NÃo obstante por



Baixar 68.53 Kb.
Encontro29.07.2016
Tamanho68.53 Kb.

NÃO OBSTANTE



Não Obstante

por


David W. Dyer

PUBLICACÃO: MINISTÉRIO GRÃO DE TRIGO

Todas as citações bíblicas foram extraídas da Tradução em Português de

João Ferreira de Almeida, versão Revista e Atualizada no Brasil. As

citações que fogem e essa regra são seguidas de indicações.

VITÓRIA
Outras Publicações

Grão de Trigo:

(Acesso gratuito pelo site www.graodetrigo.com)





















NÃO OBSTANTE




NOTA: Não Obstante (Dic.) 1. Apesar de, 2. No entanto, contudo.

Exemplo. Não obstante (Contudo.), os lugares altos não foram destruídos e o povo ainda queimou incenso nos montes altos”.

.


No livro de Deuteronômio, no Velho Testamento, nós aprendemos que, enquanto os Filhos de Israel se preparavam para entrar na terra de Canaã, Deus lhes algumas instruções específicas. Dentre essas, uma se referia a adoração. Veja que os habitantes de terra, aos quais eles estavam por substituir, tinham certos hábitos de adoração que Deus ordenou ao Seu povo para não imitar. Normalmente, quando os cananeus viam confortáveis bosques ou uma elevação, os escolhiam para edificar seus altares de onde prestariam culto aos seus ídolos. Esses lugares, naturalmente agradáveis e convenientes, tornavam-se centros de adoração, adoravam nos bosques e nos lugares altos.

Com referência a estas coisas, Deus lhes ordenou:

Vocês destruirão totalmente todos os lugares em que as nações que vocês irão desapossar serviam aos seus deuses, sobre as altas montanhas e sobre as colinas e debaixo de toda árvore frondosa.” “Vocês não devem fazer assim para o Senhor Seu Deus” (Deut 12:2, 4). O Senhor deixou bem claro que eles não tinham liberdade de utilizar esses locais.

Ele disse:

Guarda-te para que não ofereças teus holocaustos em cada lugar que vires, mas no lugar que Deus escolher... ali vocês devem oferecer seus holocaustos e ali devem fazer tudo o que eu ordeno a vocês” (Deut 12:13, 14).

Deus tinha em mente um tipo definido de adoração para Seu povo. A verdadeira adoração do Velho Testamento deveria ser centralizada em torno de um lugar específico, determinado. Novamente Ele os admoesta, dizendo: “Quando vocês cruzarem o Jordão... haverá um lugar que o Senhor Seu Deus escolherá para ali fazer habitar Seu nome. Para ali vocês deverão trazer tudo o que Eu vos ordenar: seus holocaustos, seus sacrifícios, seus dízimos, a oferta alçada de suas mãos e todas as ofertas escolhidas que vocês dedicarem ao Senhor” (Deut 12:10, 11).

De acordo com as Sagradas Escrituras, o povo de Deus não era livre para selecionar e escolher seus próprios caminhos e formas de adoração. Ninguém era livre para fazer “o que é correto aos seus próprios olhos” (Deut 12:8). Em vez disso, houve um determinado tempo em que lhes foram impostas limitações especificas. A adoração deveria ser feita num local distinto... ”(Veja Deut 12:5-7).

Claro que a maior parte de vocês, leitores, estão ciente do fato de que o lugar enfim escolhido por Deus para este propósito era o Monte Moriá, na cidade de Jerusalém. Foi lá que o Rei Salomão construiu o templo, era aquele “lugar” que Deus honrava com sua presença (II Crônicas 5:13, 24) e foi aquele local que se tornou o centro de toda verdadeira adoração judaica.

