Ministério do trabalho fundacentro fundaçÃo jorge duprat figueiredo de segurança e medicina do trabalho



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RECOMENDAÇÕES, SELEÇÃO E USO DE RESPIRADORES



PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA


R


MINISTÉRIO DO TRABALHO

FUNDACENTRO

FUNDAÇÃO JORGE DUPRAT FIGUEIREDO

DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO
ecomendações,
Seleção e uso de respiradores

COORDENADOR TÉCNICO:

MAURÍCIO TORLONI*

EQUIPE TÉCNICA:

EDUARDO ALGRANTI

ANTONIO VLADIMIR VIEIRA

DELCIR JOSÉ PACÍFICO MENDES

*Consultor contratado pelo Ministério do Trabalho com recursos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

CATALOGAÇÃO NA FONTE: DB/FUNDACENTRO

T
T637p


orloni, Maurício

Programa de proteção respiratória: recomendações, seleção e uso de respiradores/coordenação de Maurício Torloni; (colaboração de) Eduardo Algranti, (et. al.) São Paulo: FUNDACENTRO, 1994.

44 p.

Publicação baseada na “ANSI Z88.2-1992 - American National Standard for Respiratory Protection” e no “Code Federal Regulations, Title 29 1910.1001.”



1. Proteção respiratória - Programa 2. Proteção respiratória - Normas e recomendações I. Algranti, Eduardo II. Vieira, Antonio Vladimir III. Mendes, Delcir José Pacífico IV. Título

CDU 614.894 (083.96) CIS Ti Zua



ÍNDICES PARA O CATÁLOGO SISTEMÁTICO

1. Proteção respiratória - Programa 614.894(083.96)*

Ti Zua**

2. Proteção respiratória - Normas e recomendações 614.894(083.74) : (083.12)*

Ti Zah Vymc**

3. Programa - Proteção respiratória (083.96)614.894*

Zua Ti**

4. Normas e recomendações - Proteção respiratória (083.74) : (083.12)614.894*

Zah Vymc Ti**

5. Recomendações e normas - Proteção respiratória (083.12) : (083.74)614.894*

Vymc Zah Ti**

* Classificação Universal Decimal

** Classificação do Centre International d’informations de Sécurité et d’Hygiene do Travail”.

APRESENTAÇÃO

Esta publicação divulga práticas aceitáveis para usuários de respiradores; fornece informações e orientação sobre o modo apropriado de selecionar, usar e cuidar dos respiradores, além de conter os requisitos para o estabelecimento e melhoria de um PROGRAMA DE Proteção Respiratória. As recomendações abrangem o uso de equipamento de proteção respiratória cuja finalidade, é a de dar proteção contra a inalação de contaminantes nocivos do ar e contra a deficiência de oxigênio na atmosfera do ambiente de trabalho.

O conteúdo dos Anexos procura auxiliar a compreensão do texto principal e dar informações pormenorizadas de como cumprir alguns dos requisitos recomendados num programa de proteção respiratória. No ANEXO 7 apresentamos a I.N. Nº 1 de 11/04/1994 que torna obrigatório as recomendações contidas nesta publicação.

Esta publicação é baseada na ANSl Z88.2-1992 - AMERICAN NATIONAL STANDARD FOR RESPIRATORY PROTECTION e no CODE FEDERAL REGULATIONS, TITLE 29 1910.1001 Apendix C - Qualitative and Quantitative Fit Testing Procedures- Mandatory.



AGRADECIMENTOS

Agradecemos a colaboração dos membros da Comissão de Proteção Respiratória indicada pela SSST do MTb.

LUIS CARLOS E. OSÓRIO - SSST/MTb

CARLOS APARÍCIO CLEMENTE - FORÇA SINDICAL

LUIS ANTONIO VALENTE - DIESAT

ANÍSIO MAGALHÃES FERREIRA - SESI

SIDINEO WALTER T. RIOS - ANIMASEG

SUMÁRIO

1. RECOMENDAÇÕES PARA Implantação DE UM PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA, SELEÇÃO E


USO DE RESPIRADORES 7

1.1. Objetivo 7

1.2. Práticas permitidas 7

1.3. Responsabilidade do empregador 7

1.4. Responsabilidade do empregado 7

1.5. Programa mínimo aceitável de uso de respiradores 8

2. ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA DE USO DE RESPIRADORES PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA 9

2.1. Introdução 9

2.2. Qualificações 10

2.3. Responsabilidades 10

3. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS ESCRITOS 10

3.1. Procedimentos operacionais para o uso rotineiro de respiradores 11

3.2. Procedimentos operacionais para o uso em situações de emergência e de salvamento 11

4. SELEÇÃO, LIMITAÇÕES E USO DE RESPIRADORES 11

4.1. Fatores que influem na seleção de um respirador 11

4.2. Seleção de respiradores para uso rotineiro 12

4.3. Seleção de respiradores para uso em atmosfera IPVS, espaços confinados ou
atmosferas com pressão reduzida 13

4.4. Operações de jateamento 15

5. OUTROS FATORES QUE AFETAM A SELEÇÃO DE UM RESPIRADOR 15

5.1. Pêlos faciais 15

5.2. Necessidade de comunicação 15

5.3. Visão 15

5.4. Problemas de vedação dos respiradores 15

5.5. Uso de respiradores em baixas temperaturas 15

5.6. Uso de respiradores em altas temperaturas 16

6. TREINAMENTO 16

6.1. Treinamento para empregados 16

6.2. Freqüência do treinamento 17

6.3. Registros 17

7. ENSAIO DE VEDAÇÃO 17

7.1. Critérios aceitáveis 17

7.2. Problemas de vedação e alternativas 18

7.3. Considerações sobre o ensaio de vedação 18

7.4. Registros do ensaio de vedação 18

8. MANUTENÇÃO, INSPEÇÃO E GUARDA 19

8.1. Limpeza e higienização 19

8.2. Inspeção 19

8.3. Substituição de partes e reparos 19

8.4. Guarda 19

8.5. Qualidade do ar para as máscaras autônomas e os respiradores de linha de ar comprimido 19

ANEXO 1 - DEFINIÇÕES 23

ANEXO 2 - MONITORAMENTO DOS RISCOS RESPIRATÓRIOS 25

ANEXO 3 - SUGESTÕES DE PROCEDIMENTOS PARA LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DE RESPIRADORES 26

ANEXO 4 - RECOMENDAÇÕES PARA "VERIFICAÇÃO DA VEDAÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO 27

ANEXO 5 - PROCEDIMENTOS PARA REALIZAÇÃO DOS "ENSAIOS DE VEDAÇÃO” QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS 28

I - Ensaio qualitativo com vapor de Acetato de Isoamila (óleo de banana) 28

II - Ensaio qualitativo com aerossol de solução de Sacarina 31

III - Ensaio qualitativo com fumos irritantes 33

IV - Procedimento para ensaio quantitativo de vedação 34

ANEXO 6 - AVALIAÇÃO MÉDICA DE TRABALHADORES CANDIDATOS À UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS INDIVIDUAIS DE


PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA 37

ANEXO 7 - INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1 DE 11 DE ABRIL DE 1994 38



1. RECOMENDAÇÕES PARA IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA, SELEÇÃO E USO DE RESPIRADORES.

1.1. OBJETIVO

Apresentar recomendações para a elaboração, implantação e administração de um programa de como selecionar e usar corretamente os equipamentos de proteção respiratória.

No ANEXO 1 estão definidos os termos técnicos utilizados.

1.2. PRÁTICAS PERMITIDAS

No controle das doenças ocupacionais provocadas pela inalação de ar contaminado com poeiras, fumos, névoas, fumaças, gases e vapores, o objetivo principal deve ser minimizar a contaminação do local de trabaIho. Isto deve ser alcançado, tanto quanto possível pelas medidas de controle coletivo (por exemplo: enclausuramento, confinamento da operação, ventilação local ou geral, ou substituição de substancias por outras menos tóxicas). Quando estas medidas de controle não são viáveis, ou enquanto estão sendo implantadas ou avaliadas, devem ser usados respiradores apropriados em conformidade com os requisitos apresentados a seguir.



1.3. RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR

1.3.1. Fornecer o respirador, quando necessário, para proteger a saúde do trabalhador

1.3.2. Fornecer o respirador conveniente e apropriado para o fim desejado.

1.3.3. Ser responsável pelo estabelecimento e manutenção de um programa de uso de respiradores para proteção respiratória, cujo conteúdo mínimo está no item 2

1.3.4. Permitir ao empregado que usa o respirador deixar a área de risco por qualquer motivo relacionado com o seu uso. Essas razões podem incluir, mas não se limitam as seguintes:

  1. falha do respirador que altere a proteção proporcionada pelo mesmo;

  2. mau funcionamento do respirador;

  3. detecção de penetração de ar contaminado dentro do respirador;

  4. aumento da resistência à respiração;

  5. grande desconforto devido ao uso do respirador;

  6. mal estar sentido peIo usuário do respirador, tais como náusea, fraqueza, tosse, espirro, dificuldade para respirar, calafrio, tontura, vômito, febre;

  7. lavar o rosto e a peça facial do respirador, sempre que necessário, para diminuir a irritação da pele;

  8. trocar o filtro ou outros componentes, sempre que necessário;

  1. descanso periódico em área não contaminada.

1.3.5. Investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar providências para saná-la. Se o defeito for de fabricação, o empregador deverá comunicá-lo ao fabricante e a SSST (Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho).

1.4. RESPONSABILIDADES DO EMPREGADO

1.4.1. Usar o respirador fornecido de acordo com as instruções e treinamento recebidos.

1.4.2. Guardar o respirador, quando não estiver em uso, de modo conveniente para que não se danifique ou deforme.

1.4.3. Se observar que o respirador não está funcionando bem, deverá deixar imediatamente a área contaminada e comunicar o defeito à pessoa responsável indicada pelo empregador nos "Procedimentos operacionais escritos" (ver item 3).

1.4.4. Comunicar à pessoa responsável qualquer alteração do seu estado de saúde que possa influir na sua capacidade de usar o respirador de modo seguro.

1.5. PROGRAMA MÍNIMO ACEITÁVEL DE USO DE RESPIRADORES

1.5.1. Administração do programa

O empregador deve atribuir a uma só pessoa a responsabilidade e autoridade pelo programa de uso de respiradores. Essa pessoa deve possuir conhecimentos de proteção respiratória suficientes para administrar de modo apropriado o programa. A responsabilidade do administrador pelo programa inclui o monitoramento dos riscos respiratórios, a atualização dos registros e a realização das auditorias (ver item 2.3)



1.5.2. Procedimentos operacionais escritos

Em toda empresa onde os respiradores forem necessários devem existir procedimentos operacionais escritos cobrindo o programa completo de uso de respiradores. Além de existir, esses procedimentos devem estar sendo cumpridos.



1.5.3. Limitações fisiológicas e psicológicas dos usuários de respiradores

Cabe a um médico determinar se uma pessoa tem ou não condições médicas de usar um respirador. O conteúdo e a freqüência desse exame médico estão especificados no Anexo 6. Com a finalidade de auxiliar o médico na sua avaliação, o administrador do programa deve informá-lo sobre:



  1. tipo de respiradores para uso rotineiro e de emergências;

  2. atividades típicas no trabalho; condições ambientais, freqüência e duração da atividade que exige o uso do respirador;

  3. substâncias contra as quais o respirador deve ser usado, incluindo a exposição provável a uma atmosfera com deficiência de oxigênio.

1.5.4. A seleção do tipo(s) de respirador(es) deve ser feita, considerando-se:

  1. a natureza da operação ou processo perigoso;

  2. o tipo de risco respiratório (incluindo as propriedades físicas, deficiência de oxigênio, efeitos fisiológicos sobre o organismo, concentração do material tóxico, ou nível de radioatividade, limites de exposição estabelecidos para os materiais tóxicos, concentração permitida para o aerossol radioativo, e a concentração IPVS estabelecida para o material tóxico);

  3. a localização da área de risco em relação à área mais próxima que possui ar respirável;

  4. o tempo durante o qual o respirador deve ser usado;

  5. as atividades que os trabalhadores desenvolvem na área de risco;

  6. as características e as limitações dos vários tipos de respirador;

  7. o Fator de Proteção Atribuído para os diversos tipos de respirador conforme tabela 1.

TABELA 1

FATORES DE PROTEÇÃO ATRIBUÍDOS


TIPO DE COBERTURA DAS VIAS RESPIRATÓRIAS






TIPO DE RESPIRADOR







PEÇA SEMI-FACIAL (a)

PEÇA FACIAL INTEIRA

PURIFICADOR DE AR

10

100

DE ADUÇÃO DE AR:







  • MÁSCARA AUTÔNOMA (b) (DEMANDA)

10

100

  • LINHA DE AR COMPRIMIDO (DEMANDA)

10

100




TIPO DE COBERTURA DAS VIAS RESPIRATÓRIAS

TIPO DE RESPIRADOR

PEÇA SEMI-
FACIAL


PEÇA FACIAL INTEIRA

CAPUZ CAPACETE

SEM VEDAÇÃO FACIAL (e)

PURIFICADOR DE AR MOTORIZADO

50

1000(c)

1000

25

DE ADUÇÃO DE AR:













LINHA DE AR COMPRIMIDO













  • DE DEMANDA COM PRESSÃO POSITIVA

50

1000

=

=

  • FLUXO CONTÍNUO

50

1000

1000

25

MÁSCARA AUTÔNOMA (CIRCUITO ABERTO OU FECHADO)













  • DE DEMANDA COM PRESSÃO POSITIVA

=

(d)

=

=

Observações sobre a Tabela 1:

  1. Inclui a peça quarto facial, a peça semifacial filtrante e as peças semi-faciais de elastômeros

  2. A máscara autônoma de demanda não deve ser usada para situações de emergência, como de incêndios.

  3. Os Fatores de Proteção apresentados são de respiradores com filtros P3 ou sorbentes (cartuchos químicos pequenos ou grandes). Com filtros classe P2, deve-se usar Fator de Proteção Atribuído 100, devido as limitações do filtro.

  4. Embora os respiradores de pressão positiva sejam considerados os que proporcionam maior nível de proteção, alguns estudos que simulam as condições de trabalho concluíram que nem todos os usuários alcançaram o Fator de Proteção 10.000. Com base nesses dados, embora limitados, não se pode adotar um Fator de Proteção atribuído de 10.000 para esse tipo de respirador. Para planejamento de situações de emergência, onde as concentrações dos contaminantes possam ser estimadas, deve-se usar um Fator de Proteção Atribuído não maior que 10.000.

  5. Ver definição no Anexo 1.

NOTA: O Fator de Proteção Atribuído não é aplicável para respiradores de fuga. Para combinação de respiradores, como por exemplo, respirador de linha de ar comprimido equipado com um filtro purificador de ar, o Fator de Proteção a ser utilizado é o do respirador que está em uso.

1.5.5. Treinamento

Cada usuário de respirador deve receber treinamento (e reciclagem), que deve incluir explanação e discussão sobre:



  1. o risco respiratório e o efeito sobre o organismo humano s e o respirador não for usado de modo correto;

  2. as medidas de controle coletivo e administrativo que estão sendo adotadas e a necessidade do uso de respiradores para proporcionar a proteção adequada;

  3. as razões que levaram a seleção de um tipo particular de respirador;

  4. o funcionamento, as características e limitações do respirador selecionado;

  5. o modo de colocar o respirador e de verificar se ele está colocado corretamente no rosto;

  6. o modo correto de usar o respirador durante a realização do trabalho;

  7. os cuidados de manutenção, inspeção e guarda quando não estiver em uso;

  8. o reconhecimento de situações de emergência e como enfrentá-las;

  9. as exigências legais sobre o uso de respiradores para certas substâncias (ver anexo 7).

1.5.6. Ensaio de vedação

Antes de ser fornecido um respirador para uma pessoa, ela deve ser submetida ao teste de vedação para verificar se aquele respirador proporciona boa vedação no seu rosto (ver item 7). Após este teste preliminar, toda vez que for colocar ou ajustar o respirador no rosto, ela deve fazer a verificação da vedação (ver ANEXO 4).



1.5.7. Manutenção, inspeção e guarda

A manutenção deve ser realizada de acordo com as instruções do fabricante e obedecendo um procedimento que garante a cada usuário um respirador limpo, higienizado e em boas condições de uso. O usuário deve examinar o respirador antes de colocá-lo, para verificar-se está em boas condições de uso. O respirador deve ser guardado em local conveniente, limpo e higiênico (ver item 8).



1.5.8. Respiradores de fuga

Onde for distribuído respirador de fuga devido a riscos potenciais em uma emergência, os usuários dessa área de risco devem ser treinados no seu uso. As pessoas que não realizam tarefas nessa área, ou os visitantes, devem receber instruções breves sobre o seu uso. Para estas pessoas, não é obrigatório o treinamento detalhado e o exame médico para verificar sua compatibilidade com o respirador.



2. ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA DE USO DE RESPIRADORES PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

2.1. INTRODUÇÃO

A responsabilidade e autoridade pelo programa de uso de respiradores para proteção respiratória devem ser atribuídas a uma só pessoa. É preferível que seja da área de Higiene Industrial da própria empresa, da Medicina do Trabalho ou do departamento de Engenharia de Segurança. Nas empresas onde essas áreas ou departamentos não existem, o administrador do programa pode ser uma pessoa qualificada responsável pela supervisão da fábrica.



2.2. QUALIFICAÇÕES

Para assumir as responsabilidades da administração do programa, a pessoa deve ter conhecimentos de proteção respiratória, bem como conhecer e estar atualizada no que se refere às publicações e aos regulamentos legais vigentes relativos.



2.3. RESPONSABILIDADES

As responsabilidades do administrador do programa devem incluir:



  1. medições, estimativas ou informaçõesatualizadas sobre a concentração do contaminante na área de trabalho, antes de ser feita a seleção do respirador, e periodicamente durante o uso de respiradores, com a finalidade de garantir que o respirador apropriado está sendo usado;

  2. seleção do tipo ou classe de respirador apropriado que proporcione proteção adequada para cada contaminante presente ou em potencial;

  3. manutenção de registros e procedimentos escritos de tal maneira, que o programa fique documentado e permita uma avaliação da sua eficácia;

  4. avaliação da eficácia do programa, através de uma auditoria.

O programa, por mais abrangente que seja, é de "pouco valor se não for mantido e executado conforme foi planejado. Portanto, além de ter acompanhado o seu desenvolvimento, ele deve ser avaliado periodicamente para verificar se:

  1. os procedimentos contidos no programa atendem os requisitos dos regulamentos legais vigentes aplicáveis e os padrões aceitáveis da indústria;

  2. o programa executado reflete os procedimentos operacionais escritos.

Para ser objetiva, a auditoria deve ser realizada por uma pessoa conhecedora do assunto, não ligada ao programa nem ao seu administrador. A lista de pontos a serem verificados deve ser preparada e atualizada quando necessário, e deve abranger as seguintes áreas:

  1. administração do programa;

  2. treinamento;

  3. avaliação médica;

  4. ensaios de vedação;

  5. amostragem do ar e classificação do risco;

  6. seleção e distribuição do respirador;

  7. uso;

  8. limpeza, manutenção e inspeção;

  9. fontes de ar respirável;

  10. guarda dos respiradores;

  11. prontidão para emergências;

  12. problemas especiais.

A avaliação médica, quando realizada, pode incluir ensaios biológicos conduzidos periodicamente para verificar se o usuário do respirador está sendo protegido adequadamente. Os requisitos de um programa de avaliação médica devem ser determinados por um médico de saúde ocupacional. As falhas ou deficiências detectadas durante a auditoria devem ser corrigidas. A situação encontrada durante a auditoria deve ser documentada, inclusive os planos para correção das falhas observadas, bem como os prazos para sua correção.

3. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS ESCRITOS

O empregador deve estabelecer procedimentos operacionais para o uso correto dos respiradores em situações de rotina e de emergência. Cópias destes procedimentos devem estar disponíveis para que os usuários as possam ler. O empregador deve ler e revisar estes procedimentos periodicamente ou quando necessário. Devem conter os seguintes elementos:


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