Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior



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Comparativo de Receita de Exportação das Principais Produtos


Volume de 1999 a Preços de 1999 e de 1998


EXPORTAÇÃO POR FATOR AGREGADO - O desempenho da exportação, em 1999, está ligado ao cenário mais favorável que se delineou, tanto interna, quanto externamente, a partir do segundo semestre do ano: os primeiros sete meses do ano, na comparação com o mesmo período de 1998, registraram queda de 14,2%; em contraposição, a taxa de expansão de agosto a dezembro de 1999, sobre iguais meses de 1998, foi positiva em 6,2%. Ressalte-se que a ampliação das vendas a partir de agosto foi obtida pelo aumento de 6,9% nas exportações de produtos industrializados (manufaturados: 5,2% e semimanufaturados: 13,0%), pois as vendas de produtos básicos, no mesmo período, cresceram apenas 1,6%.
Exportação por Fator Agregado – Comparativo dos Períodos

Janeiro/Julho-1999/98 e Agosto/Dezembro- 1999/98 – US$ milhões FOB


No período janeiro/julho, os setores que mais influíram para a queda de receita foram fumo e cigarros (-53,8%); material de transporte (-25,6%); complexo soja (-23,0%); minérios metalúrgicos (-22,2%); têxteis (-18,1%); produtos metalúrgicos (-16,4%); químicos (-15,1%), máquinas e instrumentos mecânicos (-12,1%), materiais eletroeletrônicos (-11,2%), calçados e couro (-9,3%) e papel e celulose (-1,5%). Estes setores, que representam mais de 75% da pauta, foram afetados, de maneira geral, pela redução dos preços internacionais. O índice calculado pela FUNCEX para o período apontava queda de 12,8% nos preços das exportações, relativamente a 1998. No mesmo período, as quantidades decresceram somente 1,2%.
Já no acumulado agosto/dezembro, recuperaram-se da queda havida nos primeiros sete meses importantes setores como material de transporte (6,7%); produtos metalúrgicos (9,7%); químicos (8,1%); calçados e couro (0,4%); têxteis (4,1%); eletroeletrônicos (31,6%) e papel e celulose (24,3%). Se considerarmos que nos primeiros sete meses do ano as quantidades haviam decrescido 1,2%, e que no fechamento do ano aumentaram 7,7%, conclui-se que, no período agosto/dezembro, o principal fator que contribuiu para o crescimento das vendas foi o excepcional aumento de 12,0% das quantidades embarcadas.
Merecem destaque alguns setores, com participação relevante na pauta (10% do total), cujo desempenho foi positivo nos dois períodos: carnes (18,6% e 24,3%); madeiras e manufaturas (9,8% e 42,3%) e derivados de petróleo (15,7% e 49,7%).

No quadro abaixo, estão listados os dezessete principais grupos de produtos da pauta de exportação brasileira, que respondem por 90% do total, ordenados pela participação na receita total obtida em 1999. Em negrito, estão assinaladas as variações positivas nos períodos comparados: observa-se que os setores com melhor desempenho, em 1999, foram derivados de petróleo (29,2%), madeira e manufaturas (23,4%), carnes (21,1%), papel e celulose (8,3%) e eletroeletrônicos (5,9%). Estes setores contribuíram com US$ 1.115 milhões de receita adicional à pauta. Além destes, merecem destaque alguns setores de menor participação na pauta, mas com receita positiva, em relação a 1998: móveis (12,7%, US$ 46 milhões adicionais) e frutas (10,6%, US$ 31 milhões).



Exportação por Grupos de Produtos – 1999/1998

Comparativo Jan/Jul-1999/98 e Ago/Dez-1999/98 – US$ milhões FOB


Apresenta-se, a seguir, uma análise setorial dos principais grupos exportadores em 1999.
CARNES – Este foi o setor que apresentou a maior contribuição, em valor absoluto, para a receita de exportação, em 1999: US$ 332 milhões. As exportações totais de carnes chegaram a US$ 1.907 milhões, em 1999, registrando expressivo aumento de 21,1% sobre 1998. Apenas a carne suína registrou decréscimo, em valor, de 22,4%, para um total de US$ 115 milhões, pois o aumento do volume embarcado de 3,3% não compensou a queda ocorrida nos preços de 24,9%. Todos os demais produtos apresentaram quantidades crescentes, que superam o recuo nos preços.
As exportações de carne de frango, por exemplo, com receita de US$ 875 milhões (+18,5% sobre 1998), ampliaram os embarques em 25,8%, para um total recorde de 771 mil toneladas, superando as 650 mil toneladas realizadas em 1997, e igualando-se, em receita, ao registrado no mesmo período, em razão da queda dos preços médios (5,8% sobre 1998 e 15,7% sobre 1997). O aumento da competitividade e a qualidade do produto brasileiro fizeram com que, em 1999, houvesse recuperação de mercados, entre eles os do Oriente Médio – Arábia Saudita (+27,3% em valor) e Coveite (+58,1%) – e da Ásia – Japão (+25,2%) e Hong Kong (+31,0%) –, bem como fossem ampliadas as vendas para mercados novos, entre eles os da União Européia, como os Países Baixos (+90,9%) e o Reino Unido (+70,8%).
O setor de carne bovina respondeu, igualmente, por exportações recordes, no valor de US$ 444 milhões (+60,6% sobre 1998), para a carne “in natura”, e US$ 360 milhões (+14,9%), para a carne industrializada, cujos embarques cresceram 86,4% e 30,6%, respectivamente, e tiveram os preços médios retraídos em 13,9% e 12,0%. O mercado europeu representa mais de 70% das compras de carne “in natura” e de 50% da carne industrializada.