Não obstante, assim como a maioria das outras instruções de Deus, o povo judeu não obedeceu a Sua ordem. Antes da construção do templo, em Jerusalém, o Tabernáculo era o lugar designado para a adoração. Em vez de enfrentar todas as dificuldades da jornada para o lugar onde o Tabernáculo foi erigido, eles começaram a utilizar os velhos e convenientes locais dos cananeus. Eventualmente esta se tornou a prática comumente aceita (I Reis 3:2). Em pouco tempo até mesmo os lideres que possuíam mais conhecimento, se utilizavam dessa pratica apóstata. Samuel sacrificou em Ramá e Gilgal (1ª. Samuel 7:17; 11:15). Salomão não apenas louvou em muitos diferentes lugares altos incluindo Gibeom (1ª. Reis 3:3, 4), mas chegou mesmo a ir mais longe, construindo templos e altares para os ídolos de suas esposas estrangeiras (I Reis 11:7).

(Aqui é importante compreender que, mesmo que os Israelitas fossem a esses locais para sacrificar, eles não estavam necessariamente reverenciando ídolos.  Embora o pecado da idolatria eventualmente ocorresse, parece que os judeus freqüentavam esses “lugares altos” em busca do Deus verdadeiro. Suas intenções pareciam ser corretas, embora seus atos estivessem errados).

Agora, como tal coisa se aplica a nós hoje? Nós aprendemos que toda Escritura nos é dada para nosso benefício, então parece razoável que esta advertência referente ao lugar específica para o louvor deve ter alguma aplicação em nossa situação atual. Para compreender a resposta aqui, precisamos imaginar que muitas das instruções religiosas do Velho Testamento são verdadeiramente tipos ou “reflexos” de uma futura realidade espiritual.

O cordeiro oferecido no Páscoa dos judeus é um dos mais óbvios exemplos disso, claramente opontando para o sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. No que diz respeito à nossa presente discussão sobre o lugar adequado à adoração, o Novo Testamento também nos fornece o cumprimento deste tipo.

Como era sob o velho pacto, assim é no novo. Deus nos instruiu acerca de um lugar definido para a adoração.  Há um lugar específico ordenado por Nosso Senhor, onde nós devemos adorar, e se obedecermos, Lhe seremos agradáveis. O próprio Jesus revelou esta verdade em sua discussão com uma mulher samaritana. Quando ela o questionou sobre o centro religioso de Jerusalém, Ele respondeu: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito” (João 4:23). Esse está o local. Aqui esta o cumprimento espiritual do tipo terrestre! A verdadeira adoração deve hoje ser em espírito ou então será feita em desobediência a Jesus. O apóstolo Paulo confirma isso em Filipenses 3:3, onde ele diz: “Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito e nos gloriamos em Cristo Jesus e não confiamos na carne.”



OS LUGARES ALTOS

Então se a cidade de Jerusalém representa para nós o lugar apropriado para a adoração, o Espírito, como podemos compreender o significado do aviso contra o uso dos lugares altos?

Os bosques e os lugares altos são símbolos de “outros locais” nos quais o louvor pode ser feito. Eles são um substituto para o verdadeiro. Substituições religiosas para a verdadeira adoração espiritual. Os ornamentos terrenos que nos fornecem uma “forma de religiosidade”, mas que são destituídos do poder do Espírito Santo (II Tm 3:5).  Eles oferecem aos cristãos de nossos dias um modo conveniente e socialmente aceitável de prestar culto que não demande ou exija um relacionamento íntimo e espiritual com Deus.

Parece necessário parar por um momento aqui e discutirmos alguns dos mais comuns desses atuais “lugares altos”, para oferecer uma compreensão mais clara de nosso assunto. Mas, antes de prosseguirmos, devo avisá-lo que poderá sentir-se ofendido por essas coisas. Entretanto, se você escolher continuar a ler, por favor, faça todo o possível para estar desejando ouvir de Deus e mudar qualquer de suas atividades que se revelem como desagradáveis a Ele.

