Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República Luiz Dulci



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Discurso de Posse

Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República Luiz Dulci
Data: 02.jan.2003

Boa tarde a todas as amigas e todos os amigos presentes.


Queria, em primeiro lugar, saudar o Ministro Euclides Scalco, que foi, como ele disse, meu companheiro na Câmara dos Deputados, há 20 anos. E não só companheiro de instituição, mas participamos, juntos, da campanha pelas Diretas Já, e de vários outros momentos, na luta pela redemocratização do país. Temos também amigos comuns em Minas e no Paraná, que é o Estado do Euclides Scalco. Um deles é o Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República, Gilberto Carvalho, paranaense da diáspora.
Quero saudar o Presidente Itamar Franco. Tenho a honra de conhecê-lo há 30 anos. Como estudante secundarista, integrei o comitê de campanha pela sua reeleição à Prefeitura de Juiz de Fora, há exatos 30 anos, em 1972. E sempre tivemos uma grande amizade. O Brasil e Minas Gerais devem muito ao Presidente Itamar. Espero que esta dívida aumente, porque ele continuará contribuindo com Minas e com o país.
Quero saudar os Ministros aqui presentes, que muito me honram. Ciro Gomes, Tarso Genro, meu amigo e companheiro de tantas lutas. Os textos que já escrevemos, de madrugada, para o PT, nesses 22 anos, não foram poucos, não é, Tarso? Bem, os demais Ministros que estiverem, peço desculpas por não citá-los nominalmente, porque alguns estão de pé, ao fundo.
Cumprimento o Prefeito Municipal de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, grande amigo. O ex-Prefeito Municipal de Belo Horizonte, Patrus Ananias, de quem eu tive honra de ser Secretário de Governo e que é, sem dúvida, a maior liderança da esquerda mineira. E que acaba de vir para a Câmara dos Deputados com uma votação inédita, em Minas, de 520 mil votos. Sem dúvida, Patrus dará uma contribuição inestimável ao PT, à Câmara e ao país.
Quero saudar minha filha, Tereza. Sua mãe, Márcia; meu irmão, Otávio; minha irmã, Tereza. Amigos e amigas. E familiares, no sentido amplo.
A Presidente Estadual do PT de Minas, Maria do Carmo Lara, que foi uma esplêndida Prefeita em Betim e tem conduzido o PT de Minas com sensibilidade e lucidez, e muita capacidade de comando, porque são muitos “marmanjos” a comandar. Ela comanda com serenidade, mas com pulso.
Os companheiros da Fundação Perseu Abramo, da União dos Trabalhadores do Ensino, o Sindicato de que fui um dos fundadores e primeiro Presidente.
Quero saudar, também, alguns estrangeiros que estão aqui presentes. Estrangeiros, mas não estranhos à nossa causa.
Tinha falado em Ministro, está lá o mestre Nilmário Miranda, Secretário de Direitos Humanos do Presidente e que fez uma bela campanha pelo nosso PT ao Governo de Minas. Campanha vitoriosa, moral e politicamente vitoriosa, ainda que não tenha sido eleitoralmente vitoriosa.
Cláudio Martini, que é Governador da Toscana, na Itália, presença que muito me honra.
Gianpiero Rasimelli, representando a região da Úmbria. Nenhuma das duas é a região de origem do meu avô, que era da Lombardia, mas, vale a metonímia da Itália. Fico feliz.
Vários companheiros sindicalistas, que estão aqui presentes.
Companheiros do Movimento Sem-Terra. Está aqui o Gilmar Mauro, meu amigo pessoal e companheiro de lutas.
Companheiros e companheiras de Movimentos de Mulheres. De Movimentos de Combate ao Racismo. Movimentos de base da Igreja Católica e de outras igrejas. Diferentes movimentos sociais.
Prefeitos, que estão aqui, na pessoa do Prefeito Elói Pietá, que foi meu companheiro de clandestinidade. Eu os saúdo a todos.
