Mensagem de condolências pelas vítimas do terremoto em são juliano de apúlia



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Santa Maria, mãe de imensa piedade, convosco abrimos os braços à Vida e, suplicantes, imploramos: R. Kyrie, eleison.

Santa Maria, mãe e companheira do Redentor, em comunhão convosco acolhemos Cristo e, cheios de esperança, invocamos: R. Kyrie, eleison.

Todos: Pater noster, qui es in cælis; sanctificetur nomen tuum; adveniat regnum tuum; fiat voluntas tua, sicut in cælo et in terra. Panem nostrum cotidianum da nobis hodie; et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris; et ne nos inducas in tentationem; sed libera nos a malo.

Fac me vere tecum flere, Crucifixo condolere, donec ego vixero.

DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO JESUS É DEPOSITADO NO SEPULCRO

V. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi. R. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.

Do Evangelho de S. Marcos 15, 46-47

José de Arimateia envolveu o corpo de Jesus num lençol. Em seguida, depositou-O num sepulcro cavado na rocha e rolou uma pedra contra a porta do sepulcro. Maria de Magdala e Maria, mãe de José, observaram onde O depositaram.

MEDITAÇÃO

Desde que o homem, por causa do pecado, foi afastado da árvore da vida (cf. Gn 3, 23-24), a terra tornou-se um cemitério. Há tantos homens como sepulcros. Um grande planeta de túmulos. Nas proximidades do Calvário, havia um túmulo que pertencia a José de Arimateia (cf. Mt 27, 60). Neste túmulo, com o consentimento de José, colocou-se o corpo de Jesus depois de descido da Cruz (cf. Mc 15, 42-46; etc.). Depositaram-no à pressa, de modo que a cerimónia terminasse antes da festa da Páscoa (cf. Jo 19, 31), que começava ao pôr do sol. Dentre todos os túmulos espalhados pelos continentes do nosso planeta, há um onde o Filho de Deus, o homem Jesus Cristo, venceu a morte com a morte. "O mors! Ero mors tua!", "Ó morte, Eu serei a tua morte" (1ª antífona das Laudes de Sábado Santo)". A árvore da Vida, da qual o homem foi afastado por causa do pecado, revelou-se novamente aos homens no corpo de Cristo. "Se alguém comer deste pão viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne pela vida do mundo" (Jo 6, 51). Embora o nosso planeta esteja sempre a repovoar-se de túmulos, embora cresça o cemitério no qual o homem volta ao pó donde tinha sido tirado (cf. Gn 3, 19), todavia todos os homens que olham para o túmulo de Jesus Cristo vivem na esperança da Ressurreição.

ACLAMAÇÕES

Jesus Senhor, nossa ressurreição, no sepulcro novo destruís a morte e dais a vida. R. Kyrie, eleison.

Jesus Senhor, nossa esperança, o vosso corpo crucificado e ressuscitado é a nova árvore da vida. R. Kyrie, eleison.

Todos: Pater noster, qui es in cælis; sanctificetur nomen tuum; adveniat regnum tuum; fiat voluntas tua, sicut in cælo et in terra. Panem nostrum cotidianum da nobis hodie; et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris; et ne nos inducas in tentationem; sed libera nos a malo.

Quando corpus morietur, fac ut animæ donetur paradisi gloria. Ame.

O Santo Padre fala aos presentes.

No final do discurso, o Santo Padre dá a Bênção Apostólica:

V. Dominus vobiscum. R. Et cum spiritu tuo.

V. Sit nomen Domini benedictum. R. Ex hoc nunc et usque in sæculum.

V. Adiutorium nostrum in nomine Domini. R. Qui fecit cælum et terram.

V. Benedicat vos omnipotens Deus, Pater et Filius et X Spiritus Sanctus. R. Amen

© Libreria Editrice Vaticana

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS JOVENS VINDOS A ROMA PARA O CONGRESSO INTERNACIONAL DA UNIV 2003

14 de Abril de 2003

Caríssimos jovens

1. Sinto-me feliz por vos acolher, também este ano, a todos vós, que frequentais as actividades de formação cristã promovidas pela Prelatura do Opus Dei em muitos Países do mundo. Viestes a Roma para passar a Semana Santa e participar no encontro internacional da UNIV: saúdo-vos cordialmente e faço votos para que estes dias em Roma sejam ocasião de um renovado encontro com Jesus e de uma forte experiência eclesial.

