Gonçalves Dias – Santo Antônio – Amazonas – Praça de Éden – Coelho da Rocha – D. Lara – Telles de Menezes – Ari Parreira.
Rede de esgotos: Av. Arruda Negreiros – Aderbal de Oliveira – Mauro Arruda – Valério Vilas Boas – Amazonas – Santo Antonio – São Pedro – Av. Pernambucana – Av. Operária com Judite (travessia).
Código Tributário, criação do prefeito Domingos Correa, veio preencher uma grande lacuna. O Código de Obras, em vias de organização, é outra indescritível ! consecução da administração atual. E o cemitério que foi carinhosamente tratado, inclusive merecendo a cruz iluminada, a capela, amuramento, etc. O seu administrador é Osvaldo de Oliveira.
O prefeito Domingos Correa da Costa, reconstruiu as seguintes pontes que se encontravam em péssima situação:
A antiga ponte sobre o rio Pavuna, ligando o Estado do Rio de Janeiro com o Distrito Federal, pelas cabeceiras da rua Amazonas;
Ponte da Praça da Bandeira, entre Coelho da Rocha e o Vilar dos Teles;
Ponte defronte ao grupo escolar Rubens Farrula, em Vila Rosali, beirando a Av. Plácido Figueiredo Júnior;
Pontilhão da rua Leblon, de 5m x 3m, sobre um valão ali existente;
Pontilhão de 10m x 2m na rua Agostinho Porto com Av. Pernambucana;
Projeto: construção de um valão de cimento, para escoar as águas pelo centro da Avenida Carioca, na Vila Rosali;
Paredão: construiu o paredão de pedra, nas cabeceiras da Av. Fluminense, para garantir as propriedades que ficam na lateral da antiga escada que subia o morro.
Galeria – de 12m x 3m, na rua Fano Cumprido, em Éden, para escoamento das águas e facilitar ao tráfego de viaturas.

PRINCIPAL FONTE DE RENDAS
1º lugar – Imposto Predial .......... Cr$ 7.500.000,00

2º lugar – Imposto Territorial .... Cr$ 3.000.000,00

3º lugar– Indústria e Profissões . Cr$ 3.000.000,00
Receita Orçamentária para 1957 - Cr$ 39.354.088,00
Há merecer salientar que as indústrias pioneiras estão isentas do imposto durante 5 anos.
Ainda mais: as indústrias não pioneiras, gozam da regalia de 50% de descontos em igual período.
O valor industrial do Município, conforme informações do I.B.G.E., foi calculada em Cr$ 220,426.340,00, isso em 1957.
Existem 50 indústrias no município, mas as suas possibilidades no campo industrial, se revela quando se observa as vastas áreas existentes, sobretudo à margem da Rodovia Presidente Dutra.
Atualmente, as pessoas de idade superior a 14 anos se dedicam as atividades do comércio e da indústria do Distrito Federal, por ser limítrofe e existir ainda muita condução, o que assegura um intercâmbio constante com a capital do País. Isso enquadra Meriti no conceito de Williamson, que é a “cidade de dormir”, com a diferença de que Meriti, com seus 10 anos de existência, avançou bastante no terreno de sua própria manutenção. Isso, por outro lado, não implica em dizer que a indústria pesada da Capital do País e as diferenças salariais não figurem como elementos de séria concorrência. Todos os municípios limítrofes do Distrito Federal ressentem naturalmente à preponderância da Metrópole.
ARRECADAÇÃO DE 1957
Estadual ..................... Cr$ 42.003.107,00

Federal ....................... Cr$ 31.972.501,00

Municipal ................... Cr$ 39.354.088,00
Havia antigamente um botequim denominado “Ponto Chic” que ficava no local que se encontra a rua da Matriz com a Manoel Rosa. No ano de 1927, o comissário Inocêncio dos Santos deteve e espancou, no interior do mesmo, um sargento do Exército, que faleceu em conseqüência da surra que levou. Os militares se reuniram e fizeram um ataque ao “Ponto Chic”, quando nele se encontrava Ari de Alvarenga, homem de temperamento violento. O conflito foi tamanho que as famílias ficaram alarmadas. Alguns cadáveres foram encontrados dentro do Rio Pavuna, pois foram grandes as baixas de ambos os lados. As noites passaram a ser pesadelos para os meritienses, que aguardavam a todo instante, uma vindita dos soldados. Há quem diga que Virgílio Pinha, era dos poucos que pernoitavam na Cidade.*
* O botequim de Antonio José Moraes, foi totalmente arrasado pelos soldados que usaram inclusive metralhadoras. O tiroteio durou mais de uma hora e o comércio ficou completamente abandonado. Nesta baderna, mataram o dono do varejo da estação, que se recusou a correr na frente da patrulha. Os danos causados ao comerciante Moraes atingiram naquele tempo a soma de vinte e sete mil cruzeiros. Houve inquérito do Exército e nada ficou apurado. Deste conflito, pelas informações, houve uns dez mortos.

