Novos diálogos na escola: alfabetizaçÃo patrimonial, memória e formaçÃo de professores



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NOVOS DIÁLOGOS NA ESCOLA: ALFABETIZAÇÃO PATRIMONIAL, MEMÓRIA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Mairce da Silva Araújo – UEJ/FFP

INTRODUZINDO A DISCUSSÃO:

Propondo uma nova perspectiva em teoria da história que possibilite pensar a transformação e emancipação sociais a partir do passado, Boaventura SANTOS ( 1996) alerta: deixamos de saber olhar o passado de modo capacitante e defende que é urgente reinventarmos o passado, já que o futuro parece vazio de sentido, uma vez que para os grandes vencidos do processo histórico ( os trabalhadores e os povos do terceiro mundo) a idéia de progresso que impulsionou o mundo nos últimos séculos contribuiu apenas para aumentar o fosso entre os excluídos e os incluídos.



Reinventar o passado de modo a restituir-lhe a capacidade de explosão e redenção SANTOS ( 1996) implica buscar memórias que potencializem o presente e sejam as bases de projetos de futuro. Neste sentido, o resgate das memórias das instituições escolares tem um papel importante na construção de projetos emancipatórios para a escola brasileira.

O trabalho com a História Oral, visando capturar os movimentos de memória individual e coletiva dos sujeitos que constroem a escola cotidianamente se constitui, assim, como um importante instrumento para a reinvenção do passado, proposta por SANTOS ( idem).

Reconstruir o passado com os olhos e os valores de hoje, por meio dos depoimentos e narrativas dos sujeitos da escola, possibilita a reconstrução das imagens que a história oficial mantém do magistério, estimulando que os/as próprios/as narradores/as (re)construam outras imagens de si próprios/as.

Como afirma THOMPSON (1992),

a História Oral é uma história construída em torno de pessoas. Ela lança a vida para dentro da própria história e isso alarga seu campo de ação. Admite heróis vindos, não só entre os líderes, mas dentre a maioria desconhecida do povo. Estimula professores e alunos a se tornarem companheiros de trabalho. Traz a história para dentro da comunidade e extrai a história de dentro da comunidade.

As experiências vividas na pesquisa Alfabetização, Memória e Formação de Professore que motivaram essa comunicação têm confirmado para nós que também



ipara os docentes a memória é um ponto de partida, inspiradora não só da primeiras opções pedagógicas de professores e professoras, como também permeia suas práticas do dia a dia. Contudo, como afirma Park, inúmeras vezes, essas memórias permanecem submersas, carecendo de uma reflexão mais ampla ou então produzindo análises solitárias. Trazer essas memórias à tona, criando espaços de reflexão na escola para que possam ser compartilhadas e ressignificadas, reconhecendo-as como memórias coletivas, certamente pode contribuir para ampliar a compreensão das práticas assumidas no cotidiano, construindo novos olhares sobre a História da Educação.

Criando espaços narrativos nas escolas, a partir de “oficinas da memória”, envolvendo professores(as), funcionários(as) e alunos(as), temos estimulado a escola a contar a própria história e esse movimento tem se revelado para nós como um processo de alfabetização patrimonial à medida que tem oportunizado para todos os envolvidos na pesquisa um maior conhecimento sobre a formação da cidade gonçalense, sobre sua gente, suas memórias e histórias, sua cultura, enfim, seu patrimônio material e imaterial.


A PESQUISA NA ESCOLA:
A rede municipal de ensino de São Gonçalo é composta de 72 escolas, distribuídas por cinco distritos. No ano de 2003, dando seguimento aos objetivos da pesquisa de intensificar o contato com as escolas da rede municipal de São Gonçalo, iniciamos uma parceria com a escola mais antiga do município: a Escola Municipal Raul Veiga.

O ato de criação da escola data de 1937, sendo que anteriormente já ‘existia’, não legalizada, sempre contando com espaços cedidos por fazendeiros e igrejas, até que uma dessas chácaras foi comprada pelo então prefeito da época Dr. Gilberto Afonso Pires e se tornou sede da escola até o momento.

