Mensagem de condolências pelas vítimas do terremoto em são juliano de apúlia



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Como pude dizer ao primeiro grupo de Bispos das Filipinas, os significativos acontecimentos eclesiais do segundo Conselho Plenário, realizado em 1991, e a mais recente Consulta Pastoral Nacional sobre a Renovação da Igreja tiveram efeitos positivos duradouros na vida dos católicos filipinos. O Conselho Plenário salientou a necessidade de três iniciativas pastorais fundamentais: tornando-se Igreja dos pobres, transformando-se numa comunidade de discípulos do Senhor e comprometendo-se numa evangelização integral. Com efeito, o desafio de realizar integralmente este plano tríplice continua a infundir uma nova vida na Igreja das Filipinas e na sociedade filipina em geral. Dado que já desenvolvi o tema da Igreja dos pobres nos comentários que fiz ao primeiro grupo de Bispos, agora quero centralizar a minha atenção da segunda prioridade: Tornar-se uma verdadeira comunidade de discípulos do Senhor.

2. A Consulta Pastoral Nacional descreve a Igreja nas Filipinas como "uma comunidade de discípulos que acreditam firmemente no Senhor Jesus e que, com alegria, vivem na harmonia e na solidariedade, uns com os outros, com a criação e com Deus" (Declaração de Visão-Missão da Igreja que está nas Filipinas). Isto traz à mente o ensinamento de Jesus, contido no Evangelho de São João, quando exprime que ser discípulo do Senhor não é uma decisão excêntrica, mas uma resposta séria e amorosa a um convite pessoal: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi. Eu destinei-vos para irdes e dardes fruto, e para que o vosso fruto permaneça... O que vos mando, é que vos ameis uns aos outros" (Jo 15, 16-17).

A maneira em que os discípulos exprimem o seu amor é um dos numerosos temas que vós e os vossos Irmãos Bispos procuraram abordar ensinando claramente que, para se tornar um verdadeiro seguidor de Cristo, é necessária uma formação integral na fé. Com efeito, é somente através deste discipulado autêntico, fundamentado na solidariedade amorosa, que as Filipinas podem começar a resolver a preocupante dicotomia entre a fé e a vida, que aflige tantas sociedades modernas.

3. Na minha Exortação Apostólica pós-sinodal Ecclesia in Asia, recordei como os asiáticos se sentem orgulhosos dos seus valores religiosos e culturais, por exemplo, do amor pelo silêncio, a contemplação, a simplicidade e a harmonia. "Tudo isto indica uma visão espiritual inata e uma sabedoria moral típica da alma asiática" (n. 6). Esta "visão espiritual" é testemunhado de manera clarividente pelos profundos sentimentos religiosos do povo filipino e constitui um terreno fértil em que alimentar a disposição que leva todo o cristão a um discipulado mais autêntico. A vossa Casta Pastoral sobre a espiritualidade explica que um compromisso centralizado em Cristo define o vosso povo como peregrino ao longo do caminho para a sua verdadeira casa. A frequência regular da Missa dominical, a participação concreta nas actividades e nas festas paroquiais, as profundas devoções marianas e o grande número de santuários nacionais existentes no vosso País são apenas alguns exemplos da rica herança que constitui uma parte integrante da vida e da cultura da vossa Nação. Não obstante estes aspectos positivos, ainda existem determinadas contradições entre os cristãos e a sociedade filipina em geral. Estas incongruências só podem ser resolvidas, se permanecerdes plenamente abertos ao espírito de Cristo, penetrardes no mundo e o transformardes numa cultura de justiça e de paz (cf. Apostolicam actuositatem, 4).

4. O cumprimento destas nobres finalidades exige um compromisso da vossa parte, em vista de preparar os fiéis leigos a fim de que se tornem verdadeiros discípulos para o mundo. São os Pastores das Igrejas particulares que asseguram que o laicado tenha à sua disposição programas de espiritualidade e de catequese, destinados a prepará-lo para esta missão. É com prazer que observo que a Igreja nas Filipinas procura cumprir esta responsabilidade de numerosas formas. E isto é evidente não apenas nas oportunidades educativas oferecidas por um grande número de dioceses, mas também nas várias organizações laicais e nas pequenas comunidades e movimentos de fé, que estão a desenvolver-se no vosso País. Embora, à primeira vista, estas agregações possam parecer muito diferentes, na realidade "encontram... as linhas de uma vasta e profunda convergência na finalidade [comum] que as anima" (Christifideles laici, 29). Este é de modo especial o caso, quando tais agregações se encontram activamente comprometidas na vida paroquial e mantêm um relacionamento de comunicação aberta e afectiva, umas com as outras, com os seus párocos e com os Bispos. Como Cristo ensina: "Se tiverdes amor uns para com os outros, todos conhecerão que sois meus discípulos" (Jo 13, 35).