Alguns dos itens que hoje fornecem uma substituição para a realidade espiritual em encontros cristãos são; liturgias, rituais, formas, “serviços” pré-planejados e liderança humana. Essas coisas oferecem ao homem uma alternativa para “estar no espírito.” Elas possuem uma aparência religiosa, mas não requerem que os participantes tenham um relacionamento real com Deus, ou que obedeça à Sua vontade, nem que desejem viver pelo Espírito em vez de pela carne. Eles são substitutos terrenos, humanos, para uma experiência espiritual essencial. Eles são “lugares” ou meios de adorar que são comuns na Igreja de hoje, mas que são proibidos por Deus. Nenhuma outra adoração é aceitável a Ele, exceto aquela que Ele prescreveu. Verdadeiros adoradores devem adorar em espírito.

As pessoas tendem supor, conscientes ou não, que por se aproximar de Deus através de um formato especial, em um edifício especifico ou de acordo com a orientação de um ministro religioso, seu relacionamento com Deus será intensificado. De fato, elas muitas vezes aprenderam, seja diretamente ou através de exemplos recebidos, que tais coisas são essenciais para a genuína adoração. Entretanto, o único lugar no qual a real comunhão com Deus é possível, é em Sua presença. E estar em Sua presença requer nada mais que estejamos no Espírito

Quando vamos a outros “lugares” para adorar, nós O substituímos por eles. Nós gradualmente começamos a confiar nessas práticas e desempenhos como garantia de que estamos em um relacionamento correto com Nosso Salvador. Essas coisas, então, se tornam as estruturas de suporte para nosso Cristianismo, substituindo a necessidade de realmente andar em um relacionamento intimo, verdadeiro e diário com Ele. Deste modo, a necessidade de estar no Espírito é sutilmente substituída por práticas religiosas superficiais.

Duvido que alguém questione o fato de que as pessoas podem participar das práticas acima mencionadas mesmo sem serem verdadeiros crentes. O que não parece ser tão aparente é que cristãos não podem estar nesses outros “lugares” e estar agradando completamente a Deus ao mesmo tempo. Não satisfazemos a Deus quando nos engajamos em formalidades religiosas que são isentas do Espírito Santo ou que roubam dEle o seu lugar legítimo. No mesmo grau que nós fazemos o que é correto aos nossos próprios olhos e nos envolvemos em louvores não espirituais, nós, simultaneamente, colocamos Deus de lado. Quando adoramos nesses “outros lugares”, negligenciamos Sua autoridade e desobedecemos A Seus claros mandamentos.



VERDADEIROS ADORADORES

Para melhor compreender essas afirmações, talvez aqui seja necessário investigarmos juntos o que venha a ser a adoração verdadeira e espiritual. Primeiramente, para adorar no espírito, precisamos ser nascidos do Espírito. Nenhum grau de instrução, rituais de Igreja ou laços familiares irá beneficiar. Só aqueles que realmente nasceram de novo podem se empenhar em verdadeira adoração (João 3:5, 6).

Em segundo lugar, um adorador genuíno deve estar “cheio” do Espírito Santo. Se realmente queremos entrar no espírito, é necessário que nos abramos para sermos preenchidos pelo Espírito Santo.

Em terceiro lugar, para oferecer a verdadeira adoração precisamos ser conduzidos pelo Espírito Santo. Este é, talvez, o item mais negligenciado na Igreja hoje. Se desejarmos estar no espírito, mas não seguimos estritamente a liderança do Espírito, estamos nos iludindo. Não podemos permanecer em Sua presença enquanto rejeitamos Sua autoridade. Devemos ser extremamente sensíveis à Sua liderança se quisermos adorar no lugar que Ele escolheu para colocar Seu nome. Jesus não é o observador de nossa adoração, mas o líder e o Sumo Sacerdote dela.

