Mensagem de condolências pelas vítimas do terremoto em são juliano de apúlia



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6. Nos vossos relatórios, realçais a importância que é dada ao facto de que a liturgia seja celebrada solenemente na Igreja-Catedral, com o Bispo e os seus sacerdotes, e com uma grande afluência de fiéis, em várias circunstâncias durante o ano, como por ocasião da Missa crismal ou das Ordenações. Desta forma, a liturgia torna-se aquela "manifestação principal da Igreja" (cf. Sacrosanctum Concilium, 41), na qual todo o povo de Deus se reúne no lugar que representa a comunhão visível da Igreja diocesana e onde toma consciência, de maneira mais profunda, da sua identidade, encontrando a sua fonte sacramental que é Jesus Cristo, Verbo que se fez homem, cujo Espírito age por meio do ministério dos pastores, em primeiro lugar do Bispo. O corpo eclesial manifesta também a diversidade dos seus membros, assim como os vínculos que os unem entre si, e a cada um com o Bispo, servo da comunhão de todos.

A certeza de que a vida cristã se enraíza no mistério eucarístico, "fonte e ápice da vida da Igreja", segundo a bonita expressão dos Padres conciliares (cf. ibid., 10), chama cada vez mais os fiéis a comprometerem-se de modo activo, juntamente com os ministros ordenados na preparação e na celebração da acção litúrgica, a fim de valorizar a beleza do culto cristão, que está ordenado "para a glória de Deus e para a salvação do mundo", como é expresso pela liturgia da Missa.

7. Servir como Cristo é a missão real de todos os baptizados e comunidades eclesiais, e a diocese deve manifestar isto concretamente. De certa forma, o ministério dos diáconos permanentes honra este compromisso. De facto, muitos deles recebem uma missão em relação à prática da caridade, ocupando-se das capelanias do mundo da saúde ou dos cárceres, ou ao serviço de instituições caritativas. Trata-se, em primeiro lugar, dos fiéis leigos, primeiros protagonistas desta missão eclesial de serviço, no testemunho que prestam quotidianamente ao Evangelho, mediante a sua vida de trabalho e nos seus diversos compromissos no mundo. Através das realidades da vida política e social, nos numerosos campos da actividade económica e na acção cultural, eles estão empenhados na sociedade a fim de promover relações entre os homens que respeitem e honrem a dignidade de cada pessoa em todas as suas dimensões. Eles manifestam também o seu sentido de justiça em relação aos mais desfavorecidos, tanto a nível local como nacional e internacional, sobretudo mediante o apoio às Obras missionárias. Os católicos da França têm também uma longa tradição missionária. Apesar das actuais pobrezas, eles jamais se esqueçam das regiões onde os seus antepassados levaram o Evangelho! Comprometer-se na missão no estrangeiro, em vez de empobrecer a paróquia ou a diocese, constituirá, ao contrário, uma força renovada, relacionada com a partilha dos dons.

8. No final do nosso encontro, durante o qual recordei convosco as realidades que constituem o vosso labor quotidiano e que alimentam a vossa oração de pastores, não posso esquecer todos os vossos colaboradores. Penso, antes de mais, nos vigários gerais, mais directamente relacionados com o desempenho do vosso ministério, que sulcam todos os dias as estradas das dioceses para ir ao encontro das paróquias, dos seus pastores e fiéis, assim como dos vigários episcopais, que trabalham igualmente para fazer com que a acção pastoral do Bispo esteja mais próxima de todos.

Penso também nas pessoas que trabalham na Cúria diocesana, ao serviço da comunidade diocesana, para colaborar na gestão do seu património, a fim de melhorar a prática da solidariedade mediante uma partilha justa e mais eficaz dos recursos, ou também para instruir as práticas de justiça. Muitas dioceses abriram recentemente uma "Casa diocesana", onde estão reunidos movimentos e serviços, para uma melhor colaboração entre si, mas também para consentir o simples encontro das pessoas, como fazem também os meios de comunicação social, como as rádios e a imprensa diocesana. Através de vós, estimados Irmãos Bispos, desejo encorajar todas as pessoas que trabalham nestas instituições diocesanas e que, desta forma, prestam um serviço à Igreja, cuja dimensão missionária inclui todos. Que elas sejam por isto profundamente agradecidas!

Ao regressar às vossas dioceses para retomar com coragem e vigor espiritual o serviço da missão que o Senhor vos confiou, tende a preocupação de testemunhar a todos os baptizados o apoio e o encorajamento do Papa! Possam todos os fiéis ter a preocupação de participar plenamente na vida da diocese e, desta forma, fortalecer os vínculos de comunhão entre eles, não esquecendo de se abrir às outras Igrejas e de alimentar sempre a sua dedicação à Igreja universal, rezando também pelo Papa e pelo cumprimento do seu ministério! Sucessor de Pedro, recebi a missão particular de reconfirmar os meus irmãos na fé (cf. Lc 22, 32) e de servir a comunhão entre todos os Bispos e fiéis. Feliz por exercer mais uma vez para vós este ministério que me compete, ao confiar-vos à intercessão materna da Bem-Aventurada Virgem Maria, concedo-vos de coração, assim como a todos os vossos fiéis, uma afectuosa Bênção apostólica.


PALAVRAS DO PAPA JOÃO PAULO II AO PRESIDENTE DA LVIII ASSEMBLEIA GERAL DA O.N.U.(ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS)

Sábado, 7 de Fevereiro de 2004

Senhor Presidente

É com prazer que lhe dou as boas-vindas ao Vaticano, na sua posição de Presidente da LVIII Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Como é do conhecimento de Vossa Excelência, a Santa Sé considera a Organização das Nações Unidas como um instrumento indispensável para a promoção do bem comum universal. O Senhor Deputado empreendeu uma restruturação que tem em vista fazer com que a Organização passe a funcionar com maior eficácia.

E isto garantirá não apenas uma instância superior efectiva para a justa resolução dos problemas internacionais, mas inclusivamente levará a Organização das Nações Unidas a tornar-se uma autoridade moral cada vez mais altamente respeitada no âmbito da comunidade internacional.

Formulo votos a fim de que os Estados membros considerem esta reforma como "uma obrigação moral e política concreta, que requer prudência e determinação" (Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2004, n. 7), e como um requisito necessário para o crescimento de uma ordem internacional que se ponha ao serviço de toda a família humana. Faço votos sinceros pelos seus esforços em ordem a esta finalidade, enquanto de bom grado invoco sobre a sua pessoa e sobre os seus colegas as bênçãos divinas da sabedoria, da fortaleza e da paz.

MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II NA CONCLUSÃO DO VI ENCONTRO INTERNACIONAL DOS BISPOS E DOS SACERDOTES AMIGOS DA COMUNIDADE DE SANTO EGÍDIO

Ao venerado Irmão D. Vincenzo PAGLIA Bispo de Terni-Narni-Amélia

1. Ao concluir-se o VI Encontro Internacional dos Bispos e dos Sacerdotes Amigos da Comunidade de Santo Egídio, desejo transmitir-lhe, bem como a cada um dos participantes, a minha cordial saudação. Reunistes-vos em Roma, provenientes de diversos países, para viver em conjunto momentos de reflexão e de oração, num clima de fraternidade, enriquecido também pela presença de responsáveis de outras Igrejas e Comunidades eclesiais. Irmana-vos o vínculo à Comunidade de Santo Egídio, associação que desde há 36 anos desempenha um valioso serviço de evangelização e de caridade na cidade de Roma e noutras localidades da Europa, da África, da América Latina e da Ásia. As suas múltiplas actividades são particularmente preciosas neste momento histórico em que se sente a urgência de anunciar e de testemunhar o Evangelho da caridade a cada povo, ultrapassando dificuldades, obstáculos e incompreensões, hoje dramaticamente presentes.

Por conseguinte, de modo muito oportuno, a vossa reflexão destes dias concentrou-se precisamente no tema "O Evangelho da caridade", reconhecendo nela a mensagem de esperança que deve ser transmitida sobretudo aos pobres, ainda muito numerosos, apesar do bem-estar difundido que existe em diversos países.

2. O meu venerável predecessor, o Beato João XXIII, gostava de dizer que a Igreja é de todos, mas de maneira especial dos pobres, fazendo como que um eco da bem-aventurança evangélica: "Vem-aventurados os pobres, porque o Reino de Deus lhes pertence" (Lc 6, 20). O Reino de Deus pertence aos pobres que, segundo alguns Padres, podem ser nossos advogados junto de Deus. Por exemplo, comentando a parábola do rico epulão e do pobre Lázaro, São Gregório Magno escreve: "Todos os dias podemos encontrar Lázaro, se o procurarmos, e todos os dias nos deparamos com ele, mesmo sem o procurar. Os pobres apresentam-se-nos inclusivamente de maneira inoportuna e fazem-nos pedidos, eles que poderão interceder por nós no último dia... Estai conscientes, se é o caso de opor uma rejeição, visto que quem nos interpela são os nossos possíveis protectores. Portanto, não desperdiceis as ocasiões de agir com misericórdia" (Hom. in evangelia, 40, 10: PL 76, 1309).

No Livro de Sirácide, lemos: "A súplica do pobre sobe da sua boca até aos ouvidos de Deus, que lhe faz justiça imediatamente" (Eclo 21, 5). O Evangelho afirma claramente que, no juízo final, o Senhor do universo dirá àqueles que estão à sua direita: "Pois estava com fome e destes-me de comer; estava com sede e destes-me de beber; era estrangeiro e recebestes-me na vossa casa; estava sem roupa e vestistes-me; estava doente e cuidastes de mim; estava na prisão e fostes visitar-me" (Mt 25, 35-36).

3. Com oração ardente, imploramos aquela sabedoria evangélica que nos faz compreender o vínculo de amor que une os pobres a Jesus e aos seus discípulos! Com efeito, o Mestre divino recorre ao termo "irmão" para indicar os discípulos e os pobres, encerrando-os como que num único círculo de amor. Sim! Para o discípulo de Cristo, o pobre é um fardo a acolher e a amar, e não um estranho a quem dedicar, de vez em quando, apenas alguns momentos de atenção. De resto, os pobres são também os nossos "mestres"; eles fazem-nos compreender aquilo que todos nós somos diante de Deus: mendigos de amor e de salvação.

Venerado Irmão, para a Comunidade de Santo Egídio e para quantos desejam compartilhar o espírito do mesmo, o amor pelos pobres continue a ser o sinal distintivo. Cada um saiba fazer-se "próximo" de quem se encontra em necessidade e, assim, experimentará a verdade das palavras da Bíblia: "Há mais felicidade em dar do que em receber" (Act 20, 35).

Enquanto asseguro a minha oração, invoco sobre cada um de vós a protecção materna de Maria e concedo a todos uma especial Bênção apostólica, é de bom grado que a torno extensiva às pessoas com que cada um de vós se encontra no ministério pastoral quotidiano.

Vaticano, 7 de Fevereiro de 2004.

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS PARTICIPANTES NA SESSÃO PLENÁRIA DA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

6 de Fevereiro de 2004

Senhores Cardeais Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio Caríssimos Irmãos e Irmãs

1. Renova-se a minha alegria, ao poder encontrar-me convosco no final da Sessão Plenária da vossa Congregação. Enquanto dirijo uma saudação cordial a cada um, desejo agradecer de modo particular ao Senhor Cardeal Joseph Ratzinger os sentimentos que desejou expressar em nome de todos e a síntese eficaz dos múltiplos trabalhos da Congregação.

Este encontro bienal permite-me reflectir de novo sobre os pontos salientes da vossa actividade e de indicar, outrossim, o horizonte dos desafios que vos comprometem na delicada tarefa de promover e de salvaguardar a verdade da fé católica, ao serviço do Magistério do Sucessor de Pedro.

Neste sentido, o perfil doutrinal que caracteriza de maneira especial a vossa competência pode definir-se como propriamente "pastoral", porque participa na missão universal do Pastor Supremo (cf. Pastor bonus, 33). Uma missão que tem entre as suas prioridades sobretudo a unidade da fé e da comunhão de todos os crentes, unidade necessária para o cumprimento da missão salvífica da Igreja.

Esta unidade deve ser descoberta de novo de modo incessante na sua riqueza e oportunamente defendida, enfrentando os desafios que se apresentam em cada época. O contexto cultural contemporâneo, qualificado tanto por um relativismo difundido como pela tentação de um pragmatismo fácil, exige mais do que nunca o anúncio corajoso das verdades que salvam o homem e um renovado impulso evangelizador.

2. A traditio evangelii constitui o principal e fundamental compromisso da Igreja. Cada uma das suas actividades deve ser inseparável do empenho em vista de ajudar todos a encontrar Cristo na fé. Por este motivo, desejo de modo particular que a evangelização de toda a Igreja nunca se debilite, quer diante de um mundo que ainda não conhece Cristo, quer perante muitas pessoas que, embora já O tenham conhecido, em seguida vivem distantes dele.

Sem dúvida, o testemunho da vida é a primeira palavra com que se anuncia o Evangelho; porém, esta palavra não será suficiente, "se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o Reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados" (Evangelii nuntiandi, 22). Este anúncio claro é necessário para sensibilizar o coração a aderir à boa notícia da salvação. Agindo assim, presta-se um serviço grandioso aos homens que procuram a luz da verdade.

3. Sem dúvida, o Evangelho exige a livre adesão do homem. Contudo, para que esta adesão possa ser expressa, o Evangelho deve ser proposto, já que "as multidões têm o direito de conhecer as riquezas do mistério de Cristo, nas quais toda a humanidade assim acreditamos pode encontrar numa plenitude inimaginável tudo aquilo que procura às apalpadelas a respeito de Deus, do homem, do seu destino, da vida, da verdade..." (Redemptoris missio, 8). A plena adesão à verdade católica não diminui, mas exalta a liberdade humana e impele-a rumo ao seu cumprimento, num amor gratuito e repleto de esmero pelo bem de todos os homens.

Este amor é o selo precioso do Espírito Santo que, como protagonista da evangelização (cf. Redemptoris missio, 30), não cessa de sensibilizar os corações ao anúncio do Evangelho e, ao mesmo tempo, de os abrir ao seu acolhimento. Este é o horizonte de caridade que leva à nova evangelização, para a qual convidei várias vezes toda a Igreja e à qual desejo exortá-la uma vez mais no início deste terceiro milénio.

4. Um tema que já foi evocado outras vezes é o da recepção dos documentos magisteriais por parte dos fiéis católicos, frequentemente mais desorientados do que informados pelas reacções e interpretações imediatas dos meios de comunicação social.

Na realidade, a recepção de um documento, mais do que um facto mediático, deve ser considerada sobretudo como um acontecimento eclesial de acolhimento mais cordial do Magistério, na comunhão e na partilha da doutrina da Igreja. Com efeito, trata-se de uma palavra autorizada que lança luz sobre uma verdade de fé ou sobre determinados aspectos da doutrina católica, contestados ou subestimados por particulares correntes de pensamento e de acção. E é precisamente neste seu valor doutrinal que se encontra a índole altamente pastoral do documento, cujo acolhimento se torna, por conseguinte, uma ocasião propícia de formação, de catequese e de evangelização.

Para que a recepção se torne um acontecimento autenticamente eclesial, é necessário prever modos oportunos de transmissão e de difusão do próprio documento, que permitam o seu conhecimento integral, sobretudo por parte dos Pastores da Igreja, primeiros responsáveis do acolhimento e da valorização do Magistério pontifício, como ensinamento que contribui para formar a consciência cristã dos fiéis diante dos desafios do mundo contemporâneo.

5. Outro tema importante e urgente que gostaria de submeter à vossa atenção é o da lei moral natural. Esta lei pertence ao grande património da sabedoria humana, que a Revelação, com a sua luz, contribuiu para purificar e desenvolver ulteriormente. A lei natural, por si só acessível a toda a criatura racional, indica as normas principais e essenciais que regulam a vida moral. Com base nesta lei, pode-se construir uma plataforma de valores compartilhados, em redor dos quais desenvolver um diálogo construtivo com todos os homens de boa vontade e, de modo mais genérico, com a sociedade secular.

Hoje, devido à crise da metafísica, em muitos ambientes já não se reconhece uma verdade inscrita no coração de cada pessoa humana. Por conseguinte, por um lado, assiste-se à difusão entre os crentes de uma moral de índole fideísta e, por outro, deixa de existir uma referência objectiva para as legislações, que muitas vezes se fundamentam unicamente no consenso social, de modo que se torna cada vez mais difícil alcançar uma base ética comum para toda a humanidade.

Nas Cartas Encíclicas Veritatis splendor e Fides et ratio , desejei oferecer elementos úteis para descobrir de novo, entre outras coisas, a ideia da lei moral natural. Infelizmente, não parece que estes ensinamentos foram compreendidos até agora na medida desejada, e esta problemática complexa merece ulteriores aprofundamentos. Por conseguinte, convido-vos a promover iniciativas oportunas com a finalidade de contribuir para uma renovação construtiva da doutrina da lei moral natural, buscando também convergências com representantes das diversas confissões, religiões e culturas.

6. Por fim, desejo mencionar uma questão delicada e actual. No último biénio a vossa Congregação assistiu a um notável incremento no número dos casos disciplinares a ela referidos pela competência que a Congregação tem ratione materiae sobre os delicta graviora, e inclusivamente os delicta contra mores. As normas canónicas, que a vossa Congregação é chamada a aplicar com justiça e equidade, tende a garantir tanto o exercício do direito de defesa de quem é acusado, como as exigências do bem comum. Quando se comprova o delito, de qualquer forma é necessário avaliar bem, tanto o justo princípio da proporcionalidade entre culpa e pena, como a exigência predominante de salvaguardar o Povo de Deus.

Porém, isto não depende da aplicação do direito penal canónico, mas encontra a sua garantia melhor na formação justa e equilibrada dos futuros sacerdotes, chamados de modo explícito a abraçar com alegria e generosidade aquele estilo de vida humilde, modesto e casto, que constitui o fundamento prático do celibato eclesiástico. Portanto, convido a vossa Congregação a colaborar com os outros Dicastérios da Cúria Romana, competentes na formação dos seminaristas e do clero, a fim de que adoptem as medidas necessárias para assegurar que os clérigos vivam em sintonia com a sua vocação e com o seu compromisso de castidade perfeita e perpétua pelo Reino de Deus.

7. Caríssimos, agradeço-vos o serviço precioso que prestais à Sé Apostólica e a favor da Igreja inteira. Possa o vosso trabalho dar os frutos a que todos nós almejamos. Por isso, asseguro-vos uma lembrança especial na oração.

Acompanhe-vos a minha Bênção que, com afecto reconhecido, concedo de coração a todos vós e às pessoas que vos são queridas no Senhor.


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II A UM GRUPO DA COMISSÃO JUDAICA AMERICANA

5 de Fevereiro de 2004

Ilustres Amigos

É com afecto que vos saúdo, membros da Comissão Judaica Americana, ao virdes ao Vaticano. Recordo com gratidão a vossa visita de 1985, na celebração do XX aniversário da Declaração conciliar Nostra aetate, que contribuiu de maneira tão significativa para o revigoramento das relações entre judeus e católicos.

No momento em que nos aproximamos do XL aniversário deste documento histórico, infelizmente há uma grande necessidade de reiterar a nossa firme condenação do racismo e do anti-semitismo. A violência em nome da religião constitui sempre uma desconsagração da própria religião. A oposição a esta tendência alarmante exige que se ressalte a importância da educação religiosa, que promove o respeito e o amor ao próximo.

Durante estes dias, a nossa atenção permanece orientada para a Terra Santa, que continua a ser angustiada pela violência e pelo sofrimento. Rezo ardentemente a fim de que se encontre uma solução justa, que respeite os direitos e a segurança tanto dos israelenses como dos palestinos. Invoco o dom da paz sobre cada um de vós.

Shalom aleichem!


SAUDAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS ALUNOS DO SEMINÁRIO MAIOR DE VIENA (ÁUSTRIA)

3 de Fevereiro de 2004

Eminentíssimo Senhor Cardeal Ilustre Senhor Reitor Estimados Seminaristas

É com grande alegria que vos recebo todos no Palácio Apostólico. No contexto da vossa formação no Seminário, viestes em peregrinação aos túmulos dos Apóstolos e à Sé do Sucessor de Pedro. Esta visita revigore a vossa união com a Igreja universal!

"Vinde ver!" (Jo 1, 39). Com estas palavras, Cristo convida os primeiros discípulos a segui-lo e a permanecer com Ele. O Seminário é, "a seu modo, uma continuação na Igreja da mesma comunidade apostólica reunida à volta de Jesus" (Exortação Apostólica pós-sinodal Pastores dabo vobis, 60).

Prezados Seminaristas! A vossa amizade com Cristo, Senhor da vossa vocação inestimável, e a vossa disponibilidade a segui-lo na comunidade hierárquica da Igreja, devem ser aprofundadas de forma constante. A vida no Seminário quer ajudar-vos a orientar-vos precisamente para isto. É necessário dar, cada vez mais, uma resposta fundamental à interrogação de Cristo: "Tu amas-me?".

O estudo e a oração, a recepção frequente do Sacramento da Penitência e a participação devota no sacrifício eucarístico são meios indispensáveis ao longo do caminho de santificação.

O Senhor vos conceda desde já e depois como sacerdotes a graça de seguir o seu chamamento santo com o dom total da vossa vida. Por isso, por intercessão da Virgem Maria, concedo-vos de coração a Bênção apostólica.


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II AOS PARTICIPANTES NO VIII FORO INTERNACIONAL DOS JOVENS PROMOVIDO PELO PONTIFÍCIO CONSELHO PARA OS LEIGOS

1. Desejo em primeiro lugar enviar a minha cordial saudação a todos vós, queridos estudantes, que vos reunistes nestes dias em Rocca di Papa, a fim de participar no VIII "Foro Internacional dos Jovens" sobre o tema "Os jovens e a universidade testemunhar Cristo no ambiente universitário". A vossa presença é para mim motivo de grande alegria, porque é um testemunho resplandecente do rosto universal, e sempre jovem, da Igreja. De facto, provindes dos cinco continentes e representais mais de 80 Países e 30 entre Movimentos, Associações e Comunidades internacionais.

Gostaria de saudar os Reitores e os Professores universitários presentes no Foro, bem como os Bispos, os sacerdotes e os leigos comprometidos na pastoral universitária, que nestes dias acompanharão os jovens na sua reflexão.

Desejo expressar o meu profundo apreço a D. Stanislaw Rylko, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, e a todos os seus colaboradores, pela realização desta feliz iniciativa. Permanece viva na minha memória a recordação das precedentes edições do Foro, organizadas em sintonia com as celebrações internacionais da Jornada Mundial da Juventude. Este ano foi decidido renovar a fórmula, atribuindo-lhe um espaço mais definido e acentuando a sua dimensão formativa com a escolha de um tema específico, destinado a aprofundar um aspecto concreto com a opção de um tema específico, destinado a aprofundar um aspecto concreto da vida dos jovens. O tema deste encontro é sem dúvida de grande actualidade e responde a uma necessidade real. Sinto-me feliz porque muitos jovens, provenientes de culturas tão ricas e diferentes, estão reunidos em Rocca di Papa para reflectir juntos, para partilhar as próprias experiências, para se infundirem reciprocamente a coragem de testemunhar Cristo no ambiente universitário.

2. Na nossa época é importante redescobrir o vínculo que une a Igreja e a Universidade. Com efeito, a Igreja não só desempenha um papel decisivo na instituição das primeiras universidades, mas foi ao longo dos séculos a sede da cultura, e ainda hoje se empenha neste sentido mediante as Universidades católicas e as diversas formas de presença no vasto mundo universitário. A Igreja aprecia a Universidade como um "daqueles lugares de trabalho, junto dos quais a vocação do homem ao conhecimento, assim como o vínculo constitutivo da humanidade com a variedade como fim do conhecimento, se tornam uma realidade quotidiana" para tantos professores, jovens pesquisadores e multidões de estudantes (Discurso à UNESCO, n. 19; em Insegnamenti, III/1 1980, pág. 1650 s.).

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