Natureza humana e natureza do todo no corpus hipocrático



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NATUREZA HUMANA E NATUREZA DO TODO NO CORPUS HIPOCRÁTICO

Edrisi Fernandes (especialista/mestrando em metafísica, UFRN)


Passando os olhos pelas obras que compõem o “Corpus Hipocrático”, percebemos imediatamente a extrema atualidade de diversos aspectos de sua mensagem, especialmente no que concerne às implicações filosóficas da condição do homem como ser da Natureza. Encontramos ali reflexões associativas sobre a Natureza como um todo (phýsis toũ pantós), a Natureza humana (phýsis toũ ảnthrôpou), e a natureza das interações dos seres humanos com o todo - a natureza do todo (toũ holou physêos).

Foi na Medicina que o conceito grego de phýsis se aplicou e desenvolveu-se de modo mais fecundo. Dando-se crédito a Galeno,

“Hipócrates, o primeiro dos médicos e filósofos que conhecemos, também foi aparentemente o primeiro a reconhecer as operações da natureza (phýsis). Ele a admira e constantemente entoa-lhe loas, chamando-a de ‘justa’ e defendendo1 que ela sozinha é suficiente para todos os seres vivos, pois ela faz tudo por si mesma e sem precisar de instrução. Ele supõe que ela, sendo assim, possui certos poderes ou faculdades, um dos quais seria a atratividade para o que é apropriado, e outro dos quais seria a repulsividade para o que é estranho, e ele entende, pelo exposto, que ela nutre o ser vivo, fá-lo crescer, e remove suas doenças por separação (krísis) [do inapropriado/estranho]. Esta é a razão pela qual se diz que há em nossos corpos um ‘consenso’ acerca dos fluxos de ares e líquidos, e que tudo está em ‘simpatia’” (Faculdades Naturais, 1. 13, in: Claudii Galeni Opera Omnia, ed. Kühn).

A partir do tratado Da Doença Sagrada, transparece a idéia de que somente o estudo da natureza capacita o homem para o autoconhecimento que permite a criação de sua técnica médica. O autoconhecimento como modo de apreensão da natureza íntima de si e, especularmente, do mundo, deveria obrigatoriamente conduzir à saúde – inicialmente e de modo obrigatório, do próprio médico (Médico, I).

O tratado Das Doenças das Moças enfatiza a interdependência do homem e da Natureza como constituindo um todo que não pode ser fracionado sem prejuízo. Ali, “o princípio da medicina é a constituição do eterno, pois não é possível conhecer a natureza das moléstias, objeto de investigação dessa arte, se não se conhece seu princípio no indivisível de onde ela emana” (D. das Moças, 1). A idéia da unidade do todo transparece também na seguinte passagem do Da Nutrição, 9: “O começo de tudo é um e o fim de tudo é um, e o mesmo é começo e fim”2.

O conceito hipocrático de moléstia, que guarda relação antinômica direta com o significado literal da palavra hygeia (= “estado de alguém que está bem na vida”), diz respeito não apenas ao corpo, mas também à mente e à moral. Como esclarece Xavier Zubiri (in: Sócrates y la sabiduria griega),

“‘Las cosas’, em su sentido primário, no son solamente la Naturaleza, los seres naturales (physei ónta); cosas son también esas de que el hombre se ocupa en la vida y de que se sirve para satisfazer sus necesidades o para solazar-se”.

Segundo o tratado Dos Ares, Águas e Lugares, 19, 3, “quando nós saímos de nosso estado habitual, nosso [bom] senso desaparece”. Nosso “estado habitual” de unidade [com nós mesmos, com nossos pares e com a Natureza] só aparece quando os elementos que compõem a Natureza do homem estão em condições de igualdade (isomoiriaDos Ares..., 12; Da Med. Antiga, XIV), adequadamente proporcionados (métriôs - Da Nat. Humana, 4), eqüitativamente balanceados (isazein Do Regime, 69), sem que haja sobrepujança (kratheistai) de nenhum dos elementos (Do Regime, 69) na sua mistura (krasis). Essa idéia, que guarda afinidades com aquela de Alcméon de Crótona - que sugeriu que o que mantém a saúde é “uma igualdade de forças (isonomia tôn dynameôn)” e que a saúde é a “mistura proporcional” das qualidades (dos elementos)3 (Diels-Kranz 14: I Fr. 24A13, B4) - persistiu com Aristóteles (Física 246 b 4-6), com o filosofo estóico Crisipo (De Affectibus, frag. 471 dos Stoicorum Veterum Fragmenta, ed. J. von Arnim, v. 3, p. 121; tb. cit. em Galeno, Das Doutrinas de Hipócrates e Platão, 5. 2), e também com Galeno (Da Preserv. da Saúde) – eles definiram a saúde como a mistura harmônica (eukrasia) e a proporção adequada (symmetria) dos elementos.

