Na hora de contar



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Encontro29.07.2016
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NA HORA DE CONTAR

Celso Sisto







Recomendável

Não Recomendável

- olhar para a platéia

- fingir que olha, olhar para o chão, para o teto, por cima das cabeças

- distribuir o olhar igualmente por toda a audiência

- não fixar-se num lado ou numa pessoa

- linguagem de acordo com a platéia

- infantilizar a linguagem; exagerar nos diminutivos

- linguagem fluida

- vícios de linguagem: aí, né, então,...

- não denunciar o erro: troca de palavras, troca de episódios e fatos; esquecimento de algo ou da seqüência da história

- expressar o erro pedindo desculpas, fazendo comentários acerca do erro, da troca ou da falha de memória

- visualizar a história enquanto narra; criar um roteiro visual e verbal, por episódio, na seqüência da história

- “cuspir” o texto; falar mecanicamente; não sentir o poder e força das palavras

- usar gestos expressivos, que acrescentem algo ao entendimento da história

- usar gestos apenas para ilustrar o que a palavra já diz

- movimentar-se só quando a história “exigir”

- andar sem parar, de um lado para o outro, em círculos, etc.

- não explicar a história; o texto deve falar por si mesmo

- transformar a história em aula com desenvolvimento didático e necessidade de explicação a cada “coisa” narrada

- preparar a história antes; ensaiar sempre

- contar só baseando-se no improviso


Recomendável

Não Recomendável

- não prender qualquer parte do corpo enquanto está contando, tipo mãos no bolso, braços cruzados (na frente ou atrás)

- contar sentado, imobilizando metade do corpo ou apoiar-se em “muletas”, como caneta na mão ou algo para ficar mexendo

- evitar movimentos repetitivos

- cabelo solto, franja no rosto, cordões e roupas chamativas – toda e qualquer coisa que desvie a atenção da história e chame a atenção sobre o contador

- que o tom de contar seja diferente do tom de bater-papo

- narrar como se estivesse declamando, de forma “empolgada” e exagerada

- projetar a voz em direção ao espaço

- contar a história com o mesmo tom

- usar diversos ritmos no decorrer da narração

- usar o mesmo ritmo do início ao fim

- acreditar na história que está sendo contada

- fingir que acredita na história

- usar pausas durante a história, explorar o silêncio, o movimento sem palavras

- falar ininterruptamente

- dar à apresentação um tratamento de espetáculo

- ignorar que toda e qualquer apresentação pública de história envolve uma preparação estética


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