Escolhestes para o vosso Congresso Universitário o tema: "Construir a paz no século XXI" É um tema mais actual do que nunca nestes meses em que nos sentimos preocupados, porque, para além das situações no Iraque, há muitos focos de violência e de guerra, que se acenderam noutros continentes. Tudo isto torna mais urgente uma verdadeira educação para a paz.

2. Para os crentes, a primeira e fundamental acção em favor da paz é a oração, uma vez que a paz é dom do amor de Deus.

Ontem, Domingo de Ramos, em todas as Dioceses foi celebrada a Jornada Mundial da Juventude. Na Mensagem, que para essa celebração dirigi aos jovens, pedi-lhes que, neste tempo ameaçado pela violência, pelo ódio e pela guerra, se empenhassem em testemunhar Jesus e Aquele que pode dar a verdadeira paz ao coração do homem, às famílias e aos povos da terra. Os quatro pilares sobre que se deve apoiar a paz são a verdade, a justiça, o amor e a liberdade, como ensinou o beato João XXIII na Encíclica Pacem in terris , cujo aniversário celebrámos há uns dias (cf. AAS 55 [1963] 265-266).

3. Para ser construtores de paz é preciso, acima de tudo, viver na verdade. Vós, jovens, tendes a coragem de fazer perguntas sinceras sobre o sentido da vida; formai-vos numa límpida rectidão de pensamento e acção, de respeito e diálogo com os outros. Tende, em primeiro lugar, aquela relação para com Deus que pede a conversão pessoal e abertura ao seu mistério. O homem só se compreende a si mesmo em relação a Deus, que é plenitude de verdade, de beleza e de bondade. Observa São Josemaría Escrivá: "Há quem procure construir a paz no mundo sem pôr no seu coração o amor de Deus... Como é possível realizar uma semelhante missão de paz? A paz de Cristo é a do seu Reino; e o Reino de nosso Senhor funda-se no desejo de santidade, na humilde disponibilidade para receber a graça, numa vigorosa obra de justiça, numa divina efusão de amor" (É Jesus que passa, 82).

4. À verdade junta-se a justiça, juntamente com o respeito pela dignidade de cada pessoa. Sabemos, porém, que sem amor sincero e desinteressado, a própria justiça não poderá assegurar a paz ao mundo. Com efeito, a verdadeira paz floresce quando no coração se vence o ódio, o rancor e a inveja; quando se diz não ao egoísmo e a tudo o que leva o ser humano a debruçar-se sobre si mesmo e a defender o seu próprio interesse.

Se o amor, que é o sinal distintivo dos discípulos de Cristo, se traduz em gestos de serviço gratuito e desinteressado, em palavras de compreensão e de perdão, a onda pacificadora do amor alarga-se e estende-se até interessar toda a comunidade humana. É, então, mais fácil compreender também o quarto pilar da paz, e esse é a liberdade, o reconhecimento dos direitos das pessoas e dos povos e o livre dom de si no cumprimento responsável dos deveres que competem a cada um no próprio estado de vida.

5. Caros jovens da UNIV! Se procurardes seguir este caminho, estareis em condições de oferecer um contributo eficaz para a construção de um mundo "pacificado" e "pacificador". Escreveu o vosso santo Fundador: "Dever do cristão: afogar o mal na superabundância do bem. Não se trata de fazer campanhas negativas, nem de ser anti-qualquer coisa. Pelo contrário: trata-se de viver de afirmações, cheios de optimismo, com juventude, alegria e paz; de olhar a todos com compreensão" (Sulco, n. 864). Segui estes ensinamentos, acolhei a paz que Cristo dá a quem lhe abre o coração e difundi-a em todos os ambientes.

Vele sobre vós, sobre os vossos desejos e projectos, sobre as vossas famílias e as nações de onde provindes, Maria, Regina Pacis. Assistam-vos o santo Fundador e os vossos Patronos celestes. Augurando-vos uma preparação na fé para celebrar a Páscoa, abençoo-vos a todos do coração.


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II ÀS IRMÃS DOS POBRES DE SANTA CATARINA DE SENA NO CAPÍTULO GERAL DA CONGREGAÇÃO

Caríssimas Irmãs dos Pobres!

