Mensagem de condolências pelas vítimas do terremoto em são juliano de apúlia



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DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS FUNCIONÁRIOS DAS VILAS PONTIFÍCIAS DE CASTEL GANDOLFO

24 de Setembro de 2003

Caríssimos Irmãos e Irmãs

É-me grato acolher-vos neste encontro tradicional, no final da minha estadia de Verão em Castel Gandolfo. Saúdo-vos a todos com afecto e agradeço-vos a dedicação e a generosidade com que contribuístes para tornar serena e confortável a minha permanência nesta alegre localidade dos Castelos Romanos, que me é tão querida.

Desejo transmitir uma especial saudação ao Dr. Saverio Petrillo, Director-Geral das Vilas Pontifícias. Dirijo-lhe a minha gratidão pelas amáveis palavras que me dirigiu em nome de todos.

Juntamente com ele, saúdo todo os Funcionarios que trabalham nas Vilas Pontifícias e os seus familiares.

Enquanto me preparo para regressar ao Vaticano, peço em oração ao Dador de todo o bem que vos recompense com a abundância da graça divina. A Virgem Maria, que no próximo mês de Outubro invocaremos de maneira especial com a recitação do Santo Rosário, vos ajude e vos proteja sempre. Também vos acompanhe a minha Bênção que, com afecto, vos concedo a cada um de vós, às vossas famílias e a todos os vossos entes queridos.

MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II POR OCASIÃO DO 350° ANIVERSÁRIO DA INSTITUIÇÃO DA DIOCESE ITALIANA DE PRATO

Ao Venerado Irmão Gastone SIMONI Bispo de Prato (Itália)

1. Nos meados do século XVII, o aumento considerável da população e o desenvolvimento económico e social da Cidade de Prato, com as consequentes necessidades espirituais da Comunidade cristã reunida à volta da Colegiada de Santo Estêvão, impeliram o meu venerado predecessor, Inocêncio X, a responder às súplicas dos fiéis: com a Bula Redemptoris nostri, de 22 de Setembro de 1653, ele instituiu a Diocese de Prato, unindo-a aeque principaliter, in persona episcopi, à Igreja de Pistóia.

No 350º aniversário desse feliz acontecimento, é de bom grado que me uno a esta Diocese, para elevar a Deus sentimentos de louvor e de gratidão. Dirijo uma cordial saudação a Vossa Excelência, venerado Irmão, e ao seu prezado predecessor, D. Pietro Fiordelli, primeiro Bispo residencial da Igreja diocesana de Prato, que o Papa Pio XII, de veneranda memória, com a Constituição Apostólica Clerus populusque, de 25 de Janeiro de 1954, separou da Diocese de Pistóia. A comemoração dessas duas etapas importantes da vida da vossa Diocese enriquece-se ainda mais com a recordação de outro acontecimento eclesial, que é o 500º aniversário de fundação do mosteiro das Dominicanas de São Vicente e de Santa Catarina "de Ricci". É de muito bom grado que compartilho a alegria de todos os habitantes dessa terra, formulando-lhes votos a fim de que possam continuar a construir, com confiança e laboriosidade, uma sociedade cada vez mais solidária, tendo como fundamento as antigas tradições espirituais, que constituem o seu património mais precioso.

2. A 19 de Março de 1986, durante a minha visita à Cidade de Prato, tive a oportunidade de realçar como a "Cidade e o Templo", na vossa Diocese, caminharam em estreita sintonia ao longo dos séculos, beneficiando toda a população. De facto, graças à presença de uma Comunidade cristã activa, os habitantes de Prato, cultivando uma devoção sincera ao Protomártir Santo Estêvão e, sobretudo, à Bem-Aventurada Virgem, no culto ao Sagrado Cinto, viram amadurecer no seu interior muitos frutos de santidade.

Como deixar de recordar, por exemplo, Santa Catarina "de Ricci", grande mística dominicana do século XVI, que viveu precisamente no convento de que se celebram os quinhentos anos de fundação? Contemplando os mistérios de Cristo, o Esposo celestial de cuja paixão ela trazia os sinais impressos no corpo, procurou aderir plenamente ao Evangelho, praticando todas as virtudes cristãs com heroísmo espiritual. A sua memória, juntamente com as de outros Santos e Beatos que enriqueceram a Igreja de Prato, continue a ser um exemplo para toda a Comunidade diocesana e um estímulo para quantos estão à procura da verdade, e também para aqueles que, demasiadamente preocupados com as coisas do mundo, não sabem elevar o olhar ao céu.

