O brasil se construiu com base numa história de distorções. A sociedade contemporânea é o resultado de um longo processo de erros, mentiras e grandes problemas não resolvidos



Baixar 20.03 Kb.
Encontro01.08.2016
Tamanho20.03 Kb.
Tema 1

O Brasil se construiu com base numa história de distorções. A sociedade contemporânea é o resultado de um longo processo de erros, mentiras e grandes problemas não resolvidos . A moldura da história brasileira é marcada pelas injustiças e desigualdades que assolam este país.

O festival de enganações começa com o descobrimento e segue firme ao longo dos séculos. Descoberto pelos portugueses, o Brasil se inseriu nos quadros do Antigo Sistema Colonial, satisfazendo aos interesses externos. Na época de colônia começaram as grandes desigualdades sociais, “marca registrada” da nação. A opressão social, com o único interesse de preservar a hegemonia de uma pequena elite, é o berço das terríveis injustiças que caracterizam a sociedade. Explorado pela metrópole, o Brasil tomava o rumo da inevitável dependência econômica. O papel dos colonizadores foi colocar o país no caminho do subdesenvolvimento.

Vários são os exemplos de falseamento ideológico no Brasil colônia perpetuados pela história. O descobrimento em si contém uma farsa: jamais foi casual, como a história quis fazer acreditar. Daí em diante vieram outras mentiras, referentes a diversos aspectos: os contatos com os indígenas, a escravidão e o tráfico negreiro, os interesses dos colonizadores, a missão da igreja de trazer o cristianismo para os “povos pagãos” daqui. Há até a falsa idéia de que, fosse o Brasil colonizado por outra metrópole — Inglaterra ou Holanda —, não seria economicamente atrasado. Ora, os interesses seriam os mesmos, e a preocupação com a população pobre e oprimida seria igualmente nula.

Veio a “independência” e cresceram os espaços para o agravamento da situação. Que independência era aquela em que se preservavam todos os interesses externos em detrimento da real emancipação político- econômica? Manutenção da escravidão, crescimento constante das desigualdades, descaso das autoridades. Tanto na Monarquia como na República os problemas endêmicos do país permaneceram: concentração de terras e de renda, inexistência de oportunidades para a maioria, pobreza, fome, analfabetismo, desemprego. E as distorções estão sempre presentes, de acordo com os interesses dos grupos dominantes, tentando mostrar que o país vai bem. Foi assim na época da ascensão do café, na Era Vargas, no golpe militar com o “milagre econômico” e, atualmente, no Plano Real.

Efetivamente, houve fases de relativa prosperidade, com melhorias em alguns aspectos. Mas em nenhum momento houve ruptura com os laços históricos de subordinação externa; nunca foram tomadas medidas para cortar pela raiz os problemas do “Zé Povão”.

Diante de um quadro histórico tão assustador, as perspectivas de futuro e a situação presente podem parecer extremamente perversas. Afinal, são enormes os problemas da gente brasileira e não são nada animadoras as relações do Brasil com os países desenvolvidos: endividamento crescente, insegurança dos investidores, déficit comercial. Os erros históricos são fatores determinantes no Brasil de hoje.

Há, contudo, um elemento fundamental nesse povo sofrido, nesse país de contrastes. É um elemento que mantém o país na expectativa de um futuro melhor, indispensável para tornar o Brasil grande, como são grandes suas riquezas, seu território e sua gente. Esse elemento é a esperança. Aliada à força de vontade para mudar, para fazer o país crescer, para trabalhar, a esperança pode conduzir o Brasil a uma nova história, livre das amarras impostas pelos séculos de dificuldades.


( adaptado)


Tomando o texto acima como sugestão, mediante as ideias nele discutidas, faça uma dissertação argumentativa em que assuma um posicionamento claro.
Tema2

"O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros." Confúcio, (551-479 a.C.). Filósofo chinês.
Tomando o texto acima como sugestão, o pensamento acima, faça uma dissertação argumentativa em que assuma um posicionamento claro.

