Mulheres alterardas



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MULHERES ALTERARDAS”: O ESTEREÓTIPO FEMININO NA VISÃO DE MAITENA
Jéssica Filla Souza (IC-Voluntária), Drª. Níncia Ribas Borges Teixeira (Orientador), e-mail: ninciaborgesteixeira@yahoo.com.br
Palavras-chave: Maitena; Mulheres Alteradas I; Pós-feminismo; Histórias em Quadrinhos
Resumo: Desde a Revolução Industrial as mulheres vêm conquistando, de uma maneira gradual, espaço na vida pública e na política. Graças ao acesso à educação, elas têm conseguido cargos, até então, improváveis de ser alcançados, em profissões na área de Direito, Medicina e na Pesquisa Científica, por exemplo. A maior dificuldade ainda é a aceitação do sexo feminino em cargos de chefia, tanto nas empresas quanto na política. A argentina Maitena Inés Burundarena, autora de Mulheres Alteradas I, pretende em seu livro demonstrar a permanência de certos valores patriarcais e de que maneira isso afeta a vida das mulheres deixando-as alteradas. O objetivo da pesquisa é identificar o perfil da mulher moderna. Que mulher é essa, quais são seus problemas e o que a deixa alterada? São algumas das questões que pretendemos abordar. O livro analisado resulta de uma seleção de quadrinhos publicados entre 1993 e 1994 em meios de comunicação argentinos.
Introdução
Este trabalho tem como objetivo analisar o perfil feminino no livro Mulheres Alteradas I, da autora argentina Maitena. Por trás de quadrinhos divertidos, ela tece uma crítica social sobre como a mulher é vista e tratada nos dias de hoje. Neste estudo, analisaremos o contexto da mulher na sociedade, a história dos quadrinhos, a vida da autora e, por fim, como Maitena retrata a mulher, e qual é o estereótipo que a autora cria a partir de suas experiências como mulher.

O livro mostra diversas situações em que a mulher moderna está inserida, assim como todos aqueles que de alguma maneira estão envolvidos na vida feminina: pais, marido, filhos, sogra. Dessa maneira, Maitena mostra o mundo em que a mulher vive hoje, todos os impasses, objetivos, anseios e, principalmente, como o nome do livro já diz o que deixa a mulher moderna alterada. O que faz dela ser tão diferente do homem e por que, muitas vezes, elas são consideradas complicadas demais pelo sexo oposto, essas são algumas das questões que a autora quer registrar em sua obra.

Todas as grandes – e pequenas – preocupações femininas passam pelos quadrinhos de Maitena: os namorados machistas e ciumentos; a falta que eles fazem; como eles permanecem conservadores, enquanto elas oscilam entre a tradição e a modernidade; as dificuldades em conciliar vida privada e vida doméstica; a dicotomia feminina que se envaidece – e luta – por estar dentro dos parâmetros da moda e se orgulha de ser ela mesma, original, independente; as diferenças comportamentais entre homens e mulheres, enfim as alegrias e angústias que definem a sociedade ocidental adulta contemporânea. (REIS, p. 47)
O estudo dos quadrinhos aliado à teoria pós-feminista constata muitos valores patriarcais permanecem inalterados. Muitos conceitos ainda são os mesmos para as mulheres, mesmo que a revolução feminista tenha sido um movimento tão forte e que trouxe novos paradigmas para a vida feminina, ainda existem muitos aspectos que não mudaram e, infelizmente, esses aspectos fazem com que algumas mulheres ainda vivam sob o jugo de uma sociedade patriarcal.
Materiais e Métodos
O Trabalho foi realizado a partir de leituras teóricas acerca de gênero, pós-feminismo e representação,. Em seguida, fez-se a análise dos quadrinhos de Maitena.
Conclusões
O estereótipo que Maitena cria é o da mulher moderna do século XXI, mas que ao mesmo tempo fica alterada por motivos muito antigos. Uma mulher preocupada com tudo e com todos e que por se preocupar tanto se torna uma mulher alterada. Ela divide seu tempo entre o trabalho e a sua casa, o marido e os filhos, os amigos e a sua vida pessoal e muitas vezes nega a si mesma pelos outros.
Mesmo a mais emancipada, independente e bem resolvida das mulheres ainda se vê mergulhada na burocracia cotidiana do lar. É a velha história: depois de um dia inteiro de trabalho, é preciso lidar com uma rotina muito parecida com a das donas-de-casa do passado: dar orientações sobre refeições, lembrar que é preciso trocar a lâmpada da geladeira, marcar o médico das crianças ou dar aumento à empregada. Mesmo que se tenha um marido do tipo participante e engajado, a dupla jornada ainda é uma realidade para a maioria das mulheres. (Disponível em: http://veja.abril.com.br/especiais/mulher_2006/p_048.html, acesso em 05/03/2008)
O que a autora registra em sua obra são fatos que para a grande maioria dos homens é fútil e não é um motivo de preocupação, muitas dessas “preocupações” foram impostas pela sociedade, que preceitua que a mulher deve estar sempre bonita, ser magra, ter uma família feliz, um bom emprego.

A autora demonstra algumas das cobranças que a mulher sofre e, dessa maneira traduz o universo feminino moderno em seus quadrinhos, por isso Mulheres Alteradas é atual e fácil de se identificar, pois é um reflexo do que acontece com grande parte das mulheres ocidentais.



Referências
REIS, Luciana Prado. Maitena e suas mulheres alteradas: a construção do feminino na conteporaneidade. Disponível em:< http://www.unincor.br/pos/cursos/MestreLetras/arquivos/dissertacoes/LUCIANA%20PRADO%20REIS.pdf> Acesso em 09 de Janeiro de 2008.
MAITENA. Mulheres Alteradas 1; tradução de Ryta Vinagre. – Rio de Janneiro: Rocco, 2003
PINHEIRO, Daniela; MAXIMILIANO, Adriana. O Feminismo na Crise dos 40. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/especiais/mulher_2006/p_048.html> Acesso em: 05 de Março de 2008


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