Nem isso, nem aquilo, de tudo um pouquinho



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NEM ISSO, NEM AQUILO, DE TUDO UM POUQUINHO.

A DIFÍCIL ARTE DE ESCOLHER LIVROS INFANTIS NA CONTEMPORANEIDADE.
Maria José Angeli de Paula – UNIFEBE - SC

Em sua famosa poesia “Ou isto ou aquilo” Cecília Meireles nos coloca em um universo dicotômico de escolhas no qual os acontecimentos passeiam sempre entre opostos. Se temos chuva, não temos o sol, se o sol aparece a chuva se vai, se escolhemos o anel deixamos a luva de lado, se optamos pela luva o anel não pode ir junto, entre o chão e o ar só um dos dois se pode almejar. Em um divertido jogo a poeta brinca com aquilo que a ação decorrente de escolher pode proporcionar para aquele que escolhe, ou seja, entre duas opções, ao se eleger uma, inevitavelmente, se perde a outra.

Para uma reflexão abrangendo escolhas de livros a serem trabalhados com crianças, juntamente com a possibilidade de constituir um repertório de livros que busque compreender em suas temáticas a inclusão social, a dicotomia apresentada por Cecília Meireles revela-se como emblemática. Pois a reflexão sobre a inclusão social enquanto um novo paradigma de pensamento e de ação possuiria como sentido maior incluir todos os indivíduos em nossa sociedade, na qual a diversidade é normalmente, mais uma norma do que uma exceção. Por isso, o desafio seria estender os aspectos duais para uma multiplicidade de características, tendo sempre em mente que o principal propósito seria facilitar e auxiliar a aprendizagem e a adequação de todos os alunos, ajudando na formação dos cidadãos do futuro.

Sem estar particularmente veiculada a essa questão, mas aproximando-se dela, Cecília Meireles refletiu sobre a literatura infantil em seu livro Problemas da literatura infantil através de uma visão que, contemporaneamente, poderíamos denominar conservadora. Em um primeiro momento o que se percebe é a poeta por atrás dos textos argumentativos, construindo poeticamente sua proposta de formação de uma biblioteca “Clássica” da infância. Ao sugerir a leitura de autores literários clássicos Cecília Meireles preocupa-se essencialmente com um aspecto, aquele relacionado com a questão formativa: formação da opinião, da moral e do caráter das crianças. Inserida dentro do contexto escolar pedagógico dos anos cinqüenta, o de refletir a literatura através de seu caráter formativo, a poeta assim o faz, discorrendo sobre as mudanças do tempo e a resistência dos clássicos:

O certo, porém, é que os livros que têm resistido ao tempo, seja na Literatura Infantil, seja na Literatura Geral são os que possuem uma essência de verdade capaz de satisfazer a inquietação humana, por mais que os séculos passem. São também os que possuem qualidades de estilo irresistíveis cativando o leitor da primeira a última página, ainda quando nada lhe transmitam de urgente ou de essencial” (MEIRELES, 1984, p.117)
A essência da verdade de que nos fala a autora estaria relacionado com o fazer pedagógico formativo, aquele que apresenta verdades em suas essências. È compreensível o conservadorismo da autora, dada à época e o contexto histórico social vigente. Nos anos dourados a formação era uma das teses mais defendidas. Formava-se Brasília, a nova capital do país, formavam-se idéias e ideais como os apresentados na Formação Econômica do Brasil, de Celso Furtado, e na Formação da Literatura Brasileira, de Antonio Candido, para citar apenas dois exemplos. Portanto, ao incluir a formação, ou a não formação, como uns dos aspectos mais importantes dos problemas da literatura infantil, Cecília Meireles assume integralmente o caráter pedagógico de constituição de um sistema educacional para o lugar da literatura infantil. Igualmente pedagógica é sua análise sobre como fazer escolhas ao propor livros para as crianças. Ao discorrer como fazer um bom livro infantil a autora pondera sobre essa questão da seguinte maneira:
Um livro de Literatura Infantil é, antes de mais nada, uma obra literária. Nem se deveria consentir que as crianças freqüentassem obras insignificantes, para não perderem tempo e prejudicarem seu gosto. Se considerarmos que muitas crianças, ainda hoje, têm na infância o melhor tempo disponível da sua vida, que talvez nunca mais possam ter a liberdade de uma literatura desinteressada, compreenderemos a importância de bem aproveitar essa oportunidade. Se a criança desde cedo fosse posta em contato com obras-primas, é possível que sua formação se processasse de modo mais perfeito. “ (MEIRELES, 1984, p.123)
A busca da perfeição é um dos critérios mais exigentes, e infelizmente, um dos mais difíceis de ser respeitado no ato de se fazer escolhas. O processo de fazer uma seleção sobre livros revela-se extremamente complexo e torna-se ainda mais intricado quando a escolha se debruça sobre livros infantis na contemporaneidade.

