Mensagem de condolências pelas vítimas do terremoto em são juliano de apúlia



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De facto, são estes a meta e o programa básico de qualquer acção pastoral. "Seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial" (Novo millennio ineunte ,n. 31).

Precisamente nestes dias, a visita das relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus às terras colombianas constituem uma oportunidade para tomar consciência de que todos estamos chamados à santidade, objectivo fundamental da missão da Igreja.

3. Ao analisar a situação da Igreja e da sociedade colombiana verificastes o incremento de um fenómeno realmente preocupante, que é a deterioração moral. Apresenta-se de formas muito diferentes e atinge os âmbitos mais variados da vida pessoal, familiar e social, afectando a importância intrínseca de um comportamento moralmente recto e pondo em sério perigo a própria autenticidade da fé, que "dá origem e exige um compromisso coerente de vida, comporta e aperfeiçoa o acolhimento e a observância dos mandamentos divinos" (Veritatis splendor , n. 89). Este é um fenómeno que se deve, em parte, a ideologias que negam ao ser humano a capacidade de conhecer com nitidez o bem e colocá-lo em prática. Mesmo se, com frequência, se trata de uma consciência ofuscada ou que procura justificar de maneira enganadora o próprio comportamento, com o apoio de um ambiente que, de maneira deslumbrante, apresenta falsos valores que tendem a esconder ou denegrir o bem supremo ao qual a pessoa aspira no íntimo do seu coração. Trata-se, portanto, de um desafio de grande importância que exige diversas linhas de acção pastoral, tendo como modelo Jesus, o Bom Pastor, que veio precisamente para chamar os pecadores (cf. Mt 9, 13), aproximando-se de muitos deles e exortando-os a mudar a sua maneira de viver (cf. Lc 19, 8).

4. A misericórdia de Jesus e a sua compaixão perante a fragilidade humana não lhe impediam de indicar com clareza qual era o comportamento que devia ser assumido ou as atitudes mais concordes com a vontade divina, desarticulando com frequência os argumentos insidiosos dos seus adversários; isso procurou-lhe a admiração dos povos, "porque ele ensinava-os como quem possui autoridade, e não como os doutores da Lei" (Mt 7, 29). O Senhor não se eximia também de denunciar hipocrisias ou desvios. Seguindo os seus ensinamentos, os Apóstolos, na sua pregação, não deixaram de insistir sobre as exigências éticas de quantos estavam chamados a viver "na justiça e na santidade da verdade" (Ef 4, 20).

Como seus sucessores, compete aos Bispos ensinar "que as próprias coisas terrenas e as instituições humanas se destinam também, segundo os planos de Deus Criador, à salvação dos homens" (Christus Dominus , 12). Proclamar a justiça, a verdade, a fidelidade e o amor ao próximo, com todas as suas implicações concretas, é inerente ao anúncio evangélico na sua integridade. Este anúncio contribui para a formação de uma consciência recta e ilumina todos os homens de boa vontade: assim "talvez te ouçam e se convertam cada um do seu mau caminho" (Jr 26, 3).

Este ensinamento, íntegro e em plena sintonia com a doutrina moral da Igreja, será muito mais frutuoso se estiver unido ao exemplo pessoal, ao acompanhamento constante e ao encorajamento incansável. De facto, "o Bispo é o primeiro anunciador do Evangelho por meio das palavras e do testemunho da vida" (Pastores gregis, n. 26). Isto é importante sobretudo no actual momento histórico no qual, por um lado, a força de vontade está circundada pela tentação de uma vida fácil e, por outro, a insistência sobre os direitos oculta a necessidade de assumir os próprios deveres e responsabilidades. Os pastores, as pessoas consagradas, os catequistas e os demais agentes evangelizadores podem fazer muito através do seu alegre testemunho pessoal de vida irrepreensível, realçando os verdadeiros valores humanos.

Desta forma manifestam, por um lado, que a plenitude de vida segundo os critérios do Evangelho consiste em ser e não em ter; por outro, assumir as próprias obrigações, mesmo se por vezes seja difícil, é uma exigência indispensável para afirmar a verdadeira dignidade da pessoa, o que dá origem também a uma paz interior que é fruto do dever cumprido e do esforço realizado por uma causa justa. Uma paz que se difunde também no ambiente social e, em especial, nas instituições, quando elas, baseando-se num autêntico espírito de serviço ao bem comum, estão regidas por critérios de igualdade, justiça, honradez e verdade.

