Mensagem de condolências pelas vítimas do terremoto em são juliano de apúlia



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quarenta anos, o meu predecessor Beato Papa João XXIII tinha algo semelhante em mente quando, na sua Encíclica Pacem in terris, exortou à "justiça e imparcialidade" no recurso aos "instrumentos para a promoção e a difusão da compreensão mútua entre as nações" (n. 90). Eu mesmo abordei este tema na minha recente mensagem de preparação para o XXXVII Dia Mundial das Comunicações Sociais , que vai ser celebrado no dia 1 de Junho do corrente ano de 2003. Nessa mensagem, observei que "o requisito moral fundamental de toda a comunicação é o respeito pela verdade e o seu serviço". Depois, em jeito de explicação, acrescentei: "A liberdade de procurar e de dizer a verdade é essencial para a comunicação humana, não apenas no que se refere aos acontecimentos e às informações mas também, e de maneira especial, no que diz respeito à natureza e ao destino da pessoa humana, à sociedade, ao bem comum e ao nosso relacionamento com Deus" (Mensagem para o XXXVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, n. 3).

Com efeito, a verdade e a solidariedade são dois dos instrumentos mais eficazes, disponíveis para a superação do ódio, para a resolução dos conflitos e para a eliminação da violência. Elas são também indispensáveis para o restabelecimento e o revigoramento dos vínculos recíprocos de compreensão, de confiança e de compaixão, que unem todos os indivíduos, povos e nações, independentemente da sua origem étnica ou cultural. Em síntese, a verdade e a solidariedade são necessárias, se quisermos que a humanidade consiga construir uma cultura de vida, uma civilização de amor e um mundo de paz.

Este é o desafio que está a ser enfrentado pelos homens e as mulheres dos mass media, e a tarefa do vosso Pontifício Conselho consiste em os ajudar e orientar a fim de que correspondam positiva e eficazmente a esta obrigação. Rezo para que os vossos esforços neste sector continuem a produzir muito fruto. Durante este Ano do Rosário, confio-vos todos à intercessão amorosa da Bem-Aventurada Virgem Maria que deu ao mundo o seu Salvador: oxalá a sua resposta cheia de fé, ao Anjo, sirva de modelo para a nossa proclamação da mensagem salvífica do seu Filho. Como penhor de graça e de fortaleza no Verbo que se fez carne, concedo-vos cordialmente, a cada um de vós, a minha Bênção Apostólica.


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II AOS CAPELÃES MILITARES PARTICIPANTES NO CURSO DE FORMAÇÃO EM DIREITO HUMANITÁRIO

Caríssimos Capelães militares!

1. Sinto-me feliz por vos enviar a minha saudação por ocasião do Curso de formação em direito humanitário, organizado conjuntamente pela Congregação para os Bispos e pelo Pontifício Conselho "Justiça e Paz".

Desejo exprimir o meu apreço pela solicitude com que estas duas Entidades preparam desde há muito tempo este encontro, em conformidade com o compromisso assumido pela Santa Sé durante a XXVII Conferência internacional da Cruz Vermelha e da "Mezzaluna Rossa" (1999).

Além disso, desejo agradecer de maneira particular aos peritos, tão qualificados, que quiseram oferecer generosamente o contributo da sua apreciada competência pelo bom êxito do Curso.

Quase todos os Ordinariados Militares enviaram os seus representantes ao Curso: é uma demonstração do valor da iniciativa, que pretende ser um sinal evidente da importância que a Santa Sé atribui ao direito humanitário, como defesa da dignidade da pessoa humana, mesmo no trágico contexto da guerra.

2. É precisamente quando as armas entram em acção que se torna uma obrigação a exigência de regras que façam com que as operações bélicas sejam menos desumanas.

Através dos séculos, foi crescendo gradualmente a consciência desta exigência, até à progressiva formação de um verdadeiro e próprio corpus jurídico, definido como "direito internacional humanitário". Este corpus pôde desenvolver-se também graças ao amadurecimento dos princípios conaturais à mensagem cristã.