Atualmente, a escola funciona em três turnos (manhã, tarde e noite), atendendo a 947 alunos nas séries do Ensino Fundamental e 106 nas turmas de jovens e adultos. A organização pedagógica da escola se estrutura a partir de 34 professores/as, 2 diretores (geral e adjunto), duas coordenadoras pedagógicas, duas orientadoras educacionais e cinco coordenadores/as de turno.

Na primeira etapa de desenvolvimento da pesquisa, o projeto implementou algumas de suas metas originais, tais como: apresentação e discussão da proposta com a E. M. Raul Veiga com vistas a constituição de um grupo de trabalho. Com este objetivo foram realizadas visitas sistemáticas à escola (com periodicidade ora mensal, ora quinzenal,) que contribuíram para um estreitamento das relações entre os sujeitos da escola e professora e bolsistas da universidade. Parte destes encontros foi realizada com as coordenadoras pedagógicas visando o planejamento do trabalho da pesquisa na escola, bem como das oficinas. Nos demais encontros, participamos das reuniões de professores onde levávamos as propostas da pesquisa e procurávamos exercitar uma “escuta sensível” (BARBIER, 1985) para as demandas da escola.

A constituição do grupo de trabalho - sujeitos da escola e professora e bolsistas da universidade - movimento que sempre requer um processo lento de construção de parceria, tem se apoiado mais diretamente no envolvimento das duas coordenadoras pedagógicas da escola e de duas professoras, uma de Geografia e a outra de Educação Física que se manifestaram mobilizadas pela proposta do projeto. As professoras criaram um instrumento de investigação sobre a memória da escola envolvendo seus alunos, coletando dados que enriqueceram e alimentaram o acervo da escola. Além disso, as professoras envolvidas com o movimento da pesquisa também levaram a proposta de implantação dos núcleos de memória para as outras escolas onde também trabalham.

No projeto da pesquisas as oficinas representam um dos instrumentos metodológicos preferenciais, pois se constituem espaços de produção coletiva de conhecimento, onde os sujeitos que participam do processo são convidados a refletir sobre o movimento vivido.

Neste sentido, foram realizadas oficinas com grupos de professoras e com crianças da primeira etapa do ensino fundamental. As oficinas com professore/as e funcionário/as e direção tiveram como objetivo favorecer o movimento de narração e reflexão sobre a prática vivida na escola. Com as crianças, as oficinas tinham como objetivo envolvê-las no movimento de resgate da história da escola e exercitar práticas de leitura e escrita, com um novo sentido, diferente da prática escolar cotidiana. No contexto do presente trabalho enfocaremos apenas algumas oficinas realizadas com professore/as e funcionário/as e direção.

Estimular a história contar a própria história por meio de oficinas pedagógicas, foi nos possibilitando um maior conhecimento não só sobre a história da escola em si, como também sobre a formação da cidade de São Gonçalo. Daí começarmos a entender o movimento da pesquisa como um processo de alfabetização patrimonial, no qual a apropriação do patrimônio material e imaterialii da cidade gonçalense nos ajudava a ler o mundo, a compreender o seu contexto, localizando-nos num espaço social mais amplo, como nos ensina Paulo Freire.

Assim, por exemplo, resgatando a história da transformação de uma granja em uma instituição escolar, como foi o caso da E. M. Raul Veiga, elaborávamos outras formas de enxergar aquele espaço e o “ emprego que o ser humano faz dele mesmo”. Reconhecendo na própria história da escola que formas arquitetônicas e educação dialogam a todo momento levantávamos pistas reveladoras do patrimônio material e imaterial em que os/as gonçalenses estão imersos. Patrimônio este que muitas vezes não é percebido, não é valorizado, nem preservado porque não é (re)conhecido.



