Mário Feijó Borges Monteiro adaptaçÕes de clássicos literários brasileiros: Paráfrases para o jovem leitor Dissertação de Mestrado



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Mário Feijó Borges Monteiro

ADAPTAÇÕES DE CLÁSSICOS

LITERÁRIOS BRASILEIROS:

Paráfrases para o jovem leitor
Dissertação de Mestrado

Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção

de grau de Mestre pelo Programa de Pós-graduação

em Letras do Departamento de Letras da PUC-Rio.


Orientadora: Profª. Marília Rothier Cardoso

Rio de Janeiro

Agosto de 2002

Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total ou parcial do

trabalho sem a autorização da universidade, do autor e da orientadora.


Mário Feijó Borges Monteiro


Graduou-se em História pela UFF (Universidade Federal Fluminense), em 1989. Terminou o curso de especialização em Jornalismo, com ênfase em história da imprensa, em 1994, na Universidade Estácio de Sá. Trabalhou como redator de dramaturgia na TV Manchete, assistente de obras didáticas na Editora Moderna, editor na Ediouro Publicações e gerente de divulgação na Editora Ao Livro Técnico. Como escritor, publicou os livros O Imortal, Quadrinhos em Ação e Revanche, pela Editora Moderna, e 13 no Caixão, pela Nova Fronteira.

Ficha catalográfica




Monteiro, Mário Feijó Borges.
Adaptações de clássicos literários brasileiros: paráfrases para o jovem leitor / Mário Feijó Borges Monteiro, orientadora: Marília Rothier Cardoso. — Rio de Janeiro: PUC, Departamento de Letras, 2002.

1. Dissertação (mestrado) — Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Departamento de Letras.

v. 161 f.: il ; 29,7 cm.

Inclui referências bibliográficas.

1. Adaptações. 2. Adaptações juvenis. 3. Paráfrases literárias. 4. Literatura escolar. 5. Clássicos adaptados. 6. Clássicos para jovens leitores. 7. Traduções juvenis. 8. Formação de leitores. I. Cardoso, Marília Rothier. II. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Departamento de Letras. III. Título.

Para Ateneia, minha mãe,

por fazer de mim um leitor.

Agradecimentos

A Luiz Raul Machado e Egberto Gaia, amigos e incentivadores.


A Ana Maria Machado, Carlos Heitor Cony e Jiro Takahashi, por terem dividido suas experiências e convicções de maneira tão gentil.
A Ana Cristina Coutinho Viegas e Maria Lília Simões de Oliveira, por terem me ajudado a pensar sobre literatura e linguagem.
À minha orientadora Profª. Marília Rothier Cardoso, pela dedicação.
A Chiquinha, sempre prestativa e eficiente.
A Sílvia e Júlia, minhas maiores motivações, pela paciência e carinho.
Resumo

Monteiro, Mário Feijó Borges. Adaptações de clássicos literários brasileiros: paráfrases para o jovem leitor. Rio de Janeiro, agosto de 2002. 153 págs. Dissertação de Mestrado. Departamento de Letras. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.


Parafrasear, nos termos desta dissertação, é contar um enredo já conhecido com o próprio texto. As paráfrases para o público escolar são textos novos construídos sobre enredos antigos, são apropriações textuais. Embora concebidas, divulgadas e comercializadas como produtos de massa, dependem daquele apelo que a tradição literária (canônica) exerce sobre os professores. A relação intertextual que as caracteriza não é marcada pelos jogos referenciais típicos da pós-modernidade. Não devem ser confundidas com pastiches, paródias ou plágios.

No passado, durante a fase de nacionalização do livro escolar no Brasil, recontar histórias já escritas não era motivo de crítica ou desconfiança; era um ato de resistência. Nossa indústria editorial ainda estava em construção, pois nem os editores eram brasileiros. Dependíamos de livros vindos de fora. Traduzir e adaptar os clássicos estrangeiros era contribuir para a “independência” da cultura nacional. O texto traduzido e adaptado para o nosso público escolar, além de transmitir a uma nova geração “as obras universais” (leia-se o cânone ocidental), devia fazê-lo com linguagem viva e apropriada para a juventude nacional. O grande nome deste período é Monteiro Lobato.

No Brasil, o recente lançamento de adaptações escolares baseadas em obras brasileiras e portuguesas constitui um marco histórico no segmento de clássicos adaptados. E coloca a paráfrase escolar como uma questão a ser pensada pela comunidade de professores, teóricos e críticos.




Palavras-chave
Adaptações; paráfrases literárias; literatura escolar; clássicos adaptados; narrativas para jovens leitores; traduções juvenis; formação de leitores.
Abstract

Adaptations of Classics of Brazilian Literature:

Paraphrases for Young Readers

 
Paraphrases for school-age readers are new texts based on old plots: they are textual appropriations. Although conceived, disseminated and marketed as mass products, they rely on the (canonical) literary tradition’s appeal for teachers. The intertextuality that characterizes them is not marked by the referential games typical of postmodernism. They are not to be seen as cases of pastiche, parody or plagiarism.

A text that is translated and adapted for school-age readers should not only introduce the younger generation to “universal works” (i.e., the Western canon) but also do it in a language that is contemporary and appropriate to the young people of a given time. The recent publication of adaptations of Brazilian works is a landmark in the history of adapted classics, and raises the issue of school paraphrases as one that should be examined by the academic community.


Key-words
Adaptations; literary paraphases; school literature; adapted classics; texts for young readers; translations for scholl-age readers; new readers.

Sumário
Introdução 01

1. Os pioneiros e a nacionalização do livro escolar 13


2. O estilo lobatiano e o valor de grife do tradutor/adaptador 35


3. A musa industrial e a profissionalização dos adaptadores 48


4. Sucessos e tropeços da literatura para jovens leitores 70


4.1 Comentários sobre o pós-modernismo 76

4.2 Comentários sobre o pastiche 78

4.3 Comentários sobre a paródia 82

4.4 O que é literatura: como justificar os livros para jovens? 89

4.5 Paráfrases para o jovem leitor 100

Referências bibliográficas 121

Notas 126

Anexos 131





Catálogo: iel -> memoria -> projetos -> teses
teses -> Quem conta um conto aumenta, diminui, modifica. O processo de escrita do conto lobatiano
teses -> Histórias, Memórias, Aventuras, Vidas
teses -> Marcia de Paula Gregorio Razzini o espelho da naçÃO: a antologia nacional e o ensino de português e de literatura
teses -> 5 Os clássicos se vestem de bits
teses -> Mary de andrade arapiraca salvador bahia
teses -> Pontifícia universidade católica do rio grande do sul faculdade de letras
teses -> I. Bibliografia consultada
teses -> Marisa Lajolo e Regina Zilberman
teses -> A relação literatura/homem é fundamental porque "o texto poético favorece a formação do indivíduo, cabendo, pois, expô-lo à matéria literária, requisito indispensável a seu aprimoramento intelectual e ético"
teses -> Anexo I lista dos membros da diretoria e das comissões permanentes do ihgb (1838-1889)


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