Como tive ocasião de dizer no passado aos membros do Instituto Internacional de Direito Humanitário, o Cristianismo "oferece a este progresso uma base na sua afirmação do valor autónomo do homem e da sua proeminente dignidade de pessoa com a sua própria individualidade, completa na sua constituição essencial, e dotada de consciência nacional e vontade livre. Também nos séculos passados, a visão cristã do homem inspirou a tendência a mitigar a ferocidade tradicional da guerra, de maneira a garantir um tratamento mais humano para quantos eram envolvidos nas hostilidades. Prestou um contributo decisivo à afirmação, quer de um ponto de vista moral quer prático, das normas humanitárias que agora são, em forma devidamente moderna e clara, o centro das nossas convenções internacionais de hoje (18 de Maio de 1982).

3. Os capelães militares, movidos pelo amor de Cristo, são chamados, por uma vocação especial, a testemunhar que até no meio dos combates mais ásperos é sempre possível, e por conseguinte é um dever, respeitar a dignidade do adversário militar, a dignidade das vítimas civis, a dignidade indelével de cada ser humano envolvido nos conflitos armados. Desta forma, além disso, é favorecida aquela reconciliação necessária para o restabelecimento da paz depois do conflito. Inter arma caritas foi a palavra de ordem significativa dada pela Comissão Internacional da Cruz Vermelha desde o seu alvorecer, símbolo eloquente das motivações cristãs que inspiram o fundador deste benemérito organismo, Henry Dunant, de Genebra, motivações que nunca devem ser esquecidas.

Vós, Capelães militares católicos, além do desenvolvimento do vosso ministério religioso específico, não deveis deixar de oferecer a vossa contribuição para uma educação apropriada do pessoal militar nos valores que animam o direito humanitário e fazem dele não só um código jurídico, mas, antes de mais, um código ético.

4. O vosso Curso coincide com um momento difícil da história, quando o mundo está, mais uma vez, a ouvir o fragor das armas. O pensamento das vítimas, das destruições e dos sofrimentos causados pelos conflitos armados causa sempre preocupações profundas e grandes sofrimentos. Já deveria ser evidente para todos que a guerra como instrumento de resolução das disputas entre os Estados foi rejeitada, ainda antes de o ser pela Carta das Nações Unidas, pela consciência de grande parte da humanidade, excluindo a liceidade da defesa contra um agressor. O vasto movimento contemporâneo a favor da paz a qual, segundo o ensinamento do Concílio Vaticano II, não se reduz a uma "simples ausência de guerra" (Gaudium et spes, 78) reflecte esta convicção de homens de cada continente e de todas as culturas.

Neste quadro, o esforço das diversas religiões para apoiar a busca da paz é motivo de conforto e de esperança. Na nossa perspectiva de fé, a paz, mesmo sendo fruto de acordos políticos e entendimentos entre indivíduos e povos, é dom de Deus, que deve ser invocado insistentemente com a oração e a penitência. Sem a conversão do coração não há paz! Só se alcança a paz através do amor!

É pedido agora a todos o compromisso de trabalhar e rezar para que as guerras desapareçam do horizonte da humanidade.

Com estes votos, desejo que o Curso de formação seja proveitoso para vós, queridos capelães, aos quais envio de coração a Bênção apostólica, fazendo-a de bom grado extensiva aos organizadores, aos professores e aos colaboradores.

Vaticano, 24 de Março de 2003.


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS PEREGRINOS QUE VIERAM A ROMA PARA A CERIMÓNIA DE BEATIFICAÇÃO

Segunda-feira, 24 de Março de 2003

Caríssimos Irmãos e Irmãs!

1. Sinto-me feliz por me encontrar de novo convosco esta manhã, depois da festiva celebração de Beatificação, que foi realizada ontem na Praça de São Pedro. Saúdo-vos a todos com afecto.

Saúdo os Cardeais, os Bispos, os Sacerdotes, os Religiosos, as Religiosas e os fiéis aqui reunidos nesta ocasião. Estes nossos ilustres irmãos na fé, que agora contemplamos na glória, participaram, de modo singular, na morte e ressurreição de Cristo. Neles resplandecem de modo eloquente os frutos do Mistério pascal, que nos preparamos para celebrar com solenidade no final do caminho quaresmal.