AS OFICINAS COM AS PROFESSORAS E OS FUNCIONÁRIOS:
O objetivo maior ao realizarmos novas oficinas com os professores e funcionários, além de reconhecê-los como sujeitos da memória “viva” da escola era igualmente sensibilizá-los e motivá-los a serem co-participantes do processo da pesquisa, se mobilizando para o movimento de resgate/reconstrução da memória da escola. Começamos a oficina com a apresentação de todos e, em seguida, lemos o texto: “O homem que comprava palavras”, que seria um dispositivo para a troca de experiências que aconteceria naquele momento. O texto conta a história de um poeta que, depois de muito tempo distante de sua terra, resolve voltar e escrever a história de seu povo, mas percebe que sozinho não iria conseguir, pois há muito tempo não vivia mais ali e por isso não sabia o que havia acontecido durante os anos em que estivera fora; resolve então comprar palavras das pessoas que viveram ali durante todos aqueles anos. Contudo cada palavra, para ser comprada, deveria vir acompanhada de uma história. Só assim, o poeta conseguiu escrever a história de sua terra, de seu povo, pois, sabia que apesar de dominar a arte de fazer poesias, de escrever, sua poesia seria vazia se não contasse com quem viveu a história no cotidiano.

Dando prosseguimento à dinâmica planejada para a oficina, levamos quatro caixas, que continham alguns objetos “estimuladores” da memória a partir dos sentidos, tais como: um gravador com sons de recreio e de sala de aula, para a audição, diversos cartões coloridos para despertar o sentido da visão; porções de açúcar, sal e limão para incentivar a degustação, e diversos frascos com diferentes tipos de cheiro – perfume, álcool, produto de limpeza – a fim de despertar o olfato dos participantes.

Mantivemos as caixas fechadas e pedimos às professoras que se dividissem em 4 grupos. Cada grupo escolheria uma caixa e, a partir do que encontrassem dentro delas, conversariam, primeiramente entre si, para compartilhar histórias e experiências sobre a escola.

Nosso objetivo nessa oficina era “comprar palavras”, sabendo que por trás das palavras tem histórias e para “comprar” essas histórias tentamos, através dos sentidos, despertar recordações sobre o movimento da escola.

E as palavras vieram das mais diferentes formas... Por meio de relatos orais e, até mesmo, sob a forma inspirada de um texto poético, que selecionamos para incluir no relatório:

“Os diferentes frascos de perfume foram relacionados aos distintos momentos vivenciados na escola. Eles podem representar momentos específicos, fases ou processos, de acordo com a intensidade, cor, aroma, etc”. O perfume com a fragrância mais suave nos recorda os bons momentos, onde somos reconhecidos, valorizados e conseguimos mostrar o que somos, o que temos e a que viemos. O perfume mais forte rememora as situações mais difíceis do ambiente escolar, do dia-a-dia, do trabalho e da convivência muitas vezes difícil. Há o perfume azedo que nos faz lembrar as decepções, tristezas, as crises e problemas mais graves. De forma mais resumida podemos dizer que nós exalamos o que inalamos e vice-versa, sempre convivendo com diferentes cheiros a todo o momento e tentando perfumar o ambiente ao redor.” (Texto produzido pelos professores, durante a realização da oficina).


No terceiro momento da oficina, abrimos um grande círculo de conversa, onde pudemos ouvir e conhecer as histórias, experiências e vivências daqueles sujeitos que fazem parte e constroem a história da Escola Municipal Raul Veiga.

Nesse momento de troca de experiências, com a devida autorização de todos os participantes, gravamos as falas e depoimentos dos professores, transcrevemos e anexamos a este relatório a fim de socializar estas histórias tão ricas da escola.

A transcrição das fitas nos permitiu recuperar, nos depoimentos das professoras, o entrecruzamento de histórias e experiências individuais com a história coletiva construída no cotidiano da escola.