5. Reflectistes recentemente sobre a iniciação cristã como um dos pontos-chave da evangelização. Um assunto ao mesmo tempo crucial e apaixonante, pois corresponde directamente ao mandamento de Cristo: "fazei discípulos de todas as nações [...] ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado" (Mt 28, 19-20). Trata-se de cultivar a fé nascente, como rebentos que crescem e dão nova vida à Igreja de Deus. Iniciar na fé é também, para os pastores e para as comunidades, uma magnífica oportunidade para reviver o mistério salvífico de Deus desde o seu princípio: é dom imerecido da graça santificante que nos une mais profundamente a Cristo; a efusão do Espírito Santo que transforma e vivifica, fazendo da vida humana um contínuo crescimento como criatura nova; a incorporação na Igreja para ser com ela germe e início do Reino de Deus na terra (cf. Lumen gentium , 5). Tudo isto nos apresenta o aspecto sublime da nossa origem como cristãos e a excelsa vocação para a qual estamos chamados.

Nas diversas fases da iniciação cristã, quem ensina os mistérios da salvação sente também a necessidade de os aprofundar, sem considerar nada por consabido ou descontado, descobrindo continuamente a sua grandeza e mantendo viva a estupefacção perante o sublime. Isto ser-lhe-á de grande ajuda não só para incrementar a própria fé e consolidar o compromisso baptismal, mas também para tomar consciência da grande responsabilidade que assume perante os catecúmenos e neófitos. O futuro deles como discípulos de Jesus será condicionado, em grande medida, pelo exemplo das pessoas que os formaram, assim como pela capacidade de inculcar nos seus corações uma fé viva, sólida e completa.

A necessidade de uma iniciação cristã organizada, adaptada às condições culturais do nosso tempo e de cada lugar, dirigida por pastores e catequistas exemplares e bem capacitados, converte-se numa prioridade, sobretudo onde o ambiente social é desfavorável ao crescimento na fé ou faltam os canais para a sua transmissão e desenvolvimento, como a família, a escola ou a própria comunidade cristã. Talvez possa ser útil inspirar-se na disciplina dos primeiros séculos, quando, além de comprovar as boas intenções dos candidatos, eram instruídos com esmero na mensagem de Cristo e no comportamento próprio do cristão, examinando depois "se viveram correctamente o seu catecumenado, se honraram as viúvas, se visitaram os enfermos, se praticaram obras boas" (Traditio Apostolica, 20).

6. Ao concluir este encontro, desejo encorajar a vossa esperança, tão necessária sobretudo na difícil situação que a Colômbia vive, de onde chegam contínuas notícias de atentados à vida, à liberdade e à dignidade das pessoas, como se o ser humano fosse uma mercadoria de valor insignificante.

É também conhecida a vastidão adquirida pelo fenómeno do sequestro de pessoas, chaga que assola numerosas famílias e que mostra, mais uma vez, a perversão à qual pode chegar a baixeza humana quando, em nome de infaustos interesses, se perde qualquer perspectiva moral e não se reconhecem nem respeitam os direitos mais fundamentais do homem. Na Colômbia, muitos destes males têm a sua origem no narcotráfico, com ramificações em muitos sectores, e que aflige há anos a Nação com incalculáveis consequências negativas em todos os âmbitos da vida social. Perante estes factos, partilho convosco o sofrimento e aprecio os numerosos esforços realizados para afastar a violência, eliminar as suas causas e atenuar os seus efeitos, prestando uma atenção adequada às vítimas e confortando incansavelmente quantos desejam abandonar a linguagem das armas para empreender o caminho do diálogo pacífico.

Queridos Irmãos Bispos, peço-vos que leveis o meu conforto e saudação cordial às vossas Igrejas particulares, de modo especial aos sacerdotes, às comunidades religiosas, aos catequistas e demais pessoas dedicadas à apaixonante tarefa de ser portadores da luz de Cristo e mantê-la viva no Povo de Deus.

