Mensagem de condolências pelas vítimas do terremoto em são juliano de apúlia



Baixar 3.59 Mb.
Página105/105
Encontro19.07.2016
Tamanho3.59 Mb.
1   ...   97   98   99   100   101   102   103   104   105

2. Mediante estas reflexões sobre o exercício do munus episcopale propheticum, chamei muitas vezes a vossa atenção para a importância da evangelização da cultura. Sem dúvida, um desafio fundamental neste campo consiste na promoção de um encontro fecundo entre o Evangelho e a nova cultura global, que se está a formar rapidamente como resultado do crescimento sem precedentes, alcançado no sector das comunicações, e da expansão da economia mundial. Estou persuadido de que a Igreja nos Estados Unidos da América pode desempenhar um papel fundamental no momento de enfrentar este desafio, dado que a realidade que está a emergir é, sob numerosos aspectos, o fruto das experiências, atitudes e ideais ocidentais, e particularmente norte-americanos, do nosso tempo. A nova evangelização exige um discernimento claro das profundas necessidades e aspirações espirituais de uma cultura que, não obstante todos os seus aspectos de materialismo e de relativismo, se sente contudo profundamente atraída pela dimensão religiosa primordial da experiência humana e está a lutar para redescobrir as suas raízes espirituais.

Assim, na Igreja que está nos Estados Unidos da América, a evangelização da cultura pode oferecer uma contribuição singular para a missão "ad gentes" da Igreja nos dias de hoje. Através da sua pregação, da sua catequese e do seu testemunho público, a Igreja no vosso País sente-se desafiada a desenvolver um renovado estilo querigmático, capaz de evocar as necessidades espirituais dos homens e das mulheres contemporâneos, assim como de lhes oferecer uma resposta clarividente e persuasiva, fundamentada sobre a verdade do Evangelho. Os católicos de todas as idades devem ser ajudados a apreciar mais plenamente a característica distintiva da mensagem cristã, a sua capacidade de satisfazer as ansiedades mais profundas do coração humano em todos os tempos, a beleza da sua exortação a uma vida completamente centralizada na fé no Deus trino e uno, a obediência à sua palavra revelada e a configuração amorosa ao mistério pascal de Jesus Cristo, em que se nos revela a medida plena da nossa humanidade e da nossa vocação sobrenatural à realização no amor (cf. Gaudium et spes , 22).

3. A Igreja nos Estados Unidos da América está comprometida há muito tempo em fazer com que a sua voz seja ouvida no debate público, visando a salvaguarda dos direitos humanos fundamentais, da dignidade da pessoa e dos requisitos éticos para uma sociedade justa e bem ordenada. No contexto de uma nação pluralista como a vossa, isto tem exigido necessariamente a cooperação concreta de homens e mulheres de diversos credos religiosos e, em síntese, de todas as pessoas de boa vontade, no serviço ao bem comum. Estou profundamente reconhecido pelos vossos esforços constantes na promoção do diálogo ecuménico e inter-religioso a todos os níveis da vida da Igreja, não apenas como modo de superar os mal-entendidos entre os fiéis em geral, mas inclusivamente para promover um sentido de responsabilidade comum em vista da edificação de um futuro de paz. Como os trágicos acontecimentos do dia 11 de Setembro puderam evidenciar, a construção de uma cultura global da solidariedade e do respeito pela dignidade humana constitui uma das maiores tarefas morais que se estão a apresentar à humanidade contemporânea. Em última análise, é na conversão dos corações e na renovação espiritual da humanidade que se encontra a esperança num futuro melhor e, neste campo, o testemunho, o exemplo e a cooperação dos fiéis leigos em geral têm um papel singular a desempenhar.

4. Desejo também expressar a minha gratidão pessoal pela generosidade tradicional que os fiéis dos Estados Unidos da América têm dispensado à missão "ad gentes" da Igreja, através da formação e do envio de gerações de missionários, assim como mediante as contribuições que inumeráveis católicos destinam às missões estrangeiras. Encorajo-vos a levar a cabo todos os esforços em ordem a reavivar esta poderosa manifestação de solidariedade em benefício da Igreja universal.

