MÁrcia regina galleli bruno henrique grotti



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INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por objetivo, aprofundar e expor o conhecimento teórico e prático voltado à contabilidade, ferramenta fundamental nas organizações.

O Conselho Federal de Contabilidade - CFC, uma associação voltada aos contadores, que tem como objetivo profissional, desenvolver o processo burocrático de abertura e manutenção de uma empresa, e é fundamental para aqueles que pretendem atuar nesse ramo profissional liberal como contador e precisa conhecer os procedimentos contábeis e operacionais envolvidos, assim como toda legislação tributária, trabalhista e previdenciária pertinentes com mais eficácia o seu trabalho.

A contabilidade, nos dias atuais se torna cada vez mais importante dentro da economia moderna. O sistema de informação gerencial coloca a disposição da Administração dos dados econômicos e financeiros compreendendo os planejamentos, análises e controles, o que garante uma vida útil mais prolongada à empresa.



1 - HISTÓRIA DA CONTABILIDADE

Segundo, Silva e Belli1, o estudo a partir das Era Primitiva, Racional, Científica e da Informação, abrange um período que vai de 20.000 a.C até a atualidade, passando pelo surgimento do homem, pela criação da escrita, pelas grandes disputas do saber, pelo surgimento das grandes ciências chegando até os grandes desafios da globalização.

Busca-se desenvolver o raciocínio que o homem desde sua origem ansiava pelo controle da evolução da riqueza e para isto estabeleceram-se alguns critérios possibilitando o registro de patrimônio e suas variações. O ponto de fundamental importância apresentado é o despontar da contabilidade como o novo ramo do conhecimento humano, possibilitando uma visão científica que contribui na busca dos princípios, objeto do estudo e no desenvolvimento de uma base filosófica para a nova ciência. Conclui-se que a Contabilidade exerce um papel de extrema relevância para a compreensão da história da humanidade. A arqueologia tem demonstrado esse papel quando apresenta alguns pontos cruciais no estudo da evolução do pensamento contábil, pontos esses que demonstram que a Contabilidade estava presente na própria formação e desenvolvimento de cada povo.

1.1 - CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO CONTABILISTA




DO OBJETIVO

Art. 1º - Este Código de Ética Profissional tem por objetivo

fixar a forma pela qual se devem conduzir os contabilistas, quando no exercício profissional.


1.1.1 - COMPORTAMENTO ÉTICO

Questões de valores e explicitamente da ética, juntamente com outros temas em observação, debate e crítica referem-se ou não são resumidos como questões do convívio humano. Em especial, Handel (2001), nas grandes cidades, parece que a vida torna-se cada vez mais difícil. Da forma como a sociedade está organizada, os valores dominantes resultaram em atitudes que identificamos e acabamos por viver, como: desconfiança, defesa de interesses individuais ou de grupos específicos, violência – nas suas mais variadas formas - , ‘stress’ e, em muitos casos, sectarismo, intransigência, inflexibilidade.

É importante ressaltar que a preocupação atual com moralidade das instituições, não é fenômeno apenas brasileiro. Outros países passam pelo mesmo processo. O exemplo mais emblemático dos últimos tempos diz respeito às fraudes contábeis ocorridas no ano passado, nos Estados Unidos, envolvendo grandes empresas e auditores independentes. Por quê as pessoas nos mais diferentes países começaram a preocupar-se com valores, com comportamento ético? Que tipo de ‘cultura’ os domina? A impunidade favorece, indiscutivelmente, comportamentos não éticos, praticados por pessoas ou organizações. Com ela se aprende que afinal, não dá nada mesmo... e assim fica estabelecida a confusão entre o que pode e o que não pode, entre fazer o bem e fazer o mal, entre o que é bom e o que é mau, para o ser humano. A impunidade reforça o dano geral, privilegiando interesses individuais ou de grupos.

Segundo Vasquez (1989), ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. As situações vividas por nós, seres humanos, no dia a dia, determinam a necessidade de normas para orientar o comportamento. Elas devem ser consideradas apropriadas pelo conjunto da sociedade, caso contrário tem uma grande chance de não serem cumpridas. Em muitas situações da vida cotidiana temos problemas práticos e situações reais que exigem decisões e ações que atingirão uma ou mais pessoas, o que exige normas que sirvam de base, de diretriz. A moral são essas normas gerais que servem para pautar o comportamento humano. Este comportamento pode ser conhecido como prático-moral mesmo que sujeito a variações de uma época para outra ou de uma sociedade para outra.

O comportamento prático-moral faz parte das nossas vidas ao longo de milênios. Assim passamos da prática moral para a teoria moral, estudada como dimensão do comportamento humano. Ética, é pois, objeto de reflexão, por parte de interessados no comportamento humano. O surgimento dos primeiros elementos sistematizados sobre o assunto, deu-se com Sócrates, na antiga Grécia, no ano de 399 antes de Cristo. Tratar de ética é tratar da parte essencial da vida humana uma vez que ela é responsável pela compreensão e orientação dos aspectos fundamentais da convivência. Cada grupo humano organizado possui normas de ação que são aceitas pela maioria, para reger as formas de agir de todos os seus participantes (HANDEL, 2001).


1.1.2 - A ÉTICA E A TÉCNICA

Quando se trata de examinar aspectos profissionais é mais fácil considerar aspectos técnicos do que aspectos envolvendo a prática da ética. Possivelmente, os próprios conceitos de técnica e ética possam começar a esclarecer estes questionamentos. Técnica, em uma profissão, refere-se a como fazer, diz respeito a procedimentos específicos, adequados à obtenção do resultado desejado. Cada profissão utiliza um conjunto de técnicas que determinam o modo de agir profissional e que caracterizam a profissão. Já quanto a ética, dois elementos são destacados: primeiramente, o comportamento, as atitudes humanas, o agir; depois, os valores que os embasam e o orientam.

Ético vem de ethos que quer dizer caráter. É o que está conforme com os padrões de conduta, com as normas morais ou comportamentais do grupo.

Na França, um cargo de nome estranho tem aparecido cada vez (COHEN, 2003) com maior freqüência nas Organizações: o Deontologista. Segundo o dicionário, Deontologia é o ‘estudo dos princípios, fundamentos e sistemas da moral’. Como definimos anteriormente, a moral é um conjunto de regras de conduta consideradas válidas para qualquer tempo ou lugar, grupo ou indivíduo. Portanto, o deontologista aparece como o guardião da ética na organização, instituindo regras para os funcionários e formalizando-as. Mantém-se sempre atento às ações judiciais que os consumidores impetram contra sua entidade, além de defensores de direitos humanos e ambientalistas. Esclarece os acionistas, quando interrogado, preocupados com o futuro moral das corporações nas quais investem seu dinheiro.

Cohen (2003), afirma que a maioria dos deontologistas vem da magistratura, mas também podem ser ex-dirigentes ou funcionários aposentados. Trabalham normalmente com o departamento jurídico e/ou a equipe de gestão de riscos e respondendo diretamente à presidência.

Essa prática iniciou no sistema financeiro francês, em 1997, quando o Conselho dos Mercados Financeiros (CMF), exigiu a presença de um deontologista em cada empresa do setor. Além da França, a Inglaterra é o único país europeu, onde a existência do deontologista financeiro (compliance officer) é obrigatória.

Na prática, como saber o que é ético?

Blanchard & Peale apud Handel (2001), apresentam três critérios que auxiliam na determinação se um comportamento é ético ou não. Considerando que a ética fundamenta ações cotidianas, como saber se estamos sendo éticos? Quando dúvidas surgem, como esclarecê-las?

Respondendo a questões básicas, pode-se ter idéia da correção ou se nosso comportamento está dentro da ética.
I – em primeiro lugar, é preciso responder se o ato, comportamento ou ação é legal, se está de acordo com as normas do direito ou das normas da organização. Estas são normas gerais que promovem igualdade e justiça, que são boas “para todos”.

II – a segunda pergunta a ser respondida, é: é imparcial? Esta ação terá como conseqüência a justiça, ou alguém sairá prejudicado?

III – Decisões ou ações que se preocupem com a ética precisam responder a uma outra questão: como me sentirei? Posso me orgulhar disso? Outros podem saber? Este comportamento é aceito como bom?

Em resumo, podemos identificar como características (HANDEL, 2001) do comportamento ético:


a) estar de acordo com as normas de boa ação;

b) ser bom para os outros e para si mesmo, não causar danos a si mesmo ou a outros;

c) ser justo, imparcial, não servir para tirar vantagem em prejuízo de outros;

d) isto me faz sentir bem, sentir orgulho, sentir o dever cumprido, poder olhar para os outros ‘de cara limpa’, poder ver esta ação mencionada na primeira página dos jornais.





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