Meu amado bambu



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Encontro02.08.2016
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MEU AMADO BAMBU

Era uma vez um maravilhoso jardim, situado bem no centro de um grande campo.

O dono costumava passear pelo jardim, ao sol do meio-dia...

Um esbelto bambu era para ele a mais bela e estimada de todas as árvores e plantas de seu jardim.

Este bambu crescia e se tornava cada vez mais lindo.

Ele sabia que seu Senhor o amava e que ele era sua alegria.

Um dia, o dono, pensativo, aproximou-se de seu bambu.

Num sentimento de profunda veneração, o bambu inclinou sua cabeça imponente.

O Senhor disse a ele:

- “Querido bambu, eu preciso de ti”.

O bambu estava feliz. Parecia ter chegado a grande hora de sua vida. E ele respondeu baixinho:

- “Senhor, eu estou pronto. Faze de mim o uso que quiseres”

- “Bambu” – a voz do Senhor era grave – “Bambu, só poderei usar-te se eu te podar”.

- “Podar... a mim, Senhor, por favor, não faças isto! Deixa a minha bela figura. Tu vês como todos me

admiram!”

- “Meu bambu amado” – a voz do Senhor tornou-se ainda mais grave – “não importa que te admirem ou não.

Se eu não te podar, não posso usar-te”.

No jardim tudo ficou silencioso. O vento segurou a respiração.

Finalmente, o lindo bambu se inclinou e sussurrou:

- “Senhor, se não me podes usar sem podar, então... faze comigo o que quiseres!”

- “Meu querido bambu, devo cortar também as tuas folhas!”

- “Ó Senhor, se me amas, preserva-me de tal mal! Podes destruir minha beleza, mas por favor, deixa as mi-

nhas folhas!”

- “Não te posso usar, se não tirar também as folhas!”

O sol escondeu-se atrás das nuvens. Umas borboletas afastaram-se assustadas.

O bambu, trêmulo, à meia voz, disse:

- “Senhor, corta-as!”

- “Ainda não basta, meu querido bambu. Devo cortar-te pelo meio e tomar-te também o coração.

Se não faço isto, não posso usar-te”.

- “Por favor, Senhor, - disse o bambu – eu não poderei mais viver... Como viver sem o coração?!...”

- “Devo tirar-te o coração, caso contrário, não posso usar-te...”

Então o bambu inclinou-se até o chão e disse:

- “Senhor, corta... corta e divide... reparte...”

O Senhor desfolhou o bambu. Decepou seus ramos. Partiu-o em duas partes. Tirou-lhe o coração.

Depois levou-o para o meio do campo ressequido, a uma fonte onde brotava água fresca.

Lá o Senhor deitou cuidadosamente o seu querido bambu no chão.

Ligou uma das extremidades do tronco decepado à fonte e a outra ele levou até o campo.

A fonte cantou suas boas-vindas. As águas cristalinas se precipitaram alegres pelo corpo despedaçado do bambu, correram sobre os campos ressequidos que por elas tanto haviam suplicado.

Ali, plantou-se o trigo... o arroz... o milho...

Os dias se passaram... A sementeira brotou, cresceu e... veio o tempo da colheita...

Assim, o tão maravilhoso bambu de outrora, em seu aniquilamento e humildade, transformou-se numa grande bênção.
Quando ele era grande e belo, crescia somente para si e se alegrava com sua própria beleza.

No seu aniquilamento, ele se tornou o canal do qual o Senhor se serviu para tornar fecundas as suas terras.

E muitos, muitos homens e mulheres viviam deste tronco de bambu.
Texto bíblico: Jo. 15,1-9
Na oração: - Você traz dentro de si uma aspiração profunda de ser feliz.

É este o desejo, o sonho de Deus Pai que criou você como seu(sua) filho(a) para participar da

própria felicidade de Deus...

- Responda mentalmente: Quem sou eu? Para quê existo? Quê sentido tem minha vida?



Qual é a minha missão, na Igreja e no mundo?
FONTE: CEI-JESUÍTAS - Centro de Espiritualidade Inaciana

Rua Bambina, 115 - Botafogo – RJ – 22251-050



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