Normas de transcrição do gênero cartas pessoais



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Normas de transcrição do gênero cartas pessoais

1. A transcrição será conservadora. Respeitar a escrita, sem qualquer tipo de intervenção.


1a. Palavras escritas juntas devem ser transcritas tal como se apresentam no original, não se estabelecendo fronteiras, sequer separando-as por hífen ou apóstrofo. Por exemplo: “porella”; “eneste”; “nodicho”.
1b. A acentuação (ou ausência de) original, ainda que desatualizada, será mantida. Exemplos: “éste”; “Adios”; “Présentasela”.
2. Os sinais de separação de sílaba ou de linha, usados pelos autores, serão mantidos como no original. Exemplos: “atira- ǀ mos”; “ofr ǀ ecido”. No caso de cartas digitadas, também deve ser mantido o tipo de letra original (itálico e sublinhados, por exemplo).
3. Será respeitado o emprego de maiúsculas e minúsculas tal como se apresenta no original. Casos de variação física de sinais gráficos são mantidos, já que não são considerados relevantes. Exemplos: “QUERIDA...”, “claudia”, “NUnca”.
4. Os sinais de pontuação originais serão mantidos. Exemplo: “¿Qué pasó con ella, eh!”
5. A divisão das linhas do documento original será preservada, empregando, na transcrição, a marca de uma barra vertical “ǀ”. A mudança de parágrafo será indicada pela marca de duas barras verticais “||”. Exemplo: “Querida, Claudia, || Te escribo para saber noticias del tío José ǀ y de tus hermanos...” No que concerne ao emprego das barras (“ǀ”;“ǀǀ” ), indicando mudança de linha e de parágrafo, respectivamente, deve-se inserir espaço a sua esquerda e direita, tal como ilustram os exemplos neste documento.
6. No caso de espaço maior intervalar deixado pelo autor será marcado . Exemplo: “Querida, Claudia, ”. Neste caso, o espaço será marcado na situação em que este seja superior ao espaço previsto de uma linha, após a saudação.
7. A sinalização < espacio > não se aplica aos espaços em cabeçalhos, assunto, fórmulas de saudação/encerramento ou na reprodução de diálogos, devendo o transcritor estabelecer o intervalo conforme o original “||”, conforme estabelece a norma 5.
8. Em relação a trechos que demandem maior esforço para decodificação, seja pela ausência de sinais de pontuação, seja por estar sob sistema diverso (no caso de cartas digitadas), o transcritor incluirá, em nota de rodapé, uma possível interpretação. Exemplo: Na edição teríamos: “¡No t# puedo creer! Em nota, teríamos: “Nota 1: “¡No te puedo crer!”
9. As abreviaturas serão mantidas.
10. As notas de rodapé explicativas devem ser empregadas apenas quando essencialmente necessárias, de modo a elucidar questões relevantes para pesquisas. Por exemplo, quando em um mesmo texto aparecerem formas como “álbum” e “álbun”, o transcritor pode destacar o fenômeno em rodapé, observando a coocorrência. Notas devem ser restritas, breves e claras.
11. Letra ou palavra(s) não decifrada(s), com ou sem deterioração do material, justificam intervenção do transcritor com a indicação entre colchetes angulares conforme o caso: para letras, para vocábulos e para a extensão de trechos maiores. Exemplos: “Luego par”; “Aunque < ilegible > a Santiago”; “Después < ilegible. + 2 líneas> sorprendido.” Caso suponha ser extremamente necessário, o transcritor indica em nota a causa da elegibilidade: corroído, agujero, mancha, tachón, etc.
12. Diferentemente das normas estabelecidas para o gênero peça de teatro, letras, partes de vocábulos ou vocábulos inteiros não nítidos devem ser mantidos como no original, sem inferências do transcritor. Por exemplo: “¿Po dónde andabas?”; ¿Qué dijo est señora?”.
13. A etiqueta está dispensada no caso de desvios morfossintáticos, já que esta não marca desvios tampouco chama a atenção para formas especiais. A referida etiqueta só deverá ser inserida quando indicar um erro do transcritor, tardiamente identificado.
14. Estabelece-se como fonte padrão Times 12.
15. Em atenção à ordem como se apresenta a carta, sinalizar o número da folha, a partir da seguinte etiqueta: ; ; .
16. Todas as cartas devem ser introduzidas com um cabeçalho, especificando informações relevantes. Abaixo, apresenta-se o quadro sugerido. Antecipam-se situações em que certas informações sejam irrecuperáveis, devendo ser indicada: “ausencia de información”.


Género textual: carta personal

Temática(s):

Sexo del remitente:

Profesión del remitente:

Origen del remitente:

Grupo etario del remitente:

Nivel de instrucción del remitente:

Relación con el destinatario:

Fecha de la carta:

Trabajo de transcripción (nombre e institución):

Revisión de la transcripción (nombre e institución):

Periodo de la transcripción:

Código del documento: (codificar a partir de las informaciones del remitente; es necesaria la

estandarización entre todos los núcleos del proyecto). UYM1CP11

Como citar esta obra: CEEMO/CARTA PERSONAL/UYM1C1

17. Dados pessoais devem ser omitidos e sinalizados a partir de emprego padrão, tal como ilustrado a partir destes exemplos: “||Querido ||” “||Querida || – a depender do sexo deste; “||Un beso, ||” – no caso de ser do sexo masculino; para remetente do sexo feminino, emprega-se ; “Por favor, manda noticias de ...”; “ te manda un beso...” – esta última etiqueta corresponde à presença de nomes de terceiros. Para endereços completos ou citados parcialmente, inserir a etiqueta . No caso de ser apenas um código postal, recomenda-se especificar . A mesma norma vale para presença de outras informações pessoais, cabendo ao transcritor empregar os devidos rótulos; por exemplo: ; .



18. A norma 17 não se aplica: (i) à presença de apelidos ou formas de tratamento; (ii) ao local de origem da carta, indicado no cabeçalho; neste caso, por exemplo: “Lima, 17 de octubre de 1947”.
19. A fonte padrão para a transcrição será Times New Roman 12.
20. As etiquetas devem ser inseridas no idioma a que corresponda a transcrição.
21. A transcrição se realiza em linhas sequenciais, sem espaço.
22. A presença de imagens deve ser etiquetada, como: ; ; , etc.



1 Considera-se que o projeto possa ter compiladas cartas de diversos remetentes de um mesmo país; logo, é necessária a identificação numérica do remetente a partir da codificação do sexo. Por exemplo: país (UY = Uruguay) + sexo (M = mujer) + número do remetente das primeiras cartas arquivadas no projeto (1). Em seguida, no mesmo código, emprega-se a informação do gênero textual (CP = carta pessoal), seguida da numeração da carta (1). Esta numeração é necessária tendo em vista a possibilidade de existência de várias cartas de um mesmo remetente.




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