2. Queridos peregrinos que viestes celebrar a beatificação de Pedro Bonhomme , sinto-me feliz por vos receber. Alegro-me com a atenção que dedicais ao carisma deste Beato ligado à história da região de Cahors. Saúdo de maneira especial as Irmãs de Nossa Senhora do Calvário, que dão graças a Deus pelo seu fundador, totalmente dedicado aos pobres. Queridas Irmãs, encorajo-vos a permanecer fiéis ao espírito de serviço que ele vos ensinou. Ele ia buscar a força para a sua missão ao mistério da Eucaristia, centro das suas jornadas e do seu ministério, encontrando em Maria, à qual rezava de modo particular em Rocamadour, a protecção e a confiança que animaram as suas iniciativas. Oxalá possais, vós também, seguindo o seu exemplo, viver plenamente a vossa consagração religiosa, para serdes suas testemunhas!

3. Saúdo agora com grande afecto os Pastores, religiosas e fiéis de língua espanhola, que participaram na celebração de ontem. Sentis-vos ligados a três mulheres que se entregaram com heróica generosidade à sua vocação cristã e enriqueceram a Igreja com novas fundações. Refiro-me às Beatas espanholas Dolores Rodríguez Sopeña e a Joana Condesa Lluch , e à suíça de alma latino-americana e universal, Madre Caridade Brader . As três viveram na mesma época, alimentaram solidamente a sua vida de fé com a oração, a intimidade com a Eucaristia e a devoção terna à Santíssima Virgem Maria.

4. De entre as virtudes da Beata Caridade Brader, desejo realçar o seu fervor missionário, que não se detém face às dificuldades.

Queridas Irmãs Franciscanas de Maria Imaculada: imitai com prazer o exemplo da vossa Fundadora, segui com abnegação o seu caminho, infundindo nova esperança à humanidade. Já tendes uma história importante, a Igreja agradece-vos a vossa missão e estimula-vos a continuá-la com a intercessão e a protecção da Madre Caridade.

5. As religiosas Escravas de Maria Imaculada viram proclamar ontem a sua Beata Fundadora. A história de Joana Maria Condesa Lluch tem um significado particular no nosso tempo.

A vós, Escravas de Maria Imaculada, a Beata Joana Condesa deixou-vos em herança a grande sabedoria da arte de se aproximar dos que necessitam de ajuda material e espiritual, partilhando o seu caminho e fazendo com que ele, pela força da fraternidade, conduza a Deus e ao mundo que Ele quer. Juntamente com quantos, de uma forma ou de outra, partilham as vossas actividades na Espanha, na Itália, no Panamá, no Chile ou no Peru, estimulo-vos a prosseguir este tipo de testemunho evangélico.

6. Os problemas da emigração, as tensões sociais ou a globalização dos nossos dias, o anticlericalismo aberto ou camuflado, permitem compreender melhor a inspiração que levou a Beata Dolores Sopeña, nos seus dias, a consagrar a sua vida à evangelização dos afastados de Deus e da sua Igreja.

O seu ardor apostólico levou-a a fundar três instituições, hoje unidas na "família Sopeña", que apoiam numerosas obras na Espanha, na Itália, na Argentina, no Chile, em Cuba, no Equador, no México, no Peru e na República Dominicana, cujo principal objectivo continua a ser a promoção e o anúncio da Boa Nova às famílias do mundo do trabalho, não carentes de formação como noutros tempos, mas sempre necessitadas de Jesus Cristo.

7. Saúdo com afecto cordial os peregrinos que vieram a Roma por ocasião da beatificação de Ladislau Batthyány-Strattmann . As recordações deste novo Beato, que está relacionado tanto com o povo húngaro como com o austríaco, assim como o seu testemunho, realçam uma vez mais como são importantes, para a paz e para a desejada edificação da casa comum europeia, a defesa e o cuidado dos valores cristãos, dos quais ele viveu. Que o novo Beato não seja para vós apenas um protector ao qual vos possais dirigir, mas também um exemplo que é necessário imitar para seguir com coragem a chamada de Deus!

Queridos peregrinos de língua húngara, como o Beato Ladislau Batthyány-Strattmann, sede vós também fiéis à missão recebida ao serviço do Evangelho.