Ao invocar a protecção de Nossa Senhora de Chiquinquirá sobre as vossas tarefas apostólicas, assim como sobre todos os queridos colombianos, concedo-vos com afecto a Bênção Apostólica.

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AO PRESIDENTE DA ROMÉNIA SENHOR ION ILIESCU

Quinta-feira, 30 de Setembro de 2004

Senhor Presidente!

Dirijo-lhe as minhas cordiais boas-vindas, expressando a profunda gratidão por esta visita, que coincide com a inauguração, nos Museus do Vaticano, da Exposição com o título emblemático "Estêvão o Grande, ponte entre o Oriente e o Ocidente".

Este encontro oferece-me a oportunidade para recordar com comoção e reconhecimento a memorável visita que tive a alegria de realizar à Roménia em 1999. Peregrino de fé e de esperança, fui recebido com afecto e entusiasmo por Vossa Excelência e pelas Autoridades estatais, por sua Beatitude o Patriarca Teoctisto e por todo o povo da venerável Igreja Ortodoxa da Roménia. Recebi um abraço particularmente fraterno dos Bispos e das amadas Comunidades católicas, de rito tanto bizantino como latino.

Senhor Presidente, formulo a Vossa Excelência, aos seus colaboradores e a toda a Nação romena afectuosos bons-votos de prosperidade e de paz. Acompanho estes votos com a minha oração, invocando sobre todos a bênção do Senhor.

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS AGENTES DE POLÍCIA DA GUARDA FISCAL E OS MILITARES DA ARMA DOS CARABINEIROS DE CASTEL GANDOLFO

Terça-feira, 28 de Setembro de 2004

Caros Funcionários Agentes de Polícia da Guarda Fiscal e Militares da Arma dos Carabineiros

No momento em que me preparo para deixar a residência de Castel Gandolfo, sinto o dever de vos expressar a minha estima e o meu apreço pelo serviço generoso e fiel que desempenhais em vista da salvaguarda da ordem e da segurança.

Estou-vos grato por terdes contribuído para a minha serena e tranquila permanência nesta bonita localidade. Formulo-vos votos a fim de que sejais sempre testemunhas dos valores da justiça, da lealdade e do espírito de sacrifício, que encontram a sua nascente mais profunda no amor a Deus e ao próximo.

Por isso, asseguro-vos a minha lembrança na oração e, enquanto invoco sobre vós e também sobre as vossas famílias a protecção maternal de Maria Santíssima, Virgo Fidelis, concedo-vos a todos a minha afectuosa Bênção Apostólica.
DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II À COMUNIDADE MUNICIPAL DE CASTEL GANDOLFO

Terça-feira, 28 de Setembro de 2004

Senhor Presidente da Câmara Municipal Caros Membros da Junta e do Conselho Municipal

No final da permanência de Verão em Castel Gandolfo, apraz-me dirigir a minha cordial saudação a cada um. Estou grato de modo particular ao Senhor Presidente da Câmara Municipal, pelas amáveis palavras com que se fez intérprete dos sentimentos de todos os presentes. Estendo este meu pensamento reconhecido aos membros da Administração municipal e a todos os cidadãos, pela calorosa hospitalidade que me foi reservada durante estes meses.

Nesta risonha e diligente localidade dos Castelos Romanos, que me é tão querida, pude transcorrer dias tranquilos e calmos. Agora, preparo-me para regressar ao Vaticano, confortado também pela vossa proximidade espiritual e oração. Estou-vos cordialmente grato por tudo isto, também em nome dos meus Colaboradores.

Confio todos vós e os vossos entes queridos à protecção maternal da Virgem Maria, Rainha do Santo Rosário, e concedo-vos de coração a Bênção Apostólica.


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS FUNCIONÁRIOS DO DEPARTAMENTO DA ADMINISTRAÇÃO DA POLÍCIA PENITENCIÁRIA ITALIANA

Segunda-feira, 27 de Setembro de 2004

Ilustres Senhores Gentis Senhoras!

1. Sinto-me feliz por vos receber e vos dirigir as minhas cordiais boas-vindas. Saúdo o Dr. Giovanni Tinebra, Chefe do Departamento da Administração Penitenciária, ao qual agradeço as suas gentis palavras, os Funcionários e o querido Mons. Giorgio Caniato, Inspector-Geral dos Capelães. A minha saudação torna-se extensiva particularmente a vós, Agentes em prova na Polícia Penitenciária Feminina. Este encontro destina-se sobretudo a vós, que concluístes há pouco o ano de formação.

