Memória Histórica de São João de Meriti



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São Mateus 11-9-1910

Éden (Itinga) 29-12-1914

Agostinho (de Castro) Porto

(antigo Coqueiros) 29-12-1914

Coelho da Rocha (Manuel José)

Vila Rosali (Morro da Botica,

Alcântara) 1929

Associação Comercial 29-2-1939
Primeira diretoria provisória: Cristóvão Correa Berbereia, Antonio Alexandre e Inácio Alves da Silva.
Diretoria atual: Mário Lima, Heraldo Antônio Faria, Antonio Alves Ramos, José Alves de Carvalho, Luiz de Souza, Álvaro de Almeida, Aristeu Pereira dos Santos, Irineu Ribeiro dos Santos e Altino Ferreira Marques.

HISTÓRIA À MARGEM
Em Tomazinho, lugar que herdou o nome de Tomaz de Souza Peixto, figura entre os veteranos, Vicente Serra, que tem como sucessores, Inácio e João Serra. Ainda mais: Francisco Teixeira Pinto, Antonio Lázaro de Almeida, Francisco Ferreira Goulart, Antonio Pires, Avelino de Freitas, e Armando Pires.
Rememoramos os antigos de Éden, outrora conhecido como Itinga, que são Carlos Marx, Manoel Veloso, Otacílio Gonçalves da Silva, José Torres, Aristeu Mauricio Brum, Ausgusto Torres Homem, João Pinheiro, e Alfeu Neves.
São Mateus, é um dos lugares onde reside grande número de velhos habitantes da terra. Citaremos Manuel Sendas, comerciante que possui numerosa e respeitável prole; Nicolau e Dona Julia Cheuen e seus filhos Felício, Jorge e Dona Lucy; Francisco Correa da Costa, homem de bem, radicado há longos anos na rua Albertina; Aureliano Costa, mais conhecido como “Lauriano”, é um “tronco” em Portugal Pequeno; Mario Mello, Tertuliano Lucas Suprino, José Marques, Manuel Silveira Filho, Celso de Souza, João da Costa, Mario Medeiros, José Xavier, o falecido Adelino de Oliveira e Vitoriano Monteiro, são veteranos do lugar.
Engenheiro Belford, as raízes mais antigas são os descendentes de Major Augusto Cezar, homem que deu terras para a passagem da linha de ferro, mas que sempre foi esquecido muito embora tivesse méritos para merecer dar seu nome a Estação. Assim, mencionamos Dona Ermelinda Cezar da Silva, esposa do Tenente Henrique Cezar da Silva Pinto, que deixou os seguintes filhos: Henrique Júnior, Camila, Alberto, Lhevegilda e Mariana; logo após os descendentes de Augusto da Costa de Ameida Barreto, que deixou Casemiro Barreto e Jovelino Barreto; Alzira Passos, segue na ordem dos antigos, com os seus filhos: o saudoso Saint-Clair, Pedro, Oscar Jordelino e Guilherme; Alfredo de Carvalho e seus filhos Alfredo e Sergio; Josino Rodrigues da Fonseca, esposo da Dona Mariana, uma das mais abnegadas parteiras do local. Américo Felisberto Pires, Luis Pacheco da Rocha, Hermes Noronha, Joaquim da Motta, e Ladislau Lucas, este último falecido, são decanos em Belford.
Notificamos o casal de cabelos alvos: Joaquim Rosa e a sua digna esposa: Dona Alice Rosa. O ancião era pastor da Igreja Batista Betel que depois se transformou na primeira igreja Batista do Município. Foi um casal que lutou honradamente e deu a São João de Meriti dois advogados ilustres: dr. Eliasar Rosa lente do Pedro II e o dr. Elieser Rosa, professor da Faculdade Católica, Juiz de Direito, no Rio de Janeiro. Ambos tiraram os primeiros preparatórios no Colégio Batista, enfrentando uma série de dificuldades. Que fique aqui registrado este preito a um casal que soube educar seus filhos para vencer na vida.
Professor Plácido Figueiredo, é outro exemplo do quanto pode operar a vontade. Começou a sua vida como modesto barbeiro, na antiga Estação de Pavuna. Depois especializou-se em professor de alunos, tendo começado a sua carreira na modesta escola daquela moça que se chamava Maria França e que seria a sua esposa depois. Formou-se em contabilidade e é atualmente diretor do Educandário São João Batista. Possui uma prole muito grande: Plínio, Plinia, Paulo, Placedina e Plácido Junior, este último falecido. É um exemplo de perseverança, digno de ser imitado.
Também quero deixar gravado o sacrifício de um rapaz pobre que atualmente é um advogado de nomeada. É o doutor Antonio Hélio de Oliveira. Este moço de alma forte, lutou com ingentes sacrifícios para conquistar o seu diploma de advogado. Mencionarei, também, o tenente Ailton Gomes, oriundo de família pobre que com brilho conseguiu ser oficial da Marinha de Guerra. O seu esforço deve ser imitado por essa juventude irresponsável, que troca o banco das escolas, pelas mesas dos botequins. Este brioso oficial de nossa Marinha, é o orgulho do casal Manuel e Adélia Gomes, que travaram também a sua batalha na sombra para conseguir ver o jovem Ailton galgar o posto em se encontra.