Entre o saudosismo e o desabafo esperançoso escutamos depoimentos de profunda preocupação. Percebemos que enfrentando os desafios do cotidiano as professoras refletem sobre a sua prática pedagógica, cobrando dessa prática uma coerência de ação e, ao mesmo tempo, tentam não perder o sentido da luta e da busca por uma escola melhor:


Porque, às vezes, numa turma você se comporta de uma forma como professora, até por uma questão de sobrevivência e, em outro lugar você, de repente, é diferente... é como a gente falou mesmo, que a gente retrata tudo aquilo que está vivendo, né. E a gente acaba devolvendo o que recebe, mas às vezes tenta devolver de outra forma pra tentar mudar a situação... (grifo nosso) e vai se adaptando pra sobreviver. (Fala de uma das professoras)

“Mudar a situação...” Podemos pensar e listar vários tipos de situações que precisam ser mudadas nas escolas, mas no caso da Escola Municipal Raul Veiga, uma das situações mais marcantes e recorrentes na fala dos professores é a estrutura física da escola.

E isso me lembra também a parte negra da escola: a parte física da escola, que o governo não olha e não vê, que a escola inaugurada desde 1937, o valor que ela tem pra comunidade... e que a comunidade vê a escola assim: em alerta, com um sinal de alerta. Porque nós fizemos um diagnóstico para fazer o projeto político pedagógico da escola, e quando nós fizemos esse diagnóstico, foi isso que nós verificamos, a escola tem credibilidade, mas com um sinal de alerta: ‘porque que a escola está sempre assim? Porque ninguém olha pra escola?’ É só remendada a escola... (Fala da dirigente da escola)

As narrativas compartilhadasiii nas oficinas realizadas com os professores/as e alunos/as trazia para nós uma outra história da escola, ou seja, uma “história vista de baixo” (SHARPE, 1992)iv, ansiosa por “explorar as experiências históricas daqueles homens e mulheres, cuja existência é tão freqüentemente ignorada, tacitamente aceita ou mencionada apenas de passagem na principal corrente da história”. (SHARPE, 1992,41).

Eu acho que nem leram que foi Raul Veiga, a história do porque desse nome, do peso que esse nome carrega pro Alcântara e São Gonçalo... que ele trouxe a estrada férrea pra cá... e é uma pena... quiseram até na época mudar o nome da escola pra Corina Reis, por todo o empenho dela e ao mesmo tempo, à exoneraram e colocaram ela num processo administrativo depois de morta... e ela contribuiu tanto para a escola... (fala da dirigente da escola)
O depoimento da funcionária trazia à tona uma parte da história da escola que ficara submersa: a exoneração pós-morte de uma das diretoras da escola – Corina Reis - que permaneceu no cargo durante várias décadas e detinha um bom nível de respeito e admiração por parte da comunidade escolar, vindo a falecer ainda em plena atividade na direção da escola. A funcionária chamava atenção para o paradoxo das decisões que vinham “de cima” e ficam ao sabor das alianças políticas: da possibilidade de ser homenageada dando seu nome à escola - hipótese levantada em determinado momento - à exoneração, em diário oficial, do cargo de diretora geral, três anos após a sua morte.

A pesquisa mostrava para nós que se nos baseássemos apenas nos registros oficiais nas versões documentadas, em geral escritas a partir do poder estatal, encontraríamos uma história homogênea.

Entretanto, coexiste com esta história uma outra, não documentada, na qual a escola toma forma material e “ganha vida”. Nessa história, que muitas vezes permanece apenas na memória coletiva, se entrecruzam o poder estatal e os sujeitos da escola que, por meio de alianças e conflitos, transgressões e acordos, fazem da escola um processo permanente de construção social, ou seja, no cotidiano escolar a história oficial e a não oficial vêm disputando pontos de vista. Daí a importância de socializar essas histórias e assim, contribuir para fazer emergir os dois lados e não só a história oficial, mas também a “história vista de baixo”.

Envolver os sujeitos escolares no processo de reconstrução da memória da escola reconhecê-los como participante do processo de investigação e não considerá-los apenas informantes possibilita uma relação de troca. A troca de saberes entre os sujeitos da pesquisa (pesquisador e pesquisado), que se unem para realizá-la, permite que não só os representantes do saber acadêmico partilhem sua visão sobre o conhecimento que está sendo construído, como também permite que os sujeitos escolares – representantes do saber do cotidiano da escola – se reconheçam como produtores desse conhecimento.