Quantidade exportada - Carne de frango

Preço de exportação - Carne de frango



Quantidade exportada - Carne bovina

in natura”



Preço de exportação - Carne bovina

in natura”






Quantidade exportada - Carne bovina industrializada

Preço de exportação - Carne bovina industrializada



MADEIRA E MANUFATURAS DE MADEIRA – Segundo setor a apresentar crescimento, em valor absoluto, da ordem de US$ 264 milhões, para um total de US$ 1.391 milhões, 23,4% acima de 1998. O aumento da competitividade do produto nacional, conjugado com a baixa capacidade de absorção do mercado doméstico, gerou expressiva disponibilidade para exportação. Entre os principais itens em crescimento estão a madeira compensada (US$ 345 milhões), obras de marcenaria (US$ 171 milhões) e madeira serrada (US$ 497 milhões), cujas receitas ampliaram-se em 73,2%, 27,1% e 21,3%, respectivamente, pelo aumento das quantidades exportadas, considerando que os preços mantiveram-se decrescentes em relação a 1998. Os países compradores concentraram-se no mercado norte-americano e países da Europa, dentre eles Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Itália, França e Espanha.
DERIVADOS DE PETRÓLEO – As vendas de setor chegaram a US$ 1.118 milhões, valor 29,2% acima de 1998, e refletem, primeiramente, o aumento das cotações externas dos derivados de petróleo, em decorrência do controle da produção por parte dos países exportadores de petróleo e da maior demanda internacional, entre outros motivos, pela recuperação das economias asiáticas e pela manutenção das taxas elevadas de crescimento da economia norte-americana. Além disso, houve uma aumento do volume exportado, em vista da maior disponibilidade de produto para exportação pela menor demanda interna, o que possibilitou a realização de vendas de gasolina para a Colômbia, Porto Rico e Canadá e a ampliação de exportações, em relação à 1998, de gasolina para Argentina e Paraguai e de óleo combustível para os Estados Unidos e Argentina. Houve, ainda, o aumento das exportações de óleos e combustíveis para consumo de bordo, como resultado do aumento das quantidades exportadas de produtos brasileiros em 1999.
PAPEL E CELULOSE – As vendas do setor somaram US$ 2.144 milhões, com aumento de 8,3% sobre 1998. Individualmente, as exportações de celulose totalizaram US$ 1.244 milhões, montante 18,5% superior a 1998, resultado do aumento do volume exportado (10,9%) e do preço (6,9%). Junto com o alumínio, o preço da celulose foi o produto de maior recuperação em 1999, pois da cotação de US$ 331,00/t, em janeiro, passou para US$ 473,00/t, em dezembro, ou seja, aumento de 42,9%, que é o mais elevado preço desde março de 1996. Estes dados são indicadores de um novo ciclo de expansão do consumo mundial por celulose, em decorrência, entre outros fatores, da recuperação das economias asiáticas e européia e da manutenção da expansão da economia norte-americana.

Por mercados, houve crescimento de receita em todos os principais países compradores, com destaque para os Estados Unidos (17,6%), Bélgica (8,7%), Japão (10,5%), Itália (16,8%), Alemanha (41,3%), Coréia do Sul (44,7%), França (26,5%), Indonésia (10,0%) e China (119,4%). Seguindo a tendência da celulose, o item papel somou vendas no montante de US$ 901 milhões, tendo ficado 3,1% inferior a 1998, devido à retração de 11,4% nas cotações externas frente ao ano anterior – embora com recuperação no decorrer de 1999, a exemplo da celulose –, já que as quantidades exportadas cresceram 9,3%. Entres os principais mercados compradores podem ser citados os países da América Latina, como Argentina, Chile e Peru, Estados Unidos e países europeus, como Reino Unido, Bélgica, Portugal e França.