Este último item é precisamente onde todos os “outros lugares” religiosos de adoração falham no teste. Por exemplo, quando a “ordem de adoração” é estabelecida antecipadamente, Deus esta sendo privado de Sua oportunidade de conduzir. Quando simplesmente seguimos rituais e recitamos certas coisas, a presença viva e a autoridade de Jesus não são colocadas em seu devido lugar. Se simplesmente nos sentamos no culto, observando outros executarem várias cerimônias e entretenimentos, Sua legítima liderança é negada.  Engajando-nos nestas coisas bloqueamos o Espírito Santo. Nós O limitamos pelas nossas práticas humanas.  Em essência, dizemos a Nosso Senhor: “Nós vamos adorar aqui, deste modo, e se você quiser se manifestar em nosso meio terá que se adaptar como puder. Nós escolhemos nossos próprios “lugares” de adoração

Alguns podem tentar se opor a essa afirmativa insistindo em que Deus certamente pode nos direcionar a organizar as coisas com antecedência. Por exemplo, Ele pode dar a um ou dois homens uma mensagem para os demais, isso é perfeitamente possível. Deus pode e às vezes nos prepara, de maneira específica, para a nossa adoração em conjunto. Mas isto não justifica o fato de que a maioria dos cristãos se encontra semana após semana, ano após, da mesma maneira, usando a mesma liturgia, cantando canções do mesmo hinário e passivamente ouvindo o mesmo ministro. Certamente toda essa vã religião não pode ser explicada pela simples verdade que Deus pode nos preparar espiritualmente antes de nossos encontros. É claramente um caso de escolhermos nossos próprios modos e meios de adorar.  Tal comportamento é uma violação do mandamento de Deus.

Um bom encontro da Igreja, um o que é do Espírito, funciona algo como isto” Sugestão ‘ Um bom encontro da Igreja, um no Espírito, funciona assim: verdadeiros crentes se reúnem, abrem seus corações e sua reunião para Jesus e, então, Ele vem para preenchê-los e para liderá-los em sua adoração. Nesta situação, cada um é capaz de ministrar sua parte pela liderança do Espírito (I Cor 14:26-30). Cada um fala, começa uma canção ou hino, profecia, etc., de acordo com Sua direção.  Ninguém é livre para fazer sua própria vontade ou dominar os demais com seu dom ou ministério. Deste modo, o que Deus tem revelado a cada um e as coisas grandiosas que Ele tem feito em cada vida, são compartilhadas com todos e se tornam propriedade de todos. A participação ativa, de “cada articulação”, é essencial para a verdadeira edificação do corpo (Efésios 4:16).

Sim, há liderança aqui. Haverá sempre aqueles mais maduros e sensíveis ao Espírito que podem e devem ajudar a dirigir tais reuniões. De fato, isso é essencial para se manter a ordem e os propósitos de Deus. Mas isto também deve ser feito pela direção de Jesus, não por mãos humanas. Todo o possível deverá ser feito para preservar o “lugar” de Deus em nossos encontros. Nós devemos adorá-Lo no Espírito para que nossa adoração seja aceitável. Essa é a Jerusalém de hoje. É a adoração que Ele ordenou.



MUITOS REAVIVAMENTOS

No Velho Testamento nós temos o registro de muitos reavivamentos que acorreram durante o tempo dos Juízes e dos Reis. Como já vimos, os Israelitas freqüentemente se afastavam das ordens de seu Deus.  Para contrariar esta propensão a apostatar, através de sua história, Jeová orquestrou muitos reavivamentos. Várias vezes Ele levantou homens e mulheres que trabalharam para trazer a nação de volta a Deus e a obedecer A Suas leis e estatutos. Entre esses que Deus usou para cumprir esta tarefa estão: Eúde, Gideão, Débora, Davi, Asa, Josafá e Ezequias.

