O batismo de Jesus em 27 ad? – Lucas 3: 23 No Ano 27 ad ?



Baixar 37.49 Kb.
Encontro23.07.2016
Tamanho37.49 Kb.

O Batismo de Jesus em 27 AD? – Lucas 3:23

No Ano 27 AD ?

Logo após o batismo, o apóstolo Lucas relata que Jesus tinha 30 anos. Vemos isto em Lucas 3:23: “Ora, Jesus, ao começar o seu ministério, tinha cerca de trinta anos;”. Sabemos que os judeus seguiam a lei de Moisés, e esta deixava claro que um homem para iniciar qualquer atividade pública, necessitava completar a maioridade, que segunda a lei de Moisés era de 30 anos. ( Gen 41:46; Num 4:3,23,30,35 )


Quando estudamos a profecia das 70 semanas, chegamos a conclusão que Jesus foi batizado no ano 27 de nossa era. Como conciliar então o ano 27, se sabemos que pela lei de Moisés ele deveria ter no mínimo 30 anos de idade para começar o seu ministério público? Para entendermos isto, precisamos entender como e quando foi inserido no contexto histórico o ano ZERO!

Estudemos os textos a seguir tendo em mente a revelação dada ao profeta Daniel em:



Daniel 7:25 “ Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.”
Quando Teve Início o ANO ZERO?

A revista Superinteressante, em sua edição de dezembro de 2002, no artigo intitulado “Quem foi Jesus?”, na página 43, sob o parágrafo “Um Presépio Diferente” diz, a respeito da programação de uma suposta máquina do tempo, que ao escolher o “Ano Zero...” vai se constatar que Jesus já teria 4 anos.

Quando, em 525 dC, foi alterado o calendário juliano, com a origem do ano na suposta data de nascimento de Jesus, o conceito de número zero ainda não existia e nossos matemáticos e calculistas se serviam dos algarítmos romanos para representarem os números. Portanto, quando se adotou o nascimento de Jesus, ou o que eles acreditavam que era, usou-se o ano I para representá-lo. Antes do ano I dC, foi o ano I aC. Portanto, se, como se sabe hoje, Jesus nasceu em IV aC, no ano III aC ele tinha um ano, em II aC, teria dois anos, em I aC, três anos e, finalmente, I dC, ele terá tido 4 anos.
Quando Surgiu a Palavra “ERA CRISTÔ ?

Até quinhentos anos após a morte de Cristo, a contagem dos anos era feita a partir do ano da fundação de Roma. Atribuí-se ao Monge Dionísio Exigus (o Pequeno), a contagem atual dos anos, partindo-se da suposta data do nascimento de Jesus.

O Monge Dionísio viveu em Roma entre os anos 470 e 545, traduzindo do grego para o latim diversas obras eclesiásticas. Ao elaborar uma tabela com a data da Páscoa numa série de anos, ele usou pela primeira vez a expressão "era cristã", designando os anos subseqüentes ao ano de 753 da fundação de Roma.




Atualmente, é consenso geral que ele errou. Tanto ao esquecer de colocar o ano zero intermediando os dois períodos, como ao fixar o nascimento de Jesus no ano 754, pois os pesquisadores estabelecem um período de até seis anos antes para o nascimento de Cristo. Conseqüentemente, está errado contar como ano 1 do período cristão, o ano de 754. Veja na tabela abaixo a relação entre o calendário romano, que teve seu inicio na fundação de Roma, e o início da era cristã introduzida por Dionísio Exigus no ano 500 DC.

Tabela - 1



A.C.

D.C.