A história testemunha que o compromisso participativo na missão "ad gentes" renova a Igreja inteira, fortalece a fé tanto dos indíviduos como das comunidades, reforça a sua identidade cristã e suscita um renovado entusiasmo no momento de enfrentar os desafios e as dificuldades do momento (cf. Redemptoris missio , 2). Possa a Igreja que está no vosso país descobrir as fontes para uma profunda renovação interior, através da revitalização do zelo missionário, sobretudo mediante a promoção das vocações nos Institutos missionários e a proposta, especialmente aos jovens, de um ideal sublime para uma vida completamente dedicada ao Evangelho.

5. Durante estes encontros, falei-vos numerosas vezes da admiração que tenho pelo extraordinário contributo oferecido por parte da comunidade católica nos Estados Unidos da América, para a propagação do Evangelho, o auxílio aos pobres, aos enfermos e às pessoas em necessidade, assim como para a salvaguarda dos valores humanos e cristãos fundamentais. Hoje, desejo encorajar-vos e, por vosso intermédio, a todos os católicos dos Estados Unidos da América, a continuar a dar testemunho fiel da verdade de Jesus Cristo e do poder da sua graça, de inspirar sabedoria, reconciliar as diferenças, curar as feridas e apontar para um futuro de esperança. A Igreja que está no vosso país foi provada pelos acontecimentos ocorridos ao longo dos últimos dois anos e, justamente, levaram-se a cabo muitos esforços para compreender e abordar as questões de abuso sexual, que lançaram uma sombra sobre a sua vida e o seu ministério. Enquanto continuais a enfrentar significativos desafios espirituais e materiais, que as vossas Igrejas estão a experimentar a este propósito, peço-vos que encorajeis todos os fiéis clero, religiosos e leigos a perseverar no testemunho público de fé e esperança, a fim de que a luz de Cristo, que jamais pode ser ofuscada (cf. Jo 1, 5), continue a brilhar em e através de toda a vida e ministério da Igreja.

Gostaria de vos pedir, de modo particular, que sejais profundamente solidários para com os vossos irmãos sacerdotes, muitos dos quais sofreram de maneira profunda por causa dos erros cometidos por alguns ministros da Igreja, e sobre os quais os mass media deram um grande relevo. Pedir-vos-ia também que transmitísseis o meu agradecimento pessoal pelo serviço generoso e abnegado que caracteriza a vida de um elevado número de sacerdotes norte-americanos, assim como o meu profundo apreço pelos seus esforços quotidianos, em vista de serem modelos de santidade e de caridade pastoral no seio das comunidades pastorais que são confiadas ao seu cuidado.

De maneira verdadeiramente concreta, a renovação da Igreja está vinculada à renovação do sacerdócio (cf. Optatam totius , 1). Por este motivo, peço-vos que leveis a cabo todos os esforços em vista de estardes presentes como pais e irmãos no meio dos vossos presbíteros, de lhes manifestar a vossa gratidão sincera pelo seu ministério, de vos unirdes frequentemente a eles na oração e de os encorajar na fidelidade à sua nobre vocação de homens completamente consagrados ao serviço do Senhor e da sua Igreja. Em síntese, dizei aos vossos sacerdotes que os conservo todos no meu coração!

6. Na conclusão destas reflexões sobre a nossa responsabilidade pelo testemunho profético da Igreja perante o mundo inteiro, quero expressar uma vez mais a minha convicção, que brota da fé, de que também hoje Deus está a preparar uma grande primavera para o Evangelho (cf. Redemptoris missio , 86), e que isto exorta todos nós a "abrir as portas a Cristo", em todos os aspectos da nossa vida e das nossas actividades. Como pude sugerir na Carta Apostólica Novo millennio ineunte , temos a maravilhosa e contudo exigente responsabilidade de ser o reflexo de Cristo, Luz do mundo. Efectivamente, "este é um encargo que nos faz tremer, quando olhamos para a fraqueza que frequentemente nos torna opacos e cheios de sombras. Mas é uma missão possível se, expondo-nos à luz de Cristo, nos abrirmos à graça que nos faz homens novos" (Novo millennio ineunte , 54).

Prezados Irmãos Bispos, ao apresentar-vos este desafio, garanto-vos mais uma vez a minha confiança e o meu afecto fraternal. Enquanto vos confio, assim como todo o clero, os religiosos e os fiéis leigos das vossas Igrejas particulares, à intercessão amorosa de Maria, Mãe da Igreja, concedo-vos cordialmente a minha Bênção Apostólica como penhor de fortaleza e de paz no Senhor.