Esses indivíduos foram escolhidos e ungidos pelo Senhor para fazer trabalhos de restauração espiritual.  Eles eram Seus instrumentos para derrubar ídolos, destruir os sodomitas e os falsos profetas e voltar o coração do povo novamente para seu Deus. É emocionante ler nos livros de Juízes, Reis e Crônicas, e ver como essas pessoas foram usadas pelo senhor. Ainda assim, no fim de muitos desses relatos de reavivamentos, certa passagem aparece. Lê-se algo assim: “Não obstante, os lugares altos não foram destruídos e o povo ainda queimou incenso nos montes altos.” (I  Reis 15:14, 22:44, II Reis 12:3; 14:4, 15:4, 35).

Apesar do fato de que houve reavivamento, mesmo que muito do que estava no coração de Deus foi restaurado através do ministério desses indivíduos, havia sempre um item que permanecia sem cumprimento. Havia sempre esse “Não obstante... não obstante... não obstante...” Havia inevitavelmente uma falha de alcançar o alvo e a uma volta completa a tudo quanto estava no coração do senhor. O povo de Deus ainda se apegava as formas proibidas de adorar.



UMA HISTÓRIA PROFÉTICA

Conforme leis estes relatos do Velho Testamento, não posso evitar a suspeita de que estas histórias são como uma história profética da Igreja Cristã. Muito do que eles experimentaram é semelhante ao que estamos vivendo ou temos vivido desde que Jesus morreu. Parece que os cristãos, tanto quanto seus correlativos judeus têm uma grande propensão para se afastar de Deus. Eles parecem ter uma tendência profundamente enraizada para emigrar do espiritual para o natural, do celestial para o terreno. Não demorou muito para que as primeiras Igrejas do Novo Testamento saíssem da liberdade de seu início, da gloriosa experiência do Espírito para a escravidão da lei e outras coisas religiosas superficiais.

É evidente nas Escrituras que o apóstolo Paulo tinha que passar muito tempo contrariando tais tendências.  Sua ênfase sobre Cristo ser a substância, centro e preenchimento de todas as coisas era sempre ameaçada por aqueles que desejavam executar rituais e práticas externas. Essa forte inclinação ainda está conosco hoje. Não temos que procurar muito longe ou arduamente para descobrir uma grande diversidade de modos de adorar em vez de uma simples abertura e obediência para o Espírito Santo. O lugar em que Nosso Senhor estabeleceu Seu nome, o lugar único onde a verdadeira adoração pode ser aceitável a Ele, foi substituído por muitos e variados tipos de “lugares altos.”

Oh sim, não há dúvida de que às pessoas ainda estão adorando o único Deus verdadeiro com suas maneiras e fórmulas. Talvez muitos deles tenham procurado evitar o pecado da idolatria. Por causa disso, é freqüentemente difícil para os crentes sem discernimento, compreender o que há de errado com o que eles estão fazendo. Mas para aqueles que conhecem o coração de Deus este culto tão terreno é uma fonte contínua de tristeza. Em tais situações a realidade do Espírito Santo tem sido trocado por métodos e práticas vazias e terrenas. Estes são os “lugares altos” de hoje. Eles são um substituto para o tipo de adoração que Deus ordenou.

Não é de admirar que tantas de nossas igrejas sejam tão fracas. Não admira que nós estejamos produzindo bebês espirituais em vez de santos amadurecidos. Em vista de tudo isso, é pouco surpreendente que a Igreja não tenha evangelizado o mundo e que ela pareça tão sem poder contra os inimigos de Deus. Temos estado vivendo em desobediência a Deus. Temos seguido nossas próprias idéias em vez das Dele. Temos escolhido nossos modos e meios de adorar e temos suposto que eles produziriam os mesmos resultados que os de Cristo. Mas Deus ordenou adoração espiritual por uma boa razão. Só desse modo Ele pode ser tudo o que Ele deseja ser entre Seu povo. E só deste modo eles podem amadurecer para se tornar o que Ele deseja que eles sejam.

OS REAVIVAMENTOS DO CRISTIANISMO

Os dias dos profetas e dos reis não foram os únicos tempos de reavivamento. A Igreja Cristã tem tido muitos. Uma rápida leitura da história da Igreja confirmará prontamente este fato. Só nos tempos recentes nós podemos lembrar nomes como Evan Roberts, Duncan Campbell, Charles Finney, John Wesley, George Whitfield, Andrew Murray, Charles Spurgeon e Dwight Moody, só para mencionar alguns. Todos esses homens e muitos outros fizeram trabalhos poderosos para Deus.  Eles perceberam num relance algo mais do que era comumente praticado e empenharam-se seriamente em trazer os corações do povo de volta a Jesus. Deus os ungiu e os usou poderosamente para trazer uma compreensão renovada de Seu amor e poder para ambos, Sua Igreja e o mundo descrente.

Milhares foram salvos nestes reavivamentos e um número incontável foi tocado pelo Espírito de Deus.  Houve, todavia, em muitos aspectos, uma falha de alcançar às Suas intenções. Outra e outra vez houve verdadeiros reavivamentos. Não obstante... as estruturas superficiais não foram desmontadas e o povo ainda se apegou a práticas religiosas exteriores. Os “outros lugares” de adoração foram deixados intactos. É verdade que Martinho Lutero e outros homens de Deus fizeram um progresso considerável em relação à aridez e decepção da religião formal. Embora quase inevitavelmente, não houve um rompimento completo. A restauração de volta para o coração de Deus, para a adoração conduzida pelo Espírito, não foi perfeita.

Para estar completamente justo, é preciso afirmar que algum progresso tem sido alcançado neste sentido na recente história da Igreja. Muitos grupos têm introduzido certa dose de liberdade espiritual em seus encontros, especialmente durante tempos de louvor e de cânticos. Esses movimentos são muito recomendáveis. Esta direção deveria ser aplaudida e encorajada. Entretanto, é ainda extremamente raro encontrar uma reunião de cristãos onde é permitida ao Espírito Santo, completa liberdade e autoridade total.  Usualmente, depois de um tempo de “louvor,” os encontros tendem a reverter para seguir formas e programas ou a ser dominado por um ou dois lideres. (Isto resulta na limitação da liderança de Jesus, apaga o Espírito e distancia as pessoas do verdadeiro lugar de adoração a Deus). Tal restauração é incompleta porque ainda deixa intactos os bosques e os lugares altos.



O MINISTERIO DE JOSIAS

Durante o período de Reis, só Josias seguiu o Senhor completamente neste assunto. Lemos “Antes dele não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao Senhor de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, seguindo toda a lei de Moisés; e depois dele nunca se levantou outro igual” (II Reis 23:25). Ele não apenas removeu os ídolos, queimou as imagens de madeira, interrompeu a prática de prostituição ritual e destruiu altares de idolatria, mas ele também acabou com os lugares altos (II Reis 23:8 e II Crônicas 34:3). Finalmente Deus tinha encontrado um homem que fazia tudo o que estava em Seu coração e executava Seus julgamentos.  Finalmente Ele tinha encontrado alguém puro, completamente livre de tudo o que havia ocupado o lugar de Seus mandamentos.

Glória a Deus! Não mais “não obstante... não obstante... não obstante...” Não mais restaurações parciais. Não mais meias medidas. Aqui finalmente, o que Deus almejava foi totalmente cumprido e o que Ele havia ordenado foi inteiramente obedecido. Que tempo abençoado de reavivamento este mostrou foi este! Mesmo a observação do “Páscoa” foi novamente instituída e o povo aproveitou um tremendo tempo de festas diante do Senhor (II Reis 23:22).

Agora, você não acha que Deus pode desejar algo semelhante a isto hoje? Você não supõe que uma completa restauração dos encontros da verdadeira Igreja espiritual é algo que está em Seu coração?  Nosso Deus é o mesmo, ontem, hoje e para sempre. Seus planos e propósitos não mudaram. Ele pode tolerar o comportamento desviado de Seu povo. Ele pode permitir a continuação de uma condição de mistura e de impureza. Ele certamente continua a nos amar e a nos dirigir. Mas não é certo que, no íntimo de Seu coração, Ele deseja algo muito maior do que isto? Como Ele deve ansiar por ser obedecido e entronizado completamente entre Seu povo!

Queridos amigos, vinho novo não se guarda em odres velhos. O fato de Deus nos permitir seguir nossos próprios caminhos e freqüentemente nos abençoar mesmo quando não somos inteiramente obedientes, não muda o que está em Seu coração. Não podemos nos desculpar só porque o que estamos praticando é o mesmo que todo mundo faz. Eu creio firmemente que antes que Jesus venha de novo, Ele gostaria de purificar Seu povo. Ele gostaria de limpar Seu templo de todas as coisas que ofendem. Ele gostaria de estabelecer entre nós uma adoração pura que seja completamente aceitável a Ele.  Finalmente, eu gostaria de sugerir que Deus está, exatamente agora, procurando por alguém que seja inteiramente obediente, alguém que se levante e ficar firme para Ele. Não há dúvida que Deus está procurando os “Josias” de hoje.

DAVID W. DYER



Publicações & Sinopse

Livros:

De Gloria Em Gloria:

a transformação da alma
Este livro traz uma abordagem séria e uma nova perspectiva para muitos conceitos ensinados na Igreja evangélica de nossos dias. Você encontrará tópicos que além de profunda reflexão, abrirão espaço para uma compreensão muito mais ampla do que provavelmente você ouviu até agora.  Se você tem fome de conhecimento de Deus e um coração aberto e sincero para receber Sua verdade, temos total confiança que Ele usará este livro para revelar-se de maneira mais completa e poderosa a você.

Venha o Teu Reino:

Na Terra Como no Céu
Este livro não é simplesmente mais uma investigação sobre as profecias referentes aos últimos dias.  Ao invés disto, é uma discussão a respeito de um aspecto do evangelho de Jesus Cristo muito negligenciado: o Evangelho do Reino.  Na igreja atual, inúmeros crentes estão completamente ignorantes sobre a importância do Reino Milenar que virá, e sobre o impacto que este Reino deve ter em suas vidas atuais.  Estes escritos pretendem preencher esta lacuna.  Este livro foi escrito na expectativa de que todos que amam Jesus e estão em busca de conhecê-Lo mais profundamente, possam achar, aqui, muitos benefícios.

Anticristo
O vindouro aparecimento do Anticristo e o estabelecimento de seu reinado têm sido matéria de veementes discussões ao longo da história da Igreja.  Em nossos dias, que parecem apontar para a conclusão desta era, tal discussão tem se tornado ainda mais importante.
Entretanto, muito do que é ensinado não está em harmonia com as Escrituras.  Algumas idéias, que têm sido tão insistentemente recorrentes, e por tanto tempo, não se ajustam a muitos versículos proféticos.

Babilônia

Neste livro, você irá encontrar uma discussão coerente e atual sobre muitas visões do livro de Daniel. Tal análise poderá ajudar muitos leitores a entenderem os eventos que irão preceder a vinda do Anticristo, no contexto de nossa presente situação mundial.



Deixa O Meu Povo Ir!
Como experimentar a Igreja viva e liberta.  A volta de Jesus está próxima!  Mas Sua noiva, a Igreja, não está preparada para recebê-Lo.  Lamentavelmente, ela está cheia de máculas e rugas e carece de pureza e santidade.  De fato, sua condição parece cada vez mais degradante. Então, o que Jesus quer fazer nesta hora?  Como podemos auxiliá-Lo na mudança dessa situação? Neste livro, você encontrará uma resposta bíblica e prática para essas e outras indagações.  Aqui achará uma nova visão sobre os propósitos do Deus vivo para esta última hora.

Autoridade Espiritual Genuína

Sem dúvida, a submissão à autoridade é essencial para todo crente. Mas, com tantas vozes alegando ter autoridade, como podemos saber qual autoridade é verdadeiro? Esse livro aborda o tema da autoridade espiritual sob uma nova perspectiva. Seu foco está em como podemos reconhecer a manifestação da lide­rança do Espírito Santo no Corpo de Cristo. É um assunto cru­cial para cada seguidor de Jesus.



Sementes

Essa publicação reúne 7 estudos liberados por David W. Dyer. Assuntos diferentes abordados com grande profundidade. (O Caminho de Caim, Guardar o Sábado ou Não, Três Princípios Essenciais, O Sacerdócio, As Duas Testemunhas, Não Obstante, Sobre a Base na Localidade)



LIVRETOS:

O Caminho de Caim

Nesse livreto o autor nos mostra que o nosso “melhor” não é suficiente para agradar a Deus. Que muitos terão suas obras rejeitadas. E como o “Temor ao Senhor” pode nos guiar a produzir ofertas realmente aceitáveis.



Guardar o Sábado ou Não

Nessa publicação o autor analisa a guarda do sábado de uma forma sincera e por uma perspectiva pouco conhecida entre os cristãos atuais.



Três Princípios Essências

Em “Três Princípios Essenciais” vai descobrir que fazer parte da Igreja e experimentar o Corpo de Cristo pode ser duas experiências diferentes. Muitos membros do corpo ainda não tiveram uma experiência sobrenatural com o Corpo de Cristo e neste estudo vai conhecer os passos imprescindíveis para tal.



O Sacerdócio

Em “Sacerdócio” o autor chama a atenção para o chamado de cada cristão ao sacerdócio, que muitos têm negligenciado e outros nunca foram ensinados sobre o assunto.



As Duas Testemunhas

Em “Duas Testemunhas” um tema curioso é abordado. Em Apc. 11: 1-15 podemos ver as ”Duas Testemunhas”. Muitas suposições já surgiram, mas o autor chama a atenção ao texto original (grego), que afirma ter as “Duas Testemunhas” um só corpo (como será isso possível?).



Não Obstante

Em não Obstante o autor chama a atenção sobre o local correto de adoração a Deus que já foi tema de grandes contendas no Velho Testamento e de dúvidas para os contemporâneos de Jesus. Muitos dizem que o Senhor pode ser adorado de qualquer lugar, já que não há mais o templo em Jerusalém. Entretanto existe um local escolhido por Deus, de onde Ele quer receber sua adoração. Descubra esse lugar e desfrute.



Sobre a Base na Localidade

Nessa publicação o leitor poderá acompanhar uma analise sobre a autenticidade e autoridade Bíblica de uma doutrina, bastante difundida entre a Igreja, e conhecida como “a Base na Localidade”. Conheça a doutrina e veja como ela se comporta quando confrontada com a Bíblia. Trata-se porem de uma análise doutrinaria que em nenhum momento atenta contra aos que a defendem.



Sobre o Autor:

David W. Dyer

Nasceu em Memphis, Tennessee em 1952 (EUA).


Seu ministério é principalmente na área de ensino da Bíblia.
Ele ensinou em conferências, seminários, reuniões de igreja e escolas de Bíblia na Romênia, Nigéria, Zâmbia, Filipinas, Brasil e os Estados Unidos.
Ele viveu a experiência de contrabandear bíblias para a Hungria, Romênia e China a alguns anos atrás, quando existia a "Cortina de Ferro."
David é casado com Caroline (que todos conhecem por "Nina") e tem dois filhos: John e Lydia.

CONTATOS:



David W. Dyer

(27) 3299-3476

Email: davidwdyer@yahoo.com
www.graodetrigo.com

(Clicar “Em Português”)



Geraldo Alexandre

(27) 3391-1273 (27) 3289-2877



David W. Dyer – WWW.GRAODETRIGO.COM



©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal