Mestrado em terapia intensiva bruno santos rocha


Canulação da Artéria Dorsal do Pé



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Canulação da Artéria Dorsal do Pé

A artéria dorsal do pé corre pelo subcutâneo como uma continuação da artéria tibial anterior para o dorso do pé, paralela e lateralmente ao tendão do extensor longo do hálux. Em aproximadamente 12% da população, a artéria dorsal do pé está ausente, freqüentemente, dos dois dados.

- Após reunir todo material necessário, o enfermeiro deverá explicar ao paciente todo o procedimento caso o mesmo encontre-se orientado.

- Cheque a presença de pulso na artéria dorsal do pé, assim como de circulação colateral adequada, isto é, artéria tibial posterior.








- Dispor todo material que será utilizado

- Posicionar adequadamente o paciente e o local de punção

- Colocar óculos, máscara e gorro cirúrgico (utilizar barreira máxima)

- Preparar o sistema de pressão com técnica asséptica: conexão do equipo transdutor ao frasco de SF 0,9% com heparina, conexão da saída do dômus ao cabo de pressão ligada ao monitor, pressurização da bolsa com 300 mmHg e retirada do ar do sistema

- Realizar degermação das mãos com clorexidine degermante a 2%

- Vestir capote e calçar luva estéril

- Realizar a antissepsia do sítio de inserção com solução de clorexidine degermante a 2% ou 4%, iniciando pelo ponto de punção, com movimentos circulares, de dentro para fora. Repetir o procedimento três vezes, trocando as gazes entre as aplicações na pele e retirando o excesso com água destilada. Aplicar clorexidine alcoólica a 0,5%, repetindo a mesma técnica descrita anteriormente com a solução degermante a 2%; esperando secar por aproximadamente 2 min.

- Realizar “botão” anestésico com xylocaína solução a 2% sem vasoconstritor

- Dispor os campos cirúrgicos de forma adequada

- Realizar canulação da artéria escolhida sob técnica de Seldinger (cateter plástico sobre agulha) inserindo a agulha em ângulo de 30 graus com a superfície da pele

- Conectar o equipo transdutor de pressão ao cateter arterial observando a qualidade da curva de pressão apresentada

Conectar o equipo transdutor de pressão ao cateter arterial observando a qualidade da curva de pressão apresentada

- Zerar o sistema de monitoração na linha axilar média no 4º espaço intercostal

- Fixar cateter arterial com fio cirúrgico mononylon 2.0 ou 3.0

- Limpar o sítio de punção com solução de clorexidine alcoólica a 0,5%

- Realizar curativo oclusivo com gaze estéril e micorpore

- Ajustar os parâmetros e ativar os alarmes

- Descartar todo material utilizado

- Realizar a lavagem básica das mãos

- Registrar o procedimento no prontuário do paciente e documento próprio.

    1. Canulação da Artéria Femoral

Após reunir todo material necessário, o enfermeiro deverá explicar ao paciente todo o procedimento caso o mesmo encontre-se orientado.




- Traçar uma linha da espinha ilíaca ântero-superior até a sínfise púbica, a artéria femoral, geralmente, passa através do ponto médio desta linha ao nível do ligamento inguinal.


- Retirar o excesso de pelos com auxílio de tesoura e tricotomizador

- Dispor todo material que será utilizado

- Posicionar adequadamente o paciente e o local de punção

- Colocar óculos, máscara e gorro cirúrgico (utilizar barreira máxima)

- Preparar o sistema de pressão com técnica asséptica: conexão do equipo transdutor ao frasco de SF 0,9% com heparina, conexão da saída do dômus ao cabo de pressão ligada ao monitor, pressurização da bolsa com 300 mmHg e retirada do ar do sistema

- Realizar degermação das mãos com clorexidine degermante a 2%

- Vestir capote e calçar luva estéril

- Realizar a antissepsia do sítio de inserção com solução de clorexidine degermante a 2% ou 4%, iniciando pelo ponto de punção, com movimentos circulares, de dentro para fora. Repetir o procedimento três vezes, trocando as gazes entre as aplicações na pele e retirando o excesso com água destilada. Aplicar clorexidine alcoólica a 0,5%, repetindo a mesma técnica descrita anteriormente com a solução degermante a 2%; esperando secar por aproximadamente 2 minutos.

- Dispor os campos cirúrgicos de forma adequada

- Identificar a artéria femoral e escolher um ponto aproximadamente 2 cm abaixo do ligamento inguinal ou próximo da prega inguinal


O uso de três dedos não somente indica a posição da artéria, mas também, demonstra seu curso. Coloque o dedo indicador, médio e anular de uma mão sobre o curso da artéria femoral além do ligamento inguinal. Caso o dedo indicador seja afastado dos dedos médio e anular, que são mantidos juntos, o ponto de inserção encontra-se entre o dedo indicador e os demais dedos.


- Realizar “botão” anestésico com xylocaína solução a 2% sem vasoconstritor

- Realizar canulação da artéria escolhida sob técnica de Seldinger (cateter plástico sobre agulha) inserindo a agulha em ângulo de 45 graus com a superfície da pele.

- Conectar o equipo transdutor de pressão ao cateter arterial observando a qualidade da curva de pressão apresentada

- Zerar o sistema de monitoração na linha axilar média no 4º espaço intercostal

- Fixar cateter arterial com fio cirúrgico mononylon 2.0 ou 3.0

- Limpar o sítio de punção com solução de clorexidine alcoólica a 0,5%

- Realizar curativo oclusivo com gaze estéril e micorpore.

- Ajustar os parâmetros e ativar os alarmes.

- Descartar todo material utilizado.

- Realizar a lavagem básica das mãos.

- Registrar o procedimento no prontuário do paciente e documento próprio.




ANEXO A

RESOLUÇÃO COFEN Nº 390/2011

NORMATIZA A EXECUÇÃO, PELO ENFERMEIRO, DA PUNÇÃO ARTERIAL TANTO PARA FINS DE GASOMETRIA COMO PARA MONITORIZAÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL INVASIVA.

O Conselho Federal de Enfermagem - COFEN, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei nº 5.905, de 12 de julho de 1973, e pelo Regimento da Autarquia, aprovado pela Resolução Cofen nº 242, de 31 de agosto de 2000,



CONSIDERANDO o Artigo 11, inciso I, alínea "m", da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, segundo o qual o Enfermeiro exerce todas as atividades de Enfermagem, cabendo-lhe, privativamente, a execução de cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas;

CONSIDERANDO a punção arterial para fins de gasometria e monitorização de pressão arterial invasiva como um procedimento complexo, que demanda competência técnica e científica em sua execução;

CONSIDERANDO a Resolução Cofen nº 358, de 15 de outubro de 2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado
profissional de Enfermagem; e

CONSIDERANDO tudo mais que consta nos autos do PAD/Cofen nº 124/2011 e a deliberação do Plenário em sua 407ª Reunião Ordinária.

RESOLVE:

Art. 1º No âmbito da equipe de Enfermagem, a punção arterial tanto para fins de gasometria como para monitorização da pressão arterial invasiva é um procedimento privativo do Enfermeiro, observada as disposições legais da profissão.

Parágrafo único O Enfermeiro deverá estar dotado dos conhecimentos, competências e habilidades que garantam rigor técnico-científico ao procedimento, atentando para a capacitação contínua necessária à sua realização.

Art. 2º O procedimento a que se refere o artigo anterior deve ser executado no contexto do Processo de Enfermagem, atendendo-se as determinações da Resolução Cofen nº 358/2009.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 18 de outubro de 2011. JULITA CORREIA FEITOSA


Presidente em Exercício
GELSON L. DE ALBUQUERQUE
Primeiro-Secretário

Publicada no DOU nº 202, de 20 de outubro de 2011, pág. 146 - Seção 1



REFERÊNCIAS
AMATO, Alexandre Campos Moraes. Procedimentos médicos: técnica e tática. São Paulo: Rocca, 2008.
Brunner, L. S. S. Enfermagem Médica Cirúrgica. 10ª Edição. Editora Interamericana. Rio de Janeiro. 2005.
Cintra, E. A., Nishide, V. M., Nunes, W.A, Assistência de enfermagem ao paciente gravemente enfermo. 2a ed. São Paulo: Atheneu, 2003.
COFEN- Conselho Federal de Enfermagem. Disponível em http://novo.portalcofen.gov.br/ Acesso em: outubro de 2012.
REZENDE, E.; MENDES, C. L.; REA-NETO, A.et al.Consenso Brasileiro de Monitorização e Suporte Hemodinâmico - Parte V: Suporte Hemodinâmico. Revista Brasileira de Terapia Intensiva.Vol. 18 Nº 2, Abril – Junho, 2006.
KNOBEL. E; LASELVA, C. R.; JÚNIOR D. F. M. Terapia Intensiva Enfermagem. São Paulo: Editora Atheneu, 2006.
UENISHI, E. K. Enfermagem Médico-cirúrgica em Unidade de terapia Intensiva.10ª Edição. São Paulo: Editora Senac, 2011
S. ARAÚJO – RBTI- Revista Brasileira Terapia Intensiva. São Paulo, 2003
WATSON, D.; Understanding invasive monitoring 1: Indications, Nursing times.net. 30 November, 2007
WOODS, S.L.; FROELICHER, E.S.S.; MOTZER, S.U. Enfermagem em Cardiologia. 4º Ed. São Paulo: Editora Manole, 2005.
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