Fundação de Roma

748

749

750

751

752

753

754

755

756

757

758

Anos da Era Cristã

-6

-5

-4

-3

-2

-1

1

2

3

4

5

Calendário Juliano

40

41

42

43

44

45

46

47

48

49

50


Um Pouco da História
2001-A Odisséia dos Calendários – Isaac Ribeiro, repórter

Observatório astronômico Antares (Universidade de Feira de Santana - Bahia)


Internet: Página do Cabo Canaveral
A humanidade está à beira do terceiro milênio. Mas uma dúvida ainda paira na mente das pessoas: quando começa de fato a próxima era? O ano 2000, tão aguardado e mitificado pela cultura ocidental, é realmente o primeiro ano do Século 21? Historiadores, astrônomos e pesquisadores do mundo inteiro já têm a resposta para essa questão: o próximo milênio só começa no ano 2001.
O próximo réveillon promete dividir muita gente. Na dúvida, três opções podem ser seguidas na hora de estourar a champanhe: seguir as próprias convicções, festejar duas vezes a passagem para o novo milênio ou obedecer a lógica do calendário.

A confusão foi formada por erros matemáticos nas diversas mudanças na cronologia do tempo. Foram horas, dias e meses deixados para trás.


O calendário, como conhecemos hoje, é baseado no nascimento de Jesus Cristo. Mas 4 milênios antes, os egípcios já contavam seus dias a partir das enchentes do Rio Nilo. O nosso calendário atual é baseado no calendário romano, que seguia as variações da lua. O imperador Caio Júlio César acionou seus astrônomos e promoveu uma reformulação na contagem do tempo, instituindo o Calendário Juliano.
Segundo os pesquisadores, não existiu o século zero na era cristã, pois, se bem reparado, na numeração romana não existe esse número. Portanto, o século um começou no ano um e assim por diante. Então, pode-se afirmar que a primeira década foi de 1 a 10, a segunda de 11 a 20, o primeiro século de 1 a 100, o segundo de 101 a 200, o vigésimo de 1901 a 2000 e o vigésimo-primeiro será de 2001 a 2100. E como o primeiro milênio foi de 1 a 1000, o segundo de 1001 a 2000, o terceiro será de 2001 a 3000.
Segundo a professora Fátima Lopes, coordenadora do curso de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, estudiosos franceses dizem que essa preocupação com o ano mil não era tão popular no passado. "Essa questão era debatida entre a intelectualidade religiosa. Antes, as pessoas eram analfabetas e campesinas. Elas regulavam suas vidas através das estações do ano, semeadura e colheita, e não por meses e anos", esclarece.
Fátima Lopes esclarece que essa polêmica sobre o ano zero só foi trazida à tona muito posteriormente. "O nosso calendário foi estabelecido com a decadência do mundo romano e a cristianização da humanidade".

Astronomia e Religião

A sociedade egípcia é considerada por muitos pesquisadores o berço da civilização moderna. Até hoje, os segredos da construção das pirâmides intrigam os cientistas. O calendário dos egípcios tinha inicialmente 360 dias começando com a enchente anual do Rio Nilo, que acontecia quando a estrela Sirius nascia um pouco antes do Sol.

Observando os deslocamentos do Sol, foram acrescentados 5 dias, e mais um a cada quatro anos (o ano bissexto). Então, os egípcios concluíram, que o comprimento do ano era de 365,25 dias - o que representa, aproximadamente, 365 dias, 6 horas, 9 minutos e 10 segundos.


O primeiro calendário romano foi supostamente criado por Rômulo em 753 a.C., ano de fundação de Roma, baseado no calendário egípcio. Mas foi o Calendário Juliano, instituído em 46 aC, na época do imperador romano Júlio César, que definiu as atuais regras dos meses com 30, 31, 28 e 29 dias. Teoricamente, o Calendário Juliano terminou em 4 de outubro de 1582. Hoje, a Data juliana ainda é utilizada principalmente por astrônomos no cálculo do intervalo de tempo entre alguns eventos astronômicos.
Em 1582, o papa Gregório XIII ordena um ajuste no calendário Juliano para conseguir determinar corretamente a data da Páscoa, a mais importante festa cristã. No decurso dos séculos, havia se acumulado uma diferença de dez dias em relação ao ano solar. A diferença se dá por causa do arredondamento feito pelo calendário juliano, que adota o ano de 365 dias e seis horas, ao passo que o ano solar é de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Há uma divergência de 11 minutos e 14 segundos por ano.