Antonio Hermont, nome de um dos maiores latifundiários, que residiu na casa, que também foi do Tranqueira, conforme referência feita alhures.
Rosali Farrula, esposa do dr. Rubens Farrula. Em homenagem a tão importante senhora, o povo deu o seu nome ao lugar que se denominou Morro da Botica, Alcântara, que ficava na meia encosta do morro, perdendo essas denominações em 1929, por iniciativa da Emp. Territorial Lar Econômico. O seu esposo homem de ciência, logrou ser Secretário de Agricultura, distinção feita pelo Governo de Amaral Peixoto, o que muito honrou o povo desta terra.
Coelho da Rocha, homenagem a Manuel José Coelho da Rocha, homem bom, dos tempos do engenho. O seu neto Almérico José, apesar dos anos ainda visita suas propriedades, que se estendem por uma longa área do 3º Distrito. É uma plêiade de pessoas ilustres, onde figura o General Odílio Denys.
São Mateus – Parte de uma das mais antigas fazendas da região, que pelo ano de 1637, João Álvares Pereira, ali fundou uma capela. Depois se desdobrou em Engenheiro Neiva, pelo lado da Central do Brasil e em Galdino Rocha pela Linha Auxiliar. Agora pelo decreto nº 1.705 de 1921, recebeu o nome de Nilópolis, tendo a parte da Auxiliar, retomando sua antiga denominação.
Luis da Hora, que fazia a política governista, valendo-se da situação, cometia, as vezes, certas arruaças. Era um político temperamental, apesar de ser pessoa benquista. Assim, foi que em companhia de alguns soldados do Exército, travou forte tiroteio com Ernane Fiore, nas imediações do local onde está o botequim de Rodrigues e Souza. Saltando a cerca da residência de João Antunes, ai deixou, Ernane o seu revolver e desapareceu pelos campos do antigo matadouro. Consta que entre 1927 até 1930, Meriti viveu mergulhado num verdadeiro Far-West !
O senhor José Xavier de Medeiros é um dos mais antigos farmacêuticos desta localidade. Andava no dorso de cavalos, pelos caminhos longos das fazendas, distribuindo remédio para os doentes. Era “doublé” de médico e farmacêutico, pois naqueles tempos raríssimas vezes aparecia um facultativo em Meriti.
Da família do Comendador Telles de Menezes, podemos indicar os médicos Francisco Telles e Manuel Telles; advogado, Pedro Telles, ex-prefeito de Iguaçu; Dona Ana Telles, Dona Joaquina Telles Rocha Faria e Luis Telles.
Dona Francisca Jeremias Silveira Menezes e seus filhos, Dr. Alberto, Pedro, José, Osmar e a prof. Feliciana, a Escola Francisco Manuel.
As diversas seções da prefeitura municipal, estão sob a chefia de funcionários competentes e honestos, o que determina uma grande parcela do êxito da administração de Domingos Correa da Costa.
Jacy Alves dos Santos – Inspetor de Rendas, Manuel Gonçalves, Chefe do Serviço de Fiscalização; Ernane Fiore, Chefe do Serviço Interno da I.R.; Neuma Soares Vitorino, Chefe do Protocolo; Engenheiro Dehane de Moraes, Divisão de Obras; Marcelino Julio Gonçalves Fortes, Tesoureiro; Augusto Teixeira Marinho, Fiel de Tesoureiro; Acácio de Souza Aguiar, Chefe do serviço de águas; José Ferreira Goulart, Chefe de Patrimônio; Arlindo da Rosa Mancebo, Departamento de Coletivos; Valério Vilas Boas, serviço de receita; Jorge Alvarenga, Chefe do Serviço de Despesas; Fernando Ernesto de Araújo Filho, Diretor da Divisão de Administração; Rubens Rodrigues, Departamento do Pessoal; Aridelson Garcia Terra, Chefe da contabilidade; Walter Rodrigues, Diretor de Fazenda; Joaquim Marinho, Encarregado Rodoviário; José Barbosa, Chefe da garagem; Eny Martins Zambrano, Diretora de Ensino; Zelina Fernandes, Inspetora de Ensino; Fernando Duarte e Roberto Emílio da Cunha, secretários.