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AO SENHOR JUAN GAVARRETE SOBERÓN, NOVO EMBAIXADOR DA GUATEMALA JUNTO DA SANTA SÉ POR OCASIÃO DA APRESENTAÇÃO DAS CARTAS CREDENCIAIS

Quinta-feira, 2 de Setembro de 2004

Senhor Embaixador

1. Apraz-me recebê-lo nesta ocasião, durante a qual me apresenta as Cartas que o acreditam como Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República da Guatemala junto da Santa Sé. Ao apresentar-lhe as minhas cordiais boas-vindas agradeço-lhe as amáveis palavras que me dirigiu, bem como a saudação que me transmitiu da parte do Senhor Presidente, Dr. Oscar Berger Perdomo, a qual retribuo pedindo-lhe que transmita os meus melhores votos de paz e bem-estar para todo o povo guatemalteco.

2. O seu País, Senhor Embaixador, é conhecido como a terra da eterna primavera. A Providência concedeu-me poder visitá-lo em três ocasiões desde a minha eleição para Sucessor de São Pedro. Desta forma, pude entrar em contacto com esse nobre povo, que tem uma ascendência milenária, no qual o anúncio do Evangelho deu forma a manifestações profundas de fé tão enraizadas na cultura guatemalteca. Recordo a beleza das suas paisagens, o carácter acolhedor do seu povo e, particularmente, a fé profunda da comunidade eclesial que ali vive. A vivência, alegre e devota, da fé em Jesus Cristo tem manifestações muito solenes nos cultos da Semana Santa, repletos de amor ao Redentor dos homens, morto e ressuscitado.

As minhas duas primeiras visitas a Guatemala tiveram lugar em 1983 e em 1996, quando ainda persistia um doloroso conflito armado interno, que provocou tantas mortes.

A terceira visita, em Julho de 2002, quando já tinha sido assinado o Acordo de paz, permitiu que me encontrasse com um povo alegre e esperançoso devido aos resultados obtidos. Naquela ocasião canonizei o Irmão Pedro de São José de Betancurt, numa celebração muito participada, que congregou fiéis da Guatemala e de toda a América Central, os quais davam graças a Deus pelo dom deste humilde Santo que, sendo proveniente das Canárias, elegeu esse País para se santificar no caminho da caridade, da oração e da penitência, assim como no serviço aos pobres e aos enfermos. A sua recordação permanece viva e o seu carisma perdura na Ordem Bethlemita, a qual, inspirando-se nos seus ensinamentos, deu abundantes frutos de santidade, como a Madre Encarnación Rosal, primeira Beata guatemalteca.

3. Nas mensagens que deixei nas mencionadas visitas quis expressar o meu afecto para com aquele querido povo guatemalteco, mas também as minhas preocupações face aos problemas que ali se viviam. Apraz-me constatar que a defesa da vida humana, desde a sua concepção até ao seu fim natural, é constitucionalmente reconhecida na sua Nação, o que constitui um sinal de honra para a Guatemala. Neste, como noutros âmbitos, quando a legislação civil assume os princípios do direito natural caminha-se para a paz e para o progresso dos povos.

4. Vossa Excelência, Senhor Embaixador, no seu discurso referiu-se ao desejo do seu Governo de combater a corrupção em todas as suas formas, para reduzir a desigualdade entre aqueles que tudo possuem e os que carecem do necessário, assim como para reunir esforços para prosseguir a construção de uma nação melhor. A transparência e a honradez na gestão pública favorecem um clima de credibilidade e confiança dos cidadãos nas suas autoridades e lançam as bases para um progresso conveniente e justo. Nesta tarefa, os responsáveis públicos encontram na Igreja, com a simplicidade dos seus recursos mas com a força das suas firmes convicções, a colaboração adequada para a busca de soluções, reconhecendo os esforços para fazer crescer a consciência e a responsabilidade dos cidadãos e fomentando a participação de todos.

Infelizmente, apesar de ter terminado o conflito interno armado, a Guatemala não pode ignorar a violência que afligiu muitas pessoas. Desejo recordar que entra tantas vítimas não faltaram ministros da Igreja e servidores do Evangelho, como D. Juan Gerardi, Bispo assassinado em 1998, cujo caso ainda não foi completamente esclarecido, assim como o de vários sacerdotes e catequistas. Não sejam poupados esforços para alcançar a paz social no País e a reconciliação entre todos os cidadãos.

