Monitoria: contribuição essencial no processo ensino-aprendizagem



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Monitoria: contribuição essencial no processo ensino-aprendizagem

Eduardo de Almeida Rufino (Voluntário);

Janaína Sousa do Nascimento (Bolsista);

Prisciane Pinto Fabricio (Bolsista);

Willy Paredes Soares (Orientador);

Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes – CCHLA; Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas – MONITORIA.

INTRODUÇAO

Esta breve abordagem sobre o processo ensino-aprendizagem da língua latina vislumbra elucidar os objetivos e as metas realizadas na disciplina Língua Latina I, nos períodos que correspondem a 2012.2 e 2013.1 sob a orientação do professor Willy Paredes Soares. Para chegarmos ao determinado fim, tomaremos como ponto de partida a importância do programa de monitoria para a evolução dos alunos da citada disciplina bem como para o desenvolvimento docente dos alunos-monitores do curso de licenciatura. Apresentaremos então as atividades discriminadas ao núcleo dos monitores, estabelecendo sempre um parâmetro evolutivo desde o conhecimento adquirido pelos monitorandos até a experiência docente obtida pelos monitores através de atividades e atendimentos feitos aos alunos.

Palavras-chave: Língua Latina; monitoria; docência;

OBJETIVOS

Temos hoje, nos cursos de Letras, a disciplina de Língua Latina I como uma grande preocupação para o corpo docente da área, pois ela tem configurado certa inquietação quanto à receptividade do alunado. Tendo essa questão sido contemplada, a participação da monitoria para o processo pedagógico e crescimento acadêmico tem efetivado importantes resultados na disciplina, pois além de proporcionar um acesso mais amplo ao conteúdo, tem reforçado o aprimoramento da clarividência quanto à metodologia de estudo no aluno-monitorando.

A presença de um projeto de monitoria bem comprometido com a instituição, como é o caso do nosso, tem objetivado, sobretudo, o bom desempenho dos estudantes na área. Nesse viés, podemos apontar o progresso do monitor como ser docente e o progresso dos estudantes que tem seu primeiro contato com a Língua como o objetivo essencial do nosso trabalho.

Sobre o primeiro objetivo apontado, podemos dizer que o exercício da monitoria como fazemos na proposta do nosso projeto, tem oferecido a nós, alunos-monitores, subsídios necessários para a formação de um ser docente, de fato e em verdade. Além de acrescer em nossa carreira novos conhecimentos do conteúdo específico de estudos, temos acesso a novas práticas pedagógicas, habilidades em sala, trabalho em grupo, e resolução de problemas seja na vida acadêmica seja no âmbito profissional. O programa de monitoria também nos dá acesso mais direto com o professor orientador nos levando a uma troca de ideias e uma maior capacidade discursiva diante de determinadas situações.

A figura do monitor em sala acaba sendo um canal que liga o professor ao estudante. É o monitor que tem acesso às duvidas mais primitivas dos alunos, visto que eles sentem-se mais abertos a esse compartilhamento. Isso se dá porque, o monitor nem é apenas aluno, por ter um conhecimento a mais de um determinado conhecimento, mas, também não é o professor, ele é visto como essa personagem do saber que traz para perto o aluno.

Em relação ao segundo ponto importante nos nossos objetivos, a participação do monitor como reforço educacional para o desenvolvimento dos alunos tem trazido ótimos resultados para a aquisição do conteúdo, trazendo um quadro evolutivo nos índices de aprovação. Quanto a esse aspecto não tivemos pleno alcance, pois, tínhamos como meta no nosso projeto um aumento de médias para 8,5. Porém tivemos um aumento significativo de 7,7 à 7,9 nas médias finais dos alunos. No que diz respeito a evasão, buscávamos reduzi-la a 50%, todavia o numero estabelecido no final do período era de 64,7%, o que consideramos como muito bom resultado tendo em vista os períodos anteriores.

O real objetivo do projeto é sempre aprimorar os métodos de ensino a cada período a fim de desfazer a ideia de que o Latim é uma língua inalcançável, muito pelo contrário, ela pode ser sim um conteúdo acessível a todo aquele que realmente se identifica e se interessa na área.

METODOLOGIA

O plano metodológico é de extrema importância para melhor aprendizado dos alunos e para organização das atividades realizadas pelos monitores. Portanto, é significativo o estabelecimento de uma lista de alunos atendidos para controle e registro das atividades realizadas pelos monitores. Na lista os próprios alunos assinam e colocam o número das matrículas, como uma lista de frequência, e os monitores colocam a atividade desenvolvida, a disciplina, a data e nome do orientador.

Vale ressaltar, a observação das aulas da disciplina pelo monitor: o acompanhamento das aulas é um método de aproximação e atualização de conhecimento dos conteúdos apresentados pelo Professor, estando, assim, o conteúdo programado e as dúvidas tiradas pelo monitor, coerentes.

Um outro método utilizado são os plantões de dúvidas e exercícios de revisão, que os monitores realizam-nos em horários fixos para atendimento dos estudantes. E esse atendimento, consiste, não só em tirar dúvidas, mas, em fazer exercícios com o conteúdo apresentado em sala, para melhor entendimento e consistência da língua que está sendo estudada.

Outra maneira são aulas ministradas pelos monitores, mais conhecidas como “extra classe”, é um processo vultoso, uma maneira de melhorar o desempenho dos discentes.

Um processo considerável, além destes apresentados, é a reunião com nós monitores e orientador para observar as nossas dificuldades e dos alunos e também os pontos positivos no processo de monitoria.

Todos esses processos metodológicos servem para transmitir aos alunos, paulatinamente, os conhecimentos necessário para uma melhor aprovação. Permite ainda uma organização dos próprios monitores, uma vez que são integrados na vida docente.

RESULTADOS

O reforço educacional exercido pelos monitores é realizado para aquisição dos estudantes, melhor desempenho e resultados. Quanto a essa aquisição não obtivemos a meta desejada, pois esta seria de 8,5. Entretanto alcançamos com significação de 7,7 à 7,9 nas médias finais dos alunos. Um aumento considerável comparado aos semestres anteriores.

Em relação a evasão, a meta era reduzir 50%, porém a quantidade de evasões diminuíram e no término do período era 64,7%, o que foi avaliado com um bom resultado comparado aos períodos passados.

Todos estes fatores são agentes de aprimoramento aos monitores. Uma vez sendo o canal que liga o professor ao aluno, trouxe-nos experiências docente essenciais quanto ao plano de ação e de desenvolvimento acadêmico. O processo contínuo de tirar dúvidas empenhou-nos a dedicação total ao conteúdo da língua e trouxe-nos mais experiências quanto ao ser mediador entre o aluno, o conteúdo programado e o professor.

CONCLUSÃO

Concluímos, portanto, que a monitoria proporcionou a nós, alunos-monitores, uma imprescindível experiência a nível docente, visando uma prática de ensino que, além de sanar as dúvidas mais recorrentes e básicas no estudo do latim do alunado, permitiu o desenvolvimento de nossa própria capacidade metodológica na aplicação de nossos conhecimentos em língua latina, língua cujos valores nunca se perderam, mas que apenas estavam obnubilados. Em relação à contribuição da monitoria aos alunados, concluímos que, embora não alcançada a porcentagem de alunos com médias de aprovação igual ou superior a 8,5, logramos êxito no que diz respeito ao controle de evasões de alunos tanto do curso de Letras Clássicas quanto do de Letras Português, reduzindo um número preocupante de mais de 64,7% para menos de 50%, havendo uma taxa de aprovação superior a 60% dos alunos. Sendo assim, devemos sempre (re)lembrar, quando falamos de desenvolvimentos de ensino-aprendizagem, que tantos resultados positivos como negativos devem ser encarados como pontos construtivos para uma elaboração de novos planos de ação do aluno-monitor para o alunado.

Referências

BORDENAVE, Juan Díaz; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensino-aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 2005.


CALVINO, Ítalo; Por que ler os clássicos; tradução de Nelson Moulin. São Paulo: Companhia de Letras, 1993.
FAZENDA, Ivani C. Arantes. Interdisciplinaridade: História, Teoria e Pesquisa. Campinas, SP: Papirus, 1994.
GANDIN, Danilo. A prática do planejamento participativo. Petrópolis: Vozes, 1994.

________. Planejamento como prática educativa. São Paulo: Loyola, 2005.


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