O anacronismo da política Repressiva de Fidel Castro o deputado costa ferreira



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Encontro01.08.2016
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O anacronismo da política

Repressiva de Fidel Castro

O Deputado COSTA FERREIRA (PFL- MA) – Pronuncia o seguinte discurso.

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Defensor intransigente dos direitos humanos, associo-me às manifestações mundiais contra a tirania do ditador cubano Fidel Castro. Ao ensejo, parabenizo os membros da Comissão de Direitos Humanos por terem aprovado ontem moção de protesto contra o Governo de Cuba.

Estendo os cumprimentos aos demais membros desta Casa que sempre são signatários de ações humanitárias e à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional pela decisão de convidar o embaixador de Cuba no Brasil, Jorge Lezcano Pérez, e do Brasil em Cuba, Tilden Santiago, para uma audiência pública em maio com objetivo de discutir a realidade política na Ilha.

É inadmissível que o povo cubano ainda seja vítima de uma ditadura militar implacável, onde um único homem se reveste do direito de dirigir os destinos de um povo. Há dez dias, o ditador Fidel Castro escandalizou o mundo por mandar prender e matar quase uma centena de concidadãos cubanos.

As penas duríssimas, que em qualquer país decente seria indicativo de crime grave, em Cuba é a medida para punir quem pensa diferente do líder totalitário. Setenta e oito pessoas, entre escritores, Jornalistas, políticos e intelectuais, foram condenados a penas que variam de seis a 28 anos de prisão.

Se escondendo à sombra da Guerra no Iraque, o ditador Fidel Castro foi desumano com sete fugitivos do seu regime. Quatro receberam sentença de prisão perpétua. Os outros três foram fuzilados no histórico “paredon”. A sentença de todos decorreu de julgamento sumário realizado numa “corte de fantoches”.

As organizações de direitos humanos dão conta de que, sob o regime repressivo do ditador Fidel Castro, dezenas de milhares de cubanos foram mortos e outro tanto é dado como desaparecido – sem contar os porões da tortura. Isso torna Fidel Castro o maior matador de cubanos da história. O homem que mais dor e sofrimento infligiu aos seus compatriotas.

Devemos protestar com a veemência com que condenamos a Guerra do Golfo. Não podemos permitir que os direitos humanos sejam violados em Cuba, a pretexto da defesa de um regime ultrapassado.

Alega-se, para defender o regime ditatorial castrista, que o povo cubano dispõe de boa educação e assistência médica. Isso é pouco. Vários países do mundo, como Canadá, Finlândia, Austrália, só para citar alguns, fornecem isso e muito mais. Além de boa escola e saúde, fornecem liberdade ampla e irrestrita.


Além do mais, Fidel Castro nega tal excelência escolar quando impede que outro cubano tenha a oportunidade de substitui-lo na regência do país. A máxima é: cubano inteligente é cubano subalterno?

O povo cubano merece a liberdade de expressar seus pensamento e continuar a viver. Liberdade de ir e vir. Liberdade de relacionar-se com outros povos sem esgueirar-se da vigilância neurótica da polícia repressora. O povo cubano não sabe que poderiam ter tudo aquilo, sem a omissão disto.

Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados, considero a posição do Governo Brasileiro acanhada e passional. O Governo brasileiro poderia ter sido mais claro com relação à violação dos direitos humanos naquele país.

Deve manter-se firme contra a tirania de direita, mas também contra a tirania de esquerda. Os rótulos não devem distorcer nossa visão da justiça. Crime de comunista e ditadura de comunista são tão repulsivos quando os de outras doutrinações políticas.



Os defensores de Fidel Castro prestam um desserviço ao povo cubano e à democracia.
Muito obrigado.


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