Senadores e Senadoras. Vou saudar os Senadores aqui presentes, na pessoa da minha amiga Fátima Cleide, Senadora por Rondônia, também do Movimento Sindical de Professores. As Senadoras da Amazônia vão ser uma grande novidade, nesse novo Senado. São várias, são boas de briga, e são boas, também, de companheirismo, de fraternidade.
A Senadora Ana Júlia, do Pará. Pará, onde eu tive o privilégio de morar, durante um período. Um dos Estados mais ricos, cultural e politicamente, do país.
Enfim, eu já me estiquei demais. Saúdo a todos, aqui. Há Deputados Federais de Minas e de vários estados. Há Vereadores de capitais.
Uma das coisas que me agradam, nessa posse, é que há pessoas de todos os Estados brasileiros. Porque as desigualdades devem ser combatidas e, se possível, abolidas, mas as diferenças devem ser valorizadas, e muito. Essa é uma das riquezas do Brasil. Estou citando, e mal, uma idéia de um dos fundadores do PT, que foi Sérgio Buarque de Holanda.
Bem, eu queria, agradecendo a presença de todos, dizer, em primeiro lugar, que para mim é uma grande honra, não sei se merecida, mas é uma grande honra assumir essa função, responder pela Secretaria-Geral da Presidência da República, por designação do Presidente Lula. Eu conheci o Presidente Lula antes do PT, ainda no movimento sindical, e me sinto, em certa medida, ainda sindicalista. Por isso, a presença de sindicalistas, aqui, me agrada muito. Estive, ao longo desses anos todos, de maneira mais ou menos visível (porque nem sempre mineiro contribui com alarde, mas sempre contribui) nesse processo. O Senador Eduardo Suplicy, de quem fui, também, colega na primeira bancada do PT, de 1982 a 1986, eu e ele ficamos num hotel durante 2 meses, e todo dia, de manhã cedo, às cinco, cinco e meia, no máximo 6 horas da manhã, ele batia na minha porta para que nós fizéssemos ginástica e natação. Era uma espécie de renda mínima física que ele julgava necessário para mim, porque eu era muito magrinho. Suplicy também muito me honra com a sua presença.
Acho que fizemos uma grande caminhada histórica, que não começou com o PT. O Presidente Lula, logo depois da vitória, falou dos mortos que vieram conosco, como se vivos estivessem. Para citar um poeta que é brasileiro, mas é nosso conterrâneo de Minas, “do lado esquerdo carrego os meus mortos, por isso ando meio de banda”. Os nossos mortos da esquerda, nesses anos todos, alguns na militância clandestina, outros não, pessoas que não tinham nem militância direta, mas que comungaram conosco nessa causa.
Então, nós estamos chegando, o Presidente Lula, a sua equipe, em nome de uma trajetória. As circunstâncias impõem realismo, serenidade, muito senso de realidade, mas em nome do projeto. Realismo, serenidade, senso de realidade são meios, são instrumentos. Austeridade também. Tudo isso é instrumento para que o projeto possa ser viabilizado. E o projeto é fazer o país voltar a crescer, distribuindo renda, gerando empregos, fazendo inclusão social, combatendo a discriminação racial, combatendo a discriminação de gênero, resgatando uma dívida histórica que o país tem para consigo mesmo, para com as comunidades indígenas, com os povos de origem africana e com tantos outros segmentos excluídos. É em nome desse projeto que nós estamos chegando, o Presidente Lula e sua equipe. O realismo político é instrumento, não é fim. O realismo econômico é instrumento, não é fim. O fim é aprofundar, e muito, a democracia econômica, social e política do Brasil. É isso que nós teremos que fazer, os que estamos a partir de agora no Governo e o que estão na sociedade.
O Presidente Lula fez uma redefinição de tarefas, e a Secretaria-Geral não terá as altas tarefas que teve nesse ultimo período, sob a liderança do Ministro Scalco, mas terá outras altas tarefas e a sua principal obrigação será articular a relação do Governo com a sociedade brasileira. O Presidente considera – e estou de pleno acordo – que é preciso haver, com os diferentes segmentos da sociedade civil brasileira – empresariado, movimento sindical, igrejas, juventude, intelectualidade, meio artístico, voluntariado, organizações não-governamentais e tantos outros – um trabalho de acompanhamento, de interlocução, cotidiano, sistemático, minucioso, da mesma forma que se faz com o Congresso Nacional. Porque nós vamos trabalhar com o conceito de governabilidade ampliada. A base no Congresso Nacional é fundamental, o apoio da maioria dos Senadores e Deputados é imprescindível e será buscado sob a coordenação da Casa Civil, do Ministro José Dirceu, cotidianamente. É imprescindível, mas não suficiente. Vou homenagear o Patrus, de novo, via São Tomás de Aquino: “é uma condição necessária, mas não suficiente”. Porque, para um Governo como o nosso, fazem parte da governabilidade os movimentos sociais, que são tão importantes quanto os partidos políticos e as bancadas parlamentares.
E não apenas os movimentos sociais ditos organizados, as entidades, as instituições sociais, mas, também, milhões de pessoas, neste país, que, pela dialética política, pela dialética moral da campanha de Lula, estão dispostas a contribuir para a transformação do país.
Indivíduos, pessoas avulsas, cidadãos e cidadãs que, às vezes, não pertencem a nenhuma organização política ou reivindicatória, mas que querem colaborar, querem participar, querem contribuir com essa cruzada, como disse o Presidente ontem, no seu discurso de posse.
E ele disse uma coisa muito importante: essas pessoas, que são milhões, terão que encontrar um canal de expressão no seu Governo. Isso tem que ser construído, porque as entidades que já existem são sujeitos coletivos, mas, para as pessoas individuais, nós teremos que construir múltiplos canais de participação.
Vivemos hoje em condições financeiras difíceis para o país. Não econômicas, porque a economia brasileira é muito pujante, a indústria, a agricultura, os serviços, mas as condições financeiras são difíceis.
O principal capital do Presidente Lula é o apoio da população. Ativo, não passivo. Não a população na platéia, a população como sujeito concreto, que o ajude a fazer as reformas, o ajude a fazer as transformações, como o ajudou a se eleger.
O apoio dos partidos políticos foi importantíssimo. A pluralidade do Governo traduz isso. Mas o apoio da sociedade, das pessoas comuns, da gente simples espalhada por este país, foi igualmente importante.
E é isso que o Presidente definiu como tarefa da Secretaria-Geral: uma articulação social setor por setor, minuciosa, cotidiana. Não só quando as crises acontecem, quando os problemas aparecem, mas sempre. Com cada segmento da sociedade civil brasileira. Antecipando problemas, acolhendo propostas, criando canais políticos.
É evidente que os Ministérios temáticos terão, também, um grau de responsabilidade na relação com a sociedade brasileira. Mas o Presidente quer que as instituições sociais tenham um diálogo político com o Governo, que elas opinem não apenas sobre os temas da sua área, mas opinem sobre os rumos do país. Pois os cidadãos, especializados ou não, tem o direito e até o dever de opinar sobre os rumos do país.
O Presidente acredita que milhões de pessoas poderão ser sujeitos ativos, na campanha contra a fome, por exemplo. E poderão, nós sabemos que poderão. Esse é o principal capital político, cultural, espiritual da vida brasileira.

Vinculada com essa tarefa, estará a agenda social do Presidente da República, que também será construída pela Secretaria-Geral. O Presidente quer cumprir, como sempre cumpriu, as suas obrigações específicas, precípuas. Mas, também, o conceito de obrigações deve ser ampliado. Parte das obrigações do Presidente serão cumpridas no Palácio e parte nas ruas. Parte na sociedade. Parte no diálogo com as pessoas. Ele ganhou assim. Construiu a sua vida assim. Até porque ele vendia, como disse no seu discurso, amendoim e laranja nas ruas. É um homem das ruas, sempre foi. Agora, deve ser do Palácio e das ruas, não apenas do Palácio.


Será atribuição da Secretaria-Geral uma conexa elaboração, como subsídio, dos discursos do Presidente. Pois os discursos são do Presidente. Os seus auxiliares, que são vários, de acordo com as circunstâncias, subsidiam, mas são discursos sempre do Presidente.
Quem conhece o Presidente Lula sabe que ele jamais diz uma coisa em relação à qual não tenha profunda convicção. No conteúdo e na forma. E está inovando a oratória política brasileira, por tratar diretamente todas as questões, por dar às coisas e às pessoas os seus nomes mais comuns, mais corriqueiros, mais compartilhados.
Então, essa será a nossa nova tarefa, em parceria, certamente, com a Casa Civil, com a Secretaria de Comunicação, com outros órgãos de Governo.

Eu participei desse processo, esses anos todos, e só estou aqui, merecida ou imerecidamente, por causa das professoras primárias de Minas, das serventes, das cantineiras, das faxineiras da escola pública de Minas Gerais. Foi dali que eu e tantos outros companheiros e companheiras emergimos. E foi representando o Movimento Sindical de Professores que eu participei da fundação do PT.


Queria, também lembrar, aqui, algumas pessoas que não estão presentes, mas que foram decisivas na minha formação e de tantos outros, petistas e não petistas. Para que essas pessoas estejam presentes aqui, uma forma de homenageá-las: Perseu Abramo, Sérgio Buarque de Holanda, o mestre Paulo Freire, Mário Pedrosa. E tantos outros socialistas, do socialismo democrático, que era e continuará sendo a nossa causa.
Eu me sinto de esquerda. O nosso Governo não é um Governo só de esquerda, é um Governo de centro-esquerda. Mas o PT é um partido de esquerda, e espero que o Presidente José Genoíno, que está aqui – e estou muito feliz que ele esteja – continue mantendo o PT como um partido de esquerda, esquerda democrática, mas esquerda.
A esquerda, representada pelo PT, pelo PC do B, pelo PCB – está aqui a Dona Zuleide, com os seus... Ela é moça ainda, mas já tem mais de 50 anos de luta socialista, pelo PCB.
A esquerda não deixou de ser esquerda, ao se aliar com o centro. É por isso que a aliança se chama de Centro-Esquerda. O centro não se torna esquerda, e a esquerda não deixa de ser esquerda. Se houvesse alienação das identidades eu, pessoalmente, não estaria presente, porque não quero deixar de ser esquerda.
A esquerda evolui. Já fomos de esquerda com determinadas visões que hoje não correspondem mais aos desafios do Brasil e do mundo. Seria um erro dar respostas antigas a problemas novos. Problemas novos, inéditos, que não existiam, quando o ideário da esquerda se constituiu, exigem respostas novas, inéditas, originais, mas de esquerda. Esse é o compromisso do PT, de mudar, sem mudar de lado, de mudar sem abandonar os seus valores essenciais, morais, políticos, econômicos. Essa é a nossa obrigação.
Eu queria, por fim, dizer que eu de fato trabalho em equipe. Tenho outros defeitos, mas não este. Trabalho em equipe, eu tenho até dificuldade de não trabalhar em equipe, a não ser quando estou escrevendo textos finais, que aí é mais difícil, porque os estilos variam. Mas eu de fato trabalho em equipe, quero cooperar com os demais Ministros.
Vou fazer um interregno, aqui, para saudar o meu amigo pessoal de tantos anos, o Governador do Piauí, Wellington Dias. É evidente que a vitória do Presidente Lula é a vitória maior, mas não é pouca coisa que este moço seja Governador do Piauí. Ele resistiu àquelas oligarquias perversas e as derrotou, sem ceder um milímetro dos seus valores. É motivo de orgulho para todos os petistas do Brasil que uma pessoa como o Wellington Dias seja Governador do Piauí e tenha derrotado aquela gente que tanta infelicidade trouxe para o povo do Piauí. Muito orgulho.
Quero agradecer a presença do José Dirceu e Maria Rita, minha amiga, também, pessoal. O José Dirceu falou bastante de Minas Gerais, não é Maria do Carmo?
Passa Quatro, sua terra. Aliás, é uma das regiões mais bonitas de Minas. Muito obrigado pela presença do José Dirceu.
Eu queria então encerrar dizendo que, para mim, é motivo de alegria estar substituindo o Ministro Scalco, que tem o seu jeitão um pouco seco, um pouco fechado, mas é uma pessoa – e eu posso dar este testemunho, independente de partidos – que sempre teve uma conduta rigorosíssima, ética, política, na vida pública. Vários de nós, aqui, já participamos com o Scalco de diversos processos, desde os tempos do MDB do Paraná. Gilberto Carvalho disse que foi eleitor do Scalco. A minha dúvida era quem era o Cardeal e quem era o coroinha. Então é motivo de orgulho, porque o patamar é alto e eu vou ter que me esforçar muito para, pelo menos, não permitir que ele caia. É um patamar humano, político, moral alto e isso nos estimula à auto-superação.
Quero encerrar dizendo isto: que não só o Presidente Lula não pode errar. Acho que a sua equipe de Governo – é uma força de expressão, porque erros menores nós podemos cometer, e certamente cometeremos – não podemos cometer erros fundamentais, não podemos trair nossos compromissos com o povo brasileiro e com cada um de nós mesmos. É isso que nós não podemos fazer.
Eu queria saudar o Presidente Nacional da CUT, meu amigo e companheiro de profissão, João Felício.
Pretendo, também, trabalhar muito afinado com todos os órgãos de Governo, em especial com o Ministro Tarso Genro na questão do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Acho que foi, também, uma feliz escolha do Presidente, pelas qualidades intelectuais e políticas do Tarso. Junto com José Dirceu, com o Palocci, com tantos outros Ministros que conduzirão de maneira muito adequada essa relação.
No mais, queria agradecer a presença de todos, pedir que nos ajudem, que colaborem. Eu estou, até agora, no lucro, porque o Paulo Delgado não fez nenhuma frase de efeito, acho ele já gastou o seu talento ímpar com o Ministro da Casa Civil, e também porque Juiz de Fora é a capital de nós todos que nascemos em Santos Dumont, então o Paulo trata com uma certa condescendência a sua própria periferia. Está, aqui, o Presidente Itamar que não me deixa mentir, não é, Presidente?
Então, quero agradecer a presença de todos e lhes dizer isso: que eu conto com a colaboração individual e coletiva, conto com as sugestões, porque essa relação com a sociedade civil, com os segmentos da sociedade, não é uma coisa definida, a sociedade é muito vasta, muito pulverizada, alguns segmentos têm organização institucional, outros não têm. Mas é um desafio grande, importante, que me agrada muito. E quero aproveitar para esclarecer a Deputados, alguns estão aqui presentes, que me procuraram, ontem, para fazer encaminhamentos relevantes de interesse das suas comunidades, que essa tarefa passa a estar, agora, sob a responsabilidade do Ministro José Dirceu. Se eu for acionado por ele para colaborar, o farei com a maior boa vontade. Mas, eu, como todos sabem, não arrombo portas e não invado competência alheia. 18 Deputados me procurando nas primeiras horas do dia. Espero que essa missão do José Dirceu não dificulte a vida doméstica do simpático casal que está à minha frente.
No mais, muito obrigado pela presença de todos e contem comigo porque eu contarei com vocês.


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