2. Foi com prazer que tomei conhecimento de que durante o curso demonstrastes um louvável empenho, obtendo resultados encorajadores. Congratulo-me convosco e aproveito a ocasião para vos oferecer uma sugestão: tende sempre a preocupação pela vossa vida espiritual. Com efeito, a vossa função exige uma sólida maturidade humana, que vos consinta conjugar a firmeza com a atenção às pessoas. Para esta finalidade, sem dúvida, é uma vantagem o facto de serdes mulheres, com aquelas qualidades propriamente femininas que incidem de modo positivo sobre a relação inter-humana. Mas é sobretudo necessária a força interior que vem da oração, isto é, da união íntima com Deus em qualquer situação da vida, também nas ocupações quotidianas.

3. Celebra-se hoje, por feliz coincidência, a memória litúrgica de São Vicente de Paulo, grande santo da caridade. Ele sofreu pessoalmente o rigor do cárcere, e ensinou às "Damas", depois Filhas da Caridade, uma especial atenção por aquela categoria de pobres que são os "forçados". Pedia que se tivesse com eles compreensão e que se exigisse para eles um tratamento humano. São Vicente estava animado do amor de Cristo, que no Evangelho se identifica também com o encarcerado (cf. Mt 25, 36.40.43.45). O valor primário da pessoa humana deve estar na base de qualquer ética civil e profissional e da relativa formação. Por conseguinte, sinto-me feliz por vos recomendar a vós, assim como o vosso trabalho, à protecção de São Vicente de Paulo.

Ilustres Senhores, desejando de coração que a vontade de autêntica promoção da justiça se realize com sucesso em cada sector da Administração Penitenciária italiana, agradeço-vos a gentil visita e concedo de bom grado a todos vós e aos vossos familiares a Bênção Apostólica.


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AO CARDEAL KAZIMIERZ SWIATEK, ARCEBISPO DE MINSK-MOHILEV (BIELO-RÚSSIA) E AOS MEMBROS DO INSTITUTO PAULO VI

Segunda-feira, 27 de Setembro de 2004

Senhores Cardeais Venerados Irmãos Ilustres Senhores

1. É-me grato realizar este encontro, que me permite entregar-lhe pessoalmente, caríssimo Cardeal Kazimierz Swiatek, o prémio "Fidei testis", conferido pelo Instituto "Paulo VI" de Bréscia, durante o Simpósio realizado nos dias passados, por ocasião do XXV aniversário de fundação.

Saúdo cordialmente os Senhores Cardeais Giovanni Battista Re, Paul Poupard e Georges Cottier, os Bispos D. Sanguinetti e D. Macchi, os Sacerdotes e cada um de vós, ilustres membros do Conselho de Direcção. Estou grato ao Presidente, Dr. Giuseppe Camadini, pelas suas amáveis palavras de saudação.

Ao dirigir-me a Vossa Eminência, venerado e querido Cardeal Swiatek, desejo transmitir-lhe as minhas sinceras felicitações por este prestigioso reconhecimento. Com efeito, para o cristão o título de "Fidei testis" é mais apropriado do que qualquer outro; é-o, com maior razão, para um Pastor distinguido pela Púrpura cardinalícia que, nos anos difíceis da perseguição da Igreja na Europa do Leste, deu testemunho fiel e corajoso de Cristo e do seu Evangelho.

2. Senhor Cardeal, a sua Ordenação sacerdotal teve lugar pouco antes da segunda guerra mundial. Dois anos mais tarde, a Providencia chamou-o a percorrer a via crucis da perseguição, solidário com a paixão do povo cristão que lhe fora confiado, carregando pessoalmente a cruz da prisão, da condenação injusta, dos campos de trabalho forçado, com o seu fardo de cansaço, de frio e de fome. "Só com a fé era possível sobreviver", assim Vossa Eminência confessou. E o Senhor incutiu-lhe uma fé vigorosa e corajosa, para superar aquela provação longa e árdua, no final da qual Vossa Eminência regressou à comunidade eclesial como testemunha do Evangelho, ainda mais credível: Fidei testis.

Esta nova estação da sua vida culminou na eleição a Arcebispo de Minsk-Mohilev, ministério que está a desempenhar ainda nos dias de hoje. Com a palavra e com o exemplo, Vossa Eminência anunciou a todos, crentes e não-crentes, a verdade de Cristo, Luz que a todo o homem ilumina.

3. Vossa Eminência levou a cabo tudo isto com a ajuda de Maria Santíssima, Mater misericordiae, como testifica inclusivamente o seu lema episcopal. Venerado Irmão, confio-o à Virgem com profundo afecto, enquanto tenho a alegria de lhe conferir o prémio "Fidei testis". E a todos concedo do íntimo do coração, com renovada gratidão, a Bênçao Apostólica.

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS FUNCIONÁRIOS DAS VILAS PONTIFÍCIAS DE CASTEL GANDOLFO

Domingo, 26 de Setembro de 2004

Caríssimos Irmãos e Irmãs!

Estou feliz por vos acolher neste último domingo de Setembro, quando está a chegar ao fim o meu descanso de Verão em Castel Gandolfo. De facto, o nosso tradicional encontro oferece-me a oportunidade de manifestar a cada um de vós o meu vivo reconhecimento pelo generoso serviço que desempenhais nesta Residência Pontifícia.

Saúdo em especial o Dr. Savério Petrillo, Director-Geral das Vilas Pontifícias, e agradeço-lhe as gentis palavras que me dirigiu em nome dos presentes. De bom grado estendo esta afectuosa saudação a todos os funcionários das Vilas e às suas famílias. O Senhor vos recompense pelo empenho e fidelidade com que desempenhais as tarefas a vós confiadas.

Ao voltar ao Vaticano, levarei comigo a querida lembrança dos dias serenos e repousantes que pude transcorrer no Castelo, graças também à vossa ajuda. Confio na vossa oração e, da minha parte, garanto-vos que não deixarei de pedir ao Senhor, a fim de que vos acompanhe sempre com a sua assistência. Ao confiar-vos à materna protecção da Virgem Maria, Rainha do Rosário, abençoo-vos com afecto, juntamente com os vossos familiares e com todas as pessoas a vós queridas.

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS NÚNCIOS APOSTÓLICOS PARTICIPANTES NO ENCONTRO DOS REPRESENTANTES PONTIFÍCIOS NA ÁFRICA

25 de Setembro de 2004

Caríssimos Representantes Pontifícios!

1. Estou feliz por vos receber na conclusão do vosso encontro em Roma. Desejo renovar a cada um de vós a expressão do meu apreço pelo precioso serviço que ofereceis às Comunidades eclesiais e civis na África.

Todos nós trazemos na mente e no coração a recordação do Arcebispo D. Michael Aidan Courtney, que com generosidade e fidelidade desempenhou a própria missão a favor da martirizada população do Burundi, até ao supremo sacrifício da vida. Possa o seu heróico testemunho infundir um renovado vigor a quantos trabalham pela paz no Burundi e em todo o Continente africano!

2. Sei que desempenhais o vosso serviço com zelo e fidelidade, no meio de situações difíceis, compartilhando os sofrimentos e os dramas das Igrejas e das populações às quais fostes enviados. De bom grado aproveito esta ocasião para vos manifestar mais uma vez a minha gratidão pela dedicação e sabedoria com que cumpris a delicada missão a vós confiada! Sabei que o Papa e a Cúria Romana estão próximos de vós, como testemunha também este nosso encontro.

A Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a África, que este ano comemorara o seu decénio, e a Exortação apostólica pós-sinodal "Ecclesia in Africa ", representam um momento especialmente intenso da solicitude pastoral da Igreja para com aquele Continente. Actualmente, a Igreja na África deve confrontar-se com velhos e novos problemas, mas também está aberta a grandes esperanças. Como Representantes Pontifícios, vós sois chamados a acompanhar o desenvolvimento das Comunidades eclesiais, a favorecer o progresso integral da sociedade e, sobretudo, a sustentar o "encontro das culturas com Cristo e o seu Evangelho" (Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Africa ,61).

