Meus estimados e estimadas Irmãs, Pároco, Senhoras e Senhores



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Meus estimados e estimadas Irmãs, Pároco,

Senhoras e Senhores,

Caros Amigos e Amigas,

É com imensa alegria que nosso Conselho Municipal vos acolhe em LA BAUCHE, para celebrar os 200 anos de fundação das Irmãs de São José de Chambéry, visto que, por sua presença efetiva de 170 anos em LA BAUCHE, vós escrevestes uma parte da história de nossa vila, e alguns de nós ainda temos a oportunidade de estar convosco no local do “Convento”.


Por isso, gostaria de sintetizar brevemente a história do “Convento”e, portanto, de vossa presença neste distrito.
Em 1823, vivia no Castelo de La Bauche, cercada de alguns criados e criadas, a Senhora Françoise Christine Perrin d’Avressieux, nascida em Chambéry, aos 02 de dezembro de 1765. Era filha do nobre, Nicolas Perrin, que foi Senador e Presidente do Senado da Savoia. Ele teve 7 filhos: 3 moças e 4 rapazes. Era primo de Joseph e Xavier de Maistre. Durante quatro anos, hospedou o idoso Abade Isnard, nascido em 18 de fevereiro de 1730, em Saint André les Embruns (Alpes Altos), que foi pároco em La Bauche, de 1758 até 06 de abril de 1819. Então, foi substituído pelo padre Pierre Gay, nascido aos 21 de agosto de 1790, em Villy le Bouveret (Savoia Alta). André Isnard morreu com a idade de 93 anos, aos 18 de abril de 1823.
Françoise Christine Perrin havia conhecido o abade Isnard desde sua juventude. Ele tinha sido, de certo modo, seu diretor espiritual e teve grande influência em seu espírito. Ela escreveu um manuscrito de 424 páginas no Castelo de La Bauche, entre os anos 1793 e 1797, nas quais predominam a inspiração e meditações religiosas. Foi logo depois da morte do pároco, que a Senhorita Françoise Christine Perrin decidiu fundar, em La Bauche, uma casa das Irmãs de São José, para se dedicarem à formação das moças e ao cuidado dos doentes. Para dar mais destaque a esta fundação, ela buscou, através da mediação do Abade Antoine Rochaix, Cônego da Metrópole de Chambéry, a autorização do Rei Charles Felix, o qual lha deu mediante as Cartas Patentes de 16 de setembro de 1823. Imediatamente, Madre Saint Jean, fundadora da Congregação das Irmãs de São José de Chambéry, enviou três de suas Irmãs para La Bauche.

Esta pequena comunidade foi instalada num velho celeiro, perto da Igreja, que pertencia à cúria antes da revolução e que foi comprada e restaurada em 1882, pelo pároco Gay.


Em junho de 1824, a Senhorita Françoise Christine Perrin fez seu testamento solene e o entregou ao soberano Senado de Savoia, aos 25 de setembro de 1824. Ela escrevia: “Instituo como meu único herdeiro, da casa da escola cristã estabelecida em La Bauche pela patente real de Charles Felix, as Irmãs de São José e sob a direção do Senhor Pároco da dita paróquia... feito em La Bauche, em junho de 1824”.
Em 10 de maio de 1825, numa visita pastoral a La Bauche, Monsenhor BIGEX, Arcebispo de Chambéry, louvou publicamente, do púlpito, a Senhorita Perrin e elogiou suas doações, de acordo com os escritos da visita.
Durante os difíceis anos da revolução, as duas irmãs foram as únicas moradoras do castelo. Françoise Christine continuava com seus sonhos místicos, enquanto sua irmã, Marie Marthe Félicité, mais voltada à realidade do dia-a-dia, e muito menos sonhadora, defendeu com ardor, energia e sucesso, a herança da família contra as ambições dos revolucionários.
Seis meses após a morte da Senhorita Perrin, aos 02 de julho de 1832, Monsenhor Martinet fez uma visita pastoral a La Bauche. Ele percebe no processo verbal que ele redigiu, que a sucessão da falecida havia sido recolhida e que consistia numa propriedade abalizada situada em Oncin e em diversos fundos em rendimento, ao todo produzindo uma entrada anual de 1647 francos.
Para as Irmãs de São José, com voto de pobreza, era uma fortuna, que ia lhes permitir cumprir melhor suas obrigações para com os pobres, dar mais gratuidade escolar às jovens e mais cuidados aos doentes indigentes.
Depois da morte de sua fundadora, a escola cristã de La Bauche continuou a prosperar. O Pároco Gay administrou seus bens até a morte em 01 de setembro de 1871.
Após sua morte, é a comunidade-mãe de Chambéry que assume a administração de seus bens.
Em 1886, a casa primitiva, uma choupana grosseiramente restaurada, foi demolida e substituída por uma construção mais apropriada às necessidades da fundação. Em 1880, foi acrescido um pequeno pensionato que teve grande fama.
Em 1845, Madre Saint Jean, a fundadora das Irmãs de São José de Chambéry, aquela que havia enviado as três primeiras Irmãs para a fundação da Senhorita Perrin, se retirou ao “convento” de La Bauche como simples Irmã. Ela passou ali 10 anos e ali morreu aos 10 de maio de 1855. Foi enterrada dois dias depois no cemitério da paróquia, acompanhada por uma grande multidão. Sobre a modesta pedra de seu túmulo, foram gravados seu nome e estas simples palavras sobre sua dignidade:

“Ela amou a Deus, a morte lhe foi dada, e as bênçãos a acompanharam à sua última morada”.
Durante mais de um século e meio, vós trouxestes ajuda e dedicação ao nosso distrito, e alguns de nós lembramos Irmã Gabrielle, que era a Madre Superiora nos anos de 1950, mas também Irmã Martienne (muito amável) que cuidava da cozinha e também fazia injeções no convento, e Irmã Amélie (muito séria), que fazia injeções e outros cuidados aos doentes em suas casas, indo sempre a pé.
Ao longo dos anos de 1960, a Irmã Superiora era Irmã Jacinthe, muito simpática e dedicada, que cuidava dos doentes a domicílio, num Citröen de 2 cilindros.
Nesta época, o convento havia evoluído em IMPRO para as moças (Instituto Médico-Pedagógico). Ali estavam Irmã Agnes, Irmã Pierre, Irmã Marie Claude. A existência de terras agrícolas importantes ao redor das construções, justificava a presença de um estábulo e de uma vaca que era cuidada por uma pessoa idosa chamada “Maria das Vacas”.
Hoje, vossa presença entre nós traz-nos estas lembranças, não muito distantes, e a composição de vossa delegação representando 18 países, nos confirma, por assim dizer, a expansão de vossas missões em todo mundo, e por isso, eu vos agradeço.


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