Mudanças e mudanças nas organizações públicas



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Encontro06.08.2016
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    1. Mudanças e mudanças nas organizações públicas


Não é nosso propósito discutir a tomada de consciência para mudanças no mundo moderno. Ao contrário, reconhecer necessidades de mudanças e conviver com mudanças já faz parte de qualquer agenda organizacional. As empresas já introjetaram essa necessidade e já aprenderam a redirecionar o foco de sua atenção e esforços para o ambiente externo. As empresas modernas traçam seus objetivos, metas e ações em função das influências externas: mercado, concorrentes, clientes, sociedade, governo, entre outras tantas decorrentes do processo de globalização e aceleração tecnológica e das comunicações.
Contudo, torna-se importante recuperar alguns aspectos que diferenciam mudanças nas organizações públicas e privadas. Ambos os tipos de organizações, sabemos, privadas ou públicas, foram criadas e sustentadas durante várias décadas nos princípios da burocracia. A forma como evoluem e se flexibilizam em termos desses princípios é que determina a velocidade de mudanças de cada uma. E essa evolução está diretamente relacionada ao grau de dependência dos fatores externos. Quanto maior a dependência da organização dos fatores externos (concorrência, lucratividade, clientes, principalmente), maior, também será a necessidade e a capacidade da organização para efetuar mudanças. Quanto menor a dependência dos fatores externos, menor será a necessidade e, portanto, maior será a resistência para as mudanças.
As organizações privadas, pela turbulência do meio em que vivem, e sua própria natureza voltada para os lucros e para a competitividade, se desprendem mais facilmente das amarras do modelo.
As organizações públicas, pela sua menor dependência dos fatores externos, têm um ritmo mais lento de mudanças. Nelas, a cultura organizacional é mais cristalizada e os princípios engessantes da burocracia são mais fortes e imperativos. Porém, elas não estão livres às influências externas.
PENENGO (1997) enfatiza que, embora mais intensa nas organizações privadas, as públicas não ficam imunes a essa pressão. Segundo o autor, alguns fatores têm contribuído: 1) polarização da economia de mercado, cujo fundamento é a competência e esta exige eficiência, qualidade; 2) redução de recursos e do Estado, ocasionando redução de pessoal e, como consequência, pressionando pela eficiência e eficácia do aparelho público; 3) o avanço da tecnologia, em particular da informática (ex;: bases de dados relacionais, tempos reais, sistemas em redes), influenciando fortemente o modo de fazer das pessoas.
Além das questões de ordem interna, apontadas pelo autor, as instituições públicas, mesmo não vivendo em função da economia de mercado, na medida em que são subsistemas de um sistema maior, que é a sociedade que as cerca, são atingidas pelas mudanças ocorridas no seu ambiente. Exemplo disso, na UFMG, é a própria mudança da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, publicada em 1996. Ela altera toda a estrutura curricular dos cursos, para atender às novas realidades sociais. E o desenvolvimento do novo sistema se fez urgente exatamente para atender à flexibilização curricular proposta na nova LDB. Outro fator do ambiente externo que tem provocado mudanças na organização em estudo são as pressões pela mudança de software, atualmente considerado obsoleto e defasado, gerando motivos de reclamações e


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