Quantidade exportada - Celulose

Preço de exportação - Celulose




Quantidade exportada - Papel

Preço de exportação - Papel



MATERIAIS ELÉTRICOS E ELETRÔNICOS – As exportações do setor alcançaram US$ 1.813 milhões, cifra 5,9% superior à de 1998. Constituindo-se no principal item do setor (42% do total), as vendas de aparelhos transmissores e receptores, no valor de US$ 760 milhões, apresentaram o expressivo crescimento de 24,8%. Este aumento deveu-se às vendas de telefones celulares, que experimentou aumento de 80,8%, ao passar de US$ 104 milhões para US$ 188 milhões. A expansão das vendas do produto resulta de investimentos no setor para transformar o Brasil em importante fornecedor para a região da América Latina, que respondeu por cerca de 80% das exportações do produto (US$ 148 milhões, +74,1% sobre 1998), tendo como principais mercados Argentina, Venezuela, Chile, Peru e Paraguai. Outro mercado de destaque foram os Estados Unidos, cujas vendas totalizaram US$ 40 milhões, em comparação a US$ 14 milhões em 1998 (+185,7%).
SUCO DE LARANJA – O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, representando mais de 50% da produção e cerca de 80% das exportações globais. Totalizando US$ 1.235 milhões, em 1999, as exportações de suco de laranja apresentaram pequena queda de receitas, de 2,2%, em razão da diminuição de 4,9% nos volumes embarcados, para 1,17 milhão de toneladas. Junto com a celulose, o suco de laranja foi o produto que apresentou variação positiva nos preços em relação a 1998 (2,8%), embora com tendência de queda a partir do 2o. semestre, tendo em conta a ampliação da oferta da safra de 1999/2000 de São Paulo e do estado norte-americano da Flórida – as duas maiores regiões produtoras mundiais –, estimada em 388 milhões e 219 milhões de caixas de 40,8 kg, respectivamente, ambas cerca de 17% superior à produção de 1998/99. Os principais mercados compradores do suco brasileiro foram os países da União Européia (principalmente Países Baixos, Bélgica e Reino Unido), que respondem por mais de 70% das exportações brasileiras, seguidos dos Estados Unidos, com participação de 17%. As vendas para a Europa ampliaram-se significativamente desde 1990, ocupando a posição dos EUA como principal mercado do Brasil, cuja produção vem crescendo, principalmente pelo aumento da plantação de pomares no sul da Flórida, em substituição aos localizados em áreas no norte, mais propensas a geadas. Outros mercados, embora com pequena participação, devem ser ressaltados, representando a busca de novos consumidores: Nova Zelândia (+10,7%, total de US$ 3,5 milhões) e Argentina (+29,5%, US$ 3,2 milhões). A ampliação das vendas para o Japão, em 7%, pode ser vista como uma retomada das exportações para aquele mercado, cuja região asiática é a terceira maior compradora do produto brasileiro.


Quantidade exportada

Suco de laranja

Preço de exportação

Suco de laranja




AÇÚCAR – O Brasil, em 1999, constituiu-se no maior produtor mundial de açúcar, respondendo por 14% da produção total, superando a União Européia (13,5%) e a Índia (13,3%). É de se ressaltar que desde 1997 o Brasil ocupa a 1a posição na produção de açúcar de cana, colocação anteriormente da Índia. A produção mundial 1998/99 de açúcar, calculada em 130,5 milhões de toneladas, foi o quinto ano consecutivo de crescimento, o que tem contribuído para retrair os preços internacionais. A produção brasileira de açúcar vem igualmente apresentando seguido crescimento, tendo no período 1998/99 totalizado 18,3 milhões de toneladas, 16,6% superior que a anterior. Além do aumento da safra 1998/99 de cana-de-açúcar, que deverá totalizar, 308 milhões de toneladas, a elevação da produção de açúcar deve-se, em grande parte, aos elevados estoques de álcool e aos melhores preços do açúcar em relação ao álcool. As vendas externas brasileiras de açúcar (em bruto e refinado), que respondem, destacadamente, por cerca de 25% das exportações mundiais, totalizaram, em 1999, 12,1 milhões de toneladas, 44,5% superior ao realizado em 1998. Em receita, as exportações de açúcar somaram US$ 1.911 milhões, valor 1,7% abaixo de 1998, refletindo a queda de cerca de 30% nos preços. Separadamente, as exportações de açúcar em bruto atingiram o montante de US$ 1.162 milhões (6,0% acima de 1998) e as de açúcar refinado, US$ 748 milhões, -11,7%. Por mercados, a Rússia efetuou compras ao Brasil de açúcar em bruto no valor de 596 milhões, correspondendo a 51% das exportações do produto e aumento de 61,8% em relação a 1998, o que mostra a gradativa recuperação desse país após a crise financeira que o afetou em meados de 1998. Quanto ao açúcar refinado, os principais mercados foram Nigéria, Egito, Índia, Sri Lanka, Iêmen e Irã.

Quantidade exportada

Açúcar em bruto

Preço de exportação

Açúcar em bruto



Quantidade exportada

Açúcar refinado

Preço de exportação

Açúcar refinado




PRODUTOS TÊXTEIS – As exportações da cadeia têxtil, em 1999, manteve o mesmo volume de vendas do ano anterior, revertendo a tendência de queda de 8,0%, registrada em 1998 sobre 1997. A retração de 9,3% observada na receita, em 1999, está associada ao decréscimo dos preços dos produtos do segmento têxtil. Por produto, pode ser destacado, na comparação 1999/98, o aumento das vendas, em volume, de fios sintéticos e artificiais (22,6%), confecções (7,2%), fios de algodão (49,0%) e tops de lã (8,4%). Por mercados, a Aladi respondeu por 48% das exportações totais de têxteis, seguida dos Estados Unidos (27%) e União Européia (17%). Destes três mercados, apenas a UE registrou queda no volume de compras (4%), pois as demais regiões ampliaram as compras efetuadas ao Brasil: Estados Unidos (6%) e Aladi (2%). A expectativa do setor para o curto prazo é de ampliação das vendas de produtos de maior valor agregado, como vestuário e produtos para o lar, principalmente as pequenas e médias empresas, que estão se organizando em consórcios ou associações para viabilizar o acesso ao mercado externo.