3. Continuai com todo o empenho a ser testemunhas de comunhão, favorecendo a superação das tensões e das incompreensões, a vitória sobre a tentação do particularismo, o reforçamento do sentido de pertença ao único e indivisível Povo de Deus.

Com estes sentimentos e auspícios, renovo-vos o meu mais cordial agradecimento por este encontro e confio as vossas pessoas e a vossa missão à materna protecção da Virgem Maria, Estrela da Evangelização. A vós aqui presentes e aos vossos colaboradores nas Nunciaturas concedo de coração a Bênção Apostólica, fazendo-a extensiva de bom grado às queridas populações africanas, onde desempenhais a vossa qualificada actividade de Representantes Pontifícios.


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS PARTICIPANTES NO CAPÍTULO GERAL DOS MISSIONÁRIOS OBLATOS DE MARIA IMACULADA

Sexta-feira, 24 de Setembro de 2004

Caríssimos!

1. Por ocasião do Capítulo Geral do vosso Instituto, sinto-me feliz por vos receber e garantir a minha proximidade espiritual na oração. Saúdo em particular o Superior-Geral e os membros do novo Conselho Geral da Congregação, ao qual desejo bom trabalho no empenhativo cargo.

Agradeço a todos o afecto que demonstrais ao Sucessor de Pedro e que retribuo cordialmente, também devido à devoção que tenho em relação ao vosso Fundador, Santo Eugénio de Mazenod, assim como a estima pela vossa Congregação, ao mesmo tempo mariana e missionária.

2. "Testemunhas da esperança" é o tema desta Assembleia capitular, em continuidade com a anterior. Entrastes no novo milénio com toda a Igreja no sinal da esperança, e desejais continuar a caminhar nesta perspectiva, confiando na Divina Providência. A vossa presença, animada por um autêntico fervor religioso e missionário, deve ser sinal e semente de esperança para todos os que se encontrarem convosco, tanto em ambientes secularizados como em contextos de primeiro anúncio.

3. Encorajo-vos a perseverar nos objectivos que vos propusestes, estando em primeiro lugar o da renovada união fraterna, segundo a vontade do Santo Fundador, o qual concebia o Instituto como se fosse uma família, cujos membros formam um só coração e uma só alma. Hoje, vós estais presentes com mais de mil comunidades em 67 Países do mundo, e esta unidade é um desafio exigente, mas tão importante para a humanidade, chamada a percorrer o caminho da solidariedade na diversidade.

Além disso, aprecio a vossa reflexão sobre as mudanças profundas que estão a marcar a Congregação, cujo centro de gravidade se vai deslocando para as zonas mais pobres do mundo. Este facto bastante significativo leva-vos a actualizar a formação, a distribuição das pessoas, as formas de governo e de comunhão dos bens.

Sabei fazer escolhas claras de acordo com as prioridades da vossa missão. Entre as exigências prioritárias encontra-se certamente o cuidado permanente da vida espiritual para uma fidelidade ao carisma originário sempre renovada. De facto, é Deus, com a acção do seu Santo Espírito, quem permite que as famílias religiosas respondam adequadamente às novas exigências inspiradas pelo dom específico que lhes foi confiado.

4. Para todas estas finalidades, invoco do Céu, por intercessão de Maria Santíssima, abundância de luz e de força. Peço-lhe, de modo particular, que vele com solicitude materna sobre cada um de vós e sobre os vossos Irmãos de hábito, ao conceder de coração a todos a Bênção Apostólica.

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS ABADES E PRIORES CONVENTUAIS DA CONFEDERAÇÃO BENEDITINA

Quinta-feira, 23 de Setembro de 2004

Caríssimos Irmãos e Irmãs

1. É com grande afecto que vos dou as minhas boas-vindas, feliz por terdes inserido no vosso Congresso o encontro com o Sucessor de Pedro, e agradeço ao Pe. Wolf Notker as suas amáveis palavras de introdução.

Ouvi as vossas preocupações e inquietudes. Não vos deixeis desanimar pelos problemas do nosso tempo. Deus continua a sua obra em vós e convosco, segundo o seu estilo, como Jesus preanunciou aos discípulos: "No mundo, tereis tribulações, mas tende confiança: Eu já venci o mundo" (Jo 16, 33).

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