8. Neste ambiente de festa tem lugar a entrega, ao Arcebispo de Valência, do "Ícone da Sagrada Família", símbolo dos encontros Mundiais das Famílias, trazido para aqui, de Manila, pelo Cardeal Alfonso López Trujillo. Agradeço a Mons. Agustín García-Gasco, aos seus colaboradores, às autoridades aqui presentes, e a todos os fiéis valencianos, o entusiasmo demonstrado, que começou pela designação de Valência como sede do próximo Encontro, e animo e abençoo os trabalhos e iniciativas que realizaram para o seu bom êxito. Que a contemplação desta imagem ao longo destes anos preparatórios vos sirva de inspiração para continuar a trabalhar na defesa e na promoção da instituição familiar, tão necessária para dar continuidade ao compromisso que Deus lhe pediu, e seja "gaudium et spes", alegria e esperança da humanidade, escola de transmissão dos valores genuínos de que o homem necessita, e lugar de acolhimento da vida.

9. Caríssimos Irmãos e Irmãs, implorando a intercessão dos novos Beatos para que nos acompanhem no itinerário quotidiano da vida cristã, abençoo-vos com afecto, juntamente com os vossos entes queridos e com as Comunidades cristãs das quais provindes.

SAUDAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II A UMA DELEGAÇÃO DA IGREJA EVANGÉLICO-LUTERANA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Segunda-feira, 24 de Março de 2003

Estimados Amigos

É-me grato dar as boas-vindas à delegação da Igreja Evangélico-Luterana dos Estados Unidos da América, que está a realizar uma viagem ecuménica a Istambul, Roma e Cantuária. Aproveito este ensejo para transmitir as minhas cordiais saudações ao Bispo Mark Hansen, no início do seu mandato como Presidente da Igreja Evangélico-Luterana dos Estados Unidos da América e como Vice-Presidente da Federação Luterana Mundial.

Possa esta visita confirmar-vos no vosso compromisso em prol da causa da unidade cristã!

A procura da plena comunhão entre todos os cristãos é um dever que deriva da oração do próprio Senhor (cf. Jo 17, 21). Ultimamente, pudemos apreciar ainda mais a fraternidade existente entre luteranos e católicos, que levou à Declaração Conjunta sobre a Doutrina e a Justificação, assinada em 1999. Este documento desafia-nos a construir sobre o que já se realizou, promovendo de maneira mais ampla, a nível local, uma espiritualidade de comunhão, caracterizada pela oração e pelo testemunho conjunto do Evangelho. Numa situação mundial cheia de perigos e de inseguranças, todos os cristãos são chamados a estar unidos na proclamação dos valores do Reino de Deus. Os acontecimentos dos últimos dias tornam este dever ainda mais urgente.

Uno-me a vós, rezando a fim de que Deus Todo-Poderoso conceda ao mundo aquela paz que é fruto da justiça e da solidariedade (cf. Is 32, 16-17). Sobre vós e as vossas famílias, invoco de coração as abundantes bênçãos de Deus.


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS OPERADORES DA TELEPACE NA CELEBRAÇÃO DO SEU 25° ANIVERSÁRIO DE EMISSÃO

Sábado, 22 de Março de 2003

Caros Operadores da Telepace!

1 . Bem-vindos a este encontro, na celebração do 25º aniversário da fundação da vossa televisão. Saúdo-vos afectuosamente e, de modo particular, saúdo o vosso fundador e director, Mons. Guido Todeschini, a quem agradeço pelas palavras que me dirigiu em nome de todos. Faço o meu cordial pensamento extensívo aos vossos familiares, aos colaboradores, aos voluntários, aos radiouvintes, aos telespectadores e a toda a família da Telepace.

Fiquei a saber, com alegria, que o sinal da vossa emissora, graças a oito satélites, está em condições de ser recebido em todos os continentes. Em vinte e cinco anos, quanto caminho haveis percorrido! Dou graças a Deus por aquilo que sois capazes de realizar e exprimo o meu apreço por vós, artífices, em todos os dias, dos desenvolvimentos contínuos deste canal radiotelevisivo, que deseja levar o Evangelho da paz até aos extremos confins do Planeta.

2 Telepace! O nome já exprime o objectivo que a emissora quer perseguir. Telepace quer dizer a televisão da paz, daquela paz que é dom de Deus e humilde e constante conquista dos homens. Quando a guerra, como nestes dias no Iraque, ameaça a sorte da humanidade, torna-se ainda mais urgente proclamar, com voz forte e decisiva, que só a paz é o caminho para construir uma sociedade mais justa e solidária. A violência e as armas nunca podem resolver os problemas dos homens.

