Norman L. Geisler William E. Nix Introdução Bíblica Como a Bíblia chegou até nós



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As traduções e as versões judaicas


Embora os judeus tenham buscado preservar o estudo da Escritura em sua língua original (o hebraico), nem sempre têm conseguido atingir esse objetivo. Eles encontraram os mesmos problemas enfrentados pelos católicos romanos e pela Bíblia latina, como mostra a própria existência da Septuaginta (lxx). Já no século III a.C, os judeus viram a necessidade de traduzir sua Bíblia para a língua falada em Alexandria. A tradução de partes do Antigo Testamento para o aramaico atesta mais ainda o fato de eles nem sempre conseguirem estudar a Bíblia na língua hebraica.

Durante toda a Idade Média, as condições sob as quais os judeus viveram não favoreciam nenhum tipo de estudo. Aposição da igreja quanto ao papel deles na crucificação de Cristo tornou-lhes mais difícil ainda participar abertamente dos estudos da Bíblia. Não obstante, em torno de 1400, eles começaram a fazer traduções novas e diferentes do Antigo Testamento para várias línguas. Não foi senão cerca de quatrocentos anos depois dessas primeiras traduções, contudo, que os judeus começaram a traduzir o Antigo Testamento para o inglês.

Em 1789, o ano da Revolução Francesa, surgiu uma versão judaica do Pentateuco que declarava ser uma emenda à Bíblia do rei Tiago. Em 1839, um trabalho parecido foi publicado por Salid Neuman. Entre 1851 e 1856, o rabino Benisch produziu uma Bíblia completa para os judeus de fala inglesa. Uma tentativa final de emendar a Bíblia do rei Tiago para uso dos judeus foi feita por Michael Frielander em 1884.

Em 1853, Isaac Leeser afastou-se notavelmente da tradição ao produzir sua versão de A Bíblia hebraica, uma Bíblia que vinha sendo preferida nas sinagogas inglesas e americanas havia muito tempo. Antes da virada do século, entretanto, o caráter insatisfatório do trabalho de Leeser foi detectado, e a Sociedade Bíblica Judaica resolveu revisá-lo durante sua segunda convenção bienal de 1892. À medida que o trabalho de revisão continuava, tornou-se notório que ela teria de ser praticamente uma tradução de todo nova. Após tempo considerável gasto na reorganização do projeto, a Sociedade Judaica de Publicação finalmente lançou sua nova versão da Bíblia hebraica. Publicada em 1917, essa revisão seguiu de perto a Versão padrão americana (asv) (1901).

A Sociedade Judaica de Publicação não parou seu trabalho com a publicação de 1917. Após o lançamento da Versão padrão revisada (rsv) e a atividade para publicar a Afora Bíblia inglesa (neb), ela começou a trabalhar na publicação de uma nova tradução do Antigo Testamento. Em 1962, publicou a Tora e em 1969 lançou os Megüloth. Essas duas versões são baseadas no Texto massorético do Antigo Testamento. Por sinal, o título completo da publicação de 1962 é esclarecedor nesse aspecto: Tora: uma nova tradução das Santas Escrituras segundo o Texto massorético. Ela não reivindica ser uma nova versão, e seu prefácio respalda o título ao declarar que tem o propósito de "aperfeiçoar substancialmente as versões anteriores ao traduzir tanto as nuanças quanto os significados das palavras e das expressões, sem deixar de levar em conta a força das formas e das construções gramaticais". A fim de realizar sua tarefa, os tradutores utilizaram percepções negligenciadas dos estudiosos judaicos antigos e medievais, bem como novos conhecimentos do Oriente Próximo.

As traduções e as versões protestantes


Seguindo o princípio da Reforma de interpretação particular, os protestantes produziram um número maior de traduções particulares da Bíblia do que os católicos romanos. Algumas das primeiras traduções derivaram das descobertas de novos materiais manuscritos, visto que nenhum dos grandes manuscritos tinha sido descoberto na época da tradução do rei Tiago (v. cap. 14), exceto o Códice Beza (d), muito pouco usado. Antes de examinar essas traduções particulares, devemos deter-nos em algumas das tentativas oficiais de fazer a Bíblia do rei Tiago alinhar-se com as descobertas dos manuscritos.