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A centenária fazenda do Brejo foi vendida pelo Visconde de Barbacena aí por voltas de 1851, juntamente com o Porto do Brejo, ao senhor Manuel José Coelho da Rocha. As suas demarcações eram assim: da Botica até Areia Branca pelas cabeceiras e pelas laterais pelo Carrapato e Cachoeira. Dizem que este negócio foi feito na ocasião em que o Visconde estava em situação precária, completamente desfavorecido pelo Imperador. Dos descendentes do varão, Coelho da Rocha, ainda vive na Capital; Antonio, Alceu, Melquiades e Aurélio Coelho da Rocha, este pioneiro.
Entre os que subiram com sacrifício, podemos mencionar Moises Henrique dos Santos. Este homem veio de origem muito modesta, e a sua vida é uma verdadeira epopéia. Na infância, era um simples vendedor de bananas, figura pálida, no cenário social. Mas sempre foi um dos estudos. Tirou o seu curso no Souza Marques e muita gente recorda dos dias em que o mesmo com seu uniforme desbotado, em companhia de Newton Anet, Berenici Mello, Antonio Hélio e tantos outros embarcava na velha estação de Magno. Depois, fundou uma pequena escola na rua São João Batista, onde lecionava o primário. Daí com sacrifícios enormes conseguiu construir o ginásio, que é bem a prova de sua capacidade de trabalho.
Domingos Correa da Costa, começou a sua vida também como um simples trabalhador de olarias. Aí por volta de 1926, comprou em São Mateus, um pequeno armazém, onde vivia com a sua modesta família. Fez-se motorista profissional e foi trabalhar em Petrópolis, onde estudava à noite. Posteriormente, comprou, com sacrifícios, um caminhão e abriu um pequeno negócio na rua São João Batista. Para ser o que é atualmente, sofreu duras privações, mas deu o exemplo de trabalho e de força de vontade. É casado com a distinta senhora Dona Maria Lira Garcia da Costa, moça de fino gosto literário. Os filhos do casal são os estudantes: Rui, Domingos, Gil, Carlos e Nei Correa da Costa, este último seminarista por vocação.
No lugar denominado Parque Tiradentes, viveu no antanho Francisco Pantaleão Dias, com a sua esposa Dona Cândida Cezar, descendente do Major Augusto Cezar, com seus filhos Regina, Raul, Rogério, René, Raquel e Ruth.
Pelo lado da professora Francisca Cezar, podemos indiciar: Augusto, Mario, Marieta, Camila, Zilda, Odoxia, José, Olívia e Abigail.
Carlos Cezar, também descendente do Major, e seus filhos Nilo, Jaciro, Wanderlei, Juracy e Moacir.
Odoxia Cezar, que vive no lugar denominado Engenheiro Belford, com suas filhas Nilza, Neuza e Neli.
Do saudoso coronel Eliseu de Alvarenga Freire, nasceram em Meriti, José de Alvarenga, Eliseu de Alvarenga Júnior e Ari de Alvarenga que faleceu intoxicado ao ingerir água de um poço, onde existia uma cobra, em estado de putrefação.
Da parte de Valério Vilas Boas, apontamos ainda seus filhos Waldilio, Walério, Walquiria e Mercilia.
HOMENAGEM PÓSTUMA
Ao Aviador Luis Anet, ex-integrante da Força Aérea Brasileira, missão nos Céus da Itália, uma das mais queridas figuras da sociedade meritiense. O primeiro vôo, de Anet, foi feito em um “Stilman” K-222, sob o paraninfo do tenente Sinval em companhia de Hilkias Nunes. O aviador meritiense, ingressou depois na aviação civil, tendo perdido a vida, quando amerizava sobre o rio Amazonas, que tornou-se o túmulo eviterno do nosso herói esquecido. O seu aparelho era do tipo Catalina, da Panair do Brasil que estava à serviço da Presidência da República.
Registro ainda o nome do tenente Nilton Campos Soares, orgulho da mocidade estudantil, moço de origem modesta, mas, que, com esforço e valor atingiu o oficialato da Força Aérea Brasileira, onde perdeu a vida no posto de tenente, quando aterrizava o seu aparelho, no Campo Santos Dumont, precipitando-se no Calabouço, que tragou a sua preciosa vida.


HEROI ESQUECIDO

O Almirante Negro, João Cândido, ex-comandante do São Paulo, na heróica revolta da marujada para abolir o chicote na Armada, vive esquecido, no Município. Alquebrado pelos anos, mas de ânimo forte, trabalha como pescador, este bravo, que merecia um arrimo dos homens de bem, e dos poderes públicos.

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