5. A pobreza constitui outro problema que incide na existência de muitos dos seus cidadãos. O esforço por atender às necessidades dos mais desfavorecidos deve ser considerado uma prioridade fundamental. Apraz-me que o seu Governo considere isto como um objectivo ao qual dedicar esforços e recursos. Entre os que sofrem essa chaga social muitos pertencem às populações indígenas. Contudo, entre eles encontram-se os que tiveram o privilégio de aceder a uma vida mais digna, com maiores oportunidades educativas e com mais presença no cenário nacional, outros encontram-se imersos na pobreza e na marginalização. As rápidas transformações da economia internacional e os abaixamentos do preço dos produtos agrícolas levaram muitos deles a uma situação difícil. A Igreja, mãe e mestra, fiel à sua missão, acompanha de perto as numerosas famílias camponesas que vivem hoje as consequências desta crise. Este é outro âmbito no qual a colaboração entre as diversas instituições públicas e a comunidade eclesial encontra um terreno fértil para assistir e promover os pobres.

Antes de terminar este encontro desejo dirigir também uma palavra de proximidade e conforto à numerosa comunidade guatemalteca que vive como emigrante noutros países, principalmente na América do Norte. A distância da pátria é devida ao desejo de encontrar melhores condições de vida. Sem dúvida, não devem esquecer que é um dever conservar e incrementar os ricos valores culturais e religiosos que fazem parte da bagagem que levaram consigo quando partiram, e com a sua situação actual devem sentir-se comprometidos a contribuir com soluções para o País que os viu nascer e que hoje continua a considerá-los seus filhos, não obstante a distância e o tempo.

6. Senhor Embaixador, desejo apresentar-lhe agora os meus melhores votos pelo desempenho da sua missão junto da Sé Apostólica. Peço-lhe que transmita ao Senhor Presidente da República a minha saudação e a todo o povo guatemalteco a certeza da minha oração pelo seu desejado progresso integral. Peço a Deus que o assista na missão que hoje começa e invoco todas as bênçãos celestes sobre Vossa Excelência, sobre a sua distinta família, os seus colaboradores, assim como sobre os governantes e os cidadãos da Guatemala.

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II À PEREGRINAÇÃO DAS FAMÍLIAS RELIGIOSAS FUNDADAS POR DOM GUANELLA

30 de Outubro de 2004

Caríssimos Irmãos e Irmãs!

1. É com grande alegria que vos recebo e vos agradeço esta especial visita, que se realiza na conclusão das celebrações centenárias da vossa presença em Roma.

Saúdo o Superior-Geral dos Servos da Caridade, Pe. Nino Minetti, e a Superiora-Geral das Filhas de Santa Maria da Providência, Irmã Giustina Valicenti, à qual agradeço as gentis palavras com as quais interpretou os sentimentos comuns. Depois, dirijo a minha saudação aos representantes do Movimento Leigo Guanelliano, dos amigos da Obra e das comunidades paroquiais de Roma confiadas aos Religiosos Guanellianos. Dedico um pensamento particular aos doentes e às pessoas portadoras de deficiência aqui presentes.

2. Há cem anos o beato Luís Guanella entrou em Roma, com alguns colaboradores, "para fazer um pouco de bem em benefício do próximo". Desde então vós, queridos membros da sua família espiritual, não cessastes de seguir os seus passos, fiéis ao estilo do fundador, que gostava de dizer: "É preciso fazer bem o bem". E também agora, procurando ser "bons samaritanos" dos pobres, geris obras de vanguarda e correspondentes às mudadas exigências dos tempos com um multiforme apostolado caritativo.

Depois, que dizer dos cuidados que dedicais aos doentes em fase terminal? Desde sempre a morte e o falecer constituem um desafio que não está privado de angústia para o homem. Ao fundar a "Piedosa União do Trânsito de São José" para os moribundos, Pe. Guanella soube suscitar uma corrente de pensamento para ajudar quantos estão para passar a porta da eternidade.

3. Aprendestes do vosso beato Fundador que, para dar amor aos irmãos, é necessário hauri-lo na fonte da caridade divina, graças a um contacto constante com Cristo na oração. Anime-vos aquele forte espírito de fé que fazia repetir a Dom Guanella: "É Deus que faz, nós somos apenas instrumentos da Providência".

