Normas de transcrição de textos escritos e impressos 1



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Normas de transcrição de textos escritos e impressos 1


1. A transcrição será conservadora, evitando-se intervenções.


2. Palavras escritas juntas devem ser transcritas tal como se apresentam no original, não se estabelecendo fronteiras, sequer separando-as por hífen ou apóstrofo. Por exemplo: “porella”; “eneste”; “nodicho”.
3. A acentuação (ou ausência de) original, ainda que desatualizada, será mantida. Exemplos: “éste”; “Adios”; “Présentasela”.
4. Os sinais de separação de sílaba ou de linha, usados pelos autores dos diversos documentos, serão mantidos como no original. Exemplos: “atira-| mos”; “ofr-| ecido”. Também deve ser mantido o tipo de letra original (itálico e sublinhados, por exemplo).
5. Será respeitado o emprego de maiúsculas e minúsculas apresentado no original. Casos de variação física de sinais gráficos são mantidos, já que não são considerados relevantes. Exemplos: “PAYASOS.- (Interrumpe. ¡Oiga, don Chicharrín!”; “NaturalmeNte que ya rezamos”.
6. Os sinais de pontuação originais serão mantidos. Exemplos: “¡PEro sale ya Andre.”; “¿Qué pasó con su ésa, Oye!.
7. No caso de espaço maior intervalar deixado pelo escriba será marcado . Exemplo: “que pueden perjudicar. Déjate de cosas, dímelo”. Serão observados dois casos especiais:
7.a) Em relação a trechos que demandem maior esforço para decodificação, seja pela ausência de sinais de pontuação, seja por estarem sob sistema diverso, o editor incluirá, em nota de rodapé, uma possível interpretação. Exemplo: Na edição teríamos: “¡Cómo eres artificiosa!, pero a mí no #e | engañas, niña. Más tevale aprenderano | equivocarse.”. Em nota, teríamos: “Nota 1: “¡Cómo eres artificiosa!, pero a mí no me | engañas, niña. Más te vale aprender a no | equivocarse.”.
7.b) A sinalização não se aplica aos espaços em cabeçalhos, títulos e/ou rótulos de seções de periódicos, fórmulas de saudação/encerramento ou na reprodução de diálogos, devendo o editor estabelecer o intervalo conforme o original.
8. A divisão das linhas do documento original será preservada, ao longo do texto, na edição, pela marca de uma barra vertical entre as linhas. A mudança de parágrafo será indicada pela marca de duas barras verticais. Exemplos: “Sólo | están tres tinacos abollados y oxidados por el | tiempo: además zapatos, pedazos de cama y cajones mutilados y yerbas. || Las tres habitaciones cuyo interior deberá | verse tienen una dimensión similar. || Ia. Izquierda.” Recomenda-se a inserção de espaço à esquerda e à direita das barras, tal como ilustram os exemplos neste documento.
8.a) A intercalação na fala de personagens em narrativas ou peças de teatro, por exemplo, é entendida como mudança de parágrafo.
9. Inserir número das páginas, mesmo quando ausentes de textos originais. Exemplo: “|| LADISLAO || Si quieres, que te sirvan otro helao. [p. 97] || EUFRASIA || Estoy que ya reviento, Ladislao. ||”
10. As abreviaturas serão mantidas.
11. Respeitar a escrita, sem qualquer tipo de intervenção, quando se tratar de erros de digitação, inversão de letras ou casos em que esteja evidente um engano ocasional e não um fenômeno linguístico observável. Exemplos: “qyiro”; “AUGSUTO”; “Entonces tengo que entregar las bastas | Las batas | entréguelas después.”
12. Diferente do recomendado em (7a), pode-se prescindir da nota de rodapé em casos como os descritos em (11).
13. As notas de rodapé explicativas devem ser empregadas apenas quando essencialmente necessárias, de modo a elucidar questões relevantes para pesquisas. Por exemplo, quando em um mesmo texto aparecerem formas como “andino” e “andiño”, o transcritor pode destacar o fenômeno em rodapé, observando a coocorrência. Notas devem ser restritas, breves e claras.
14. Letra ou palavra(s) não decifrada(s), com ou sem deterioração do suporte, justifica(m) intervenção do editor com a indicação entre colchetes conforme o caso: para letras, para vocábulos e para a extensão de trechos maiores. Exemplos: “Luego par[?]”; “Aunque a Santiago”; “Después sorprendido.” Caso suponha ser extremamente necessário, o editor indica em nota a causa da elegibilidade: corroído, furo, borrão, rasura, etc.
15. Etiquetas inseridas na transcrição, tais como as citadas em (7) e em (14), devem configurar-se entre colchetes angulares “< >”.
16. A etiqueta está dispensada no caso de desvios morfossintáticos, já que esta não marca desvios tampouco chama a atenção para formas especiais. A referida etiqueta só deverá ser inserida quando indicar um erro do transcritor, tardiamente identificado.2
17. Alguns escritores sinalizam, com uso de itálico, a marca de oralidade, evidenciando que o desvio é proposital. Nesse caso, deve-se manter o tipo de letra original.
18. Quando alguma letra, parte de ou vocábulo inteiro não estiverem nítidos, mas forem claramente inferíveis, o elemento em questão será posto entre colchetes e em itálico. Exemplos: “Sepa usted que [s]e lo agradezco, señora Ledesma”; “¿De dó[n]de? “ “Al[reded]or”.
19. A fonte padrão para a transcrição será Times New Roman 12.
20. As etiquetas devem ser inseridas no idioma a que corresponda a transcrição.
21. A transcrição se realiza em linhas sequenciais, sem espaço.
22. A presença de imagens deve ser etiquetada, como: ; ; , etc.


1 Revisadas a partir das normas disponibilizadas pelo projeto Para a história do português brasileiro – PHPB. Disponível em: https://sites.google.com/site/corporaphpb/home/normas-de-edicao-do-phpb-2a-vers%c3%a3o. Normas pensadas para transcrição de peças de teatro, editoriais, diálogos de narrativas, poesias populares, entre outros. Os gêneros “carta pessoal” e “material de áudio de filmes” têm normas próprias.

2 A exemplo das normas previstas no Proyecto para el estudio sociolingüístico del español de España y de América (PRESEEA). Disponível em: http://preseea.linguas.net/Portals/0/Metodologia/METODOLOG%C3%8DA%20PRESEEA.pdf. Acesso em março de 2015.





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