Monteiro lobato e a ediçÃo de mistério1



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MONTEIRO LOBATO E A EDIÇÃO DE MISTÉRIO1

Cilza Bignotto - Doutoranda em Teoria Literária - (IEL/ UNICAMP)


A história da Cia. Editora Monteiro Lobato2, considerada a primeira empresa editorial genuinamente brasileira, é de fundamental importância para os estudos sobre o livro e a leitura no Brasil. Já são bem conhecidos, ainda que não suficientemente estudados, alguns aspectos que fizeram da empresa de Lobato uma editora revolucionária, como o pioneirismo na distribuição de livros por todo o território nacional 3. No entanto, algumas particularidades a respeito do modo de produção da editora permanecem obscuros; entre elas, a relação entre o editor Monteiro Lobato e os escritores por ele publicados.

Essa relação, infelizmente, hoje só pode ser analisada por meio de documentos como contratos, depoimentos publicados e correspondência trocada entre os escritores e Lobato4. É justamente de uma carta integrante dessa correspondência que trata o presente artigo. A recente doação, por herdeiros de Monteiro Lobato, da correspondência ativa e passiva do autor, entre outros objetos e documentos, ao Centro de Documentação e Referência Alexandre Eulálio (CEDAE), do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), da Unicamp, vem contribuindo para aprofundar os estudos sobre a vida e a obra de Lobato, inclusive de suas atividades como editor.

As cartas inéditas que integram a correspondência ativa e passiva de Monteiro Lobato começam agora a ser estudadas por pesquisadores5, mas já é possível afirmar que revelam elementos significativos para o conhecimento da história da Cia. Editora Monteiro Lobato. Por meio das cartas enviadas a Lobato por escritores que vieram a ser publicados pela editora, é possível conhecer e analisar aspectos do relacionamento entre editor e autores, bem como a maneira pela qual esses últimos propunham a edição de originais. É especialmente desse aspecto que se tratará a seguir.
O Mistério – romance de aventuras, policial, amoroso, etc, au jour le jour

Em 11 de junho de 1920, Lobato recebeu a seguinte carta do escritor Afrânio Peixoto (1876-1947), que então morava no Rio de Janeiro:





97, Paisandú

11 de junho

1920
Lobato:
Negocio. Não sei se V. sabe que na “Folha”, do Medeiros, perpetramos, o Coelho Netto, eu, o Viriato Correia e ele, Medeiros, um romance de aventuras, policial, amoroso, etc, au jour le jour, com algumas coisas bem interessantes, e que aqui do que nos disse, não sei se por amabilidade o Medeiros despertou interesse a ponto de augmentar a tiragem do jornal. Foi o “Misterio”.

Trata-se de o publicar em volume. Embora de qualidade literariamente modesta, ha interesse para o publico, não sendo somenos os dos nomes que o subscrevem (ó Afranio!). Editor: o Alves não convém ao Neto, o Leite Ribeiro não pode consigo, o Garnier é em Paris. Lembrei-me de V. Como negocio, não é mau, creio que faremos algumas edições; como reclame, magnifico. Poderá V. fazê-lo agora? É negocio, veja lá, e não favor, de sorte que V. não se sentirá embaraçado em nos dizer, ou me dizer, “não”. Sei das angustias dos nossos editores. Como é V. um novo negociante, dahi a minha lembrança. Insisto: não tenha o menor vexame na recusa, porque apenas lhe proponho um negocio. Pessoalmente, ou individualmente, eu seria obrigado a levar ao Alves, pelos meus antecedentes, como lhe levei, ainda esta semana, um outro livro. Neste, tenho socios e suas incompatibilidades, que é preciso resguardar.

Quando torna ao Rio? Soube de sua partida, já V. em S. Paulo: nem lhe pude seduzir com os meus pirões.

Um afectuoso abraço do

Seu admor e am.º

Afranio Peixoto



Afrânio Peixoto6 já era, na época, membro da Academia Brasileira de Letras, onde ingressara em maio de 1910, na sucessão de Euclides da Cunha. Havia publicado, entre outros livros, o romance A esfinge (1911), que alcançara grande sucesso popular, e Maria Bonita (1914), primeiro da trilogia de romances regionalistas completada por Fruta do mato (1920) e Bugrinha (1922), obras violentamente criticadas pelos modernistas. Também já colaborava na Revista do Brasil, da qual viria a ser um dos diretores em 1921. Tanto A esfinge como Maria Bonita e Fruta do Mato foram publicados pela editora Francisco Alves, no Rio de Janeiro; dessa forma, provavelmente constituíam os “antecedentes” que o obrigariam, como afirma na carta, a levar o romance Mistérios “ao Alves”.