5. Uma das principais contribuições que a Igreja pode oferecer na garantia de uma preparação sólida dos leigos consiste em assegurar que os seminários e as casas religiosas formem os futuros sacerdotes para serem discípulos dedicados à Palavra e ao Sacramento. Trata-se de um processo complexo, que começa com a selecção apropriada dos candidatos. A este propósito, recomendo que vós e os vossos prebíteros busquem activamente jovens bons, piedosos e bem equilibrados para o sacerdócio, encorajando-os a não terem medo "de lançar as redes ao largo", para uma pesca de valor inestimável (cf. Novo millennio ineunte, 1).

Assim que o candidato for seleccionado, tem início o processo de preparação do mesmo, a fim de que se torne um sacerdote bom e santo. Isto exige que "a formação espiritual e a preparação doutrinal dos alunos sejam harmoniosamente conjugadas" (Código de Direito Canónino, cân. 244) e superintendidas por formadores bem preparados. Aqui, podemos falar dos diversos tipos de formação: formação humana, que ajuda o candidato a viver e a interiorizar as virtudes sacerdotais, especialmente as da simplicidade, castidade, prudência, paciência e obediência; formação intelectual, que põe em evidência um estudo aprofundado da filosofia e da teologia, sempre fiel aos ensinamentos do Magistério; formação pastoral, que torna o candidato capaz de aplicar os princípios teológicos à práxis pastoral; e formação espiritual, que salienta a necessidade essencial da celebração regular dos sacramentos, de forma especial do Sacramento da penitência, acompanhada das orações particulares e devocionais, e da visita frequente do director espiritual (cf. Pastores dabo vobis, 43-59; cf. também Código de Direito Canónino, cân. 246). Qualquer curso de formação sacerdotal que oferecer estes elementos, verdadeiramente formará ministros que se hão-de comprometer alegremente no "esforço de fidelidade ao Senhor e de incansável serviço ao seu rebanho" (Pastores dabo vobis,, 82).

6. O Conselho Pastoral Nacional abordou de maneira exaustiva a necessidade de ajudar e assistir os presbíteros no seu ministério e resolveu "buscar formas criativas de formação permanente" para o clero (Proceedings and Addresses of the NPCCR, Janeiro de 2001, pág. 59). Isto pode ser comparado com a renovação contínua de "espírito e mente", sobre a qual São Paulo escreve na sua carta aos Efésios (cf. 4, 23-24). Como no caso da formação dos seminaristas, também a formação presbiteral exige uma abordagem "harmoniosamente conjugada" que, em todas as épocas, promova as virtudes sacerdotais da caridade, da oração, da castidade e da celebração fiel da Liturgia, práticas estas que, por vezes, são subestimadas ou até mesmo rejeitadas pela cultura moderna e pelos seus meios de comunicação.

Os clérigos dos dias de hoje devem ter o cuidado de não adoptar uma visão secular do sacerdócio como "profissão", como "carreira" ou como forma de ganha-pão. Pelo contrário, o clero há-de considerar o sacerdócio como uma vocação ao serviço altruísta e amoroso, abraçando de todo o coração o "precioso dom do celibato" e tudo aquilo que ele comporta. Nesta altura, desejo frisar o facto de que o celibato há-de ser considerado como uma parte integrante da vida exterior e interior do sacerdote, e não apenas como um antigo ideal que deve ser respeitado (cf. Presbyterorum ordinis, 16). Infelizmente, o estilo de vida alguns clérigos tem sido um sinal contrário ao espírito dos conselhos evangélicos, que deveriam constituir uma parte da espiritualidade de cada presbítero. O comportamento escandaloso de poucos tem minado a credibilidade de muitos. Quero que saibais que estou consciente da sensibilidade com que tendes procurado abordar esta questão, enquanto vos encorajo a não desanimar. O verdadeiro discipulado exige a caridade, a compaixão e, às vezes, uma disciplina rigorosa, em ordem ao serviço do bem comum. Sede sempre justos e misericordiosos.