A inclusão da literatura infantil na prática escolar pauta-se sempre por múltiplos aspectos e muitos deles estão estritamente relacionadas com a questão pedagógica e formativa. Peter O’ Sagae (2005), por exemplo, em seu artigo “Literatura Infantil e habilidades de leituras” lista 98 habilidades que a leitura poderia proporcionar aos alunos. Segundo ele, os professores de Educação Infantil e das séries iniciais do Ensino Fundamental, ao elaborarem uma proposta didática, poderiam selecionar combinar, ordenar, ou mesmo reescrever, dez ou doze habilidades entre aquelas 98 que propõe. Apesar de extensa é interessante expor a lista pelo caráter altamente abrangente que ela possui. São elas:


Possíveis Habilidades em Atividades de Leitura de texto verbal e visual

  • refletir sobre os hábitos de leitura

  • refletir sobre os diferentes objetivos para a leitura

  • refletir sobre a produção livresca

  • refletir sobre a escolha de livros

  • refletir sobre os critérios para a escolha de livros

  • localizar e distinguir título, nome do autor e editora na leitura de capa

  • dar importância aos elementos cotextuais

  • refletir sobre a importância dos indicadores de suporte

  • refletir sobre a organização dos elementos da capa

  • atribuir graus de importância aos elementos da capa (título, autor, etc.), observando

  • desenho, posição, cor e tamanho das letras (traços grafotipológicos) - e/ou

  • a distribuição dos diversos elementos na capa (diagramação)

  • usar seus conhecimentos sobre o autor para emitir uma opinião sobre o livro

  • relacionar autor com outros livros e títulos de sua produção

  • interessar-se pela a biografia do autor

  • reconhecer palavras escritas (título, autor, etc.)

  • reconhecer as letras que compõe o título, nomeando-as

  • contar a quantidade de letras que compõe o título ou palavras do título

  • relacionar as letras do título com as letras iniciais de seu nome e dos colegas

  • estabelecer correspondência entre o grafema e seu valor sonoro (letras isoladas)

  • estabelecer correspondência entre o conjunto de letras e seu valor sonoro (sílaba)

  • reconhecer os sinais gráficos da pontuação

  • reconhecer os sinais de outros sistemas de representação (musical, HQs, etc.)

  • atribuir sentido a sinais gráficos de diferentes naturezas

  • ler os segmentos verbais da capa (título, nome de autor e ilustrador, editora, etc.)

  • copiar os segmentos verbais no caderno usando letras bastão - ou- letras cursivas

  • descrever a cena da capa

  • identificar objetos presentes na ilustração

  • identificar localização dos personagens e o ambiente representado na capa

  • identificar, descrever e caracterizar personagens

  • identificar, descrever e caracterizar a ação de personagens

  • conferir sentido à expressão fisionômica de personagens

  • formular hipóteses sobre a relação entre personagens - ou -

  • estabelecer as possíveis relações entre personagens

  • ponderar a escolha da cores, na confecção da capa, conferindo efeitos de sentido

  • atribuir um título ao livro com base na ilustração da capa

  • interpretar título com apoio da ilustração da capa

  • interpretar imagem com base na leitura do título

  • estabelecer os sentidos do título

  • articular título e imagem, inferindo sentidos em relação à obra

  • articular título e imagem, fazendo antecipações sobre os acontecimentos da narrativa

  • elaborar hipóteses sobre os acontecimentos que poderão ocorrer na história

  • identificar o tema do livro (ou) antecipar conteúdos,

  • ao ler e analisar a capa globalmente - ou -

  • através da articulação dos elementos da capa - ou -

  • pela compreensão do significado do título - ou -

  • pelo conteúdo expresso na imagem - ou -

  • pelo conhecimento que tem sobre o autor

  • atribuir sentido ao conteúdo do livro a partir do título da obra

  • relacionar o título do livro com o nome da coleção a que pertence

  • fazer uso da contracapa do livro para buscar informações

  • ler seqüência de imagens

  • ler imagem em articulação com texto verbal

  • interpretar texto verbal com apoio na imagem

  • fruir e apreciar texto literário / valorizar o texto literário

  • recuperar memória de outros textos lidos

  • evocar/confrontar histórias/textos do mesmo gênero

  • confrontar gêneros narrativos, depreendendo as características distintivas em ambos

  • confrontar gêneros narrativos, recuperando os graus de similaridade entre ambos

  • recuperar o nível de intertextualidade do texto/da história

  • relacionar/comparar histórias/obras do mesmo autor

  • relacionar/comparar personagens com mesmo perfil

  • relacionar/confrontar cenas/acontecimentos presentes em outros/dois textos

  • antecipar acontecimentos e/ou elementos constitutivos da história

  • reconhecer/caracterizar o projeto de interlocução

  • apontar a manifestação do narrador

  • caracterizar a figura do narrador

  • reconhecer/distinguir as diferentes vozes do texto narrativo

  • recuperar a seqüência do texto narrativo

  • construir noção de seqüência da narrativa

  • determinar os eixos de conflito e de resolução de uma história

  • reconhecer elementos estruturais do texto narrativo

  • caracterizar/descrever/comparar personagem

  • caracterizar fala de personagem

  • identificar/ponderar a presença do oral no escrito

  • considerar as diferenças e/ou semelhanças entre o registro oral e o impresso

  • refletir sobre as variantes lingüísticas

  • caracterizar a construção poética de um texto

  • encantar-se com a expressão poético do texto

  • apreciar sonoridades do poema

  • perceber as sugestões de imagens/idéias do poema

  • relacionar título e texto

  • apontar recursos expressivos e dizer que efeitos de sentido possuem

  • depreender elemento de humor - ou -

  • perceber o tom humorístico

  • interessar-se pela leitura do livro

  • ouvir com atenção o texto lido

  • resumir a narrativa oralmente, mantendo os principais elementos do texto original

  • recontar a história com/sem ajuda do professor

  • recontar narrativa, atendo-se ao tema/sentido original

  • caracterizar personagem e ações durante a enunciação

  • estabelecer relações de causa e efeito para o ouvinte

  • descrever cenário durante a enunciação

  • usar no reconto os articuladores/conexão da organização de tempo

  • defender ponto de vista do narrador/texto/discurso

  • defender o ponto de vista de sua leitura

  • argumentar e justificar sua interpretação (O’ SAGAE, 2001)

Enfim, a lista, como frisei anteriormente, é extensa e abrangente. Trabalho hercúleo para professores, mesmo se considerarmos a proposta inicial do autor em conjugar dez ou doze habilidades. A abrangência é extremamente positiva, pois ela inclui múltiplos aspectos. Estão enumerados tanto a questão do valor da literatura e da áurea literária do livro, como os aspectos referentes a tópicos próprios da teoria da literatura em sua essência e função. Igualmente presente estão os aspectos extra-textuais, seguindo a acepção de Gerard Genette, além dos lingüísticos e visuais. Mas, caberia indagar aqui sobre a possibilidade de nos transformarmos em Ariadnes e encontrarmos o fio mágico que nos permita, não somente procurar o Minotauro, como também encontrar uma saída deste labiríntico processo de formar futuros leitores.

Afinal de contas não podemos esquecer outros critérios, como por exemplo, aqueles ligados a uma reflexão sobre o caráter mercadológico da literatura infantil na contemporaneidade. Critérios mais mercadológicos relacionados com o preço dos livros, com o papel do livro em uma sociedade cada vez mais midiatizada e informatizada, questões referentes à cultura de massa e a massificação dos conteúdos, ao perigo da literatura infantil utilizada como mostruário de produtos de personalidades ligadas a difusão de comercialização de bens de consumo.

Pois sabemos que com a massificação do ensino e a redefinição dos conteúdos nos anos de 1960 e 1970, houve uma transformação radical dos livros destinados ao uso escolar. O livro didático aumentou de tamanho, passando a apresentar definitivamente juntos texto, teoria e exercícios e, como conseqüência, tornou-se um produto descartável. O manual do professor e a "ficha de leitura" tornaram-se instrumentos pedagógicos imprescindíveis, mas descartáveis.

O ensino de língua materna, mais voltado para as funções de "comunicação e expressão", permitiu a entrada na sala de aula dos mais variados tipos de texto, redirecionando a seleção de textos dos livros didáticos e favorecendo o crescimento da literatura infantil a uma taxa explosiva.

Explosiva também se revelou a presença da literatura infantil na Internet da nossa época atual. Nela, são milhares as páginas virtuais sobre literatura infantil disponíveis, assim como os textos de caráter crítico. Encontramos páginas construídas pelos pais das crianças e até mesmo pelas próprias crianças, em interessantes exercícios de produção textual. Nelas podemos encontrar pequenas listas das obras, dos autores e dos heróis preferidos, com desenhos feitos pelos próprios. Existem ainda páginas de educadores, com um pouco mais de “qualidade” do que as anteriores, nas quais se pode encontrar pertinentes reflexões sobre literatura infantil e links para outras páginas da mesma área. Do mesmo modo a presença de páginas pessoais de autores e ilustradores, extremamente criativas e nas quais professores e crianças podem consultar com proveito e prazer, pois são disponibilizadas recursos próprios do meio interativo, ou seja, constrói-se histórias com desenhos, músicas, vozes, animações, ilustrações, etc.

Enfim, a tarefa parece tornar-se cada vez mais volumosa e agigantada. A dicotomia de escolher isto ou aquilo não cabe mais como uma única prática quando efetuamos a reflexão sobre seleção e repertório. De posse dessas inquietações e com o intuito de constituir uma biblioteca para os pequenos foi que surgiu a uma proposta de atividade para minhas alunas da disciplina Literatura Infantil, no curso de Pedagogia da UNIFEBE, centro universitário da cidade de Brusque, interior de Santa Catarina. A sugestão nasceu, primeiramente, correspondendo o interesse das próprias alunas em constituir o repertório de textos para poderem trabalhar com as crianças, quando discutíamos aspectos teóricos relativos à literatura infantil. Outro fator que auxiliou a execução da proposta foi o acervo de literatura infantil que o curso possui. Este acervo é diverso, atual e riquíssimo em diferentes textos, o que possibilitou uma verdadeira incursão no encantamento literário. Inicialmente a tarefa pareceu intrusa e abstrusa para as alunas devido às discussões preliminares sobre escolhas. Felizmente, creio que as discussões, assim como a explanações dos critérios acima citados, revelaram habilidades promissoras.

As alunas fizeram a escolha de dois livros individualmente. Para a seleção pessoal foi elaborado conjuntamente um roteiro de critérios que os livros deveriam possuir, mas o ponto central da escolha deveria se pautar na experiência de cada uma delas. Das 26 alunas da disciplina, somente duas não trabalham na área. Tenho uma sala de aula preenchida por alunas professoras que durante o dia educam e divertem crianças da faixa etária de zero a sete anos, todas trabalhando cotidianamente com educação infantil em berçários, creches, escolas públicas ou particulares e bibliotecas. A prática diária de cada uma delas, deveria, portanto, ser o diferencial na hora da seleção, abrindo dessa maneira a perspectiva de conjugar a técnica do dia-a-dia com uma teoria crítica.

A seleção revelou-se ao final surpreendente. Mesmo possuindo no acervo muitos autores consagrados, canonizados, textos oriundos das narrativas clássicas da literatura ocidental, as professoras selecionaram livros que abordavam a temática inclusão social delimitando novos espaços aberto a diferentes e múltiplas perspectivas. Entre elas, principalmente, a reflexão sobre novas propostas que a literatura infantil abarca em seus textos e tessituras.

Entre as escolhas muitos textos revelaram o perfil das educadoras. Em meio as fábulas modernas o personagem mais eleito foi o porquinho, animal muito presente em uma localidade de massiva colonização alemã. Para muitas alunas a princesa foi substituída pela bruxa que quer emagrecer e, juntamente com seu amigo gato, freqüentam academia de ginástica e escolhem alimentos com teor calórico que permita a perca de peso. Várias selecionaram textos que possuíam somente ilustrações pensando em seus alunos bebês. Para essas alunas as palavras de Paulo Freire as fizeram acreditar que o livro pode fazer parte da vida da criança muito antes dela conhecer e ter a habilidade de "leitura" entendida como interpretação de textos escritos, “a leitura do mundo precedendo a leitura da palavra”. (FREIRE, 1992,p. 12)

A seleção das alunas/professoras abrangeu narrativas, poesias, fábulas, resgatando as suas infâncias na busca de um tempo perdido, recuperando-as naquilo que elas enquanto somente professoras não sabiam que procuravam, mas que lá estava presente.

A visualização do mundo contemporâneo pelo olhar dessas alunas/professoras abordou questões pertinentes sobre os limites do real e do irreal, mesclando em poesia as austeridades da vida e do convívio entre diferentes classes sociais. Contestando as fórmulas fixas e padronizadas a literatura abriu aos corações e mentes infantis revividas reconstruindo a possibilidade de novas constituições e parâmetros. Através da literatura as professoras tiveram a possibilidade de explorar seus próprios conhecimentos, valores e crenças sobre a diversidade. Ao refletirem sobre as suas próprias histórias e vivências pessoais tornou-se possível desvendar os efeitos das suas criações, fortalecendo assim os seus compromissos para fazer com que a inclusão seja exemplificada por justiça social e igualdade. Para as novas famílias que se criaram na modernidade, para uma outra escola possível, para um convívio social no qual as diferenças possam ser apenas diferentes, jamais errôneas ou estigmatizadas. A tarefa continua difícil, mas é fundamental para desenvolver nossas habilidades e moldar os futuros leitores com que tanto sonhamos.

Em um momento que mais parecia uma brincadeira as alunas observaram a possibilidade do dessemelhante dentro da matéria curricular. Ao serem novamente crianças pelo olhar literário que adquiriram elas lembraram algo dificilmente preso às molduras pedagógicas, pois possui seu espaço e vivência autônoma. Algo que não pode ser considerado somente como um recurso pedagógico para ensinar programas, formar e ou informar. Descobriram que a Literatura pode servir para ensinar, mas não deveria ser dominada somente por parâmetros didáticos e com fins unicamente formativos. Descobrimos que Literatura não é para... É uma experiência em si.

Na verdade, ao constituir um repertório de livros pela prática pessoal e efetuando a leitura dos textos, pouco soubemos sobre o que a literatura infantil realmente é. Apenas soubemos o que ler pode representar, juntando isso e aquilo, e mais um pouquinho, ao mesmo tempo e em mais de dois lugares !


REFERÊNCIAS

COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil. São Paulo: Ática, 1993

CUNHA, Maria Antonieta Antunes Cunha. Literatura Infantil. Teoria e prática. São Paulo: Editora Àtica, 1991.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 1992.

MEIRELES, Cecília. Problemas da literatura infantil. 3ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

O’SAGAE, Peter. “Literatura Infantil e habilidades de leitura”. Disponível em Dobras da Leitura, Ano VI, nº 28, São Paulo: novembro/dezembro 2005. Acesso ao site www.dobrasdaleitura.com no dia 18 de novembro de 2005.



ZILBERMAN, Regina. A literatura infantil na escola. São Paulo: Global, 1985.



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