A Bíblia inglesa revisada


Todas as revisões da Bíblia do rei Tiago mencionadas no capítulo 19 foram feitas sem autorização oficial eclesiástica ou real. Aliás, nenhuma revisão oficial dessa Bíblia foi apresentada por mais de um século depois do trabalho do dr. Blayney (1769). Algumas das revisões que chegaram a ser publicadas foram de imprudentes, com adições como a cronologia de Ussher. Não obstante, houve algumas revisões excelentes de caráter não-oficial, como no caso de uma edição anônima de A Bíblia Sagrada contendo a Versão autorizada do Antigo e do Novo Testamento, com muitas emendas (1841). No prefácio dessa revisão não-oficial da Bíblia do rei Tiago, o autor menciona ter usado manuscritos ainda não disponíveis em 1611.

Com as melhorias entre os estudiosos da Bíblia durante o século XIX, incluindo-se o acúmulo de manuscritos mais antigos e melhorei, com as descobertas arqueológicas no mundo antigo como um todo e com as descobertas arqueológicas no mundo antigo como um todo e com as muitas mudanças na sociedade inglesa e na sua língua, a revisão da Bíblia do rei Tiago de caráter mais "oficial" tornava-se obrigatória. Antes que isso pudesse ser realizado, entretanto, um grupo de estudiosos notáveis publicou a Edição variorum do Novo Testamento de nosso Senhor e Salvador Jesus (1880). Os organizadores dessa obra, R. L. Clark, Alfred Goodwin e W. Sanday, fizeram essa revisão por "ordem especial de sua majestade". Eles tiveram a tarefa de revisar a Bíblia do rei Tiago à luz das várias leituras das melhores autoridades em textos. Por conseguinte, a Bíblia variorum seguiu a tradição de Tyndale, de Coverdale, da Grande Bíblia, da Bíblia de Genebra, da Bíblia dos bispos e das várias edições da Bíblia do rei Tiago. Além disso, contudo, ela preparou o caminho para a Bíblia inglesa revisada.



O desejo muito difundido de uma revisão plena da Bíblia autorizada resultou numa convocação da Província da Cantuária em 1870. Samuel Wilberforce, bispo de Winchester, propôs revisar o Novo Testamento em que os textos gregos revelassem traduções inexatas ou incorretas no texto do rei Tiago. O bispo Ollivant ampliou a proposta e incluiu o Antigo Testamento e os textos hebraicos. Por conseqüência, dois grupos foram nomeados. Originariamente havia 24 membros em cada grupo, mas foram mais tarde ampliados para cerca de 65 revisores de diversas denominações. Esses grupos começaram a trabalhar em 1871, e em 1872 um grupo de estudiosos americanos foi convidado a participar do empreendimento em caráter consultivo. As editoras das Universidades de Oxford e de Cambridge assumiram os custos do projeto sob a condição de lhes serem dados privilégios autorais exclusivos do produto pronto. Mais de três milhões de exemplares da revisão foram vendidos nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha em menos de um ano. O Antigo Testamento foi lançado em 1885, os livros apócrifos em 1896 (1898 nos Estados Unidos) e a Bíblia completa foi publicada em 1898. Embora o texto da revisão fosse muito mais exato que o da Bíblia do rei Tiago, levaria diversas gerações para que as alterações nas palavras e nos ritmos fossem aceitas.

Parte da tradução da Bíblia inglesa revisada não satisfez completamente a junta americana de revisão, mas seus membros haviam concordado em não dar por catorze anos "nenhuma sanção à publicação de qualquer outra edição da Versão revisada que não fosse a publicada pelas editoras daquelas universidades inglesas". Em 1901, foi publicada a Edição padrão americana da Versão revisada, denunciando a existência de algumas, edições não-autorizadas ou não-padronizadas dessa versão, publicadas antes daquela época. Outras revisões foram feitas pela junta americana, como a mudança dos nomes "Senhor" para "Jeová" e "Holy Ghost" [Espirito Santo] para "Holy Spírit" [Espírito Santo], As estruturas dos parágrafos foram revisadas e abreviadas, e breves cabeçalhos foram acrescentados. Aos poucos, a Versão padrão americana (asv) ganhou aceitação nos Estados Unidos e começou até a ser importada pela Grã-Bretanha.

Como a sua equivalente inglesa, a asv perde a beleza da Bíblia do rei Tiago, mas suas interpretações mais corretas têm-na tornado muito aceitável por parte de professores e estudantes da Bíblia. Em 1929, os direitos autorais passaram para o Concilio Internacional de Educação Religiosa, que fez nova revisão do texto. Como as traduções anteriores, que erigiam seu trabalho sobre o alicerce deixado por William Tyndale, a asv foi a obra de muitas mãos e diversas gerações.

A Bíblia padrão revisada


Meio século depois que a revisão inglesa da Bíblia do rei Tiago foi publicada, o Concilio Internacional de Educação Religiosa expressou seu desejo de utilizar as grandes melhorias advindas recentemente dos estudiosos da Bíblia. O texto de Westcott e de Hort do Novo Testamento (v. cap. 14) fora incisivamente modificado por conta das descobertas de papiros e de novos manuscritos. Ademais, o estilo e o gosto literário da língua inglesa continuavam a mudar, de modo que uma nova revisão se considerou necessária. Em 1937, o Concilio Internacional autorizou uma junta a empreender essa revisão.

A junta da revisão se constituiu de 22 estudiosos notáveis que deveriam seguir o significado da Versão padrão americana (rsv), a menos que dois terços da junta concordassem em mudar a interpretação. Foram usados como parâmetros o emprego das formas mais simples e mais atuais dos pronomes, salvo em referência a Deus, e também a ordem mais direta das palavras. Atrasado pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Novo Testamento não surgiu senão em 1946, com o Antigo sendo publicado em 1952 e os livros apócrifos em 1957. Essas publicações foram lançadas após tremenda campanha de publicidade que pôs em movimento reações quase previsíveis. Em contraposição à Versão padrão americana, a Versão padrão revisada foi acusada de velar passagens messiânicas tradicionais, como no caso da substituição de "virgem" por "uma jovem", em Isaías 7.14. As críticas ao Novo Testamento não foram tão contundentes, embora fossem contundentes o bastante. Não obstante todas as críticas, a Versão padrão revisada fornece à igreja de fala inglesa uma revisão atualizada da Bíblia baseada no "texto crítico" (v. cap. 14).


A Nova Bíblia Inglesa


Não satisfeita com a idéia de que a Versão padrão revisada fosse uma continuação da antiga tradição das primeiras traduções da Bíblia inglesa, a Assembléia Geral da Igreja da Escócia reuniu-se em 1946 a fim de deliberar sobre uma tradução completamente nova. Uma junta comum foi designada em 1947, e três grupos foram escolhidos: um para o Antigo Testamento, um para o Novo e um para os livros apócrifos. C. H. Dodd foi nomeado presidente do grupo especializado em Novo Testamento e em 1949 foi nomeado diretor de toda a tradução. O Novo Testamento da Nova Bíblia inglesa surgiu em 1961, com o Antigo Testamento e os livros apócrifos sendo publicados em 1970.

Os princípios de tradução da Nova Bíblia inglesa buscaram apresentar um idioma inglês que fosse "perpétuo", evitando tanto os anacronismos quanto os modernismos efêmeros. Os tradutores procuraram tornar essa versão simples o suficiente para transmitir seu significado sem ser árida nem vulgar, pois esperavam produzir uma tradução que fosse uma segunda versão fidedigna, a par da Bíblia do rei Tiago.

Mais de quatro milhões de exemplares da Nova Bíblia inglesa foram vendidos durante o primeiro ano de publicação. Diferindo bastante tanto da Versão inglesa revisada quanto da Versão padrão revisada, que a precederam, seus tradutores freqüentemente deixavam de lado as traduções literais do texto, especialmente quando achavam que o texto permitia duas possíveis interpretações. Além disso, a Nova Bíblia inglesa tem sido criticada por seus anglicismos e por sua concentração sobre a inteligibilidade e não sobre a literalidade do significado, bem como pela reorganização crítica de algumas seções do Antigo Testamento. Isso indubitavelmente reflete a influência da teologia contemporânea por intermédio dos tradutores. Considerando-se todas as coisas, entretanto, essa tradução continuou a tradição de seus antepassados ingleses e é uma obra valiosa em si mesma.

A Nova Bíblia padrão americana


Durante a década de 1960, tentou-se fazer mais uma revisão da Versão padrão americana. Esse esforço foi empreendido pela Fundação Lockman, na tentativa de reviver bem como revisar aquela versão. A junta de tradução declarou seu propósito quádruplo no prefácio que acompanha o Novo Testamento (1963). Em 1970, a Bíblia toda foi publicada seguindo 0 mesmo objetivo quádruplo. Eles buscaram ser fiéis aos textos hebraicos e gregos originais, ser gramaticalmente corretos, ser compreensíveis para as massas e dar o devido lugar ao Senhor Jesus Cristo.

Os tradutores da Nova Bíblia padrão americana (nasv) tentaram renovar a Versão padrão americana, a "rocha da veracidade bíblica". Embora não tenham chegado aos pés da obra literária de outras versões modelares no processo de tradução, produziram uma herdeira útil e fiel da Versão padrão americana. Outra tradução mais ou menos oficial foi recentemente efetuada sob os auspícios da Sociedade Bíblica de Nova Iorque. Intitula-se Bíblia Sagrada: nova versão internacional. A parte do Novo Testamento foi lançada em 1973, e o Antigo Testamento está previsto para 1976.*


As traduções dos séculos XVIII e XIX


Ao lado das traduções apresentadas acima, houve a publicação de bom número de traduções e de versões não-oficiais. Em 1703, e.g., Daniel Whitby editou uma Paráfrase e comentário do Novo Testamento. Edward Wells veio em seguida com um texto revisado da Bíblia do rei Tiago chamado As traduções comuns corrigidas (1718-1724). Em 1745, William Whiston, conhecido por sua tradução de Josefo, publicou um Novo Testamento primitivo e John Wesley fez cerca de 12 000 mudanças no texto da Bíblia autorizada. Edward Horwood fez uma Tradução liberal do Novo Testamento em 1768 para completar as traduções do século XVIII.

Durante o século XIX, esforços para traduzir o Antigo Testamento começaram a aparecer com maior freqüência. O primeiro deles foi A Bíblia septuaginta, publicada por Charles Thompson em 1808. Em 1844, Lancelot Brenton lhe deu continuidade publicando sua Versão septuaginta do Antigo Testamento. O estudioso Samuel Sharpe, adepto do unitarismo, publicou seu Novo Testamento em 1840 e seu Antigo Testamento em 1865. Entrementes, Robert Young produziu sua Tradução literal da Bíblia (1862), e Dean Alford publicou seu Novo Testamento grego e uma revisão da Bíblia autorizada em 1869. John Nelson Darby, líder dos Irmãos Plymouth, publicou uma Nova tradução da Bíblia (1871,1890), enquanto Joseph Bryant Rotherham publicava A Bíblia realçada (1872, 1902). Thomas Newberry editou A Bíblia do inglês durante a década de 1890. Um dos mais conhecidos exemplos de traduções de trechos da Bíblia aparece na vida e as epístolas de São Paulo, de W. J. Conybeare e J. S. Howson (1964), em que a tradução está embutida num comentário.


As Traduções do século XX


A grande profusão de traduções da Bíblia em inglês não ocorreu senão neste século, quando os grandes manuscritos haviam sido descobertos, o sentimento público procurava traduções coloquiais, tentativas estavam sendo feitas de empreender traduções oficiais e mais evidências dos textos foram descobertas. Desde então praticamente tem havido um desfile de estudiosos e de suas traduções. Arthur S. Way, estudioso clássico, abriu o desfile com sua tradução de As cartas de Paulo (1901). O ano seguinte já testemunhou a publicação do Novo Testamento do século XX, baseado no texto de Westcott e de Hort. Um estudioso consultado para essa tradução, Richard Francis Weymouth, traduziu O testamento grego resultante, que foi publicado postumamente, em 1903, e minuciosamente revisado por James A. Robertson, em 1924.

Talvez o empreendimento mais ambicioso de um só homem tenha sido A Bíblia Sagrada em inglês moderno (1895,1903), por Ferrar Fenton. Ela se baseou em manuscritos hebraicos, caldeus e gregos. James Moffat, estudioso de Oxford, publicou O Novo Testamento (1913) e O Antigo Testamento (1924), que depois combinou em Uma nova tradução da Bíblia (1928). A obra de Moffat é caracterizada por seu tom escocês, liberdade de estilo e de linguagem e sua tendência teológica modernista. O equivalente americano de Moffat aparece em A Bíblia completa: uma traduçUo americana (1927), de Edgar J. Goodspeed. G. W. Wade apresentou uma nova tradução organizada no que ele acreditava ser a ordem cronológica dos livros em Os documentos do Novo Testamento (1934). A Versão concordante das Sagradas Escrituras (1926ss.) baseou-se no princípio de que toda palavra do original deveria ter equivalente inglês. Em 1937, Charles B. Williams publicou o Novo Testamento na linguagem do povo, no qual tentou transmitir o significado exato dos tempos verbais do grego para o inglês. Durante esse mesmo ano, Paulo visto das trincheiras, de Gerald Warre Cornish, foi publicado postumamente. W. C. Wand produziu As cartas do Novo Testamento em 1943, no formato de um bispo escrevendo uma carta mensal à sua diocese. Em outra tentativa de fazer a Bíblia chegar às mãos dos leigos, J. H. Hooks atuou como presidente de uma junta que traduziu a Bíblia inglesa básica (1940-1949), fazendo uso de apenas mil palavras "básicas" do inglês. Charles Kingsley William tentou fazer obra semelhante nO Novo Testamento: uma tradução em simples (1952).

Uma tentativa conservadora de produzir o equivalente da Versão padrão revisada foi produzida sob a direção de Gerrit Verkuyl, de Berkeley, na Califórnia. Essa tradução da Bíblia foi intitulada Versão de Berkeley em inglês moderno (1945,1959) e, mais recentemente, Bíblia em linguagem moderna (1971). Em 1969 essa obra foi revisada e publicada como Bíblia Sagrada: a nova versão de Berkeley em inglês moderno. Após lançar diversos fascículos, J. B. Phillips publicou o Novo Testamento em inglês moderno (1958).* Sua paráfrase era muito diferente das publicações dos testemunhas-de-jeová: a Tradução do novo mundo das Escrituras cristãs gregas (1950) e a Tradução do novo mundo das Escrituras hebraicas (1953), que traziam o nome da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Folhetos. Um ilustre estudioso judeu, Hugh J. Schonfield, tentou reconstruir a "legítima" atmosfera judaica do Novo Testamento para os leitores gentios nO Novo Testamento legítimo (1955).

George M. Lamsa fez sua A Bíblia Sagrada a partir de antigos manuscritos ocidentais (1933-1957), dos manuscritos da Siríaca peshita (v. cap. 16) e não dos manuscritos gregos. Kenneth S. Wuest sucedeu a J. B. Phillips na publicação de sua Tradução ampliada do Novo Testamento, em diversos fas-cículos antes de ser definitivamente combinada em 1959. Sua obra, juntamente com a publicação de A Bíblia ampliada (1958,1964), da Fundação Lockman, seguiu a tradição de Charles B. Williams. A propósito, A Bíblia ampliada é quase um comentário.

Em 1961, Olaf M. Norlis publicou O Novo Testamento simplificado em inglês comum, e R. K. Harrison traduziu os Salmos para hoje para acompanhá-lo. Um ano depois, Kenneth Taylor começou a publicar partes da Bíblia viva como paráfrase. A tradução completa da Bíblia viva foi publicada em 1971, e tem tido circulação incrivelmente ampla nos milhões de exemplares vendidos. Entrementes, F. F. Bruce aumentou essa tradição de traduções parafraseadas publicando As cartas de Paulo: uma paráfrase ampliada (1965). A Sociedade Bíblica Americana publicou sua Boas novas para o homem moderno, também conhecida como Novo Testamento na linguagem de hoje, em 1966. Até 1868, mais de dez milhões de exemplares tinham sido vendidos, e em 1971 essa publicação já está em sua terceira edição. Além do Novo Testamento, as Boas novas para o homem moderno (tev) já incluíram partes do Antigo Testamento, dentre as quais Salmos, Jó e Provérbios.**

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