Este compartilhamento de saberes, construído e reforçado ao longo de todo o desenvolvimento da pesquisa, permite a construção de conhecimentos por ambas as partes, além de permitir à escola contar sua história do seu ponto de vista, contribuindo assim para que sejam repensadas medidas e políticas públicas que não têm levado em consideração os reais anseios e necessidades da escola.

Assim, a “reconstrução” da memória da escola, a partir de seus próprios sujeitos, possibilita uma análise e re-significação do presente através do conhecimento e reflexão dos acontecimentos e marcas deixadas pelo passado.

Refletir sobre o passado com os olhos e os valores do presente, por meio dos depoimentos e narrativas dos sujeitos da escola pode possibilitar a reconstrução das imagens que a história oficial mantém do magistério e a busca de memórias que potencializem o presente e sejam bases para projetos futuros.

Neste sentido, o resgate/reconstrução das memórias das instituições escolares tem um importante papel na construção de projetos emancipatórios para a escola brasileira.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ARAÚJO, M. Alfabetização, Memória e Formação de Professores. Projeto de Pesquisa PIBIC, São Gonçalo: UERJ/FFP, 2004.

BARBIER, René. Pesquisa-ação na instituição educativa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,1985.

BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas: Magia e Técnica, Arte e Política. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1993.

BRITO, Marilza Elizardo. Memória e cultura. Rio de janeiro: C.M.E.B. 1989.
CATANI, Bárbara Denice. História, Memória e Formação de Professores. In: HEES, Martha Pereira das Neves et all (org.) Anais II Seminário de Educação. Memória(s), História (s) e Educação: Fios e Desafios na Formação de Professores. Rio de Janeiro, 2004.

FREIRE, Paulo. A educação como prática da liberdade. 8. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1978.

GÓMEZ, Angel Peres. O pensamento prático do professor: a formação do professor como profissional reflexivo. In: NÓVOA, Antonio. (coord.) Os professores e sua formação. Lisboa, Publicações Don Quixote, 1992, 125 – 147.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice/ Revista Editora dos Tribunais, 1990.

PARK, Margareth. Brandini (org.). Memória, Formação de Professores, Patrimônio de Educadores, Meio Ambiente. Campinas: SP, Mercado das Letras, 2003.

SANTOS, Boaventura de Souza. A queda do Ângelus Novus. Para além da equação moderna entre raízes e opções. Revista Crítica de Ciências Sociais, 45, 5-34, março de 1996.

TAVARES, M. T. G. e ARAUJO, IMPLEMENTANDO NÚCLEO DE MEMÓRIA NAS ESCOLAS: Uma experiência na formação de professores e professoras. Trabalho apresentado ao ENDIPE, 2004.

THOMPSON, Paul. A voz do passado: história oral. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.


NOTAS:




i Como afirma Galeano, para os navegantes com desejo de vento a memória é um ponto de partida

ii Por patrimônio material estamos nos referindo aos monumentos, aos chamados “bens de pedra e cal”, igrejas, chafarizes e conjuntos urbanos representativos de estilos arquitetônicos específicos. Por patrimônio imaterial estamos nos referendo a um amplo e diversificado acervo de expressões culturais, tais como: festas, rituais, danças, mitos, lendas, músicas, saberes, técnicas e fazeres diversificados presentes na cidade.

iii Estamos chamando de narrativas compartilhadas todo o material coletado e produzido nas “oficinas de resgate da memória” realizadas na Escola Municipal Raul Veiga, nos anos de 2004 e 2005, e que contaram com a participação de diretores/as, orientadores/as pedagógicas, professores/as, funcionários/as e alunos/as.

iv O autor utiliza este termo para discutir a questão da escrita da história não pelos “feitos dos grandes”, como tradicionalmente tem sido encarada, mas pelos relatos e experiências dos grupos de “pessoas comuns”, sendo essa uma alternativa ao que poderia ser chamado de “história da elite”.


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