A vossa emissora fez desta indispensável educação para a paz o seu objectivo, desde o início. Rádio Pace nasceu, de facto, há vinte e cinco anos, quando se vivia na Itália o preocupante clima de violência e de terrorismo, para "dar voz a quem não tem voz". Vós conservais ciosamente um minúsculo transmissor, como recordação daqueles dias. Foi ele o primeiro instrumento de comunicação da vossa Rádio, a partir da qual, com o andar dos anos, se desenvolveu o vosso canal radiotelevisivo, que hoje está em condições de atingir praticamente quase todas as regiões do mundo.

3. Em vinte e cinco anos, confiando na Providência divina, Telepace manteve inalterado o seu carisma, livre de todo o condicionamento, mesmo económico, para servir a Deus e o homem na Igreja. Desde 1985, em colaboração com o Centro Televisivo Vaticano, acompanha as viagens apostólicas do Sucessor de Pedro e leva todos os dias a sua palavra e o seu magistério a inumeráveis famílias na Itália, na Europa e, desde o ano passado, a muitas outras nações da Terra.

Não se limita a transmitir acontecimentos e programas de interesse religioso e eclesial, mas estimula e encoraja a solidariedade generosa dos telespectadores. Propõe, de facto, casos de extrema necessidade e também pede auxílios concretos para estudantes de Países estrangeiros e outras pessoas necessitadas; leva conforto a quem está só ou abandonado; entra nos cárceres e nos hospitais com mensagens de esperança. Telepace informa, educa para a fé, encoraja a esperar, espalha a paz que brota do encontro com Cristo.

4. A tudo isto se junta o auxílio espiritual que a Telepace oferece aos radiouvintes e telespectadores através da celebração quotidiana da Santa Missa e a recitação do Santo Rosário, a adoração eucarística, os Exercícios Espirituais e outros espaços reservados à oração e à formação cristã. Durante o Ano Santo, por exemplo, todos os dias foi transmitido o encontro de oração da tarde a partir da Praça de São Pedro. Sei, pois, que muitas pessoas, entre as quais monjas de diversos mosteiros de vida contemplativa, quais "antenas místicas" como vós as chamais, vos acompanham e vos apoiam com as suas orações, enquantos doentes, internados nos hospitais e encarcerados oferecem os seus sofrimentos pelo vosso apostolado.

Caros operadores da Telepace, continuai o vosso caminho com entusiasmo invariável. Espera-vos um campo apostólico cada vez mais vasto. Permanecei fiéis à vossa missão, proclamando a verdade de Deus e do homem. Espalhai na Igreja e no mundo a voz de Cristo, "Caminho, Verdade e Vida" (cf. Jo 14, 6) e sede sentinelas vigilantes da sua paz.

Maria, Rainha da Paz e Estrela da evangelização, guie os passos da vossa emissora, para que possais comunicar a alegria, o amor e a paz de Cristo "nossa paz" (Ef 2, 14).

Do coração vos abençoo, juntamente com as pessoas que vos são queridas e a quantos formam a grande família da Telepace.

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II À DELEGAÇÃO DO INSTITUTO MUNDIAL DE FENOMENOLOGIA DE HANOVER (E.U.A.)

22 de Março de 2003

Ilustres Professores!

Sinto-me feliz por vos encontrar, na ocasião da apresentação, em Roma, do volume Phenomenology World-Wide. Foundations Expanding Dynamics Life Engagements. A guide for research and study. Congratulo-me com a Professora Anna-Teresa Tymieniecka, que cuidou valiosamente da obra e saúdo cada um dos presentes. Estou grato a todos pela visita e pela oferta desta publicação, particularmente interessante para mim.

Um dos aspectos peculiares deste trabalho é ser "a muitas vozes", fruto da colaboração de outros setenta especialistas nos vários campos da pesquisa fenomenológica. Este carácter, por assim dizer "sinfónico", corresponde a uma das aspirações de Hedmund Husserl, pai da fenomenologia. Ele desejava, de facto, que se formasse uma comunidade de pesquisa, para enfrentar, com diversas abordagens complementares, o grande mundo do homem e da vida.

