Mensagem de condolências pelas vítimas do terremoto em são juliano de apúlia



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Conservarei viva a recordação do período passado aqui em Les Combes e da atmosfera tranquila, que também vós contribuístes para manter em redor desta casa e nas localidades circunstantes. Apreciei muito o vosso trabalho, nem sempre fácil. Bem sei quantos sacrifícios, afãs e renúncias ele comporta, e dei-me conta do modo como vós o cumpris com tanta competência e generosidade. Deus vos recompense e vos assista sempre com a sua celeste protecção. Asseguro-vos uma especial lembrança na oração por vós e pelas vossas famílias, enquanto vos abençoo com afecto.

SAUDAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II AO PREFEITO E À CÂMARA MUNICIPAL DE INTROD EM LES COMBES

Sábado, 17 de Julho de 2004

Antes de deixar este lugar encantador, onde pude transcorrer um período fortificante de descanso, sinto a necessidade de dirigir o meu agradecimento mais sincero ao Senhor Presidente da Câmara Municipal, à Junta e ao Conselho do Município de Introd a cordial hospitalidade que me foi reservada, assim como aos meus colaboradores.

Estendo a expressão destes gratos sentimentos àqueles que, de vários modos, cooperaram para o tranquilo desenrolar da minha permanência aqui, em Les Combes, no meio das montanhas do Vale de Aosta.

Agora, estou prestes a partir para Castel Gandolfo, conservando na mente e no coração a lembrança das numerosas atenções que me foram reservadas. Estou-vos profundamente reconhecido por tudo. Peço ao Senhor, cuja providência omnipotente transparece nestas paisagens alpinas, que continue a proteger a comunidade e os administradores de Introd. Do alto desta montanha vele sobre vós, caríssimos Irmãos e Irmãs, Nossa Senhora do Grande Paraíso. Quanto a mim, asseguro uma especial lembrança na oração, enquanto abençoo todos e cada um de vós.


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II POR OCASIÃO DO X CAPÍTULO GERAL DA CONGREGAÇÃO DOS ROGACIONISTAS DO CORAÇÃO DE JESUS

Ao Reverendo Padre GIORGIO NALIN Superior-Geral dos Rogacionistas do Coração de Jesus

1. Reverendo Padre, saúdo-o com alegria e carinho, juntamente com os seus irmãos, que estão prestes a encontrar-se consigo para o X Capítulo Geral da Congregação, que ainda está a viver em clima de festa, pela recente canonização do Fundador, Santo Aníbal Maria Di Francia.

Ainda permanece viva na memória de cada um a recordação da manhã do dia 16 do passado mês de Maio quando, diante de uma grande multidão, intensamente partícipe, tive a alegria de inscrever no Álbum dos Santos aquele que desejei definir como "insigne apóstolo da oração pelas vocações" e "verdadeiro pai dos órfãos e dos pobres". Agora, o seu carisma resplandece com uma luz renovada: o Padre Aníbal é para todos um intercessor e modelo luminoso, cuja presença viva junto do Pai da Misericórdia confere à invocação do coração uma nova confiança de ser ouvida, especialmente naquela prece para a qual o próprio Cristo nos convida: "Rogate! [Pedi!]" (Mt 9, 38).

2. "Rogate!" Esta é a exortação do Salvador que, desde os anos da juventude mais tenra, conquistou e transformou a inteligência viva e o coração ardente de Santo Aníbal Maria Di Francia: "Messis quidem multa, operarii autem pauci. Rogate ergo Dominum messis ut mittat operarios in mesem suam" (Mt 9, 37-38; Lc 10, 2). Nestas palavras de Jesus, o vosso Fundador reconheceu um programa específico de vida e de acção. A missão dos Rogacionistas encontra-se totalmente no programa indicado pelo "Rogate!", um imperativo diante do qual o olhar de fé voltado para a messe se faz oração, para que o Senhor lhe mande numerosos trabalhadores.

Esta missão é mais actual do que nunca, no início do terceiro milénio, e exige apóstolos bons e generosos, dos quais vós deveis e desejais ser os primeiros. Portanto, oportunamente, quereis redescobrir e relançar o vosso carisma, examinando atentamente as necessidades da Igreja e do mundo, à luz do ensinamento perene de Jesus sobre a importância fundamental da oração.

3. "Messis quidem multa, operarii autem pauci". Hoje, a messe para a qual somos convidados parece mais vasta do que nunca. A "aldeia global", em que se transformou o planeta, oprimido por uma rede de comunicações e de interesses políticos, económicos e sociais, não raro em conflito entre si, revela uma necessidade extremamente urgente de trabalhadores da reconciliação, testemunhas da Verdade que salva e construtores da única paz verdadeira e duradoura, fundamentada sobre a justiça e o perdão.

Além disso, se o olhar passa a perscrutar os abismos dos corações, o desejo e a expectativa da vida que vêm do Alto parecem-nos ainda mais amplos e profundos. Diante da enormidade de tais urgências, as nossas forças resultam ímpares. "Operarii autem pauci". Como no coração dos discípulos diante da multidão faminta, também na nossa alma surge e interrogação que Santo Aníbal sentiu intensamente, considerando as necessidades do bairro pobre, onde tinha escolhido viver e trabalhar, Avinhão de Messina: "Onde vamos buscar, no deserto, tantos pães para matar a fome de tão grande multidão?" (Mt 15, 33).

O pão da justiça e a da paz só pode advir do Alto: eis por que motivo a necessidade, que está na raiz de todas as necessidades, é a dos "operários" de que Jesus fala, ou seja, homens e mulheres que não poupem esforços quando se trata de transmitir ao mundo a Palavra de vida, chamando os corações à conversão, oferecendo a dádiva da Graça para construir pontes de solidariedade e condições de justiça, em que possa expressar-se a dignidade integral de toda a existência humana.

"Rogate ergo Dominum messis ut mittat operarios in mesem suam": é Jesus que nos indica com estas palavras o que é necessário fazer para responder à vastidão da tarefa que se nos apresenta. Em primeiro lugar, rezar: "Rogate ergo!". A oração constitui a raiz fecunda e o alimento indispensável de toda a acção que quiser ser eficaz em ordem ao Reino de Deus. É rezando que se podem obter do Senhor trabalhadores para lavrar o terreno, preparar o sulco, lançar a semente, velar sobre o seu crescimento e recolher o fruto das espigas maduras. Através da oração, o homem descobre de novo o primado da dimensão contemplativa da existência e obtém a força da fé que vence o mundo. Hoje em dia, após a falência das ideologias totalitárias da época moderna, a fé manifesta-se cada vez mais claramente como âncora de salvação, mais necessária e urgente do que nunca. "Rogate": com este convite, Jesus pede que toda a nossa vida se torne uma prece e que a oração se transforme em vida de testemunhas credíveis e apaixonadas dele e do seu Evangelho. Rezar por bons trabalhadores significa procurar ser bom trabalhador, conformando incessantemente as opções do coração e as obras da própria vida às exigências da sequela de Cristo. A exortação à vocação universal à santidade, que desejei relançar na Carta Apostólica Novo millennio ineunte (cf. nn. 30-31), ressoa com uma força especial para os Apóstolos do "Rogate", cuja missão consiste em dedicar-se incondicionalmente, rezando todos os dias pelas vocações, propagando em toda a parte este espírito de oração e promovendo todas as vocações, como trabalhadores humildes e fiéis ao serviço do advento do Reino de Deus.

5. Caríssimos Rogacionistas! A Igreja e o mundo esperam de vós uma renovada fidelidade ao carisma de apóstolos do "Rogate", que vos distingue. Por isso, vivei o júbilo da vossa vocação com toda a paixão que o Espírito souber acender nos vossos corações, e não permitais que ao Povo de Deus e à humanidade inteira venha a faltar aquilo que foi pedido pelo próprio Redentor: "Rogate!".

Trabalhai, sem vos poupardes, pelo bem temporal e espiritual do próximo, seguindo o exemplo do vosso Padre Fundador, mediante a educação e a santificação das crianças e dos jovens, a evangelização, a promoção humana e o auxílio aos mais pobres (cf. Constituições, 5). Ocupando-vos do anúncio do Evangelho às gerações mais jovens, sabei servir a causa pela qual toda a vossa existência se faz oração e merece ser despendida.

O compromisso da evangelização, desde o primeiro anúncio até à catequese, vinculado ao serviço generoso aos mais fracos, especialmente os adolescentes e os jovens que não têm uma família nem podem contar com o apoio educativo, constitua a vossa solicitude quotidiana, seja a forma concreta, activa e fiel de preparardes o terreno para o florescimento das sementes de vocação que o Senhor infunde copiosamente na messe, como resposta à invocação convicta e fiel da oração.

O impulso missionário é intrínseco na identidade dos Apóstolos do "Rogate!". A contemplação da "messe, que é grande", e dos "trabalhadores, que são poucos", não pode deixar de abrir a alma ao anseio da evangelização universal dos povos. Por conseguinte, o vosso Santo Fundador desejou desde as origens, justamente, que os seus filhos estivessem atentos e disponíveis para a "missio ad gentes".

6. Invoco a assistência do Espírito sobre o discernimento que estais a realizar nos vossos trabalhos capitulares e sobre as decisões que deles hão-de surgir.

Possa a Virgem Maria, ternamente amada por Santo Aníbal Maria Di Francia, ser a estrela de um renovado impulso na vossa missão no início do novo milénio. Ela, Virgo fidelis, obtenha para vós a fidelidade da escuta, a intensidade da fé, a perseverança da oração, o gosto do silêncio interior e da contemplação de Deus.

A Mãe do Belo Amor vos sustente no exercício do vosso apostolado quotidiano. Interceda por vós Santo Aníbal, exemplo admirável de dedicação total à causa do "Rogate".

Com estes bons votos, é de coração que lhe concedo, estimado Padre, assim como aos seus Irmãos capitulares, a minha Bênção que, de bom grado, torno extensiva às Filhas do Zelo Divino, que compartilham o vosso carisma e também estão prestes a dar início ao seu Capítulo Geral, como também aos leigos que se inspiram na vossa espiritualidade e na vossa missão, e a todos aqueles que delas beneficiam, para a glória de Deus e a salvação das almas.

Vaticano, 26 de Junho de 2004.

PAPA JOÃO PAULO II


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II AO PRESIDENTE DO PONTIFÍCIO CONSELHO "JUSTIÇA E PAZ"

Ao meu venerado Irmão Card. RENATO R. MARTINO Presidente do Pontifício Conselho "Justiça e Paz"

Fiquei feliz por ter sido informado acerca do Seminário internacional sobre "Pobreza e globalização: financiar o progresso, incluindo as finalidades de desenvolvimento do milénio", que se há-de realizar na sexta-feira, 9 de Julho do corrente ano de 2004, sob o patrocínio do Pontifício Conselho "Justiça e Paz". Ao tornar extensivas as minhas sinceras saudações a Vossa Eminência, aos representantes do governo e aos outros ilustres participantes presentes em Roma para esta circunstância, gostaria de vos assegurar as minhas orações e o meu encorajamento para este empreendimento, que é de extrema importância.

As condições de extrema pobreza, que afligem muitos milhões de pessoas, são uma causa de grave preocupação para a comunidade internacional. Comprometida na "opção preferencial pelos pobres", a Igreja naturalmente participa em tal solicitude e apoia fortemente o chamado objectivo do milénio, de reduzir a metade, até ao ano de 2015, o número de pessoas que vivem na pobreza. Através das numerosas agências católicas de assistência e desenvolvimento, ela oferece a sua própria contribuição para as obras de assistência, dando assim continuidade ao trabalho do próprio Cristo, que veio para anunciar a boa nova aos pobres, para alimentar os famintos, para servir e não para ser servido. Chegou a hora de uma nova "fantasia" da caridade (cf. Novo millennio ineunte, 50), para poder elaborar formas cada vez mais eficazes de obter uma distribuição mais equitativa dos recursos do mundo.

Muito trabalho já se realizou, para reduzir o peso da dívida que continua a afligir os países pobres, mas é necessário que se faça ainda mais, se quisermos que as nações em vias de desenvolvimento evitem os efeitos paralisantes do subinvestimento, e se desejarmos que os países desenvolvidos cumpram o seu dever de solidariedade para com os irmãos e as irmãs menos afortunados nas outras regiões do mundo. A curto e a médio prazo, o único caminho a percorrer parece ser o do compromisso em vista de incrementar a ajuda estrangeira e, por conseguinte, a Igreja aprecia a busca de soluções inovativas, como a chamada International Finance Facility. Ela encoraja inclusivamente as demais iniciativas que estão a ser promovidas em numerosas partes do mundo, tanto por parte das várias organizações das Nações Unidas, como pelos governos individualmente. Ao mesmo tempo, a ajuda financeira derivante das nações mais ricas impõe uma obrigação nos países receptores, que devem demonstrar transparência e responsabilidade no uso de tal ajuda. Estou convicto de que os governos dos países tanto ricos como pobres assumirão com seriedade as responsabilidades que lhes competem, uns em relação aos outros e ambos em relação às respectivas populações.

Persuadido de que os vossos importantes debates hão-de dar frutos abundantes, invoco a luz do Senhor sobre todas as pessoas que estão a participar neste Seminário e, cordialmente, concedo-vos a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano 5 de Julho de 2004.

PAPA JOÃO PAULO II
MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II AO MAGNÍFICO REITOR DA UNIVERSIDADE DE BOLONHA NA RECEPÇÃO DO "SIGILLUM MAGNUM" DA "ALMA MATER STUDIORUM"

Ao Excelentíssimo Senhor Prof. PIER UGO CALZOLARI Magnífico Reitor da Universidade de Bolonha

É com profunda gratidão que recebo o acto de homenagem da Universidade de Bolonha que, por ocasião do XXV aniversário de Pontificado, desejou conferir-me o "Sigillum Magnum" da "Alma Mater Studiorum". Sinto-me particularmente honrado por este precioso reconhecimento, considerando o facto de que o Ateneu bolonhês é um dos mais antigos e famosos do mundo. O ambiente universitário e, de maneira especial, os jovens estudantes, ocuparam sempre um lugar privilegiado na minha solicitude pastoral. Foi a eles que dediquei com entusiasmo não poucas energias do meu Sacerdócio e do meu Episcopado. Além disso, como Bispo de Roma, nunca deixei de me encontrar com as comunidades académicas em todas as ocasiões propícias, não somente em Roma e na Itália, mas também durante as minhas viagens apostólicas.

Ampliando ainda mais o horizonte, é-me grato pensar que o presente atestado de estima é motivado pela singular atenção por mim reservada à cultura e à sua importância fundamental para a promoção do homem e do progresso histórico. "Genus humanum arte et ratione vivit": foi aquilo que tive a oportunidade de afirmar no ano de 1980, em Paris, ao dirigir-me aos membros da UNESCO (cf. Insegnamenti, III, 1 [1980], pág. 1649, n. 17), e que agora reitero a Vossa Excelência, Magnífico Reitor, dirigindo-me deste modo idealmente a toda a comunidade da "Alma Mater Studiorum" de Bolonha. Existe uma reciprocidade inseparável entre a educação do homem e a cultura: com efeito, se a pessoa humana se educa em função da qualidade da cultura em que vive, é igualmente verdade que o valor da cultura se há-de medir a partir da sua capacidade de levar o homem a crescer, segundo a sua excelsa vocação, ou seja, ajudando-o a tornar-se cada vez mais homem (cf. ibid., pág. 1644, n. 11).

Por conseguinte, enquanto renovo a expressão do meu reconhecimento pela dádiva do "Sigillum Magnum", que conservarei sempre como um singular documento dos vínculos que me unem ao mundo universitário, encorajo Vossa Excelência e todo o Senado Académico a fazer com que a actividade científica e cultural seja motivada sempre por uma sincera paixão pelo homem e orientada para a sua promoção harmónica e integral. Tendo em vista esta finalidade, asseguro uma particular lembrança na oração e, de muito bom grado, invoco sobre Vossa Excelência, assim como sobre os Professores e os Estudantes da Universidade dos Estudos de Bolonha, as copiosas bênçãos celestiais.

Vaticano, 3 de Julho de 2004.

JOÃO PAULO II

DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II AOS PARTICIPANTES NO SIMPÓSIO EUROPEU SOBRE "OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO"

3 de Julho de 2004

Excelência Queridos Amigos

1. Saúdo cordialmente os professores, os educadores e os familiares, que representam as Universidades e as associações pedagógicas, bem como os responsáveis da pastoral escolar e universitária das Conferências Episcopais da Europa. Agradeço a D. César Nosiglia, Presidente da Comissão episcopal para a Educação católica, a Escola e a Universidade da Conferência episcopal italiana, as palavras e o compromisso na realização do simpósio intitulado: Os desafios da Educação.

2. Alegro-me pela atenção que dedicais à questão relativa à educação, muito importante hoje na Europa onde numerosos jovens se sentem desorientados. As políticas educativas dos Estados tendem para encontrar novas perspectivas a fim de enfrentar as dificuldades dos adolescentes, na sua vida pessoal ou no âmbito social. As necessidades económicas estimulam muitas vezes a privilegiar o ensino escolar, em desvantagem da educação integral dos jovens. Para garantir um futuro à juventude, convém que a educação seja entendida como busca do progresso integral e harmonioso da pessoa, da maturação da consciência moral a fim de discernir o bem e agir em consequência, e como atenção à dimensão espiritual do jovem em crescimento. O Continente europeu possui a riqueza da tradição humanista que, ao longo dos séculos, transmitiu os valores espirituais e morais, que encontra nas raízes cristãs a sua referência fundamental e o seu sentido pleno.

3. Em todos os lugares onde os estudantes vivem, a educação deve permitir que se tornem cada vez mais homens e mulheres, que "sejam" cada vez mais e não apenas "tenham" sempre mais. A formação escolar é um dos aspectos da educação, mas não pode ser limitada. O vínculo fundamental entre todos os aspectos da educação deve ser fortalecido incessantemente. A unidade do caminho educativo levará a uma unidade cada vez maior da personalidade e da vida dos adolescentes. Convém que todos se mobilizem e trabalhem juntos pelos jovens: familiares, professores, educadores, equipas de formação religiosa. Recordar-se-ão também de que aquilo que ensinam deve ser apoiado pelo testemunho de vida. De facto, os jovens são sensíveis ao testemunho dos adultos, que para eles são modelos. A família permanece o lugar primordial da educação.

4. A falta de esperança da juventude está hoje muito marcada, no momento em que ela tem em si numerosos desejos, como me pude aperceber, sobretudo durante as Jornadas mundiais da Juventude. Na exortação apostólica Ecclesia in Europa, escrevi que "na raiz da crise da esperança, está a tentativa de fazer prevalecer uma antropologia sem Deus e sem Cristo", dando ao homem o lugar de Deus. "O ter esquecido Deus levou a abandonar o homem" (n. 9). A verdadeira educação deve partir da verdade sobre o homem, da afirmação da sua dignidade transcendente. Ver todos os jovens através deste prisma antropológico, significa ajudá-lo a desenvolver o melhor de si mesmo, para que realize no exercício de todas as suas capacidades aquilo a que Deus o chama.

5. A comunidade cristã tem também uma tarefa no percurso educativo. Ela tem a tarefa de transmitir os valores cristãos e dar a conhecer a pessoa de Cristo, que chama todos a uma vida cada vez mais bela e à descoberta da salvação e do bem-estar que ele nos oferece. Que os cristãos não receiem anunciar às novas gerações Cristo, fonte de esperança e luz para o seu caminho! Que eles saibam também receber os adolescentes e as suas famílias, ouvi-los e ajudá-los, mesmo se isto muitas vezes é exigente! A educação da juventude é tarefa das comunidades cristãs e da sociedade inteira. Compete-nos propor os valores fundamentais, para que eles se tornem responsáveis por si próprios e para que assumam a sua parte na edificação social. Faço votos por que o vosso congresso dê um renovado impulso ao percurso educativo nos diferentes países e, ao confiar-vos à Virgem Maria, concedo-vos a todos a Bênção Apostólica.

SAUDAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II A UMA DELEGAÇÃO DE ANCONA (ITÁLIA)

Sábado, 3 de Julho de 2004

Venerado Irmão no Episcopado Caríssimos Irmãos e Irmãs

É-me grato dar-lhe as cordiais boas-vindas por ocasião desta visita, que me quisestes fazer. A vossa agradável presença aqui traz-me à mente as duas vezes que pude visitar a vossa bonita cidade. Bem-vindos!

É de bom grado que retribuo os vossos sentimentos saudando Vossa Excelência, D. Edoardo Menichelli, novo Arcebispo de Ancona-Osimo, que há pouco recebeu das minhas mãos o Pálio de Arcebispo Metropolitano. Saúdo também o Senhor Presidente da Câmara Municipal, que aqui representa os habitantes da capital picena, que me são tão queridos. Saúdo todos os presentes. Ao saudar-vos, desejo dirigir o meu pensamento aos vossos compatriotas, a quem desejo de todo o coração que saibam ser fiéis às suas antigas e nobres tradições morais, espirituais e civis.

Sede bem-vindos, a pouco mais de um ano desde que, com a iniciativa chamada "Cântico de paz", quisestes recordar os dramas vividos pela vossa cidade na última guerra mundial e a tenacidade da vossa população na obra de reconstrução. Desejastes comemorar as tragédias da guerra com a oração que pronunciei em Assis, em Janeiro de 2002 quando, juntamente com os representantes das diversas religiões, foi celebrado o Dia de Oração pela Paz no Mundo.

Enquanto formulo votos a fim de que cada um saiba desempenhar o papel que lhe cabe na promoção do bem fundamental da paz, confio-vos à salvaguarda da Bem-Aventurada Virgem Maria, de São Ciríaco e de São Leopoldo, vossos santos Padroeiros e, do íntimo do coração, concedo-vos a minha Bênção Apostólica.


DISCURSO DO PAPA JOÃO PAULO II NA CONCLUSÃO DA VISITA DO PATRIARCA ECUMÉNICO DE CONSTANTINOPLA

Quinta-feira, 1 de Julho de 2004

Santidade!

No momento em que termina esta sua agradável visita a Roma, por ocasião da solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, desejo renovar-lhe a expressão do meu reconhecimento mais cordial. Durante três dias, acompanhado por um Séquito bastante qualificado, composto, entre outros, por alguns eminentes Metropolitas, que ainda saúdo, Vossa Santidade deixou a Sede Patriarcal do Fanar, para estar próximo do Sucessor de Pedro. Damos juntos graças a Deus, porque desta forma permitiu que mostrássemos aos fiéis um sinal vivo de fraternidade e que confirmássemos o propósito de progredir com decisão rumo à meta da plena unidade entre Católicos e Ortodoxos. Há grande necessidade destes sinais de comunhão, bem como de palavras que os acompanhem e expliquem, como pretendem ser as que subscrevemos numa Declaração conjunta.

Outro acontecimento importante destes dias é para mim motivo de especial alegria: a oportunidade que tive de conceder para uso do Patriarcado Ecuménico a Igreja de São Teodoro no Palatino, no centro de Roma antiga. Isto permitirá que os fiéis da Arquidiocese Greco-Ortodoxa na Itália tenham uma presença significativa e continuativa perto do túmulo do Apóstolo Pedro.

Sabemos que tudo isto é dom de Deus. E é bom que os fiéis vivam juntos neste comum reconhecimento para com Aquele que é o "Pai da luz" do qual provém "toda a boa dádiva e todo o dom perfeito" (cf. Tg 1, 17).

Muito obrigado, Santidade, e obrigado a cada um dos membros do seu venerável Séquito. Reconhecidos por estes dias de graça, e também pelo convivial encontro de hoje, permaneçamos em comunhão de oração e de caridade fraterna.


SOLENIDADE DOS SANTOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO

DECLARAÇÃO CONJUNTA DO PAPA JOÃO PAULO II E DO PATRIARCA ECUMÉNICO BARTOLOMEU I

"Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, sede homens, sede fortes. Fazei tudo com amor" (1 Cor 16, 13-14).

1. No espírito de fé em Cristo e de caridade recíproca que nos une, demos graças a Deus pelo dom deste novo encontro, que se realiza na festa dos Santos Pedro e Paulo, dando testemunho da vontade firme de continuar a percorrer o caminho rumo à plena comunhão entre nós em Cristo.

2. Muitos foram os passos positivos que assinalaram este caminho em conjunto, sobretudo a começar pelo histórico acontecimento que hoje recordamos: o abraço entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras I em Jersualém, no Monte das Oliveiras, nos dias 5-6 de Janeiro de 1964. Hoje nós, seus Sucessores, encontramo-nos reunidos para comemorar dignamente diante de Deus, na fidelidade à recordação e às intenções originárias, aquele encontro abençoado, que já faz parte da história da Igreja.

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