Museu nacional do cavalo mangalarga marchador abre as portas em 2008



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MUSEU NACIONAL DO CAVALO MANGALARGA MARCHADOR ABRE AS PORTAS EM 2008

 

Cruzília, berço da raça, irá imortalizar a história do marchador.

 

O sonho virou realidade! Depois de passar por inúmeras dificuldades e desilusões os criadores do Sul de Minas podem ver o resultado de seu trabalho: o Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador deixou de ser apenas um projeto e já está em fase de construção.



 

A intenção de criar um museu para abrigar a história da raça veio da vontade de democratizar o acesso às informações sobre a origem, formação e desenvolvimento do cavalo Mangalarga Marchador. Segundo Domingos Lollobrigida Jr., diretor secretário executivo da Fundação Barão de Alfenas, a idéia do Museu do Cavalo Mangalarga Marchador é antiga e sempre foi comentada entre os criadores, mas de forma efetiva surgiu em 1995 no programa de governo da gestão 96/97 do Clube do Cavalo de Cruzília. "Na ocasião não conseguimos sucesso no intento, mas a idéia permaneceu circulando entre os criadores", comentou.

 

O Percurso

 

Em 2003, durante o Congresso JK dos criadores do Cavalo Mangalarga Marchador realizado no Hotel Glória, em Caxambu, foi apresentada por Ricardo Casiuch a idéia de um museu sobre a raça. Em seguida os criadores da região comentaram que esse era um antigo desejo, então ficou lavrado em documento oficial o apoio ao projeto de construção do Museu.



 

Logo após o congresso, foi criada uma comissão composta pelo Presidente do Clube do Cavalo Silvio Júlio Junqueira Pereira, pelo Prefeito de Cruzília Carlos Orlando Penha, pela Presidente da Câmara Municipal de Cruzília Rosangela Nascimento de Castro Santos, pelo Presidente do Sindicato Rural de Cruzília José Maurício Junqueira Maciel e por Domingos Lollobrigida Jr., na época coordenador do projeto a ser apresentado à ABCCMM. Assim foi formalizada a intenção de criação do museu, e apresentada ao então presidente da ABCCMM Nelson Boechat, em audiência realizada na sede da associação em Belo Horizonte.


"Na audiência, Dr. Nelson se mostrou entusiasmado com nossa proposta e marcou uma visita a Cruzília, que se efetivaria nos 15 dias seguintes a nossa audiência. 15 dias se passaram, depois meses e para nossa surpresa na Exposição Nacional do mesmo ano, Dr. Nelson apresenta aos associados um projeto de construção de um "Memorial" ou Museu no Colégio Dom Bosco em Cachoeira do Campo , próximo a Ouro Preto , local que nada tem a ver com a história do Cavalo Mangalarga Marchador. Ficamos muito chateados com o ocorrido, principalmente pelo descaso com que fomos tratados. Imediatamente elaboramos um documento denominado "A César o que é de César" e divulgamos na mídia Mangalarguista o ocorrido", comentou Domingos Lollobrigida Jr.

 

Apesar desta decepção sofrida pelos criadores eles não desistiram do projeto. Com a proximidade das eleições para a diretoria da ABCCMM o então candidato Magdi Shaat procurou os idealizadores do projeto e empenhou sua palavra de que apoiaria a construção do museu independentemente de ser eleito ou não. "Ganhamos um grande aliado: Magdi Shaat. Magdi não foi eleito, mas assumiu a presidência do Núcleo do Sul de Minas que se juntou ao Clube do Cavalo de Cruzília, para a realização de nosso projeto," comentou Silvio Julio Junqueira Pereira, presidente do Clube do Cavalo de Cruzília.



 

Em 2005 Cruzília recebeu a visita do atual presidente da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador, Eduardo Simões, que em conversa com os membros do Clube do Cavalo, assumiu o compromisso de apoiar o projeto desde que não fosse necessário investimento de recursos financeiros por parte da associação. Os criadores concordaram e foi recebida a chancela da ABCCMM e o sinal verde para o início do projeto do Museu.

 

A princípio foi constituída uma comissão para desenvolver o tão sonhado projeto, composta por representantes do Núcleo do Sul de Minas, Clube do Cavalo de Cruzília, ABCCMM, Prefeitura de Cruzília e pelo historiador Ricardo Casiuch. Foi esta comissão que definiu a forma jurídica do Museu, o local da sede, os pontos históricos, entre outros.


Com o objetivo de criar uma instituição administrada com a maior transparência possível, a forma jurídica escolhida para ser a mantenedora do museu foi uma fundação, sendo o Ministério Público do Estado de Minas Gerais curador e fiscal direto de suas atividades. Em 22 de Setembro de 2006 foi constituída a Fundação Barão de Alfenas que conta com Magdi Abdel Raouf Gabr Shaat e Silvio Julio Junqueira Pereira como instituidores.

 

A Concretização

 

No dia 5 de maio de 2006 foi lançada a "Pedra Fundamental" do Museu, na "Casa da Bela Cruz", local escolhido para ser a sede e divulgada a previsão de inauguração, que em um primeiro momento aventou-se a possibilidade de em 12 meses estar concluído , mas com o amadurecimento do projeto foi marcada a inauguração para o início de 2008, tendo em vista as comemorações do bicentenário da chegada da Família Real no Brasil, que trouxe na bagagem o ingrediente fundamental para a construção do Cavalo Mangalarga Marchador, o Cavalo Alter Real. A Inauguração do Museu fará parte da Programação Oficial desta data comemorativa, com envolvimento dos Governos Brasileiro e Português.



 

Após o lançamento da pedra fundamental as atividades práticas se iniciaram na casa sede, que vai abrigar os seguintes ambientes: "Barão de Alfenas", Ambiente ABCCMM, Ambiente Cavalo Alter, Ambiente Caçadas ao Veado, um espaço dedicado a cada um dos pontos históricos (Fazendas de Criação), uma biblioteca e um centro de referência , cantina , loja de souvenirs e a administração do museu.

 

A Casa da Bela Cruz vai servir como base para o museu, que vai oferecer a seus visitantes um roteiro interativo. Todos os pontos históricos que farão parte do museu terão seu espaço na sede e estarão dispostos seguindo um linha do tempo que respeitará a data do surgimento do Mangalarga Marchador em cada um deles. As peças que serão expostas na "casa sede" e nas fazendas, virão dos criatórios, da ABCCMM, da Coudelaria de Alter em Portugal e de muitos outros lugares do Brasil. Tudo isso será selecionado pela museóloga Dra. Célia Corsino, contratada para a execução do projeto.



 

O visitante terá o primeiro contato com a história do Mangalarga Marchador na "casa sede" e de lá partirá para um tour aos pontos históricos. Com um veículo coletivo, ônibus ou micro-ônibus, os visitantes conhecerão diversas fazendas que contam a história do Marchador, onde poderão apreciar peças históricas além de conhecer e montar a tropa destes locais. Durante todo o tempo, os visitantes serão acompanhados por guias, treinados para explicar a todos eles a importância histórica de cada local e peça. Cerca de 18 fazendas, distribuídas no Sul de Minas, Zona da Mata, Zona das Vertentes e nos Estados do Rio e Janeiro e São Paulo farão parte dos roteiros oferecidos pelo Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador.

 

A princípio o museu vai oferecer a seus visitantes três Roteiros: o primeiro -  partindo da sede do museu passando pelas fazendas Boa Vista, Ruínas da Campo Alegre, Ruínas da Cafundó e finalizando na Bela Cruz; O segundo - partindo da sede do museu passando pelas Fazendas Narciso, Favacho e Traituba e o terceiro - partindo da sede do museu passando pelas Fazendas Angaí, Campo Lindo - JB, Engenho de Serra e Bela Vista. Posteriormente o museu oferecerá roteiros na Zona da Mata e no Estado de São Paulo, ainda a serem definidos e certamente contemplarão as fazendas tradicionais daquelas regiões como Tabatinga, Herdade, Abaíba, Agudo e outras que desde o início contarão com seu respectivo espaço na "casa sede".



 

Além de imortalizar a raça Mangalarga Marchador, o museu tem como objetivo facilitar a vida dos amantes do turismo rural. "Há muito tempo recebemos visitas de pessoas interessadas em conhecer o local de origem do Cavalo Mangalarga Marchador, criadores de todo o Brasil e também pessoas do exterior, principalmente dos Estados Unidos e da Alemanha, o Museu facilitará estas visitas," explicou Silvio Júlio.

 

Mas esse não é único seguimento de público esperado pela mantenedora do empreendimento. "O Museu terá certamente um público bem eclético, desde estudantes locais até pesquisadores universitários interessados na vida rural dos brasileiros dos séculos XVIII e XIX; turistas que estejam de passagem pelo roteiro da Estrada Real ou pelo Circuito das Águas, até criadores e aficionados pelo Cavalo Mangalarga Marchador de outras regiões do Brasil", comentou Marcelo Junqueira Ribeiro, Presidente da Fundação Barão de Alfenas.



 

O projeto conta com a parceria do Instituto Flávio Gutierrez, da ABCCMM, da Prefeitura e da Câmara Municipal de Cruzília-MG, que destinou recursos no Orçamento 2007 para a Fundação Barão de Alfenas. Além destas instituições os organizadores contam com o apoio dos moradores da região que estão vendo o projeto do museu com entusiasmo, principalmente por parte dos criadores que continuamente oferecem algum acervo para fazer parte do Museu.



 

Com a inauguração prevista para início de 2008, os responsáveis pelo projeto já preparam o primeiro instrumento de ligação entre o visitante e o Museu, seu site, (www.museumm.org.br) que inicialmente, mostrará o andamento do projeto e prestará conta dos recursos utilizados. Quando o Museu estiver em funcionamento o site divulgará toda a programação e roteiros, formas de contato, e-mail e telefones.



 


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