Medeiros e Albuquerque (1867-1934) também era membro da Academia Brasileira de Letras; aliás, fora fundador da Cadeira n. 22, que tem como patrono José Bonifácio, o Moço. Eleito deputado federal por Pernambuco, estreara na Câmara conseguindo a votação para lei dos direitos autorais. Ocupara importantes cargos políticos desde a proclamação da República, dentre os quais o de secretário do Ministério do Interior, em 1899, e o de diretor geral da Instrução Pública do Distrito Federal, em 1897. Tinha estado à frente da Secretaria Geral da ABL de 1899 a 1917, quando promoveu a primeira reforma ortográfica. Estreara na literatura em 1899, com o livro de poesia Pecados e canções da decadência; publicara, desde então, o livro de contos Mãe Tapuia (1900) e Poesias 1893-1901 (1904), ambos pela editora Garnier, entre outros títulos. Simultaneamente às atividades de político e escritor, exercia o jornalismo; em 1920, dirigia o jornal A Folha (1919-1926), onde foi “perpetrado”, segundo Afrânio Peixoto, o romance a quatro mãos Mistério.

Viriato Correia (1884-1967) ainda estava longe da Academia em 1920, mas chegaria a ela em 1938, na sucessão de Ramiz Galvão. Já havia publicado Minaretes (1903), lançado no Maranhão, e Contos do sertão (1912), antologia de contos originalmente publicados na Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro. Aliás, Correia conseguira posto de colaborador na Gazeta por intermédio de Medeiros e Albuquerque, de quem era amigo. A partir de 1921, com Histórias da nossa História, publicado pela Cia. Monteiro Lobato, passou a dedicar-se à narrativa histórica, com a qual alcançou sucesso de público. Escreveu também, posteriormente, peças de teatro e livros infanto-juvenis, dentre os quais se destaca Cazuza (1938).

Finalmente, Coelho Neto (1864-1934), professor, político, romancista, contista, crítico, teatrólogo, memorialista e poeta, fundador da Cadeira n. 2 da Academia Brasileira de Letras, que tem como patrono Álvares de Azevedo, talvez o mais renomado dos quatro autores de Mistério. Sua biografia, no site da Academia Brasileira de Letras, informa que ele “cultivou praticamente todos os gêneros literários e foi, por muitos anos, o escritor mais lido do Brasil. Apesar dos ataques que sofreu por parte de gerações mais recentes, sua presença na literatura brasileira ficou devidamente marcada.”7. Seus livros até então haviam sido editados, principalmente, pela editora Garnier, pela Francisco Alves e pela portuguesa Lello e Irmãos.

Os resumidos comentários biográficos sobre Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque, Viriato Correia e Coelho Netto são necessários para que se possa analisar, à luz da posição que cada um ocupava no campo literário da época, a seguinte afirmação de Peixoto, na carta a Lobato:



Embora de qualidade literariamente modesta, ha interesse para o publico, não sendo somenos os dos nomes que o subscrevem (ó Afranio!)
Os nomes que subscreviam o romance não eram nada “somenos”, na época, por mais que Peixoto tenha tido pudor em declarar sua importância (ó Afrânio!). Pelo contrário, os quatro escritores já eram conhecidos da crítica e do público e, ainda que em diferentes graus, eram por crítica e público aprovados. Todos também já haviam publicado livros, o que, em certa medida, contradiz a sempre citada8 desconsideração de Lobato pelos “medalhões”:

Nada de velharias, medalhões, nada de acadêmicos com farda de general de opereta do tempo de Luís XIV, armado daquela espadinha de cortar papel. Gente nova, de paletó saco, humilde nas pretensões, mas gente nova9.


Ora, Coelho Neto, Afrânio Peixoto e Medeiros e Albuquerque eram medalhões emblemáticos, e Viriato Correia trilhava o caminho dos colegas. A edição de Mistério por certo não muda a história da Cia. Editora Monteiro Lobato, que realmente lançou autores “novos”; porém, mostra que havia sim “acadêmicos com farda de general de opereta do tempo de Luís XIV” em sua “Galeria dos Editados”.
Mas voltemos à carta de Peixoto; no mesmo período em que ele apresenta a força dos nomes dos quatro escritores como justificativa para a edição de Mistério, faz menção também a outro fator importante para convencer o editor do potencial de vendas do livro: o “interesse para o público”. Afinal, o livro teria despertado tanto interesse “a ponto de augmentar a tiragem do jornal”, ou pelo menos assim fizera parecer a “amabilidade do Medeiros”. Essa preocupação com a recepção do público é elemento digno de atenção, na medida em que mostra pragmatismo relativo à contabilização do trabalho intelectual característico da modernização do mercado editorial e da profissionalização do escritor, que começavam a se tornar mais nítidas naquele começo de século XX.
Para valorizar o romance aos olhos de Lobato, Peixoto elenca três qualidades distintas da obra, na seguinte ordem:

1. Quanto ao conteúdo, pois diz tratar-se de “um romance de aventuras, policial, amoroso, etc, au jour le jour, com algumas coisas bem interessantes”;

2. Quanto aos autores, já que afirma não serem “somenos os dos nomes que o subscrevem”;

3. Quanto ao potencial interesse do público, que já teria, segundo ele, aprovado a edição da obra em jornal.


Note-se que todas as três qualidades da obra estão relacionadas ao seu potencial de vendas. Peixoto não enfatiza, por exemplo, valores ligados ao estilo literário; parece estar preocupado em destacar aspectos do livro que atraiam o público leitor, de modo a seduzir o editor Monteiro Lobato. A estratégia é notável, já que mostra uma visão do livro como mercadoria bastante incomum até meados do século passado10. Essa visão é reforçada, na carta, pelo comentário:

Como negocio, não é mau, creio que faremos algumas edições; como reclame, magnifico.
A edição de um romance é vista, então, por um imortal da ABL, como um “negócio”, que pode inclusive contribuir para o marketing pessoal de cada autor, para usar de expressão atual. Esse posicionamento de Afrânio Peixoto talvez tenha colaborado para o sucesso obtido, em 1928, com seu romance Uma mulher como as outras. O livro foi lançado com 10.000 exemplares, a maior tiragem da época, e Peixoto recebeu 10:000$000 de direitos autorais “pagos à entrega do manuscrito”, os maiores que um escritor brasileiro já recebera por uma edição11.

Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Coelho Netto foram escritores que manifestaram, de diversas maneiras, esforços pela profissionalização do escritor brasileiro e pelo pagamento de justos direitos autorais. A ênfase dada por Peixoto em aspectos mercadológicos de Mistério, portanto, afigura-se coerente com a postura dos parceiros de obra. Mas tal postura talvez não estivesse encontrando suporte junto a editores como Francisco Alves, Garnier e Leite Ribeiro, como se depreende da seguinte declaração:


Editor: o Alves não convém ao Neto, o Leite Ribeiro não pode consigo, o Garnier é em Paris.

Os problemas referentes aos antigos editores, tão sucintamente descritos por Peixoto, precisam ser melhor estudados. O que se percebe, no entanto, é que Monteiro Lobato parecia aos quatro escritores passível de oferecer tratamento melhor do que seus concorrentes do Rio de Janeiro. Essa possibilidade pode ser reforçada pelo fato de que, naquele período, a editora atravessava fase de expansão, dado o grande sucesso de suas publicações. Em uma época em que muitos livros se limitavam a tiragens de 300 exemplares apenas 12, a Monteiro Lobato & Cia. conseguiu o prodígio de vender, em 1920, seis mil exemplares do livro de poesias Alma Cabocla, de Paulo Setúbal, sendo que os 3.000 da primeira edição se esgotaram em menos de um mês13. Além disso, Lobato remunerava bem seus autores, segundo Hallewell:



Ele os pagava generosamente, e freqüentemente antes da publicação. Parece ter sido de dez por cento a taxa de direitos autorais que ele normalmente pagava, mas muitas vezes essa porcentagem era maior.
Assim, a editora passava a atrair para seu catálogo nomes consagrados da capital brasileira, contribuindo para deslocar para São Paulo o centro da produção literária nacional14. Essa hipótese aponta para a dimensão do papel da Cia. Editora Monteiro Lobato na modernização da indústria editorial brasileira e a importância de estudar mais profundamente sua história, por meio dos documentos relativos à empresa que restaram.
Epílogo
Afrânio Peixoto termina a carta mudando de tom; o escritor que insiste em lembrar a Lobato o profissionalismo da oferta de edição dá lugar ao “amigo” que indaga questões de âmbito íntimo:

Quando torna ao Rio? Soube de sua partida, já V. em S. Paulo: nem lhe pude seduzir com os meus pirões.

As perguntas particulares, feitas na seqüência da negociação profissional, geram dúvidas: é o escritor ou o amigo que quer seduzir Lobato com pirões? Com que objetivo? A ambigüidade presente na carta remete à ambigüidade presente nas relações entre editores e autores naquele começo de século XX, em que a modernização tanto de empresas editoras como da profissão do escritor convivia com práticas antigas de sociabilidade, remanescentes dos modos de edição característicos do século XIX.

Para finalizar a história, Mistério foi lançado em 1921; nos anos seguintes, Coelho Netto, Medeiros e Albuquerque, Viriato Correia e Afrânio Peixoto tiveram livros publicados pela Cia. Editora Monteiro Lobato. Continuaram negociando suas obras com Lobato por cartas; mas este é outro capítulo.



Bibliografia

BRITO, Mário da Silva. História do Modernismo Brasileiro, 1: antecedentes da Semana de Arte Moderna. 6.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1997.

CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade: Estudos de Teoria e História Literária. 7ª edição. São Paulo: Ed. Nacional, 1985.

KOSHIYAMA, Alice Mitika. Monteiro Lobato: intelectual, empresário, editor. São Paulo: T. A. Queiroz, 1982.

HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil: sua história. Trad. Maria da Penha Villalobos e Lólio Lourenço de Oliveira. São Paulo: T. A. Queiroz: Edups; 1995. (Coleção Coroa Vermelha: Estudos Brasileiros; v.6)

LAJOLO, Marisa e ZILBERMAN, Regina. A formação da leitura no Brasil. 3.ed. São Paulo: Ática, 1999.

SEVCENKO, Nicolau. Orfeu Extático na Metrópole: São Paulo, Sociedade e Cultura nos Frementes Anos 20. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p.95.

Site da Academia Brasileira de Letras. Disponível em:

Acesso em: 28 jun 2003




1 Esse artigo é parte de tese de doutorado em curso no IEL – Unicamp, sob orientação da Professora Doutora Marisa Lajolo.


2 Monteiro Lobato começou a editar livros em 1918, pela Seção de Obras d’O Estado de S. Paulo e pela Revista do Brasil, a qual comprara em junho do mesmo ano e vinha desde então dirigindo. Em 1919 formou, com Olegário Ribeiro, a sociedade mercantil de responsabilidade limitada Olegário Ribeiro, Lobato e Cia, que foi dissolvida no mesmo ano. No ano seguinte monta, com Octalles Marcondes Ferreira, a Monteiro Lobato & Cia. Em 1921 a editora transforma-se em sociedade comandita simples e agrega novos sócios. Com o crescimento do negócio, em 1924 surge a Cia. Gráphico Editora Monteiro Lobato, uma sociedade anônima sucessora da Monteiro Lobato & Cia. A empresa faliu em 1925, devido a uma série de problemas que afetaram o estado de São Paulo, entre eles a revolução de julho de 1924, a crise de numerário causada por medida do governo Bernardes, e a seca que assolou a capital e interrompeu o fornecimento de 70% da energia elétrica pela Light. Nesse artigo, será uado o nome Cia. Editora Monteiro Lobato de modo genérico, abrangendo todo o período de 1918 a 1925.


3 Sobre a importância e o pioneirismo da Cia. Editora Monteiro Lobato, ver:

HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil: sua história. Trad. Maria da Penha Villalobos e Lólio Lourenço de Oliveira. São Paulo: T. A. Queiroz: Edups; 1995. (Coleção Coroa Vermelha: Estudos Brasileiros; v.6)

KOSHIYAMA, Alice Mitika. Monteiro Lobato: intelectual, empresário, editor. São Paulo: T. A. Queiroz, 1982.


4 Outros documentos, como anúncios publicitários, também fornecem indícios para o estudo dessa relação, porém de forma menos evidente.


5 Destaca-se, a respeito da correspondência de Lobato, o estudo que Emerson Tin, doutorando em Teoria Literária no IEL, vem realizando.


6 Os dados biográficos de Afrânio Peixoto, Coelho Netto, Viriato Correia e Medeiros e Albuquerque foram extraídos do site da Academia Brasileira de Letras. Disponível em:

Acesso em: 28 jun 2003




7 Biografia de Coelho Neto. Disponível em:

Acesso em: 28 jun 2003




8 Essa afirmação de Lobato sobre o compromisso da editora com autores novos, assim como outras declarações semelhantes, é sempre citada em textos que tratam da história da editora.


9 Apud HALLEWELL, Lawrence. HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil: sua história. Trad. Maria da Penha Villalobos e Lólio Lourenço de Oliveira. São Paulo: T. A. Queiroz: Edups; 1995. p.246. (Coleção Coroa Vermelha: Estudos Brasileiros; v.6)


10 Sobre a visão do livro como mercadoria, entre literatos, ver

LAJOLO, Marisa e ZILBERMAN, Regina. A formação da leitura no Brasil. 3.ed. São Paulo: Ática, 1999.




11 Ibid., p. 103.


12 HALLEWELL, Laurence. O livro no Brasil: sua história. p. 247.


13 Ibid. p. 247.


14 O boom editorial ocorrido em São Paulo, nos anos de 1920, é comentado em

SEVCENKO, Nicolau. Orfeu Extático na Metrópole: São Paulo, Sociedade e Cultura nos Frementes Anos 20. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p.95.





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