Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior



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Janeiro/Dezembro-1999/1998 - US$ milhões FOB


A queda de 14,8% das importações brasileiras em 1999 alcançou, à exceção do segmento de combustíveis e lubrificantes, todas as categorias. O maior declínio observou-se nas aquisições de bens de consumo, com recuo de 31,3%, o que, em divisas, correspondeu a uma queda de US$ 3.356 milhões. Vale recordar que as compras desse grupamento vêm, em muitos casos, sendo substituídas pela produção interna, seja por força do encarecimento de seus itens diante da mudança cambial ocorrida em janeiro, seja pela maior capacidade industrial interna, expandida pelos investimentos setoriais realizados no ano.

As compras de bens de consumo duráveis registraram decréscimo de 39,3% (de US$ 5.242 milhões para US$ 3.182 milhões), espelhando, em larga medida, a queda nas aquisições de veículos automóveis, que passaram de US$ 2.677 milhões para US$ 1.214 milhões. No tocante aos não-duráveis, o declínio foi de 23,7% e abrangeu os produtos alimentícios (-34,1%, de US$ 2.514 milhões para US$ 1.656 milhões), vestuário e confecções (-44,5%, de US$ 353 milhões para US$ 196 milhões), bebidas e tabaco (-40,1%, de US$ 289 milhões para US$ 173 milhões) e produtos de toucador (-12,3%, de US$ 260 milhões para US$ 228 milhões). As compras de produtos farmacêuticos apresentaram elevação de 19,3% (de US$ 997 milhões para US$ 1.189 milhões), espelhando aquisições feitas pelo governo na área de saúde, especialmente.
O ano de 1999 marcou ainda a redução nas compras do segmento de bens de capital (-15,8%, de US$ 16.098 milhões para US$ 13.555 milhões) e de matérias primas e produtos intermediários (-10,3%, de US$ 26.813 milhões para US$ 24.042 milhões). No primeiro caso, as reduções atingiram as compras de maquinaria industrial (-13,8%), equipamento móvel de transporte (-30,8%), máquinas para escritório (-18,2%) e partes e peças para bens de capital para indústria (-9,5%). No segundo, decresceram principalmente as importações de produtos agropecuários não-alimentícios (-22,4%) e de produtos alimentícios primários (-24,1%).
Finalmente, as compras de combustíveis e lubrificantes, única categoria a apresentar crescimento, subiram de US$ 4.107 milhões para US$ 4.257 milhões (+3,7%). As importações de petróleo, não obstante o significativo aumento de preços (+33,2%, em média, em relação a 1998), registraram acréscimo de apenas 10,4% (mais US$ 204 milhões em valor). O resultado está, de fato, associado ao decréscimo de 17,1%, nas quantidades importadas. No subitem “demais combustíveis”, registre-se os menores gastos com as compras de carvão, que passaram de US$ 633 milhões para US$ 529 milhões (-16,4%), matéria-prima para o setor siderúrgico.

III.2 - MERCADOS FORNECEDORES - 1999

Em 1999, o decréscimo de 14,8% nas importações brasileiras abrangeu todos os demais blocos econômicos, à exceção da África. As aquisições da ALADI apresentaram declínio de 23,6%, passando de US$ 12.357 milhões para US$ 9.444 milhões. Retraíram-se em 28,7% as compras feitas ao Mercosul, refletindo, principalmente, a queda das importações da Argentina (-27,6%), sobretudo em itens do setor automotivo, como automóveis de passageiros (-60,9%, de US$ 1.529 milhões para US$ 599 milhões), veículos de carga (-46,8%, de US$ 722 milhões para US$ 384 milhões) e autopeças (-12,3%, de US$ 254 milhões para US$ 223 milhões), além do petróleo (-18,1%, de US$ 484 milhões para US$ 396 milhões). Por outro lado, aumentaram com a Argentina os gastos nas importações de trigo (+7,1%), leite e derivados (+28,6%), motores de pistão (+4,1%)e de nafta (+23,9%). As importações do Paraguai e Uruguai caíram, respectivamente, 25,5% e 37,9%. No tocante aos demais países da Aladi (Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela), as compras recuaram 7,1%, principalmente, do Chile e México. Vale ressaltar o acréscimo nas importações da Venezuela, que passaram de US$ 756 milhões para US$ 974 milhões (+28,8%), com as compras de óleos combustíveis evoluindo de US$ 145 milhões para US$ 289 milhões.


As importações dos EUA, principal país fornecedor (24,1% do total em 1999), apresentaram decréscimo de 13,3%, passando de US$ 13.512 milhões para US$ 11.727 milhões. As principais reduções foram observadas nas aquisições de máquinas para processamentos de dados (-15,5%, de US$ 574 milhões para US$ 487 milhões), instrumentos de medida e verificação (-20,3%, de US$ 389 milhões para US$ 310 milhões), compostos heterocíclicos (-20,2%, de US$ 309 milhões para US$ 247 milhões) e aparelhos transmissores e receptores (-6,1%, de US$ 752 milhões para US$ 706 milhões). Em contraposição, ressalte-se a elevação nas compras de turborreatores (+20,6%, de US$ 431 milhões para US$ 519 milhões), circuitos integrados (+55,0%, de US$ 317 milhões para US$ 490 milhões), medicamentos para medicina humana (+51,0%, de US$ 232 milhões para US$ 351 milhões), motores/ geradores/transformadores (+41,4%, de US$ 214 milhões para US$ 303 milhões) e de aparelhos elétricos para telefonia (+33,0%, de US$ 207 milhões para US$ 275 milhões)
Com a União Européia, principal fornecedor ao Brasil em termos de blocos econômicos (30,5% da pauta, em 1999), o dispêndio de divisas decresceu 11,0%, passando de US$ 16.847 milhões para US$ 14.987 milhões. Em temos absolutos, os maiores recuos ocorreram nas compras da Itália (-US$ 632 milhões, de US$ 3.232 milhões para US$ 2.600 milhões, principalmente motores de pistão, autopeças, óleos combustíveis, máquinas para moldar borracha, máquinas para empacotar/encher/fechar mercadorias e bombas e compressores), Alemanha (-US$ 523 milhões, de US$ 5.236 milhões para US$ 4.713 milhões, principalmente veículos automóveis, instrumentos de medida e verificação, rolamentos e bombas e compressores), e Reino Unido (-US$ 267 milhões, de US$ 1.489 milhões para US$ 1.222 milhões, principalmente compostos heterocíclicos, autopeças e motores de pistão).
Declinaram de US$ 7.885 milhões para US$ 6.475 milhões as compras da Ásia. O maior recuo deu-se nas compras do Japão (-21,4, de US$ 3.277 milhões para US$ 2.576 milhões) com expressivo declínio nas importações de veículos automóveis, circuitos integrados, rolamentos e aparelhos elétricos para telefonia. Reduziram-se, também, os gastos com as importações da China (-16,3%, de US$ 1.034 milhões para US$ 865 milhões), com destaque para brinquedos (-31,49%), coques de hulha (-60,1%), máquinas de processamento de dados (-25,2%) e calçados (-56,9%). Foram observadas, ainda, expressivas quedas nas importações da Malásia (-29,8%, de US$ 439 milhões para US$ 308 milhões), Tailândia (-28,2%, de US$ 202 milhões para US$ 145 milhões), Taiwan (-22,7% de US$ 699 milhões para US$ 540 milhões) e Hong Kong (-24,1%, US$ 370 milhões para US$ 281 milhões).
O ano registrou, ainda, redução nas compras brasileiras da Europa Oriental e Oriente Médio. Da Europa Oriental, as importações decresceram 12,3% (de US$ 803 milhões para US$ 704 milhões), principalmente da Polônia (-30,4%, US$ 112 milhões para US$ 78 milhões). Do Oriente Médio, o recuo foi de 13,4% (de US$ 1.245 milhões para US$ 1.078 milhões), sobretudo de Israel (-18,9%) e Arábia Saudita (-15,4%).
As compras do bloco africano foram as únicas a apresentar crescimento em 1999, subindo de US$ 1.819 milhões para US$ 2.222 milhões (+22,2%). As importações de petróleo da região variaram positivamente em 33,1% (US$ 812 milhões contra US$ 610 milhões em 1998). Houve elevação das aquisições da Argélia (de US$ 624 milhões para US$ 987 milhões) e Nigéria (de US$ 612 milhões para US$ 738 milhões) sobretudo petróleo e derivados de ambos os mercados.
Exportação por Fator Agregado – Principais Produtos

J
ANEXOS
aneiro/Dezembro-1999/1998 – US$ milhões FOB



Exportação Brasileira – Principais Blocos Econômicos e Países

Janeiro/Dezembro-1999/98 – US$ milhões FOB



Importação por Categorias de Uso – Principais Grupos de Produtos

Janeiro-Dezembro-1999/98 – US$ milhões FOB



Importação Brasileira – Principais Blocos Econômicos e Países

Janeiro/Dezembro-1999/98 – US$ milhões FOB



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