3. "A Cidade e o Templo acreditaram em conjunto". Assim pude dizer durante a minha citada visita a Prato, realçando a antiga colaboração existente entre as Autoridades religiosas e civis. Foi com alegria que tomei conhecimento de que, com vista a este ano jubilar especial, o entendimento entre as Autoridades eclesiais e civis se fez ainda mais estreito, graças à constituição de uma Comissão representante da Diocese, do Município e da Província de Prato. Formulo votos de coração para que isto permita valorizar plenamente a lembrança dos acontecimentos que marcaram o passado dessa terra. O caminho percorrido até agora seja uma motivação especial para as novas gerações que, corroboradas pelos valores da tradição, hão-de progredir rumo a novos objectivos de concórdia e de civilização.

No contexto sócio-cultural actual, às vezes a disponibilidade de bens materiais, o cuidado pessoal exagerado e as necessidades suscitadas por uma sociedade consumista ameaçam ocultar a voz interior de Deus, que exorta constantemente a manter firme a aliança pessoal com Ele. Hoje, existe o perigo de reduzir a fé a um sentimento religioso vivido somente no íntimo de cada um, esquecendo-se de que ser cristão significa assumir o compromisso de ser apóstolo de Cristo no mundo. O acolhimento do seu Evangelho na nossa existência abre de par em par a nossa vida aos irmãos e impele-nos a estar "prontos a responder, para nossa defesa, com doçura e respeito, a todo aquele que nos perguntar a razão da nossa esperança" (cf. 1 Pd 3, 15).

4. O caminho jubilar, que se inicia hoje, 8 de Setembro, festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, e que terminará no dia 26 de Dezembro de 2004, festa de Santo Estêvão, Padroeiro da Cidade e da Diocese, com uma ressonância que se prolonga até ao Outono de 2005, que ele possa ser para todos um tempo de conversão, de revigoramento da fé, de relançamento apostólico e de renovada comunhão eclesial. Que este aniversário constitua uma ocasião providencial para compreender melhor que a vocação à santidade é estendida a todos e deve ser proposta com coragem e paciência às novas gerações.

O Senhor ajude a população de Prato a continuar pelo caminho do autêntico progresso moral, civil e espiritual, e a Virgem Maria, que há mais de seis séculos é venerada na capela a Ela dedicada na Igreja catedral, vele sobre todos os seus habitantes com a sua ternura maternal.

Com estes votos, garanto-lhe a minha recordação orante e concedo-lhe, a Vossa Excelência, querido Irmão, ao seu venerado Predecessor, aos Sacerdotes, aos Consagrados e às Consagradas, assim como a todos os que participarem nas celebrações jubilares, uma afectuosa Bênção apostólica, penhor de abundantes favores celestiais.

Castel Gandolfo, 8 de Setembro de 2003, festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria.
DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS MEMBROS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DE UGANDA POR OCASIÃO DA VISITA "AD LIMINA APOSTOLORUM"

Sábado, 20 de Setembro de 2003

Eminência Estimados Irmãos no Episcopado

1. "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação! Ele consola-nos em todas as nossas tribulações, para que possamos consolar os que vivem qualquer tipo de aflição..." (2 Cor 1, 3-4). É com estas palavras de São Paulo que vos saúdo a vós, Bispos de Uganda, que viestes em peregrinação aos túmulos dos Apóstolos. A vossa presença hoje aqui enche-me de alegria e reacende em mim as lembranças da visita que realizei a Uganda, há dez anos. Estão profundamente gravados na minha memória os diversos encontros convosco e com os fiéis das vossas comunidades locais, de maneira particular o nosso encontro no Santuário dos Mártires de Uganda, para celebrar os santos mistérios da nossa fé no "terreno que se tornou sagrado através da sua morte" (Discurso no encontro com os Bispos de Uganda, Campala, 7 de Fevereiro de 1993, n. 9).