Quantidade Exportada

Produtos Têxteis

Preço de exportação

Produtos têxteis


CALÇADOS E COUROS – As exportações de calçados e couros totalizaram US$ 2.009 milhões, com queda de receita de 5,5%, em relação a 1998. As vendas do setor calçadista responderam por US$ 1.342 milhões, receita 3,2% inferior a 1998. Na verdade, a queda registrada nas exportações de calçados não deve ser analisada isoladamente, mas no contexto mais amplo, que abrange a recuperação dos volumes vendidos, 5% superiores aos do ano anterior. Para esta cadeia, a mudança cambial de um ano atrás trouxe benefícios, mas seu reflexo efetivo somente será sentido a partir deste ano, porque depende da reconquista de mercados e parcerias, que é lenta e gradual. As vendas de calçados dirigiram-se principalmente para os Estados Unidos (65,5% do total), Reino Unido (8,4%), Argentina (7,2%), Alemanha (2,7%) e Canadá (1,9%). No segmento de couros, a tendência de substituir a matéria-prima natural por outras sintéticas e mais baratas para fabricação do calçado está forçando o exportador a mudar de estratégia: a exportação de couros primários está cedendo lugar aos produtos acabados, de maior valor agregado, absorvidos por outros setores produtivos, como o moveleiro, por exemplo. Em 1999, as exportações de couros somaram US$ 600 milhões, 10,6% inferior a 1998, em vista da queda dos volumes embarcados em 10,0%, uma vez que os preços permaneceram estáveis (queda de somente 0,8%). Esta substituição das exportações permite que – apesar das mudanças verificadas no mercado calçadista – possa-se prever um incremento das exportações de couro este ano, em relação a 1999. A Itália respondeu por compras no valor de US$ 175 milhões (cerca de 30% do total), seguida de Hong Kong (13%), Estados Unidos (11,6%), Portugal (8,2%) e Espanha (5,7%).

Quantidade exportada - Couro

Preço de exportação - Couro



CAFÉ – Maior país produtor e exportador de café, respondendo, respectivamente, por 33% e 27% da produção e das exportações mundiais, o Brasil registrou, em 1998/99, safra recorde de 35,6 milhões de sacas (60kg), 51% acima da anterior (23,5 milhões de sacas) e 27% superior da safra de 1997/98 (28 milhões de sacas). A produção mundial de café, na safra 1998/99, ficou em 106,9 milhões sacas, 10,4% a mais do que a safra 1997/98. Com aumento da oferta superior ao pequeno crescimento da demanda, estimada em apenas 2%, em 1999 sobre 1998, os preços mantiveram-se deprimidos e continuaram a tendência baixista iniciada em meados de 1998, fazendo com que as cotações do produto apresentassem no ano queda de 25,1%. As exportações brasileiras de café em grão, por sua vez, totalizaram 21,2 milhões de sacas, volume 27,7% maior que o realizado em 1998. Com isso, a receita com o produto somou US$ 2.230 milhões, 4,4% inferior ao consignado em 1998. Para os países da União Européia (principalmente para Alemanha, Itália e Bélgica), destinaram-se mais de 45% das exportações de café, seguidos dos Estados Unidos, com 21%. Acompanhando o comportamento do grão, os preços externos do café solúvel recuaram igualmente (26,5% sobre 1998), com aumento da quantidade embarcada em 17,0%, o que reduziu a receita com o produto em 14,1% frente a 1998, para um total de US$ 211 milhões, tendo como principais mercados compradores a Rússia (27% do total), Estados Unidos, Alemanha, Ucrânia e Japão.


Quantidade exportada – Café em grão

Preço de exportação – Café em grão



Quantidade exportada – Café solúvel

Preço de exportação – Café solúvel



PRODUTOS QUÍMICOS – As exportações do setor químico, no valor de US$ 3.450 milhões, a exemplo do que ocorreu com outros segmentos, apresentaram redução de receita (5,7% sobre 1998) devido à queda nos preços externos (13,7%) maior do que o aumento das quantidades exportadas (9,3%). Exceção deve ser feita ao setor farmacêutico e aos produtos para fotografia, que geraram expansão de receita de 18,7% e 5,0%, respectivamente, por aumentos nos volumes embarcados (33,0% e 8,1%) superiores à queda ocorrida nos preços médios de (10,8% e 2,8%). Outros segmentos do setor químico a apresentar expansão de vendas, em volume, foram: produtos químicos orgânicos (13,6%) e inorgânicos (14,1%), plásticos e suas obras (5,5%) e óleos essenciais (1,3%). Os mercados com maior ampliação de venda em 1999 foram os Estados Unidos (27% e participação de 23% nas exportações totais), União Européia (9,5% e 10% de participação), Aladi, exceto Mercosul (17,5% e participação de 8%), África ( 31,4% e 4% de participação ). Embora se constitua no maior mercado
comprador de produtos químicos brasileiros (32% do total), os demais países do Mercosul tiveram decréscimo de 4,5%, em 1999 sobre 1998, sendo a Argentina responsável por 80% das compras do bloco e queda de 2,6%. Vale ressaltar que, individualmente, a Argentina é o maior mercado consumidor de produtos brasileiros da área química, representando 26% das exportações totais.



Quantidade exportada

Produtos Químicos

Preço de exportação

Produtos Químicos


MÁQUINAS E INSTRUMENTOS MECÂNICOS – As exportações de máquinas e equipamentos mecânicos totalizaram, no ano de 1999, US$ 2.863 milhões, cifra 8% inferior a 1998. Este segmento foi também um dos que se ressentiu da crise dos países em desenvolvimento, especialmente os da América Latina, que respondem por cerca de 42% das exportações do setor. É de se destacar, neste grupo de produtos, dois segmentos, cujas exportações ampliaram-se significativamente em 1999, na comparação com 1998: computadores e acessórios e de aparelhos de ar condicionado, com aumentos, respectivamente, de 38,8% e 35,6%. Estes desempenhos refletem investimentos em atualização tecnológica, com vistas a desenvolver produtos destinados ao mercado internacional. Em 1999, as exportações de computadores e acessórios totalizaram US$ 330 milhões, sendo que cerca de 90% das vendas destinaram-se aos países da América Latina e 9% aos Estados Unidos. Quanto aos aparelhos de ar condicionado, cujas vendas somaram US$ 60 milhões, perto de 50% teve o mercado norte-americano como destino enquanto os países da Aladi responderam por 16%.

PRODUTOS METALÚRGICOS – As exportações de produtos metalúrgicos chegaram ao montante de US$ 5.056 milhões, 6,8% abaixo de 1998. No geral, as vendas externas do setor experimentaram redução de cerca de 15% nos preços médios, na comparação com 1998, queda esta que se iniciou em 1998, agravando-se no 2o semestre de 1998, como reflexo da crise russa. Alguns produtos, no entanto, como alumínio e semimanufaturados de ferro/aço já mostram sinais de recuperação entre as cotações praticadas em janeiro e dezembro de 1999: 19,8% e 22,4%, respectivamente. Este efeito pode ser creditado à recuperação das economias asiáticas e ao crescimento menos modesto dos países europeus, além da continuada expansão da economia norte-americana. Outro indicador de recuperação das vendas do setor é o crescimento médio de 9% das quantidades embarcadas de produtos metalúrgicos, na comparação 1999/98. Individualmente, as quantidades exportadas de alumínio cresceram 4,4% (principalmente para Japão, Itália, Coréia do Sul, Estados Unidos e Suíça); semimanufaturados de ferro/aço (+17,6%, principalmente para Estados Unidos, Taiwan, Tailândia, Grécia e Itália); fio-máquina (+61,2%, Estados Unidos, Canadá, México e Alemanha); ferro-ligas (+7,6%, Japão, Argentina, Bélgica, China e Coréia do Sul); barras, perfis e tiras de alumínio (+64,2%, Argentina, Países Baixos, Arábia Saudita, Chile e Estados Unidos); ligas de alumínio (+112,1%, Países Baixos, Estados Unidos, Japão e Taiwan).


Quantidade exportada

Alumínio

Preço de exportação

Alumínio




Quantidade exportada

Semimanufaturados. de ferro/aço

Preço de exportação

Semimanufaturados. de ferro/aço




Quantidade exportada

Laminados planos

Preço de exportação

Laminados planos



MINÉRIOS METALÚRGICOS – Dentro do grupo, o principal item é o minério de ferro, primeiro produto da pauta brasileira, individualmente, em valor exportado (US$ 2,75 bilhões, em 1999, -15,6% abaixo de 1998) registre-se que o Brasil e a Austrália são os dois principais produtores e exportadores mundiais destes produto. As exportações de minério de ferro sofreram com a redução das cotações internacionais, tendo em conta o decréscimo de 9,3%, na comparação 1999/98, enquanto as quantidades embarcadas reduziram-se em 7,0%. As exportações de minério de ferro até agosto tiveram uma retração nos embarques da ordem de 13,4%. Esta queda está ligada à crise asiática e à diminuição da produção siderúrgica mundial. A partir de agosto, com um cenário internacional mais positivo, as vendas externas experimentaram crescimento de 9,7%, nos embarques, ao totalizar 61,2 milhões de toneladas ante 55,8 milhões realizados em iguais meses de 1998. Os maiores mercados compradores em 1999 foram o Japão (15% do total), Alemanha (13%), China (9%), Itália (8%), Bélgica (7%), Estados Unidos (5%) e Coréia do Sul (5%).

Quantidade exportada - Minério de ferro

Preço de exportação - Minério de ferro



FUMO E CIGARROS – As exportações de fumo e cigarros chegaram a US$ 961 milhões, valor 38,3% menor do que o realizado em 1998. Tanto fumo em folhas quanto cigarros viram-se prejudicados pela queda das cotações externas, em 17% e 12%, respectivamente, resultado do aumento da oferta mundial e do lento crescimento do consumo de cigarros. Com relação ao fumo, o Brasil é o quarto produtor mundial, abaixo de China, Estados Unidos e Índia e o primeiro exportador mundial, desde 1997. A safra de 1998/99 do sul do País, maior região produtora, é a terceira da história, superada apenas pela de 1992/93 (570 mil t) e de 96/97 (548 mil t). As exportações brasileiras de fumo, cuja receita somou US$ 884 milhões (-6% em relação a 1998), foram, em parte, compensadas pelo aumento recorde nos volumes exportados, ao totalizar 341 mil toneladas, 13,4% acima de 1998, em que contribuiu, especialmente, a elevação das vendas para os Estados Unidos, Países Baixos, Bélgica, China e Rússia. Já as exportações de cigarros apresentaram queda de mais de 90% nos volumes exportados, visto a menor demanda por parte dos países do leste europeu e da aplicação de imposto de exportação nas vendas do produto para países limítrofes e Caribe.


Quant. exportada - Fumo em folhas

Preço de exportação - Fumo em folhas





Quantidade exportada - Cigarros

Preço de exportação - Cigarros



COMPLEXO SOJA – As exportações do setor (grão, farelo e óleo) somaram, em 1999, US$ 3.733 milhões, cifra 21,6% inferior à realizada em 1998. A queda na receita está relacionada com a retração dos preços médios em cerca de 20%, na comparação com o ano anterior, visto que as quantidades embarcadas registraram declínio de apenas 1,5% (20.781 mil toneladas). A maior oferta mundial e a estabilização da demanda estão fazendo com que os preços venham registrando queda desde o início de 1998. Do lado da oferta, pelo segundo ano consecutivo, a safra mundial de soja supera a produção de 158 milhões de t, ao totalizar 158,9 milhões de t, na safra 1998/99, 0,5% superior a anterior. Estados Unidos, Brasil e Argentina são os três maiores produtores mundiais, com 74,6 milhões, 31,0 milhões e 19,9 milhões de ton, respectivamente. Destes três, somente o Brasil registrou queda de produção na safra 1998/99, em relação a 1997/98 (-5,0%), enquanto que os Estados Unidos e a Argentina, ampliaram sua produção em 2,0%. Do lado dos mercados compradores, o mercado internacional de grão de soja permaneceu com demanda estável, enquanto que para o farelo e o óleo, a demanda apresentou ligeira alta. No caso do Brasil, as exportações de soja em grão, farelo e óleo em bruto totalizaram, respectivamente, queda de receita de 26,9% (-23,8% no preço e -3,9% na quantidade), 14,1% (-13,9% e -0,2%) e 22,3% (-27,8% e +7,9%). Somente as exportações de óleo de soja em bruto tiveram aumento no volume exportado, pelo aumento das compras por parte da Índia, Irã, Malásia e Países Baixos.


Quantidade exportada – Soja em grão

Preço de exportação – Soja em grão




Quantidade exportada – Farelo de soja

Preço de exportação – Farelo de soja





Quantidade exportada – Óleo de soja

Preço de exportação – Óleo de soja


MATERIAL DE TRANSPORTE – As exportações de material de transporte somaram, em 1999, US$ 7,1 bilhões, cifra que ficou bem abaixo (13,2%) dos US$ 8,2 bilhões registrados em 1998. O destaque do segmento ficou por conta do setor aeronáutico, cujas vendas de aeronaves cresceram 53%, ao totalizar US$ 1.772 milhões, constituindo-se no terceiro produto da pauta de exportação, somente abaixo de minério de ferro e de café em grão. Os Estados Unidos respondem por 65% das exportações do produto, tendo como outros mercados de destaque Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica, Suécia e Polônia. O setor automotivo não repetiu o desempenho de 1998, prejudicado pelos efeitos da crise econômica internacional após a moratória da Rússia, em agosto de 1998, sobretudo nas economias em desenvolvimento da América Latina, principal região compradora de produtos deste setor. Entre os itens de maior queda, em relação a 1998, podem ser citados: automóveis (-29,7%), autopeças (-14,0%), chassis para veículos (-39,9%), ônibus (-34,8%), tratores (-47,9%), veículos de carga (-38,5%) e motores para veículos (-6,9%). Estes produtos, juntos, tiveram queda de receita de US$ 1,5 bilhão, diminuindo a sua participação na pauta de 9,5% para 7,2%. Embora, no geral, estes itens tenham apresentado vendas decrescentes, é de ressaltar que, em alguns deles, houve crescimento nas exportações, inclusive para países da América Latina, o que denota já uma certa retomada ou busca para a diversificação de mercados: autopeças – Estados Unidos (+20,3%), México (+2,2%), Itália (+23,3%) e Canadá (+120,2%) –; automóveis – México (+92,4%) e Chile (+96,4%) –; motores para veículos – Bélgica (+68,6%), Espanha (+241,9%), Suécia (+62,2%) e França (+36,0%) – veículos de carga – México (+49,2%) e Estados Unidos (+27,3%); chassis com motor – Uruguai (+13,1%) e Egito (+208,6%); e tratores – México (+38,6%), Egito (+664,6%) e Países Baixos (US$ 7 milhões, em 1999, enquanto não houve exportação em 1998). Vale mencionar, ainda, a ampliação das exportações de outros produtos da área de material de transporte, que, embora, tenham pequena participação na pauta, mostram o grande potencial de geração de divisas do setor: motocicletas (+29,0%, US$ 39 milhões exportados) e motores para embarcação (+15,0%, US$ 1,5 milhão). Para o primeiro produto, o principal mercado foi a América Latina (Argentina, México, Colômbia e Paraguai), representando cerca de 80% do total das vendas brasileiras do produto; em seguida, os EUA, com 16,0% do total. Quanto aos motores para embarcações, as vendas para a União Européia ocupam a primeira posição (46,0%), ficando a América Latina em 2º lugar, com 40,0%.

Valor de exportação – Aviões

Valor de exportação - Automóveis




Valor de exportação – Veículos de carga

Valor de exportação - Ônibus



DEMAIS GRUPOS DE PRODUTOS – Dentro dos demais grupos de produtos, merecem destaque, pelo crescimento das vendas de 1999, em relação a 1998, as exportações de móveis e de frutas. O setor moveleiro experimentou aumento de 13%, refletindo investimento em marketing e na melhoria de qualidade do produto, tendo como principais mercados a União Européia (45% do total e aumento de 7,6% sobre 1998), Estados Unidos (25% e crescimento de 38,4%) e Aladi (24% e 6,7% de aumento). A ampliação das exportações de móveis reveste-se de especial interesse para as economias regionais, por se tratar de indústria caracteristicamente intensiva em mão-de-obra. No tocante a frutas, houve aumento das exportações para um total de US$ 324 milhões, 10,6% acima de 1998. Em volume, o aumento foi de 33,5%, sendo que, particularmente para maçã, uva, laranja e mamão, as exportações mais que duplicaram (103,5%), ao totalizar 184,3 mil toneladas, em 1999, ante 90,5 mil toneladas, em 1998. Este resultado é duplamente positivo, pois, além de mostrar o potencial da fruticultura nacional, destaca a qualidade do produto, uma vez que o principal comprador foi o exigente mercado da União Européia, que respondeu por mais de 85% das compras desses quatro produtos.

II.2 – MERCADOS COMPRADORES

Por mercados de destino, pode-se verificar que a recuperação das exportações em agosto/dezembro-1999, sobre equivalentes meses de 1998, decorreu da ampliação das vendas para importantes mercados compradores, como os Estados Unidos (+21,6%, ante 1,8% em janeiro/julho-99/98), Ásia (+14,0% contra –5,3%), países da Aladi, exceto Mercosul (+14,4% e –34,3%), Europa Oriental (+78,5% e –26,8%) e União Européia (+0,2% e –11,4%). É de se assinalar que, embora tenham-se mantido decrescentes nos dois períodos comparativos, as vendas para o Mercosul, em agosto/dezembro-99/98, registraram taxa negativa bem menor (-13,5%) do que a verificada em janeiro/julho-99/98 (-30,4%).


Exportação Brasileira por Principais Blocos Econômicos

Comparativo Jan/Jul-1999/98 e Ago/Dez-1999/98 – US$ milhões FOB



Exportação Brasileira – Principais Blocos Econômicos e Países

Janeiro/Dezembro-1999/98 – US$ milhões FOB


Os mais expressivos desempenhos nas exportações brasileiras, em 1999, foram registrados nas vendas destinadas aos Estados Unidos, Ásia e Europa Oriental, com destaque para a excelente taxa de crescimento de 9,5% para o mercado norte-americano e a importante recuperação apresentada nas vendas para a Ásia, que mostraram elevação de 2,1% em 1999, em contraposição ao decréscimo de 27,4% verificado em 1998. As vendas para a Europa Oriental também saíram de um resultado negativo em 1998 (-11,4%) para uma taxa positiva de 1,0%, em 1999.
Para os EUA, que, mais uma vez, figuram como principal mercado de destino das exportações brasileiras, as vendas passaram de US$ 9.747 milhões para US$ 10.675 milhões (+9,5%). A ampliação abrangeu tanto as vendas de produtos industrializados (manufaturados, +10,3%; semimanufaturados, +6,3%), como de básicos (+13,4%). Houve crescimento de receita principalmente nas exportações de aviões (US$ 1.160 milhões, +39,3%), semimanufaturados de ferro e aço (US$ 514milhões, +28,9%), autopeças (US$ 495 milhões, +20,3%), café em grão (US$ 469 milhões, +27,5%), celulose (US$ 326 milhões, +17,6%) e pneumáticos (US$ 218 milhões, +35,4%). Não obstante esses bons resultados, registre-se o recuo havido nas vendas de produtos siderúrgicos, como os laminados planos de ferro e aço (US$ 158 milhões, -39,5%) e ferro fundido em bruto (US$ 252 milhões, -25,7%), além do declínio das exportações de açúcar em bruto (US$ 46 milhões, -60,5%) e calçados (US$ 887 milhões, -3,8%).
Como observado, houve forte recuperação de vendas para o bloco asiático (+2,1% em 1999, contra -27,4% em 1998), com destaque para a elevação de ganhos nas vendas para a Coréia do Sul (+34,5%), Tailândia (+29,7%), Índia (+116,6%), Cingapura (+37,4%) e Hong Kong (+8,6%). As exportações de produtos industrializados para a região mostraram significativa recuperação, com expansão de 12,6% para os manufaturados e de 15,7% para os semimanufaturados, contrabalançando as perdas nas exportações desses produtos para a ALADI. As exportações de produtos básicos acusaram decréscimo de 11,9%, principalmente em virtude da queda nas vendas de soja (grão e farelo), minério de ferro, café em grão e carne suína. No geral apresentaram expressiva elevação de receita as vendas de alumínio em bruto (US$ 435 milhões, +63,0%), celulose (US$ 357 milhões, +22,1%), carne de frango (US$ 266milhões, +29,5%), açúcar refinado (US$ 161 milhões, +29,0%), laminados planos (US$ 135 milhões, +41,5%) e carne bovina “in natura” (US$ 37 milhões, +253,3%). Para o Japão, principal parceiro do bloco, as exportações atingiram valor de US$ 2.193 milhões ficando ligeiramente inferiores ao nível de 1998 (US$ 2.205 milhões). Contudo, alguns produtos mostraram expressivas taxas de crescimento como o alumínio em bruto (+33,9%), carne de frango (+25,2%) e celulose (+10,5%). Caíram em 25,3% as exportações para a China (de US$ 905 milhões para US$ 676 milhões), com forte recuo das receitas obtidas nas vendas de soja (grão, farelo e óleo).
Por sua vez, as exportações para a Europa Oriental expandiram-se em 1,0%, principalmente pelo aumento das vendas para a Rússia, que evoluíram para US$ 746 milhões (+15,3%). Com efeito, o país foi o principal mercado para as exportações brasileiras de açúcar em bruto, para onde o valor exportado alcançou US$ 596 milhões (mais de 50% do total das receitas de exportação do produto no ano). Entre os principais produtos exportados para o bloco incluíram-se o açúcar em bruto (US$ 649 milhões, +47,4%), café solúvel (US$ 94 milhões, -9,7%), fumo em folhas (US$ 65 milhões, +123,1%), farelo de soja (US$ 61 milhões, +0,2%), minério de ferro (US$ 44 milhões, -49,7%) e aviões (US$ 35 milhões, e sem registro em 1998). As exportações de cigarros para o bloco recuaram de US$ 119 milhões para US$ 6 milhões, o que impediu a ocorrência de uma taxa de crescimento ainda mais positiva.

Refletindo a retração econômica da região em 1999, as exportações para a ALADI consignaram decréscimo de 21,3%, passando de US$ 13.327 milhões para US$ 10.494 milhões. Para o Mercosul, o declínio foi de 23,7%, atingindo mais expressivamente as vendas de manufaturados (-23,5%), principalmente os ligados ao setor automotivo, como autopeças (US$ 386 milhões, -35,4%), automóveis de passageiros (US$ 369 milhões, -48,5%), veículos de carga (US$ 319 milhões, -50,5%), motores para veículos (US$ 170 milhões, -38,2%) e tratores (US$ 64 milhões, -61,2%). Evidencie-se, contudo, o aumento das exportações de aparelhos transmissores e receptores (US$ 186 milhões, +67,0%), bens de informática (US$ 163 milhões, +79,0%), e calçados (US$ 127 milhões, +16,8%). Quanto aos demais países da ALADI (queda de 16,5%), as variações negativas, além de itens do setor automotivo (no caso, chassis, ônibus, autopeças e veículos de carga), atingiram, também, com bastante força, as exportações de siderúrgicos, como tubos de ferro e aço (-65,4%), laminados planos (-29,3%) e semimanufaturados de ferro e aço (-59,4%). As vendas caíram para todos os três parceiros do Mercosul: Argentina (-20,5%), Paraguai (-40,4%) e Uruguai (-24,0%); bem como para os principais parceiros do grupamento dos demais países da Aladi: Chile (-12,5%), Venezuela (-3,9%) e Bolívia (-34,5%). A exceção coube ao México, para onde as receitas cresceram 6,6%.


Para a União Européia, as vendas decresceram 6,9%, com recuo de 9,7% nos produtos básicos e 12,7% nos semimanufaturados. O resultado dos básicos espelhou o grande declínio nas exportações de soja (em grão e farelo) e minério de ferro; enquanto que para os semimanufaturados a redução expressou a queda nas vendas de alumínio em bruto e semimanufaturados de ferro e aço. Embora também negativa, a receita dos manufaturados apresentou redução bem menos acentuada (-1,6%), graças, principalmente, à ampliação das vendas de aviões, que passaram de US$ 179 milhões para US$ 420 milhões (+134,3%) e motores para veículos (de US$ 305 milhões para US$ 373 milhões, +22,1%). Entre os principais parceiros do bloco, destaque-se o crescimento das exportações para as economias do Reino Unido (+7,3%) e Espanha (+10,7%).
No ano de 1999, mostraram-se ainda em queda as exportações para a África e Oriente Médio. Para a África, a retração foi de 19,1% e refletiu o recuo nas vendas para Egito (-23,8%, principalmente açúcar em bruto, minério de ferro e óleo de soja), Nigéria (-30,8%, açúcar refinado, papel e veículos de carga ) e Marrocos (-36,8%, açúcar em bruto, óleo de soja e automóveis). O declínio das exportações de açúcar para o bloco africano foi bastante acentuado e correspondeu a perda de aproximadamente US$ 147 milhões em receita. Para o Oriente Médio, a queda foi de 7,3%, muito embora tenha havido crescimento para os dois parceiros mais importantes do bloco; Irã (+0,4%, principalmente açúcar refinado, soja em grão e carne de frango) e Arábia Saudita (+6,9%, carne de frango, minério de ferro e barras e chapas de alumínio e carne bovina). Declinaram as vendas sobretudo para Emirados Árabes (-12,6%), Líbano (-30,3%) e Jordânia (-75,9%). No geral, a queda nas receitas para a região foi ocasionada, em grande parte, pelo decréscimo nas exportações de óleo de soja em bruto (US$ 342 milhões, -10,9%), açúcar em bruto (US$ 132 milhões, -20,1%), açúcar refinado (US$ 125 milhões, -25,3%) e café em grão (US$ 56 milhões, -44,0%).

III – IMPORTAÇÃO



III.1 – IMPORTAÇÕES POR CATEGORIAS DE USO

Importação Brasileira por Categorias de Uso

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