Gregório XIII ordena que a quinta-feira 4 de outubro seja seguida da sexta-feira 15 de outubro e, assim, tira dez dias do ano. Conserva um ano bissexto a cada quatro anos e determina que não são bissextos os anos seculares, ou seja, o último ano de cada século, terminado em dois zeros. A exceção são os divisíveis por 400, como o ano 2000. Com essa correção, levará 4 mil anos para que haja uma diferença de 1,132 dia em relação ao ano solar.

As modificações foram adotadas imediatamente na Itália, Espanha, França, Polônia, Hungria e Portugal (e Brasil). Em 1752, Inglaterra e Estados Unidos começaram a adotar as novas medidas. Daí por diante, cada país ocidental adotou o Calendário Gregoriano.



O Calendário Gregoriano foi aos poucos sendo adotado pela maioria dos países para uso civil e hoje em dia é considerado universal. As nações não cristãs mantêm outro calendário para fins religiosos.
Johannes Kepler foi o primeiro a publicar um trabalho sobre erros no calendário. Em 1613, baseado na cronologia do nascimento de Cristo, o cientista demonstrou que o calendário cristão tinha um erro de cinco anos. O cálculo foi baseado na afirmação do abade Dionysius Exigus, que assumiu que Cristo nascera no ano de 754 de Roma (ano 46 do Calendário Juliano e ano um da era cristã). Hoje esse argumento é aceito. Mas alguns historiadores chegaram a afirmar que Herodes - que morreu logo após o nascimento de Jesus, morreu em 42 Juliano. Logo conclui-se que o nascimento aconteceu cinco anos da data dita por Dionysius.
J o h a n n e s   K e p l e r

Kepler(1571-1630) publicou em 1613 o primeiro trabalho sobre a cronologia e o ano do nascimento de Jesus, em Alemão sendo ampliado em 1614 em Latim:  " De vero Anno, quo aeternus Dei Filius humanam naturam in Utero benedictae Virginis Mariae assumpsit  " (Sobre o verdadeiro ano em que o filho de Deus assumiu a Natureza Humana no Útero da Sagrada Virgem Maria). Neste trabalho Kepler demonstrou que o calendário Cristão estava em erro por cinco anos, pois Jesus tinha nascido em 4 a.C., uma conclusão atualmente aceita.
CONCLUSÃO: A data para o nascimento de Cristo em 4 AC é a mais aceita pela maioria, mas não existe ABSOLUTA CERTEZA de 4 AC. Mas o entendimento das mudanças do calendário e a introdução do conceito da ERA por Dionysius, com certeza nos ajuda a confiar que a Bíblia sempre tem razão, e que quando encontramos uma aparente contradição, podemos ter certeza que a mão do homem passou por ali !
Sites: http://www.rio.rj.gov.br/planetario/arquivos/calendar.htm

http://www.conhecimentosgerais.com.br/historia-geral/contagem-do-tempo-historico.html

http://www.cea.inpe.br/webdas/divulgacao/milenio.html

http://gresupe.vilabol.uol.com.br/pascoa.htm



http://www.observatorio.ufmg.br/pas39.htm

Pesquisa feita por: Silas Jakel



Janeiro 2005


Catálogo: arquivos
arquivos -> Edital de notificaçÃo de contribuiçÃo de melhoria edcm n.º 001/2010
arquivos -> A contribuição de Henri Lefebvre para reflexão do espaço urbano da Amazônia
arquivos -> Serviço público federal ministério da educaçÃo universidade federal do rio grande – furg
arquivos -> Ementa: contribuiçÃo previdenciária de agentes políticos – restituiçÃo procedimentos
arquivos -> Estado de santa catarina requerimento de certidão de tempo de contribuiçÃo ctc e declaraçÃo de tempo de contribuiçÃo dtc
arquivos -> Agricultura orgânica como contribuiçÃo para um meio ambiente sustentavel
arquivos -> Questões Possíveis
arquivos -> Estado de santa catarina requerimento de certidão de tempo de contribuiçÃo ctc e declaraçÃo de tempo de contribuiçÃo dtc
arquivos -> Encargos sociais: regime para empresas normais


Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal