Mitologia Walmir Damiani Corrêa



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Mitologia


Walmir Damiani Corrêa

Para que ninguém entranhe o fato de inserirmos aqui um estudo sobre Mitologia, precisamos dizer que todas as religiões do mundo têm suas origens na mitologia, exceção feita ao Judaísmo, iniciado pelo patriarca Abraão, e do Cristianismo, começado por Jesus.

Se nos deslocarmos aos tempos mais antigos da civilização, nos veremos enlaçados por essa teia muito densa de personagens mitológicos, e nos perderemos nessa viagem. Uma gama enorme de idéias e crenças deu origem a um número muito grande de deuses e mitos.

O mundo moderno ainda dá lugar à Mitologia, sempre que o marketing promocional transforma marcas existentes em sucesso duradouro, fazendo uso de entidades perceptuais que reflitam valores, sonhos e fantasias na mente do consumidor. Basta para isso que sejam consultadas obras de ponta sobre o assunto.

É bom destacarmos que não perderíamos tempo em detalhar todas as histórias criadas em cima da Mitologia, principalmente, sendo que nos restringiremos a apresentar um resumo, um apanhado de toda essa gama de informações.

Definição

Para que o assunto não se estenda muito, ficaremos com apenas duas definições sobre o que significa “Mitologia”.

Mitologia, do grego “mythología”, é a história fabulosa dos deuses, semideuses e heróis da Antiguidade grego-romana. É o conjunto de mitos próprios de um povo, civilização ou religião.” (Aurélio Buarque de Holanda)
Mitologia é a reunião de crenças e narrativas tradicionais que se referem, em geral, aos primórdios do mundo e da humanidade. Com forte conteúdo religioso, essas narrativas procuram dar inteligibilidade à natureza e às ações da humanidade. Os mitos têm sido extremamente importantes para as sociedades, mantidos pelos rituais e cerimônias, passando a fazer parte do cotidiano e das crenças de cada indivíduo.” (Arruda e Piletti)


História da Civilização Grega

Para que entendamos o funcionamento da Mitologia Grega, precisamos conhecer alguma coisa da Civilização Grega, que influencia o mundo ocidental até os nossos dias. Porém, como se trata de um período muito longo da História, apenas nos limitamos em dizer que esse período começou por volta do ano 2000 a.C., com a fusão de vários povos. Em 334 a.C. o povo grego uniu-se aos macedônios, que vieram a derrotar o poderoso Império Persa, dando início ao Período Helenístico, sob o comando de Alexandre, um dos maiores líderes militares da História. As conquistas desse imperador serviram para difundir a cultura grega por vastos territórios do mundo antigo, cujos princípios resistem até aos dias de hoje na arquitetura, nos costumes políticos, nos hábitos esportivos e na área do conhecimento. Foi daí que surgiu a filosofia, que ainda serve de reflexão para muita gente, através de pensadores como Sócrates, Platão, Aristóteles e outros.



A Mitologia como religião

A religião dos gregos era politeísta e antropomórfica, isto é, possuía vários deuses com forma humana. Eles acreditavam que os deuses (mais de 30 mil) habitavam o monte Olimpo. Os deuses tinham forma, virtudes e defeitos humanos. Nos cultos, os gregos pediam proteção, mas não a salvação da alma, pois cada cidadão tinha o direito de imaginar como bem quisesse a vida após a morte.



Unicórnio Posseidom

A mitologia grega conta que do nada surgiram duas entidades: Urano (o céu) e Gaia (a Terra). Da união dessas duas entidades nasceram os titãs, os ciclopes e os gigantes. Cronos, filho de Urano, que destronou seu pai, comeu os próprios filhos recém-nascidos, com medo de ser deposto mais tarde por eles. Zeus foi o único filho que sobrou, escondido por sua mãe Rea. Quando adulto, Zeus obrigou o pai Cronos a devolver os irmãos devorados e, com a ajuda deles, encarcerou-o no inferno.

A partir daí, o universo foi dividido entre os irmãos, da seguinte maneira: Héstia tornou-se a deusa dos lares; Deméter, deusa da Terra; Posêidon ficou responsável pelos mares; e Hades tornou-se deus dos infernos. Acima de todos, logicamente, estava Zeus, considerado por todos como deus de todos os deuses, o qual escolheu Hera para esposa.

O responsável pela criação da humanidade foi o titã Prometeu, que roubou o fogo de Zeus e o entregou à humanidade criada, que vivia na escuridão. Zeus, descobrindo o roubo, acorrentou Prometeu num castigo eterno, ao ar livre, onde seu fígado seria comido por um abutre. À noite, o fígado se recomporia, para que fosse devorado novamente no dia seguinte. Só quando Hércules matou o abutre é que Prometeu conseguiu se libertar.

A humanidade, porém, foi castigada por Zeus, com um dilúvio. Deucalião, filho de Prometeu, e sua mulher Pirra conseguiram salvar-se e iniciar uma nova humanidade. Com exceção de Posêidon (deus dos mares), Hades (deus dos infernos) e Hefestos (que morava dentro do vulcão Etna), os demais deuses moravam no monte Olimpo.

A união de Zeus e Hera deu origem aos filhos Ares (deus da guerra), Afrodite (deusa do amor), Apolo (deus da adivinhação, da luz e das artes), Ártemis (deusa da saúde e vitalidade), Hefestos (deus do fogo), Atena (deusa da razão e da paz) e Hermes (deus das comunicações). Dionísio (protetor da vindima) foi o último a entrar no Olimpo.

A seguir, heróis gregos passaram a fazer parte da galeria dos deuses, podendo-se destacar Perseu (matou o monstro de cabeça cheia de serpentes), Jasão (conquistou o tosão de ouro), Teseu (matou o minotauro), Édipo (matou a esfinge) e Hércules (escapou da fúria de Hera).




deus Rá Netuno

Os rituais consistiam em orações, sacrifícios e libações, mantendo-se sempre aceso o fogo sagrado. Cerimônias tinham lugar em nascimentos, casamentos e funerais e aconteciam homenagens aos mortos uma vez por ano em todas as cidades. Nos templos, os cultos aconteciam com orações e sacrifícios de animais.

Entre os quatro tipos de jogos em homenagem aos deuses, destacavam-se os Olímpicos, em homenagem a Zeus, na cidade de Olímpia. A partir de 776 a.C. esses jogos passaram a acontecer de quatro em quatro anos, onde os atletas juravam lealdade e disputavam seis provas: corrida, luta livre, pugilismo, corrida de carros, lançamento de dardo e de disco. Os vencedores recebiam uma coroa de louros e eram homenageados pelos poetas da época.

Referências Bibliográficas

BARTHES, Roland. O mito dos deuses. Nova York: The Noonday Press, 1957.


BÍBLIA APOLOGÉTICA. Instituto Cristão de Pesquisas. Jundiaí: ICP, 2000.
D’AULAIRE, Ingri & Parin. Greek Myths. New York: Bantan Doubleday Dell Books, 1992.
FERRÉS, Joan. Televisão subliminar: socializando através de comunicações despercebidas. Porto Alegre: Artmed, 1998.
OLIVEIRA, Raimundo F. de. Heresiologia: discernindo entre a verdade e o erro. Campinas: EETAD.
RANDAZZO, Sal. A criação dos mitos na publicidade: como publicitários usam o poder do mito e do simbolismo paea criar marcas de sucesso. Rio de Janeiro: Editora Rocco Ltda., 1996.
SHAKARIAN, William S. Ética: Uma introdução a Teorias e Problemas. Nova York: Harper & Row, 1974.


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