Os nossos encontros realizados nestes dias são momentos de graça para todos nós, enquanto rejubilamos e revigoramos os vínculos de comunhão fraternal, que nos unem na tarefa de dar testemunho do Senhor e de anunciar a Boa Nova da salvação. Transmito uma saudação especial àqueles de vós que realizais a vossa primeira visita ad Limina a Roma. Quando os Bispos de Uganda vieram aqui pela última vez, como Conferência Episcopal, no vosso País só existia uma única Província Eclesiástica; agora, há quatro Sedes Metropolitanas, com um total de dezanove Dioceses. Trata-se de um sinal muito positivo do trabalho que se realizou por Cristo, a edificação da sua Igreja no vosso País, e mais um motivo para louvar o santo nome de Jesus (cf. Fl 2, 10-11).

2. Infelizmente, algumas regiões do vosso País estão a viver situações de conflito armado e anarquia. Sobretudo no Norte, a desventura da guerra está a provocar uma miséria incalculável em termos de sofrimento e de morte, chegando a atingir até a Igreja e centrando os seus ataques contra os ministros e os filhos da Igreja. Também no Oeste e no Nordeste, episódios de violência e de hostilidade continuam a afligir a Nação, ceifando a vida e consumando as energias da vossa população. Enquanto vos asseguro, a vós e ao vosso povo, a minha proximidade espiritual nestas terríveis circunstâncias, uno-me a vós para condenar todos os actos de derramamento de sangue e de destruição. Dirijo um apelo premente às partes interessadas, a fim de que renunciem à agressão e se comprometam a trabalhar em conjunto com os seus concidadãos, com coragem e na verdade, em ordem a edificar um futuro de esperança, de justiça e de paz para todos os ugandeses.

O clima político e social actual é um evidente apelo a oferecer expressões concretas, e de vasto alcance, da responsabilidade colegial e da comunhão que vos unem no serviço da única "família de Deus" (cf. Ef 2, 19). Exorto-vos a fazer tudo quanto vos for possível para promover, no meio de vós, um autêntico espírito de solidariedade e de solicitude fraternal, de maneira especial através da partilha dos recursos, tanto materiais como espirituais, com as outras Igrejas que vivem em necessidade.

3. Como Bispos, tendes a grave tarefa de enfrentar questões de importância particular para a vida social, económica, política e cultural do vosso País, com a finalidade de tornar a Igreja presente de modo cada vez mais eficaz nestes ambientes. Elaborar as exigências do Evangelho para a vida cristã no mundo e aplicá-las às renovadas situações é fundamental para a vossa orientação eclesial: chegou a hora de os católicos juntamente com os outros cristãos levarem o vigor do Evangelho à luta, com vista a defender e a promover os valores fundamentais sobre os quais se edifica uma sociedade verdadeiramente digna do homem.

A este respeito, desejo encorajar os esforços da vossa Conferência Episcopal, realizados nos âmbitos da assistência à saúde, da educação e do desenvolvimento; eles servem para mostrar de maneira clarividente o compromisso da Igreja em prol do bem-estar integral dos seus filhos e das suas filhas e de todos os ugandeses, prescindindo do seu credo religioso.

Merecem uma particular menção as diversas iniciativas em favor do combate ao hiv/sida que, em perfeita harmonia com o ensinamento da Igreja, procuram ajudar as pessoas que foram atingidas por esta enfermidade e manter o público oportunamente informado a este respeito. A prioridade da formação espiritual e doutrinal dos leigos

4. Se a Igreja quiser assumir o lugar que lhe compete no seio da sociedade ugandese, a adequada fomação dos leigos deve constituir uma prioridade na vossa missão de pregadores e de professores. Esta formação espiritual e doutrinal deve ter em vista ajudar os leigos, homens e mulheres, a desempenhar o seu papel profético numa sociedade, que nem sempre reconhece ou aceita a verdade e os valores do Evangelho. Os leigos devem estar também eficazmente empenhados tanto na vida da paróquia e da diocese em geral, como nas estruturas pastorais e administrativas (cf. Ecclesia in Africa, 90). Os vossos sacerdotes, em particular, devem ser preparados para aceitar de bom grado este papel mais activo dos leigos e ajudá-los a cumpri-lo.

Neste contexto, são muito importantes os esforços que visam resolver os conflitos tribais e as tensões étnicas; com efeito, estas rivalidades não têm lugar na Igreja de Cristo, e só servem para debelar o tecido geral da sociedade.

Com efeito, são as Igrejas particulares que conseguem "permear em profundidade a sociedade e a cultura através do testemunho dos valores evangélicos". Trata-se do "relançamento pastoral" de que falei na minha Carta Encíclica Novo millennio ineunte, (n. 29), que comporta uma renovação da comunidade cristã e da sociedade, que passe através da família. O revigoramento da comunhão das pessoas no seio da família é o grande antídoto contra a auto-indulgência e o sentido de isolamento, hoje tão salientes. Por conseguinte, é ainda mais necessário acolher o convite urgente que o meu predecessor, o Papa Paulo VI, dirigiu a todos os Bispos: "Trabalhai com ardor e sem descanso em favor da salvaguarda e da santidade do matrimónio, para que ele seja cada vez mais vivido na sua plenitude humana e cristã" (Humanae vitae, 30).

5. Procurando enfrentar os desafios do futuro, a atenção aos jovens continua a ser de importância fundamental. "O futuro do mundo e da Igreja pertence às gerações jovens... Cristo espera grandes coisas dos jovens..." (cf. Tertio millennio adveniente, 58). Como confirmam com clarividência as Jornadas Mundiais da Juventude, os jovens têm a especial capacidade de dedicar as suas energias e o seu zelo às exigências da solidariedade para com o próximo e à procura da santidade cristã. Toda a comunidade católica deve trabalhar para assegurar que as jovens gerações sejam oportunamente formadas e preparadas de forma adequada para cumprir as responsabilidades que lhes forem reservadas e que, de certa maneira, já lhes competem.

Um compromisso decidido nas escolas católicas constitui um modo particularmente eficaz para assegurar uma formação adequada dos jovens ugandeses. Estas escolas devem procurar oferecer um ambiente educativo adequado, para que as crianças e os adolescentes possam amadurecer cheios do amor de Cristo e da Igreja. A identidade específica das escolas católicas deve reflectir-se em todo o programa de estudos e em cada um dos ambientes da vida escolar, a fim de que possam constituir comunidades onde a fé seja alimentada e os alunos se preparem para a sua missão na Igreja e na sociedade. Além disso, é importante continuar a procurar modos de promover um ensino moral e religioso sadio, inclusivamente nas escolas públicas, e de suscitar na opinião pública um consenso acerca da importância deste tipo de formação. Este serviço, que pode derivar de uma colaboração mais estreita com o Governo, constitui uma importante forma de participação católica activa na vida social do vosso País, sobretudo porque é oferecido sem discriminações religiosas ou étnicas, e no respeito pelo direito de todos.

6. Enquanto as vossas Igrejas locais procuram cumprir o mandato missionário que receberam do próprio Senhor (cf. Mt 28, 19), não podemos deixar de dar graças pelas vocações com que fostes abençoados. Exorto-vos a assegurar que os vossos programas vocacionais promovam e protejam zelosamente este dom de Deus. Os jovens candidatos devem receber uma formação pastoral e teológica adequada, que os enraíze vigorosamente numa tradição espiritual sólida e os prepare para enfrentar os complexos problemas apresentados pela modernização da sociedade. Encorajo-vos a dar continuidade aos vossos esforços, em ordem a oferecer um pessoal qualificado aos vossos centros de formação, de modo especial aos vossos cinco Seminários Maiores.

Agora, voltando-me para aqueles que são os vossos colaboradores mais estreitos na vinha do Senhor, recordo-vos que deveis ajudar os vossos sacerdotes a crescer sempre na estima do singular privilégio de agir in persona Christi. Dedicando-se cada vez mais integralmente à sua missão na castidade e simplicidade de vida, a sua obra tornar-se-á cada vez mais uma fonte de alegria e de paz incomensuráveis. No que diz respeito à solidão que, por vezes, pode acompanhar o ministério pastoral, os vossos sacerdotes devem ser encorajados, na medida em que a situação local o permitir, a levar uma vida em comunidade e a orientar os seus esforços inteiramente para o ministério sagrado. Eles hão-de reunir-se o mais frequentemente possível tanto entre eles mesmos, como convosco, que sois os seus padres espirituais para um intercâmbio fraterno de ideias, de conselhos e de fraternidade (cf. Pastores dabo vobis, 74).

Inclusivamente as comunidades dos religiosos e das religiosas, presentes em Uganda, esperam de vós uma ajuda e orientação: também elas devem ser objecto do vosso cuidado pastoral e da vossa solicitude de Pastores do rebanho que Cristo vos confiou (cf. Lumen gentium, 45; Christus Dominus, 15 e 35). Além disso, não podemos deixar de mencionar os catequistas, que desempenham um papel essencial na resposta às exigências espirituais das vossas comunidades, especialmente nas áreas em que não há sacerdotes suficientes para pregar o Evangelho e exercer o ministério pastoral. Por conseguinte, eles devem possuir uma profunda consciência do seu papel e ser ajudados de todas as formas possíveis para enfrentar as responsabilidades que lhes são próprias e as suas obrigações, no que diz respeito às suas famílias.

7. Estimados Irmãos no Episcopado, rezo a fim de que o tempo que passámos em companhia mútua vos confirme na fé e vos anime a perseverar no serviço a Cristo, Pastor e Sentinela das nossas almas (cf. 1 Pd 2, 25). Caminhai sempre ao lado daqueles que foram confiados ao vosso cuidado pastoral, transmitindo-lhes um amor paternal, sobretudo a quantos são vítimas do flagelo da violência, do sofrimento da sida, das aflições de alguma das inúmeras situações que acarretam sofrimentos e dificuldades. Tende como objectivo orientar o vosso povo para um conhecimento cada vez mais profundo da sua fé e da sua identidade cristã. Com efeito, é assim que a Igreja será cada vez mais preparada para tornar presente de maneira eficaz a verdade salvífica do Evangelho na sociedade ugandese.

A nossa esperança e a nossa confiança assim como a dos Santos Mártires, tanto no Sul como no Norte do País, deram o derradeiro testemunho de Cristo estão fundamentadas sobre o poder do Senhor ressuscitado, cuja graça salvífica "não desilude" (Rm 5, 5). Enquanto invoco a ajuda celestial dos Mártires de Uganda sobre vós e os fiéis das vossas comunidades locais, e vos confio à intercessão de Maria, Mãe da Igreja, concedo-vos cordialmente a minha Bênção apostólica.


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II A UM GRUPO DE SACERDOTES DO ARCEBISPADO ORTODOXO DE ATENAS

19 de Setembro de 2003

Queridos Irmãos Sacerdotes da Igreja Ortodoxa da Grécia!

Sinto-me feliz por me encontrar convosco, durante a vossa visita à Santa Sé e à histórica cidade de Roma, que tem a honra de conservar os túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo. Alegro-me com este novo contacto que se estabelece entre nós.

A vossa presença faz-me recordar a graça muito especial que o Senhor me concedeu, permitindo-me visitar Sua Beatitude Christodoulos, Arcebispo de Atenas e de toda a Grécia, e a Igreja ortodoxa da Grécia no ano do Grande Jubileu, no contexto da minha peregrinação "seguindo os passos de São Paulo". Nós devemos continuar a construir sobre as bases sólidas dos vínculos fraternos e evangélicos que experimentámos naquela ocasião. Também a vossa visita a Roma constitui uma válida iniciativa neste sentido, para nos conhecermos e apreciarmos melhor e para experimentarmos modalidades de relacionamento que facilitam a comunhão.

Dirijo-me constantemente ao Senhor, para que ele nos disponha a todos a abrir os nossos corações à sua oração "para que todos sejam um só" (Jo 17, 21), e nos torne capazes de uma obediência genuína à sua vontade, de maneira a procurar juntos os caminhos para uma colaboração mais estreita e para uma comunhão cada vez mais profunda.

Desejo de coração que a vossa visita aos lugares santos de Roma, com os encontros, as conversações, as ocasiões de confronto, constituam uma experiência positiva e útil para a vossa vida sacerdotal. Oxalá o Espírito Santo acompanhe sempre o vosso ministério e fortaleça o testemunho que cada um de vós dá ao Evangelho do nosso comum Senhor.

Peço-vos que transmitais a Sua Beatitude Christodoulos, e ao Santo Sínodo que o rodeia, a minha saudação mais calorosa e os votos sinceros de bem e prosperidade no Senhor. A graça e a paz do Senhor estejam convosco!


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS BISPOS PARTICIPANTES NUM CURSO DE ACTUALIZAÇÃO PROMOVIDO PELA CONGREGAÇÃO PARA A EVANGELIZAÇÃO DOS POVOS

19 de Setembro de 2003

Queridos Irmãos no Episcopado

1. É-me grato encontrar-me convosco, por ocasião deste curso de formação, organizado pela Congregação para a Evangelização dos Povos. Agradeço-vos a vossa visita. Saúdo cada um de vós e, por intermédio de vós, desejo abraçar todo o povo cristão que a Providência Divina confiou ao vosso cuidado, de maneira particular os sacerdotes, os religiosos, as religiosas, os catequistas e os leigos activamente comprometidos na difusão do Evangelho. Transmito uma especial palavra de saudação ao Cardeal Crescenzio Sepe, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos. Agradeço-lhe as palavras que me dirigiu e pelo zelo com que, juntamente com todos os seus colaboradores, se dedica à causa da missio ad gentes.

2. Queridos e veneráveis Irmãos Bispos! Mediante a vossa generosa dedicação, levais a presença de Cristo no mundo a dar fruto e a enriquecer as várias actividades da sua Igreja. A vossa participação nesta singular fase de formação, promovida pela Congregação da Propaganda Fide, constitui mais um sinal do modo como desejais promover a actividade missionária em toda a terra. Mesmo nos nossos dias, trata-se de um empreendimento apostólico urgente, e vós sois chamados a ser os seus promotores corajosos e incansáveis no meio das dificuldades e das provações de todos os dias. Como observei na minha Carta Encíclica Redemptoris missio, no seu ministério os Bispos são responsáveis pela evangelização do mundo, quer como membros do Colégio Episcopal, quer como Pastores das Igrejas particulares (RM, n. 63). A proclamação do Evangelho, em todas as regiões do planeta, depende dos Pastores, que foram consagrados não apenas para uma Diocese em particular, mas para a salvação do mundo inteiro (cf. ibidem). "Sinto que chegou o momento", escrevi na mencionada Carta Encíclica, "de empenhar todas as forças eclesiais na nova evangelização e na missão ad gentes. Nenhum crente [em Cristo], nenhuma instituição da Igreja se pode esquivar deste dever supremo: anunciar Cristo a todos os povos" (Ibid., n. 3). Por conseguinte toda a Igreja, em cada uma das suas partes integrantes, é interpelada a proclamar o Evangelho nas regiões mais distantes de todos os continentes.

3. Estimados e veneráveis Irmãos, também para vós ressoa de maneira vigorosa o convite de Jesus: "Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda a humanidade" (Mc 16, 15). Entre os vossos deveres, encontram-se o da transmissão da dádiva da fé e o do encorajamento das vossas comunidades, a fim de que também elas sejam evangelizadoras. Há lugar para todos na messe do Senhor! Ninguém é tão pobre que nada tenha a dar; e ninguém é tão rico que nada tenha a receber.

Que a vossa alma ouça em cada dia a exortação do Redentor: "Duc in altum!". Trata-se de um convite para lançar "redes espirituais" nos mares do mundo. Em contrapartida, as pessoas que confiam no Mestre divino vivem a experiência da pesca milagrosa. Esta é a promessa de Jesus, que não desilude aqueles que depositam a sua confiança nele, como São Paulo e numerosos outros Santos que, ao longo destes milénios, representaram a glória da Igreja.

Sim, é verdade! "Deus está a preparar uma grande primavera cristã, cuja aurora já se entrevê" (Redemptoris missio, 86). Por conseguinte, tende confiança e olhai com segurança para o futuro, em todas as circunstâncias. O Senhor como Ele mesmo nos garantiu permanece sempre ao nosso lado.

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