A presença nestes dias em Roma dos seus despojos mortais vos sirva de encorajamento para imitar as suas virtudes, para tender com todas as forças para a "medida alta" da vida cristã, que é a santidade.

Proteja-vos e acompanhe-vos neste caminho a Virgem Maria. Ao garantir-vos a minha recordação na oração, abençoo-vos com afecto a vós aqui presentes e a toda a Família Guanelliana.
DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II A SUA EX.CIA O SENHOR MAREK BELKA PRIMEIRO-MINISTRO DA POLÓNIA

Sábado, 30 de Outubro de 2004

Senhor Primeiro-Ministro Senhor Ministro Ilustres Senhores

Dou as minhas cordiais boas-vindas as todos vós. É-me grato poder receber-vos num momento tão importante para a Polónia e para a Europa. Ontem, teve lugar a cerimónia da assinatura do Tratado Constitucional da União Europeia. Trata-se de um acontecimento que, num certo sentido, encerra o processo de ampliação da Comunidade àqueles Estados que sempre cooperaram para a formação dos fundamentos espirituais e institucionais do Velho Continente, mas que durante as últimas décadas permaneceram, por assim dizer, às margens do mesmo. A Sé Apostólica e eu pessoalmente procurámos apoiar este processo a fim de que a Europa pudesse respirar plenamente com os seus dois pulmões: com o espírito do Ocidente e do Oriente.

Estou convicto de que, embora na Constituição Europeia falte uma referência explícita às raízes cristãs da cultura de todas as nações que hoje compõem a Comunidade, os valores perenes elaborados com base no Evangelho, pelas gerações daqueles que nos precederam continuarão a inspirar os esforços daqueles que assumem a responsabilidade da formação do rosto do nosso continente. Faço votos a fim de que esta estrutura, que em última análise é uma comunidade de nações livres, não só fará o possível para não as privar do seu património espiritual, mas também o conservará como fundamento da unidade. Como afirmei em Gniezno, no ano de 1997, não é possível construir uma unidade duradoura, "separando-se das raízes, a partir das quais cresceram os países da Europa, e da grande riqueza da cultura espiritual dos séculos passados". "Não haverá a unidade da Europa, enquanto ela não se fundir na unidade do espírito".

Como Papa, estou grato aos Governos e ao Parlamento da Polónia pela compreensão deste desafio e porque soube enfrentá-lo. Agradeço ao Senhor Primeiro-Ministro a certeza, expressa na carta, de que "o Governo polaco fará tudo para que a nova Constituição da União Europeia seja compreendida no espírito dos valores europeus, em cuja base há uma visão cristã do homem e da política como serviço dedicado ao próprio homem e a toda a comunidade".

Senhor Primeiro-Ministro, formulo-lhe votos para que a completa dedicação de todas as pessoas às quais Vossa Excelência confiou as diversas tarefas no Governo da República da Polónia, mas inclusivamente daqueles que exercem os poderes legislativo e judiciário, com a co-participação da sociedade inteira, permita que no arco de tempo mais breve possível, se verifique uma abundante produção de frutos, para a prosperidade de todos os Polacos.

Deus oriente a nossa Pátria para um futuro feliz, conceda a graça da sabedoria àqueles sobre os quais pesa a responsabilidade pela sua sorte e abençoe todos os seus habitantes!

Obrigado pela vossa visita e por toda a vossa benevolência.
DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AO SENHOR TASSOS PAPADOPOULOS PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE CHIPRE

Sábado, 30 de Novembro de 2004

Senhor Presidente

É com prazer que o saúdo no momento em que Vossa Excelência visita o Vaticano. Peço-lhe que torne extensivos os meus cordiais bons votos inclusivamente ao povo da sua nação, que foi sempre profundamente fiel à mensagem cristã.



Encorajo Vossa Excelência e os seus compatriotas nos vossos esforços em vista de promover o diálogo e a tolerância entre os diversificados grupos étnicos e religiosos no vosso país. Efectivamente, só através do compromisso em vista da compreensão e do respeito mútuo que as antigas tensões podem ser resolvidas, levando para a unidade fundamentada sobre os princípios da solidariedade e da justiça.

Rezo para que Deus Todo-Poderoso lhe conceda, bem como a todo o povo de Chipre, as dádivas da paz e da harmonia.


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   97   98   99   100   101   102   103   104   105


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal