Nota dos autores capítulo 1 conceitos fundamentais e sistemas de coordenadas



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Procedimento Observacional


Uma vez definida(s) a(s) estrela(s), uma das primeiras coisas a serem feitas na noite de observação é identificá-la(s) no céu. Após a montagem e nivelamento do teodolito, então se procede à determinação do erro zenital, e à leitura horizontal de uma mira fixa cujo azimute queiramos determinar.

Uma vez feitas as calibrações, estamos prontos para fazer leituras horizontais e verticais da estrela com o teodolito para diferentes instantes, os quais devem ser anotados cuidadosamente. Note que valores de LV precisam ser corrigidos para o erro zenital z0 do teodolito e para refração, o que exige conhecimento da temperatura e pressão atmosféricas. Só com estas correções podemos obter os valores de distância zenital, z, correspondentes às leituras verticais.

Os pontos z por LH, tomados de meia hora antes até meia hora depois do instante previsto para a culminação, deverão formar uma parábola, sendo então possível, usando técnicas de ajuste, determinar o valor extremo zmin. Este valor de distância zenital no instante da culminação nos permite assim determinar a latitude. Além disso, como o azimute neste instante é 0° ou 180°, temos também determinada a posição do nosso meridiano astronômico e do azimute da mira.

 

Exemplo

Tabelas de dados obtidos com o teodolito para a determinação da latitude usando a passagem meridiana de uma estrela. A primeira tabela contem leituras de uma mira fixa, para determinação do erro zenital do aparelho. A segunda contem os dados de Lv x Lh. (Trabalho do aluno de Engenharia Cartográfica da UFRGS, Rafael dos Santos Genro):

Leituras Iniciais, com as quais torna-se possível calcular o erro do instrumento de medição (teodolito) na sua leitura vertical: Tais medições fora obtidas mirando para o alvo (torre de celular), da qual pretende-se descobrir o azimute.



  Leitura

Ângulo Horizontal

Ângulo Vertical

1 (direta)

89º 22’ 04,5”

LVD = 87º 30’ 21”

2 (inversa)

269º 21’ 46”

LVI = 272º 18’ 37”

Ângulos horizontal e vertical coletados durante um intervalo de tempo de 30 minutos prévios e posteriores à culminação da estrela Beta Carina, tendo ocorrido tal culminação aproximadamente às 21h13min do dia em que foi feito o trabalho.



Medições

Ângulo Horizontal

(LH)

Ângulo Vertical

(LV)

1

59º 34’ 17”

40º 14’ 23”

2

60º 44’ 53”

40º 00’ 02,5”

3

61º 41’ 58”

39º 52’ 30”

4

62º 12’ 53”

39º 48’ 41”

5

62º 41’ 52”

39º 45’ 04”

6

63º 26’ 59”

39º 40’ 52”

7

64º 18’ 45”

39º 37’ 15”

8

64º 54’ 01”

39º 35’ 12”

9

65º 43’ 13”

39º 33’ 37”

10

66º 12’ 45”

39º 32’ 45”

11

66º 42’ 11”

39º 33’ 09”

12

67º 05’ 38”

39º 33’ 17”

13

67º 31’ 57”

39º 34’ 00”

14

68º 00’ 53”

39º 34’ 42”

15

68º 25’ 45”

39º 36’ 05”

16

68º 56’ 11”

39º 38’ 02”

17

69º 20’ 40”

39º 39’ 38”

18

69º 44’ 33”

39º 41’ 10”

19

70º 18’ 03”

39º 44’ 08”

20

70º 45’ 47”

39º 48’ 04”

21

71º 29’ 19”

39º 53’ 09”

Outras referências bibiliográficas: Determinações Astronômicas, F. Hatschbach; Geodésica Elementar e Astronomia de Campo, J. Haertel; Notas de Aula de J.M. Arana.

 

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