1. Acolho-vos com alegria na ocasião do Capítulo Geral do vosso Instituto. Dirijo a todas e a cada uma de vós uma cordial saudação de boas-vindas com um especial pensamento para a Superiora-Geral e para o seu Conselho. Faço extensiva a minha saudação a toda a vossa Família religiosa, orientada para a difusão do Evangelho da caridade, especialmente entre os pobres.

Cada assembleia capitular constitui para as Ordens e Congregações um momento importante de reflexão e de relançamento na acção espiritual e missionária, porque, em certo modo, é um retorno ideal às próprias origens para se projectar ainda mais corajosamente para outras metas apostólicas.

Foi o que vós procurastes fazer, queridas Irmãs, no presente Capítulo Geral, dóceis às inspirações do Espírito Santo e atentas aos "sinais" dos tempos. A rica herança carismática, que a Beata Savina Petrilli vos deixou, representa um providencial "talento" a fazer frutificar na Igreja e para o mundo.

2. A vossa Fundadora, que o Senhor me concedeu beatificar há quinze anos, consagrou-se a Deus e aos irmãos mais necessitados, inspirando-se nos quatro grandes amores de Santa Catarina: a Eucaristia, o Crucifixo, a Igreja e os Pobres. Sempre pronta a inclinar-se sobre as necessidades dos irmãos, não hesitou em dirigir-se, já há cem anos, ao continente americano. Seguindo a sua esteira luminosa, as suas filhas espirituais estenderam, depois, a presença da Congregação também à Ásia.

O tema do Capítulo Geral: "Um dom a entregar, o rosto carismático da Irmã dos pobres", sublinha a urgência de continuar esta acção espiritual e missionária, sem nunca perder de vista a intuição carismática da Beata Savina Petrilli. Ser Irmãs dos pobres observava ela comporta o empenho de nunca abandonar "aqueles pobres que Deus nos deu por irmãos" (Directório, pág. 15), porque "eles devem ser-nos caros e a eles devemos dedicar, particularmente, a nossa predilecção, o nosso favor, o nosso coração, todas as nossas faculdades, o nosso trabalho" (ibid., pág. 1006). Este amor acrescentava a Beata Savina "será a nossa glória e a fonte donde surgirão sempre para o Instituto as bênçãos do céu, porque quem tem misericórdia pelo pobre, fá-lo com interesse pelo Senhor" (ibid., pág. 1007).

3. Reconhecer no rosto de cada indigente o rosto de Cristo: eis o ensinamento que a Fundadora vos repete hoje, recordando, como fazia muitas vezes com as primeiras irmãs, que "tudo é pouco por Jesus" e "o coração humano a tudo resiste excepto à bondade". A Irmã dos pobres sabe, por dever, educar o coração para o amor, aprendendo a "sacrificar-se e a ser sacrificada sem lamentos", tendendo para o heroísmo da caridade, disponível e acolhedora para com todas as pessoas, seja qual for a pobreza que apresentem.

Unindo "a contemplação à acção", continuai, caríssimas, no vosso serviço eclesial, que nasce da oração como "a flor da raiz".

No nosso tempo, é cada vez mais necessário reafirmar o primado da escuta de Deus e da contemplação, como vós estais preocupadas em fazer no decurso dos trabalhos capitulares. Se Jesus vive em vós, será particularmente a intimidade com Ele a impedir que se produza uma ruptura entre a experiência espiritual e as obras a adaptar sempre às novas exigências dos tempos.

Para além de ir ao encontro das necessidades materiais das pessoas, não percais de vista o anúncio explícito do Evangelho, lembradas de tudo o que dizia a Fundadora: "Nada deve dar ao próximo quem não pode dar-lhe Deus, e não é caridade dar-lhe alguma coisa em lugar do Criador".

Caras Irmãs, está diante de vós um vasto campo de acção: seja vosso cuidado preparar-vos com uma adequada e constante formação. Acompanhe-vos e ajude-vos a Virgem Santa e protejam-vos Santa Catarina e a Beata Savina Petrilli. Asseguro-vos a minha oração, enquanto, com afecto, vos abençoo a vós e a toda a vossa Família religiosa.

Vaticano, 11 de Abril de 2003

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II NO ENCONTRO COM OS JOVENS DE ROMA E DO LÁCIO EM PREPARAÇÃO DO XVIII DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Quinta-feira, 10 de Abril de 2003

Caríssimos jovens!

1. Também este ano, nos reunimos para um Encontro de oração e de festa, na ocasião da Jornada Mundial da Juventude, a JMJ.

Saúdo o Cardeal Vigário, a quem agradeço as palavras que me quis dirigir, saúdo os outros Cardeais e Bispos aqui presentes, os vossos sacerdotes e educadores. Saúdo os jovens que me homenagearam em nome dos outros e que ofereceram também dons significativos, e saúdo cada um de vós, caríssimos jovens, rapazes e moças, de Roma e das Dioceses do Lácio, que estais aqui reunidos. Saúdo ainda a chuva, que nos acompanhou fielmente, depois parou, mas agora parece começar de novo.

Saúdo, ainda, os participantes no Encontro sobre as Jornadas Mundiais da Juventude promovido pelo Pontifício Conselho para os Leigos e, com eles, saúdo as delegações dos jovens de Toronto e de Colónia, os artistas e as testemunhas que hoje acompanham este momento.

Maria, a minha Mãe, a partir de hoje é também a tua Mãe!

2. "Eis aí a tua Mãe!" (Jo 19, 27). São as palavras de Jesus que escolhi como tema desta XVIII Jornada Mundial da Juventude.

Tendo chegado a sua "hora", da cruz Jesus confia ao discípulo João a Sua Mãe tornando-a, através do discípulo predilecto, a Mãe de todos os crentes e nossa Mãe. E Jesus diz a cada um de nós, eis Maria, a Minha Mãe, a partir de hoje é também a tua Mãe!

Perguntamos: quem é esta Mãe? Para compreender melhor isto aconselhar-vos-ia a ler de novo, neste Ano do Rosário, todo o maravilhoso capítulo VIII da Constituição dogmática Lumen gentium do Concílio Vaticano II. Maria "cooperou de modo absolutamente singular pela obediência, pela fé, pela esperança e pela caridade ardente na obra do Salvador para restaurar a vida sobrenatural das almas. Por tudo isto, ela é nossa Mãe na ordem da graça" (n. 61). E esta maternidade sobrenatural continuará até à vinda gloriosa de Cristo.

Sem dúvida, é Ele, Jesus Cristo, o único Redentor. É Ele o único Mediador entre Deus e os homens! Contudo como ensina o Concílio Maria coopera e participa na sua obra de salvação. Por conseguinte, ela é uma Mãe pela qual devemos ter uma devoção profunda e verdadeira, uma devoção profundamente cristocêntrica, aliás radicada no próprio Mistério trinitário de Deus. Abri a Maria a porta da vossa existência!

3. ""Eis aí a tua Mãe!" E desde aquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa (Jo 19, 27). Receber Maria na própria casa, na própria existência, é o privilégio de todos os fiéis. E sobretudo nos momentos difíceis, como são os que também vós, jovens, por vezes viveis neste período da vossa vida. Recordo-me que para mim esse momento foi quando eu era jovem e trabalhava na fábrica química, e encontrei estas palavras: Totus Tuus. E com a força destas palavras pude caminhar através da terrível guerra, da terrível ocupação nazista e depois também através de outras experiências difíceis depois da guerra. A possibilidade de acolher Maria na própria casa, na própria existência, é oferecida a todos nós.

Hoje, por estes motivos, desejo confiar-vos a Maria. Caríssimos, digo-vos isto por experiência, abri-lhe a porta da vossa vida! Não tenhais medo de abrir de par em par as portas dos vossos corações a Cristo através daquela que vos deseja conduzir para Ele, para que sejais salvos do pecado e da morte! Ela ajudar-vos-á a ouvir a sua voz e a dizer sim a todos os projectos que Deus pensa para vós, para o vosso bem e para o bem de toda a humanidade.

O Ícone de Maria com a Cruz, de hoje em diante, peregrinos pelo mundo

4. Confio-vos a Maria no momento em que já estais espiritualmente a caminho para a Jornada Mundial da Juventude de Colónia. Os jovens de Toronto acabaram de trazer para esta praça a Cruz do Ano Santo. De Toronto a Colónia, a Cruz que no próximo domingo, Domingo de Ramos entregarão aos seus amigos de Colónia. Dois jovens de Roma, por seu lado, trouxeram para os pés da Cruz o Ícone de Maria, que vigiou sobre as "sentinelas da manhã" de Tor Vergata na inesquecível Jornada Mundial da Juventude do ano 2000. Tor Vergata! A fim de que permaneça sempre visivilmente evidente que Maria é uma poderosíssima Mãe que nos guia para Cristo, desejo que no próximo domingo, seja entregue aos jovens de Colónia, juntamente com a Cruz, também este Ícone de Maria e que, com a Cruz, de agora para o futuro, ela peregrine pelo mundo para preparar as Jornadas da Juventude.

Com Maria, enquanto esperais para vos encontrardes com os jovens de todo o mundo em Colónia, permanecei em clima de oração e de escuta interior do Senhor. Por isso, também desejo que aquela Jornada seja desde hoje preparada com a oração constante que se deverá elevar de toda a Igreja e, sobretudo, na Itália, de quatro lugares significativos: do Santuário Mariano de Loreto e do santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia; aqui em Roma, do Centro Juvenil de São Lourenço, que desde há vinte anos, a poucos passos da Basílica de Pedro, recebe os jovens peregrinos ao Túmulo de São Pedro, e da Igreja de Santa Inês "in Agone", na Praça Navona, onde a partir do Ano Santo de 2000, todas as quinta-feiras à noite, os jovens podem encontrar um oásis de oração diante da Eucaristia e a possibilidade de se aproximarem do sacramento da Confissão.

Desejo agradecer a Deus o dom das Jornadas Mundiais da Juventude

5. Pensando desde agora na Jornada Mundial de Colónia, desejo agradecer a Deus, mais uma vez, o dom das Jornadas Mundiais da Juventude. Nestes vinte e cinco anos de Pontificado foi-me concedida a graça de me encontrar com os jovens de todas as partes do mundo, sobretudo por ocasião destas Jornadas. Cada uma delas foi um "laboratório de fé" onde Deus se encontrou com o homem, onde cada jovem pôde dizer: "Tu és, ó Cristo, o meu Senhor e o meu Deus"! Elas foram verdadeiras escolas de crescimento na fé, de vida eclesial, de resposta vocacional.

E também podemos dizer, sem dúvida, que cada uma das Jornadas foi marcada pelo amor materno de Maria, da qual foi eloquente imagem a solicitude amorosa e materna da Igreja para a regeneração dos jovens. Eis de novo a chuva! A chuva volta e nós, jovens, amamos-te, chuva!

Tornai-vos promotores da cultura da paz neste momento atormentado da história

6. Eis aí a tua Mãe!" (Jo 19, 27). Regina Pacis! Responder a este convite recebendo Maria na vossa casa também significará comprometer-vos pela paz. Maria Regina Pacis, é de facto uma Mãe e como cada mãe tem apenas um desejo para os seus filhos: vê-los viver serenos e em harmonia. Neste difícil momento da história, enquanto o terrorismo e as guerras ameaçam a concórdia entre os homens e entre as religiões, desejo confiar-vos a Maria, para que vos torneis promotores da cultura da paz, hoje necessária como nunca.

O quadragésimo aniversário da Encíclica "Pacem in terris " do Beato João XXIII

Celebra-se amanhã o quadragésimo aniversário da publicação da Encíclica Pacem in terris do Beato João XXIII. Só comprometendo-nos por construir a paz sobre os quatro pilares da verdade, da justiça, do amor e da liberdade como nos ensina a Pacem in terris será possível lançar de novo a cooperação entre as nações e harmonizar os interesses diversos e contrastantes de culturas e de instituições. Regina Pacis, ora pro nobis! Digo-vos ainda algumas palavras e depois deixo-vos ir! Digo mais uma palavra e esta palavra é sobre o Rosário. Levai sempre convosco o Rosário!

7. "Doce cadeia que nos prende a Deus". Levai-o sempre convosco! O Rosário, recitado com devoção inteligente, ajudar-vos-á a assimilar o mistério de Cristo para aprender d'Ele o segredo da paz e fazer dele um projecto de vida.

Longe de ser uma fuga dos problemas do mundo, o Rosário estimular-vos-á a vê-los com um olhar responsável e generoso e ajudar-vos-á a encontrar a força para os enfrentar com a certeza da ajuda de Deus e com o propósito firme de testemunhar em todas as circunstâncias "a caridade, que é o vínculo da perfeição" (Col 3, 14) (Cf. Rosarium Virginis Mariae, 40).

Celebrei esta manhã a Missa com a intenção de obter a bênção de Deus para este encontro com os jovens

Com estes sentimentos, exorto-vos a continuar o vosso caminho de vida, no qual vos acompanho com o meu afecto e com a minha bênção. Esta manhã celebrei a Missa com a intenção de obter a bênção de Deus para este encontro com os jovens de Roma e do Lácio.

ACTO DE ENTREGA DOS JOVENS A MARIA

"Eis aí a tua Mãe!" (Jo, 19, 27)

É Jesus, ó Virgem Maria, que da cruz nos quer confiar a Ti, não para atenuar, mas para confirmar o seu papel exclusivo de Salvador do mundo. Se no discípulo João, te foram entregues todos os filhos da Igreja, Tanto mais me apraz ver confiados a Ti, ó Maria, os jovens do mundo. A Ti, doce Mãe, cuja protecção eu sempre experimentei, os entrego, novamente, nesta tarde. Todos, sob o teu manto, procuram refúgio na tua protecção. Tu, Mãe da divina graça, fá-los brilhar com a beleza de Cristo! São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra. Mas são também os jovens para os quais a Igreja olha com confiança, na consciência de que, com a ajuda da graça de Deus, conseguirão acreditar e viver como testemunhas do Evangelho no hoje da história. Ó Maria, ajuda-os a responder à sua vocação. Guia-os para o conhecimento do amor verdadeiro e abençoa os seus afectos. Ajuda-os no momento do sofrimento. Torna-os anunciadores intrépidos da saudação de Cristo no dia de Páscoa: a Paz esteja convosco! Com eles, também eu me confio mais uma vez a Ti e, com afecto confiante, te repito: Totus tuus ego sum! Eu sou todo teu! E também cada um deles Te grite comigo: Totus tuus! Totus tuus! Amen.
DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA ARGENTINA SENHOR EDUARDO ALBERTO DUHALDE EM VISITA OFICIAL

Segunda-feira, 7 de abril de 2003

1. Agradeço profundamente o texto atencioso que, por ocasião da sua visita à Sede do Sucessor do Apóstolo São Pedro, antes de terminar o seu mandato presidencial, teve a amabilidade de me entregar para me dar a conhecer o reconhecimento e o afecto do querido povo argentino. Com a sua presença hoje aqui deseja, sem dúvida, expressar a sincera gratidão dos seus compatriotas pelo contributo da Santa Sé ao serviço do progresso, da paz, da justiça e da dignidade da pessoa humana.

2. A Igreja acompanhou sempre com a sua presença e proximidade o caminho dos argentinos. Sobretudo através do generoso compromisso apostólico dos Pastores dessa querida terra, estimulou-os, especialmente com o anúncio da Palavra do Senhor e com a propagação dos grandes valores evangélicos, a enfrentar com valor e confiança os desafios do momento presente.

Na minha solicitude por toda a Igreja, ao conhecer as grandes dificuldades que tendes que enfrentar todos os dias, sigo com interesse as vicissitudes da Nação argentina neste momento tão premente da história em que os dramáticos acontecimentos que estamos a viver nos fazem recordar a todos, principalmente aos que têm a difícil tarefa de reger o destino dos povos, a responsabilidade que têm diante de Deus e da história na construção de um mundo de paz e de bem-estar espiritual e material.

3. Olhando para a Argentina faço votos para que o património da Doutrina Social da Igreja continue a ser um valoroso instrumento de orientação para superar os problemas que impedem a edificação de uma ordem mais justa, fraterna e solidária. A Igreja, testemunha da esperança, está sempre disposta a servir de instrumento de conciliação e de entendimento entre os diversos sectores que compõem o tecido social, a fim de que todos eles possam cooperar eficaz e activamente para a superação das dificuldades. Trata-se de um diálogo que, excluindo qualquer tipo de violência nas suas diferentes manifestações, ajude a superar os problemas que afectam sobretudo os sectores mais desfavorecidos da sociedade, ajudando desta forma a construir, com a colaboração de todos, um futuro mais digno e humano. Por detrás de situações de injustiça existe sempre uma grave desordem moral, que não melhora empregando unicamente medidas técnicas, mais ou menos acertadas, mas sobretudo promovendo decididamente um conjunto de reformas que favoreçam os direitos e deveres da família como base natural e insubstituível da sociedade. De igual modo, devem estimular-se projectos de defesa e desenvolvimento em favor da vida que tomem em consideração a dimensão ética da pessoa, desde a sua concepção até ao seu fim natural.

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