Estes servidores municipais, demonstraram sempre possuir elevado espírito de amor ao trabalho. Seria necessário, para espelhar realmente o teor moral que domina o funcionalismo municipal citar nominalmente a todos os que, infelizmente, se torna impossível. Aos construtores anônimos da grandeza de nosso município, a eterna gratidão do povo.
Logo após a revolução vitoriosa de 1930, esteve em Meriti, o oficial de Polícia Militar, Artur Vitor, que era membro da Aliança Liberal. Os antigos moradores fizeram então festas para homenagear o visitante ilustre. Entre os homenageantes, estavam: Amadeu Lanziloti, Alzira Santos Soares, Miguel Jasku, Raimundo Maciel, Coronel Rodolfo Anichino, todos partidários de Getúlio de Moura, moço cheio de ideal que se iniciava na política sob os auspícios de Ricardo Xavier da Silveira, prestigiosa figura da política iguaçuana. Aí mesmo, nesse dia, com o assentimento de todos, a professora Nazaré Sutinga, que atualmente é advogada no Distrito Federal, num bonito discurso, lançou Getúlio de Moura, candidato a vereador. Nesta ocasião estava profundamente abalado o prestígio político do Coronel Eliseu de Alvarenga Freire, e começava a despontar o de Getúlio Barbosa de Moura e Tenório Cavalcante.
Era prefeito de Nova Iguaçu, com a queda do Presidente Washington Luis, o coronel Nicolau. Os meritienses, entusiasmados com a coragem do jovem iguaçuano, Getúlio de Moura e insatisfeitos com a nomeação do dr. Arruda, reuniram uma força clandestina e marcharam sobre Nova Iguaçu, destituindo o Coronel Nicolau do poder, e dando posse a Getúlio, que governou apenas por algumas horas. Fez parte desse movimento Raimundo Maciel, Telmo Anichino, Miguel Jasku, Joaquim de Almeida, Tenente Cabral, Marcelino dos Santos Fagundes, e outros; João Antunes e Joaquim de Almeida, ficaram em Meriti, como elementos de ligação, enquanto o resto, invadia a terra dos laranjais, escrevendo uma das mais belas páginas de nossa História. Foi mantida a indicação e o Dr. Sebastião Arruda Negreiros assumiu a prefeitura Municipal.
Luis da Hora, homem irrascível, encontrou-se com uma escolta do Exército, mandada para debelar a rebelião, e revistou a casa dos revoltosos, fazendo várias prisões. Um fato memorável: ao vistoriar a casa de João Antunes, a escolta atirou todos os moveis à rua. Só restou intacto um berço onde dormia inocentemente a menina Cilinha, filha do casal João Antunes e a professora Alzira dos Santos Soares. A criança, que os soldados respeitaram é atualmente a madame Ercila de Mattos, esposa de Luis de Araújo Mattos, um dos mais destacados membros da sociedade. A arma procurada estava sob o seu inocente bercinho.
ALGUNS VARÕES
Assina Tanus - Tronco da famíla Bedran

Salim Razuck - ¨ ¨ Razuck

Elias Daher Chedier - ¨ ¨ Daher

Manoel Honorato - ¨ ¨ Alexandria

Serafim Silva - ¨ ¨ G. D. Silva

Padre João - ¨ ¨ Filkis

José Henrique - ¨ ¨ Irmãos Henrique

Camalo Demétrio

Vitor Monteiro

Mirza Abraão

Manuel - ¨ ¨ Sanches

Jacob Américo - ¨ ¨ David

Leolino - ¨ ¨ Ribeiro

Inácio Alves - ¨ ¨ da Silva
ESTRADAS DE FERRO

ESTAÇÕES INAUGURAÇÃO

Pavuna Auxiliar 7-7-1910

S. Pedo 15-1-1883

S. João Meriti (Vila Rosali) 11-9-1910

Belford (Eng. Antonio Sales Nunes) 27-7-1911
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