Meu nome é Vermelho



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1370-1526: Dinastia timúrida, época de brilhante desenvolvimento da cultura persa em toda a Ásia interior, em torno de Samarcanda, Bukhara, Herat, Shiraz e Tabriz. Nestas três úl­timas cidades floresceram as grandes escolas da miniatura persa clássica, antes de Istam­bul.

1375-1467: A confederação do Carneiro Negro reúne as tribos turcomanas do Oeste do Irã e da Anatólia. O último soberano, Djahan Xá, reinou de 1438 a 1467, sendo derrotado por Hassan, o Alto, chefe da confederação rival do Carneiro Branco.

1378-1502: A confederação do Carneiro Branco reina sobre o Norte do Iraque, o Azerbaijão e o Leste da Anatólia. Hassan, o Alto, reina de 1452 a 1478. Não consegue impedir a ex­tensão a leste dos otomanos, mas, depois de derrotar Djahan Xá, derrota também o timú­rida Abu Said em 1468. Seu império se estende até Bagdá e ao golfo Pérsico.

1453: O sultão otomano Mehmet, o Conquistador, toma Constantinopla: é o fim do império bizantino. Mehmet encomenda seu retrato a Iacopo Bellini.

1501-1736: Império Safávida no Irã. O islamismo xiita torna-se religião de Estado e contribui para unificar o Império, cuja primeira capital será Tabriz. Mais tarde, a capital será trans­ferida para Kazvin e Isfahan. O primeiro xá Safávida, Ismail, reina de 1501 a 1524, depois de vencer os turcomanos. Mas o Novo Império persa é enfraquecido, no reinado do xá Tahmasp I (1524-1576) pela potência otomana em plena ascensão.

1512: Exílio do grande miniaturista Bihzad, que foge de Herat para Tabriz.

1514: Saque do Palácio dos Sete Céus, residência de Ismail em Tabriz, pelo sultão otomano Selim, o Cruel, após sua vitória em Tchaldiran. Ele traz para Istambul uma inestimável coleção de manuscritos e miniaturas.

1520-1566: O reinado de Suleyman, o Magnífico, marca a Idade de Ouro da cultura otoma­na. Primeiro cerco de Viena (1529). Retoma Bagdá dos safávidas (1535).

1556-1605: Reinado de Akbar, imperador da Índia, descendente de Tamerlão e de Gêngis Cã. Cria um grande ateliê de miniaturistas em Agra.

1566-1574: Reinado do sultão otomano Selim IL Tratados de paz com a Austria e a Pérsia.

1571: Batalha de Lepanto. Apesar dessa vitória dos cristãos, Chipre é tomada dos venezianos pelos otomanos em 1573.

1574-1595: Reinado do sultão Murad III, marcado, de 1578 a 1590, pela guerra com o impé­rio persa Safávida. Apaixonado por livros e miniaturas, encomenda o Livro dos talentos, o Livro das festividades e o Livro das vitórias, todos eles realizados em Istambul pelos maio­res pintores da época, entre os quais o célebre Osman.

1576: O xá Tahmasp propõe a paz aos otomanos. Após décadas de combates, o Safávida Tah­masp Xá oferece ao novo sultão otomano, Selim II, após a morte de Suleyman, magníficos presentes, em particular um exemplar excepcional do Livro dos reis, mais tarde depo­sitado no palácio de Topkapi.

1583: O miniaturista persa Velidjan (Oliva) é recrutado, dez anos depois da sua chegada a Is­tambul.

1587-1629: Reinado do soberano Safávida Abas I, que depõe seu pai, Muhammad Khudaban­dah. Abas reduz a influência dos turcomanos na Pérsia, mudando a capital de Kazvin pa­ra Isfahan. Firma a paz com os otomanos em 1590.

1591: História do Negro e dos pintores da corte otomana. Um ano antes do milésimo aniver­sário da Hégira (em anos lunares), o Negro volta a Istambul.

1603-1617: Reinado do sultão otomano Ahmet I, que destruiu com as próprias mãos o grande relógio enviado pela rainha Elisabeth.

Pequeno glossário



agá — alto funcionário da corte do sultão.

baklavas — torta de massa folhada, com recheio de amêndoas, pistache e mel.

cafetã — longa túnica ornamentada e debruada, às vezes forrada de peles, usada por turcos e árabes.

caravançará — estalagem pública e gratuita, em que as caravanas paravam para pernoitar.

chalvar — calça bufante oriental.

chelebi — forma de tratamento, equivalente a cavalheiro.

cólofon — nos manuscritos antigos, nota final com as referências sobre a obra e indicações sobre a impressão.

dervixe — monge sufista muçulmano.

Divã — o Conselho de Estado turco.

djim — gênio malévolo, ou às vezes benéfico, na cultura muçulmana.

efêndi — forma de tratamento respeitoso dada aos homens.

Enderun — setor reservado do Palácio de Topkapi, onde vivia o sultão. Também ali se locali­zam os prédios do Tesouro, das Relíquias Sagradas e da Biblioteca, além da Sala do Trono.

fatwa — decreto religioso islâmico.

gazel — na poesia árabe e persa clássica, breve poema lírico.

hadji — título a que tem direito todo muçulmano que fez a peregrinação a Meca.

halvah — doce turco, parecido com o torrone, feito de farinha, óleo de gergelim, mel, peda­ços de frutas e amêndoa (ou avelã, ou pistache).

hamam — é uma adaptação das termas romanas ao mundo muçulmano. Todo bairro das ci­dades do Oriente Médio tinha este seu banho público a vapor (a que, aliás, chamamos banho turco), às vezes também construído como anexo da mesquita.

hanim — forma de tratamento respeitoso dada às mulheres.

hodja — pregador; professor de uma escola corânica.

jardineiro-mor — título dado ao comandante da guarda do sultão.

kebab — espetinho de carne marinada, cebola, tomate e pimentão.

kilim — tapete típico do Curdistão, da Turquia oriental e do Irã ocidental.

kiptchak — povo turco da região de Fergana, planície situada entre o Uzbequistão, a Quirguízia e o Tadjiquistão.

mahdi — na tradição muçulmana, o Messias que restabelecerá a paz e os princípios do islã, no fim dos tempos.

Porta ou Sublime Porta — a corte, o governo dos antigos sultões. O nome vem do costume que tinham os antigos soberanos de dar audiência na porta do palácio ou da tenda.

safávidas — dinastia xiita, iniciada por Ismail Xá I (1502 a 1524), que reinou na Pérsia de 1502 a 1736.

Turã — nome que os escritores do Irã davam aos territórios que se estendiam ao norte de seu país, em particular ao Turquestão, às estepes do Ural e à região siberiana.

zurna — instrumento da música folclórica e militar turca, de palheta dupla, como o oboé.

1ª EDIÇÃO [2004] 1 reimpressão

ESTA OBRA FOI COMPOSTA EM ELECTRA PELO ESTÚDIO O.L.M. E IMPRESSA EM OFSETE PELA RR DONNELLEY MOORE SOBRE PAPEL PÓLEN SOFT DA SUZANO PAPEL E CELULOSE PARA A EDITORA SCHWARCZ EM OUTUBRO DE 2006


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