A ação do terapeuta no combate à moléstia deve estar completamente “em conformidade com a Natureza (katà phýsin)” (Das Fraturas, 2. 3). No Fedro, Sócrates pergunta a Fedro (270c-d): “Você pensa que alguém pode adquirir algum conhecimento apreciável da natureza da alma sem conhecer a natureza do todo?4. Fedro responde: “A se acreditar no asclepíade Hipócrates, também não se pode conhecer a [natureza] do corpo se não se proceder desse modo”, ao que Sócrates arremata dizendo: “Ele está certo, meu amigo”.

No Do Regime, I. 2, faz-se menção ao “conhecimento e discernimento da natureza do homem como um todo – conhecimento dos seus constituintes originais e discernimento dos componentes pelos quais ela é controlada”, e W. D. Smith (in: The Hippocratic Tradition, p. 47) acredita que a passagem na qual se insere essa frase revela a metodologia atribuída por Sócrates, no Fedro, 270c-d, a Hipócrates. O tratado Da Med. Antiga explica que através do “método justo e correto” (XII, 598) é possível aprender a fundo “essa ciência [a medicina hipocrática], que consiste exatamente em saber o que é o homem, as causas que o produzem, e todo o resto” (XX, 622).

Saber “os constituintes originais”/as causas que produzem o homem, e poder discernir os componentes pelos quais a natureza humana é controlada, equivalem, no tratado Da Med. Antiga (XX, 621), a estar apto, como Empédocles e outros sábios que escreveram sobre a Natureza, a descrever “aquilo que, em princípio, é o homem, como ele foi formado em primeiro lugar e de quais elementos ele foi composto”. Porque é então que Hipócrates diz que tudo aquilo que se disse ou escreveu sobre a Natureza, fora da medicina, diz mais respeito à arte do pintor5 que àquela? A resposta mais provável está na passagem de Da Med. Antiga que insinua que apenas o médico hipocrático sabe “o que é o homem em relação às coisas que come, ao que bebe, e em relação ao seu gênero de vida”, e qual será, de cada coisa ou comportamento, “o efeito produzido sobre cada indivíduo” (XX, 622-23). Somente o médico hipocrático sabe integrar o conhecimento da natureza do mundo ao conhecimento da natureza do homem, de modo a respeitar a Natureza e fazer dela sua principal aliada na manutenção ou recuperação da saúde.

O homem está submetido às regras que lhe prescreve a natureza, e precisa conhecê-las e respeitá-las para viver corretamente, em estado de saúde [do corpo, da alma, da moral, da sociedade]. W. Jaeger explica do seguinte modo essa conformidade com a Natureza: “As doenças não são consideradas isoladamente e como um problema especial, mas é no homem [ou grupo social] vítima da enfermidade, com toda a natureza que o rodeia, com todas as leis universais que a regem e com a qualidade individual dele”, que a visão deve ser fixada (Paidéia, p. 1007). A saúde depende de uma relação de harmonia com a Natureza própria e a comunal (harmonia esta personificada como Higéia [a Saúde], a vis medicatrix naturæ), e com a Natureza total (harmonia esta personificada como Panacéia [a Recuperação]). Quando respeitada e apropriadamente consultada, a Natureza dá sinais sobre os processos de cura e oferece a matéria prima para remediar as moléstias.

Uma passagem do livro das Epidemias afirma:

“Na doença, a natureza do corpo é o médico. A natureza encontra por si só o caminho, e não através do pensamento. (...) Bem treinada, prontamente e sem instrução, a natureza faz o que é necessário”6 (Epidemias, VI, 5. 1).

Somente em virtude de ser o corpo “uma cópia do Todo” (Do Regime, 10)7 é que a natureza pode ser o médico auto-instruído e eficaz do corpo, a “justa medida” da saúde. W. Jaeger (op. cit., p. 1035) acrescenta que

“o médico é chamado a restaurar a medida oculta, quando a doença vem alterá-la. Em estado de saúde, a própria natureza se encarrega de implantá-la (cf. Da Med. Ant., cap. 5, final; Do Regime, III. 69), ou antes, é ela própria a justa medida”.

A adequação das relações do homem com o seu entorno não pode ser adquirida sem uma tomada de consciência sobre o que representa e define a existência humana. Porisso o autor de Da Med. Antiga diz que

“deve-se ter em vista uma certa medida (métron). [Ora,] de medida, número ou peso, por referência à qual conhece-se a verdade, não se saberá encontrar nenhuma outra fora da sensibilidade do corpo ” (Med. Ant., IX, 589, grifo nosso).

Veremos que o que se entendia no pensamento hipocrático como “sensibilidade do corpo” era uma maneira de sentir/perceber o mundo que muito extrapola a esfera do biológico.