Agradeço a Deus por me ter concedido também a mim participar desta fascinante empresa, a partir dos anos de estudo e de ensino, e mesmo depois, nas sucessivas fases da minha vida e do meu ministério pastoral.

A fenomenologia é, antes de tudo, um estilo de pensamento, de relação intelectual com a realidade, de que se querem apanhar os traços essenciais e constitutivos, evitando preconceitos e esquematismos. Quero dizer que é quase uma atitude de caridade intelectual para com o homem e o mundo e, para o crente, para com Deus, princípio e fim de todas as coisas. Para superar a crise de sentido, que assinala uma parte do pensamento moderno, quis insistir na Encíclica Fides et ratio (cf. n. 83) sobre a abertura à metafísica e a fenomenologia pode oferecer a essa abertura um significativo contributo.

Caríssimos, ao afirmar-vos novamente o meu reconhecimento pela vossa visita e pelo dom do importante contributo científico, faço os melhores votos pelas vossas actividades e do coração vos abençoo a todos e àqueles que vos são queridos.
MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II AO DIRECTOR-GERAL DA "PEQUENA OBRA DA PROVIDÊNCIA DIVINA" NO CENTENÁRIO DA APROVAÇÃO CANÓNICA

Ao Rev.do Pe. Roberto SIMIONATO Director-Geral da Pequena Obra da Providência Divina

1. Foi com alegria que tomei conhecimento de que este Instituto está a comemorar o Centenário da sua aprovação eclesiástica, por parte do Bispo de Tortona, D. Igino Bandi. Nesta feliz circunstância, é-me grato dirigir-lhe, assim como ao Conselho Geral e aos membros de toda a Congregação, uma cordial saudação, assegurando a minha participação espiritual nos vários momentos celebrativos que, sem dúvida, hão-de contribuir para fazer reviver o fervor das origens para continuar, com o mesmo entusiasmo, o caminho começado pelo Fundador há mais de cem anos.

2. O padre Luís Orione, ex-aluno de Dom Bosco em Turim, tinha apenas vinte anos quando abriu o primeiro Oratório em Tortona; no ano seguinte, em 1893, tornou-se fundador, dando vida a um pequeno Colégio com internato para crianças pobres. Nas vicissitudes diárias, vividas com fé e caridade, revelou-se o plano ao qual a Providência Divina o destinava. Ao futuro Cardeal Perosi, seu concidadão e amigo, que lhe perguntava qual era a sua "ideia", assim escrevia numa carta de 4 de Maio de 1897: "Parece-me que nosso Senhor Jesus Cristo me está a chamar a um estado de grande caridade... mas é um fogo impetuoso e suave, que tem necessidade de se dilatar e de inflamar a terra inteira. À sombra de cada campanário surgirá uma escola católica, à sombra de cada Cruz, um hospital: os montes acompanharão a grande caridade de nosso Senhor Jesus e tudo será instaurado e purificado por Jesus" (Lo spirito di Don Orione, I, 2).

Precisamente porque nele ardia este fogo místico, Dom Orione superou os obstáculos e as dificuldades do início, tornando-se um apóstolo incansável, criativo e eficaz. Alguns companheiros de seminário seguiram aquele padre fundador; e muitos alunos manifestaram o desejo de ser sacerdotes como ele. A Obra, que desde o primeiro momento ele chamou da Providência Divina, cresceu em número de membros e de actividades. O Bispo de Tortona acompanhava com aflição a consolidação de iniciativas tão ousadas e tão frágeis sob o ponto de vista humano, mas soube reconhecer nelas a acção do Espírito. Com o Decreto de 21 de Março de 1903, confirmou o carisma e decretou a constituição da Congregação religiosa masculina dos Filhos da Providência Divina, que compreende presbíteros, irmãos eremitas e coadjutores. Em seguida, nasceram as Pequenas Irmãs Religiosas da Caridade, entre as quais desabrocharam dois rebentos contemplativos: as Sacramentinas adoradoras cegas e as Contemplativas de Jesus Crucificado enquanto, mais recentemente, nasceram o Instituto Secular Orionino e o Movimento Laical Orionino.

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