7. Queridos Irmãos, enquanto vos preparais para voltar regressar à vossa Pátria, despeço-me de vós com estas reflexões, persuadido de que continuareis a orientar o vosso povo de maneira eficaz na sua peregrinação de verdadeiro discipulado, por toda a sua vida. Encorajai-vos com o facto de que não estais a percorrer sozinhos este caminho, uma vez que a nossa amada Mãe Maria, a Estrela Matutina que ilumina a nossa vida e dissipa a escuridão da noite, vos acompanha, introduzindo-vos, bem como os vossos fiéis, numa nova aurora (cf. Carta pastoral sobre a Espiritualidade filipina). Como penhor de alegria e de paz no seu Filho, o Santo Niño, concedo-vos a todos a minha Bênção apostólica.


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AO SUPREMO CONSELHO DOS CAVALEIROS DE COLOMBO

9 de Outubro de 2003

Queridos Amigos

É-me grato dar as boas-vindas aos Membros da Direcção dos Cavaleiros de Colombo, por ocasião do vosso encontro em Roma. Agradeço-vos os sinceros bons votos que me transmitistes, em nome de todos os Cavaleiros e das respectivas famílias, na circunstância do 25° aniversário da minha eleição.

Nesta ocasião, desejo manifestar uma vez mais a minha profunda gratidão pela ajuda determinante que a vossa Ordem tem oferecido para a missão da Igreja. Esta ajuda é demonstrada de maneira especial no Fundo "Vicarius Christi", que constitui um sinal da solidariedade dos Cavaleiros de Colombo para com o Sucessor de Pedro, na sua solicitude pela Igreja universal, mas é observado inclusivamente nas orações, nos sacrifícios e nas obras apostólicas de todos os dias, levados a cabo por inumeráveis Cavaleiros nos seus Conselhos locais, nas suas Paróquias e nas suas Comunidades. Fiéis à visão do Rev.do Pe. Michael McGivney, que vós possais continuar a procurar novos caminhos de ser fermento do Evangelho no mundo e uma força espiritual para a renovação da Igreja na santidade, na unidade e da verdade.

Concedo-vos do íntimo do coração, a vós, a todos os Cavaleiros e às suas respectivas famílias, a minha Bênção apostólica.


PEREGRINAÇÃO AO SANTUÁRIO MARIANO DE POMPÉIA

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II

Caríssimos Irmãos e Irmãs!

Virgem Santa concedeu-me voltar a este Santuário para a honrar, lugar que a Providência inspirou ao Beato Bartolo Longo para que fosse um centro de irradiação do Santo Rosário.

A visita de hoje coroa, num certo sentido, o Ano do Rosário. Agradeço ao Senhor os frutos deste Ano, que produziu um significativo despertar desta oração, ao mesmo tempo simples e profunda, que atinge o coração da fé cristã e se mostra muito actual face aos desafios do terceiro milénio e ao compromisso urgente da nova evangelização.

Em Pompeia esta actualidade é evidenciada de modo particular por esta antiga Cidade romana sepultada debaixo das cinzas do Vesúvio no ano 79 depois de Cristo. Aquelas ruínas falam. Elas fazem a pergunta decisiva sobre qual seja o destino do homem. São testemunho de uma grande cultura, da qual contudo realçam, juntamente com as respostas luminosas, também interrogativos preocupantes. A Cidade mariana surge no centro destes interrogativos, propondo Cristo ressuscitado como resposta, como "evangelho" que salva.

Hoje, como nos tempos da antiga Pompeia, é necessário anunciar Cristo a uma sociedade que se vai afastando dos valores cristãos e perde inclusivamente a sua memória. Agradeço às Autoridades italianas por terem contribuído para a organização desta minha peregrinação, que começou na antiga Cidade. Assim, percorri a ponte ideal de um diálogo sem dúvida fecundo para o crescimento cultural e espiritual. Tendo como fundo a antiga Pompeia, a proposta do Rosário adquire o valor simbólico de um renovado impulso do anúncio cristão no nosso tempo.

O que é, de facto, o Rosário? Um compêndio do Evangelho. Ele faz-nos voltar continuamente aos cenários principais da vida de Cristo, como que para nos fazer "respirar" o seu mistério. O Rosário é o caminho privilegiado de contemplação. É, por assim dizer, o caminho de Maria. Quem, melhor do que ela, conhece Cristo e o ama?

Disto estava persuadido o Beato Bartolo Longo, apóstolo do Rosário, que prestou especial atenção precisamente ao carácter contemplativo e cristológico do Rosário. Graças ao Beato, Pompeia tornou-se um centro internacional de espiritualidade do Rosário.

uis que esta peregrinação tivesse o sentido de uma súplica pela paz. Meditámos os mistérios da luz, quase que para projectar a luz de Cristo sobre os conflitos, as tensões e os dramas dos cinco Continentes. Na Carta apostólica Rosarium Virginis Mariae expliquei porque motivo o Rosário é uma oração orientada, por sua natureza, para a paz. E isto não só porque nos faz invocar a paz, fortalecidos pela intercessão de Maria, mas também porque nos faz assimilar, com o mistério de Jesus, também o seu projecto de paz.

Ao mesmo tempo, com o ritmo sereno da repetição do Ave Maria, o Rosário tranquiliza a nossa alma e abre-a à graça que salva. O Beato Bartolo Longo teve uma intuição profética, quando, ao templo dedicado à Virgem do Rosário, quis acrescentar esta fachada como monumento à paz. A causa da paz entrava, assim, na proposta do Rosário. É uma intuição da qual podemos ver a actualidade, no início deste Milénio, já sacudido por ventos de guerra e regado com o sangue em tantas regiões do mundo.

convite ao Rosário que se eleva de Pompeia, encruzilhada de pessoas de todas as culturas atraídas tanto pelo Santuário como pelo lugar arqueológico, recorda também o compromisso dos cristãos, em colaboração com todos os homens de boa vontade, a serem construtores e testemunhas de paz. A sociedade civil, aqui representada por autoridades e personalidades que saúdo cordialmente, acolha cada vez mais esta mensagem.

Esteja cada vez mais em condições de enfrentar este desafio a comunidade eclesial de Pompeia, que saúdo nos seus diversos componentes: os sacerdotes e os diáconos, as pessoas consagradas, sobretudo as Dominicanas Filhas do Santo Rosário, fundadas precisamente para a missão deste Santuário, e os leigos. Um sentido obrigado a D. Domenico Sorrentino pelas calorosas palavras que me dirigiu no início deste encontro. Um obrigado afectuoso a todos vós, devotos da Rainha do Rosário de Pompeia. Sede "artífices de paz", seguindo as pegadas do Beato Bartolo Longo, que soube unir a oração à acção, fazendo desta Cidade mariana uma cidadezinha da caridade. O novo Centro para as crianças e para a família, ao qual gentilmente quisestes dar o meu nome, recolhe a herança desta grande obra.

Caríssimos Irmãos e Irmãs! A Virgem do Santo Rosário nos abençoe, enquanto nos preparamos para a invocar com a Súplica. Ao seu coração de Mãe confiamos as nossas preocupações e os nossos propósitos de bem.

Depois da recitação da Súplica, antes de conceder a Bênção Apostólica, o Papa disse:

Obrigado, obrigado Pompeia. Obrigado a todos os peregrinos por este caloroso e lindíssimo acolhimento. Obrigado aos Cardeais e aos Bispos presentes. Obrigado às Autoridades do País, da Região, da Cidade. Obrigado pelo entusiasmo dos jovens. Obrigado a todos. Rezai por mim neste Santuário, hoje e sempre.
DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS PEREGRINOS QUE VIERAM A ROMA PARA PARTICIPAR NA CERIMÓNIA DE CANONIZAÇÃO

6 de Outubro de 2003

Venerados Irmãos no Episcopado Caríssimos Irmãos e Irmãs

1. Sinto-me feliz por me encontrar convosco, no dia seguinte à canonização de três luminosas testemunhas do empenho missionário, que vos são particularmente queridos: São Daniel Comboni, Santo Arnaldo Janssen e São José Freinademetz. Eles são três "campeões" da evangelização.

Dirijo-vos a minha cordial saudação e agradeço-vos a vossa presença.

2. Saúdo todos vós, queridos Missionários Combonianos do Coração de Jesus, que dais continuidade à acção apostólica de São Daniel Comboni. Ele é justamente incluído entre os promotores do movimento missionário que teve, na Igreja do século XIX, um extraordinário despertar. Em particular, saúdo o Superior-Geral recentemente eleito, Pe. Teresino Serra, e os Religiosos participantes no Capítulo Geral. Faço votos por que as reflexões e as indicações que surgiram da Assembleia capitular infundam um renovado impulso missionário ao vosso Instituto. Saúdo-vos depois a vós, queridas Irmãs Missionárias Combonianas, e a vós, estimadas Seculares Missionárias Combonianas e queridos Leigos Missionários Combonianos, que vos inspirais no carisma de São Daniel Comboni.

Deus torne fecundas todas as vossas iniciativas, sempre finalizadas à difusão do Evangelho da esperança. Além disso, abençoe os esforços que fazeis no âmbito da promoção humana, sobretudo em favor da juventude. A respeito disto, faço sentidos votos por que seja retomado e cumprido o projecto de fundar uma Universidade Católica no Sudão, terra querida a Comboni. Estou certo de que uma instituição cultural tão importante prestará um serviço qualificado a toda a sociedade sudanesa.

3. Dirijo-me agora a vós, queridos peregrinos que viestes para honrar Santo Arnaldo Janssen e São José Freinademetz. Saúdo-vos com especial afecto a vós, queridos Membros das três Congregações da Família religiosa Verbita, com os respectivos Superiores Gerais: Pe. António Pernia, Ir. Ágada Brand e Ir. Maria Cecília Hocbo.

Arnaldo Janssen foi animador fervoroso da missão eclesial na Europa central. Deu provas de coragem abrindo uma casa missionária em Steyl, nos Países Baixos, quando a Igreja vivia momentos difíceis devido ao chamado "kulturkampf". Ao percorrer caminhos novos e inexplorados para difundir o Evangelho, soube atrair muitos colaboradores sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos que agora dão continuidade à sua obra apostólica.

4. Desejo dirigir agora uma especial saudação a vós, queridos familiares e peregrinos provenientes da Diocese de Bolzano-Bríxia e, em particular, ao grupo de língua ladina. Saúdo-vos com afecto, queridos peregrinos ladinos. São José Freinademetz seja para vós um exemplo de fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho! A Providência, mediante a Sociedade do Verbo Divino, enviou-o à China, onde permaneceu até à morte.

"Toda a tua vida pelos teus queridos chineses": eis o programa que escreveu no dia da sua Profissão perpétua. Com a ajuda de Deus, foi-lhe sempre fiel. Fez-se chinês com os chineses, assumindo a sua mentalidade, os seus usos e costumes. Sentiu estima e afecto tão sinceros por aquele querido povo, que chegou a afirmar: "Também no Céu gostaria de ser um chinês". Oxalá ele continue a velar, do paraíso, sobre aquela Nação e sobre todo o Continente asiático.

5. Caríssimos Irmãos e Irmãs! Agradeçamos a Deus por ter dado à Igreja São Daniel Comboni, Santo Arnaldo Janssen e São José Freinademetz. O seu exemplo e a sua intercessão nos encoragem a responder com generosidade à nossa vocação cristã.

Ajude-nos a Virgem Maria, que estes novos Santos amaram como Mãe terna, experimentando a sua protecção e o seu conforto. Acompanho-vos com a minha oração, enquanto vos abenço-o a vós, às vossas comunidades e a todos os vossos familiares.

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AO ARCEBISPO DE CANTUÁRIA (INGLATERRA) E PRIMAZ DA COMUNHÃO ANGLICANA

4 de Outubro de 2003

Sua Graça Reverendíssima Rowan Williams Arcebispo de Cantuária

É com grande prazer que lhe dou as boas-vindas aqui, por ocasião desta sua primeira visita à Sé Apostólica como Arcebispo de Cantuária. Vossa Graça dá continuidade à tradição que teve início um pouco antes do Concílio Vaticano II, com a visita do Arcebispo Geoffrey Fisher, e é o quarto Arcebispo de Cantuária que tenho o prazer de receber durante o meu Pontificado. Também conservo uma lembrança viva da visita que realizei a Cantuária em 1982, bem como da emocionante experiência de oração junto do túmulo de S. Tomás Becket, em companhia do Arcebispo Robert Runcie.

Os quatro séculos que se seguiram à triste divisão entre nós durante os quais houve poucos contactos, ou quase nenhum, entre os nossos predecessores abriram caminho a um período de encontros cheios de graça entre o Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, e o Arcebispo de Cantuária. Tais encontros procuraram renovar os vínculos entre a Sé de Cantuária e a Sé Apostólica, que têm as suas origens no envio, por parte do Papa Gregório o Grande, de Santo Agostinho, primeiro Arcebispo de Cantuária, aos Reinos anglo-saxões no final do século VI. Actualmente, estes encontros têm dado expressão à nossa antecipação da plena comunhão, que o Espírito Santo deseja e espera de nós.

Ao agradecermos o progresso que já se alcançou, devemos também reconhecer que novas e sérias dificuldades se têm manifestado ao longo do caminho rumo à unidade. Estas dificuldades não são de uma natureza meramente disciplinar; algumas delas dizem respeito a questões essenciais de fé e de moral. Nesta perspectiva, devemos confirmar obrigação que temos de escutar com atenção e honestidade a voz de Cristo, que chega até nós através do Evangelho e da Tradição Apostólica da Igreja. Perante o crescente secularismo do mundo contemporâneo, a Igreja deve assegurar que o depósito de fé seja proclamado na sua integridade e preservado contra interpretações erróneas e desvirtuadas.

Quando o nosso diálogo teológico começou, os nossos predecessores, o Papa Paulo VI e o Arcebispo Michael Ramsey, não podiam imaginar o percurso exacto ou a duração do caminho rumo à plena comunhão, mas sabiam que ela exigiria paciência e perseverança, e que só chegaria como dom do Espírito Santo. O diálogo a que eles deram início devia "fundamentar-se nos Evangelhos e nas antigas tradições conjuntas"; devia ser abordado com a promoção de uma colaboração que "levasse a uma maior compreensão e a uma caridade mais profunda"; então, expressou-se a esperança de que, mediante este progresso rumo à unidade, houvesse "um fortalecimento da paz no mundo, da paz que só Ele pode dar, porque Ele "concede a paz que ultrapassa toda a compreensão"" (Declaração conjunta, 1966).

Devemos continuar a edificar sobre o trabalho já levado a cabo pela Comissão Internacional entre Anglicanos e Católico-Romanos (ARCIC) e sobre as iniciativas da Comissão Conjunta para a Unidade e a Missão (IARCCUM), recentemente fundada. O mundo tem necessidade do testemunho da nossa unidade, enraizada no nosso amor conjunto e na obediência a Cristo e ao seu Evangelho. É a fidelidade a Cristo que nos impele a dar continuidade à procura da plena unidade visível e a encontrar caminhos apropriados para nos comprometermos, sempre que for possível, no testemunho e na missão conjuntos.

Estimo o facto de Vossa Graça ter desejado visitar-me mesmo no início do seu ministério como Arcebispo de Cantuária. Compartilhamos o desejo de aprofundar a nossa comunhão. Rezo por uma renovada abundância de bênçãos do Espírito Santo sobre a sua pessoa e os seus entes queridos, sobre todos os componentes do Séquito que o acompanharam até aqui e sobre cada um dos membros da Comunhão Anglicana. Deus o proteja, vele sempre sobre Vossa Graça e o oriente no exercício das suas altas responsabilidades. Nesta festa de São Francisco de Assis, um apóstolo da paz e da reconciliação, rezemos em conjunto para que o Senhor faça de nós instrumentos da sua paz. Onde houver ofensa, que possamos levar o perdão; onde houver ódio, que possamos semear o amor; e onde houver desespero, que a nossa procura humilde da unidade possa instaurar a esperança.


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS PARTICIPANTES NO CAPÍTULO GERAL DA CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR (REDENTORISTAS)

Sexta-feira, 3 de Outubro de 2003

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