O tratado Dos Ares, Águas e Lugares apregoa que “quem quer que venha a estudar medicina de modo correto” deve conhecer o efeito do equilíbrio (métriotès) e da mudança (métabolè) das estações (pelo que se recomenda aprender astronomia), bem como o efeito dos ventos, da água e do solo, e deve também, por último, “considerar o próprio modo de vida” – a natureza de cada um, o que se bebe e se come, o exercício e a fadiga (Dos Ares..., 1-2). Este último tratado também postula a influência de fatores sócio-políticos sobre a saúde, sugerindo por exemplo que “quando os homens não se autogovernam e não são seus próprios senhores” eles perdem o “alto-astral” (Dos Ares...,16), e lembrando ainda que “aqueles que se autogovernam irão prontamente correr riscos, porque o fazem para si mesmos. Eles estão prontos e propensos a encarar até mesmo o pior dos destinos, quando as recompensas da vitória lhes pertencerão” (Dos Ares..., 23). Quando correr riscos vale a pena, “sempre há mudanças, e a mente dos homens é instigada, de modo que não entra em estagnação” (Dos Ares...,16).

Precisamos ainda harmonizar o caráter “holístico” das diversas citações que fizemos do Corpus Hipocrático com a sentença do início do tratado Da Nat. Humana, que diz que “quem quer que esteja acostumado a ouvir discutirem a natureza do homem fora de suas relações com a medicina não achará nada de interessante no presente relato” (Nat. Hum., 1). O que significa, no Corpus Hipocrático, discutir a natureza do homem sem sair de suas relações com a medicina? E na discussão da natureza do homem, onde começa a medicina e termina a filosofia? Certamente tais perguntas não são fáceis de responder, mas talvez possamos contar com a ajuda de Aristóteles.

Depreende-se da leitura de Sobre os Sentidos e o Sensível (436 a 14 – b 1) e Da Respiração (480 b 22-30) que os médicos cultos e refinados, que são aqueles que estudam sua arte filosoficamente, na intenção de terem uma visão clara dos primeiros princípios ou causas da saúde e da doença baseiam suas teorias médicas em princípios derivados da filosofia da natureza. Discutir a natureza do homem sem sair de suas relações com a medicina significa partir da natureza para chegar ao homem, enquanto que os physiológoi, que querem chegar aos primeiros princípios da natureza mesma (phýsis), completam seu trabalho com uma investigação sobre sua ciência/arte irmã, a medicina, de modo a compartilhar o aprendizado desta sobre o modo de voltar ao homem, à medida do homem, depois de ter refletido sobre o micro e o macrocosmo. Aprendendo com o médico hipocrático, podemos, como sugeriu Sócrates, chegar a conhecer de modo apreciável a natureza do corpo, a natureza da alma e, abrindo com chave de ouro os olhos do nosso ser integral, também a natureza do todo.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

Estóicos (diversos pensadores). Stoicorum Veterum Fragmenta, ed. J. von Arnim, 4 vols. Leipzig: Teubner, 1903 [reimp. Stuttgart: Teubner, 1964].

Galeno. Claudii Galeni Opera Omnia [20 vols.], ed. D. C. G. Kühn, Leipzig, 1821-33 [reimpr. Hildesheim, 1965].

Hipócrates. Œuvres Complètes d’Hippocrate, 10 vols., ed. Littré. Paris: J. B. Baillière, 1839-61 [reimp. Amsterdã: A. M. Hakkert, 1973].

Jaeger, W. Paidéia - A Formação do Homem Grego, trad. Artur M. Parreira. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

Pré-Socráticos. Fragmente der Vorsokratiker, ed. H. Diels-W. Kranz, 3 vols., 12a ed. Dublin/Zurique: Weidmann, 1966.

Smith, W. D. The Hippocratic Tradition. Ithaca/Londres: Cornell University Press, 1979.

Zubiri, X. Sócrates y la sabiduria griega. Escorial 2 (1940): 187-226, e 3 (1941): 51-78.

SBEC – IV Congr. Nac. de Estudos Clássicos/ XII Reunião

Comunicação Livre
Título da Comunicação: Natureza Humana e Natureza do Todo no Corpus Hipocrático

Proponente: Edrisi Fernandes

Instituição: UFRN (Grupo de Estudos de Metafísica e Tradição/ Programa de Mestrado em Metafísica).

Endereço para correspondência: Rua Calixtrato Carrilho, 930, Barro Vermelho, Natal, RN, 59030-430.

Fone/Fax: 084-221-5818 E-mail: edrisi@email.com

Resumo da Comunicação: (10 linhas; v. resumo com 15 linhas na p. seg.)

Salta aos olhos a extrema atualidade do Corpus Hipocrático no que concerne às implicações filosóficas da condição do homem como ser da Natureza. Encontramos ali reflexões sobre a Natureza como um todo, a Natureza humana, e a natureza das interações dos seres humanos com o todo. Sócrates (Fedro, 270c-d), disse que, para Hipócrates não se pode adquirir conhecimento apreciável da natureza do corpo e da alma sem conhecer a natureza do todo. Os filósofos da natureza, querendo chegar aos primeiros princípios desta, poderiam completar seu trabalho com uma investigação sobre sua ciência/arte irmã, a medicina, de modo a compartilhar seu aprendizado sobre o modo de voltar ao homem, à medida do homem, depois de ter refletido sobre o micro e o macrocosmo.



NATUREZA HUMANA E NATUREZA DO TODO NO CORPUS HIPOCRÁTICO
Edrisi Fernandes (especialista/mestrando em metafísica, UFRN)
Passando os olhos pelas obras que compõem o “Corpus Hipocrático”, percebemos imediatamente a extrema atualidade de diversos aspectos de sua mensagem, especialmente no que concerne às implicações filosóficas da condição do homem como ser da Natureza. Encontramos ali reflexões associativas sobre a Natureza como um todo (phýsis toũ pantós), a Natureza humana (phýsis toũ ảnthrôpou), e a natureza das interações dos seres humanos com o todo - a natureza do todo (toũ holou physêos). No Fedro, Sócrates (270c-d) afirma que, segundo Hipócrates, não se pode adquirir algum conhecimento apreciável da natureza do corpo e da natureza da alma sem conhecer a natureza do todo. Conclui-se que deve-se partir da natureza (phýsis) para chegar ao homem, enquanto que os filósofos da natureza, querendo chegar aos primeiros princípios da natureza, poderiam completar seu trabalho com uma investigação sobre sua ciência/arte irmã, a medicina, de modo a compartilhar o aprendizado desta sobre o modo de voltar ao homem, à medida do homem, depois de ter refletido sobre o micro e o macrocosmo.


1 A esse respeito, v. Epidemias, VI, 5. 1, cit. adiante.

2 Heráclito já dissera: “De todas as coisas, um, e do um todas as coisas” (Diels-Kranz, 22B10).

3 Na teoria hipocrática, o equivalente da “mistura proporcional” dos elementos parece ser, para os humores do corpo, a eùkhymía, e para a alma, a eùthymía (Epidemias II, 4. 4). Sobre a eùthymía, cf. Pigeaud, op. cit., pp. 119-120, n. 40.

4 James Longrigg (in: Greek Medicine From the Heroic to the Hellenistic Age – A Source Book. Nove Iorque: Routledge, 1998, p. 43) considera ambígua a expressão “a natureza do todo”, e lembra três interpretações diferentes - “totalidade da natureza”, “totalidade corpórea” e “totalidade do complexo corpo-mente” -, registrando que Littré (Œuvres Complètes d’Hippocrate. Paris: J. B. Baillière, 1839 [reed. Amsterdã: A. M. Hakkert, 1973, c/ algumas modificações propostas por R. Joly], v. 1, p. 301 e ss.) considera que a expressão “a natureza do todo” denota a natureza do universo, e W. H. S. Jones (Hippocrates, Loeb Classical Library. Cambridge, Massachussets: Harvard Univ. Press, 1923, vol. I, p. 5), como a maioria dos eruditos, se inclina a favor dessa interpretação. Jacques Jouanna (Hippocrates, tr. por M. B. DeBevoise. Baltimore/Londres: The Johns Hopkins Univ. Press, 1999, p. 345), contudo, é de opinião que a palavra “natureza” era entendida, pelos médicos hipocráticos, como significando “natureza humana”.

5 Provável referência à passagem de Empédocles, conhecida como sua “analogia do pintor”, que sugere que seu sistema das quatro “raízes” (terra, fogo, água e ar) estaria em condições de produzir/explicar a excepcional variedade do mundo (Diels-Kranz 31 B 23), através da mistura harmônica de proporções diferentes das “raízes”.

6 Antes do autor do livro VI das Epidemias, o poeta cômico Epicarmo já havia enfatizado a sabedoria inata da natureza: “Apenas a natureza sabe sobre essa sabedoria, pois ela ensinou a si mesma” (Diels-Kranz, 23B4, 6 e ss., cit. por Jouanna, op. cit., p. 474, n. 110) – cf. tb. os seguintes aforismas do Da Nutrição (15 e 39): “A natureza é suficiente em tudo, para todos”, e “Em todos a natureza é instruída sem precisar ser ensinada”.

7 Jacques Jouanna lembra (op. cit., p. 462, n. 69) que “esta é a primeira formulação clara, em um texto grego integralmente preservado, da teoria do micro/macrocosmo. Dentro do Corpus hipocrático, compare-se esta passagem com o tratado mais recente Sobre os Setes (capítulos 6 e 15), onde é o universo que é feito à imagem do homem”.


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