Tema 3

Tema 3
O Brasil vive uma epidemia de violência em suas cidades. Antigamente, o fenômeno era restrito aos grandes centros urbanos. Hoje, até mesmo as pequenas cidades do interior convivem diariamente com o medo. As crianças já não têm mais medo do bicho papão ou de fantasmas. Há muito tempo, figuras reais como o bandido da luz vermelha e outros ladrões assassinos são quem aterroriza os pequenos. Muitos dizem que esse problema é de ordem social, além disso, é preciso haver melhoras na educação e na distribuição de renda para ele de fato ser resolvido. Mas essas são soluções a longo prazo. Será possível esperar tanto tempo?



Tomando o texto acima como sugestão, mediante as ideias nele discutidas, faça uma dissertação argumentativa em que assuma um posicionamento claro.

Tema 4


A MÁSCARA DO MEU ROSTO
Nélida Pinõn
Estou prestes a sair de casa.Abro o armário.Urge escolher a máscara, das muitas que tenho, para ir á rua.Com ela enfrentarei os dissabores e as aventuras do meu cotidiano.Afinal, ela é a ponte que cruzo para alcançar os demais seres.Minhas máscaras acomodam-se na prateleira, em meio às bolsas.Todas parecidas, elas diferenciam-se entre si apenas em detalhes imperceptíveis aos olhos alheios.São raros aqueles que surpreendem a natureza da minha máscara.Reconhecem que rio, choro, ou encontro-me na iminência de velejar para um hemisfério longíquo,de onde, quem sabe, não regresso tão cedo. Enquanto muitos confessam, em consonância com triste adágio, que suas vidas são um livro aberto, nada tenho a esconder dos homens, sou justo o contrário, não sei viver sem as máscaras, que me protegem, são a salvaguarda da minha liberdade.E ainda que se provem elas em muitos momentos incapazes de me proteger, não importa. Afinal, a vida não permite previsões, lances antecipados.para enfrentar certos conflitos, seria necessário revestir-se da máscara de ferro, que traz consigo o sopro da morte.
Duvido que alguém prescinda do uso da máscara. Ande inadvertido pelo mundo, oferecendo o rosto cru dos seus sentimentos.Desajeitado e pobre, quando poderia dispor, a qualquer hora, de mais de mil máscaras, capazes todas de impulsionar o espetáculo humano, de corresponder a natureza secreta do seu dono, de encharcar de vinagre e esperança qualquer coração. As máscaras que levo pelas manhãs coladas à pele têm recursos múltiplos.Fogem ao meu controle.Fazem-se de gestos, do franzir da testa, das rugas em torno dos olhos, dos sulcos próximos à comissura dos lábios.Integram um sistema que esconde e revela ao mesmo tempo quem sou.Desgovernada, inescrupulosa, cheia de razão e de fúria, padecendo como os demais, da enfermidade dos sentimentos.E que embora esteja sob a guarda das máscaras, não está a salvo dos que nos observam com luneta.Donos de um olhar que semeia,a respeito de quem seja, uma versão contrária à que queríamos.As máscaras, sem dúvida, ajudam-me a viver. Levam-me às cerimônias solenes, onde confirmo a educação recebida.Acompanham-me nos momentos em que sangro, a despeito da minha aparente indiferença.E são elas ainda que me perguntam qual das máscaras usar em determinada festa. Acaso a máscara que engendrei ao longo dos anos, e que me serve como um chinelo velho? Aquela que é dissimulada, cujo desassombro asusta-me, pois revela aos vizinhos o que eu mantinha sob resguardo? Ou a outra, que aspira sobrepor-se à tirania das convenções, que rasgar o véu da hiprocrisia, emitir as palavras acomodadas no baú dos enigmas? Será a máscara que alardeia, arrogância, ansiosa por deixar consignada nas paredes do mundo uma única mensagem que justifique sua existência?Olho-me ao espelho.Estarei usando máscara mesmo quando estou sozinha?Acaso já não vivo sem ela, só respiro por meio de seus artifícios?È ela que me deixa ser alada e terrestre, me permite voar e contornar seres e objetos de cristal? É a máscara que pousa desajeitada no meu próprio rosto, onde há de ficar para sempre, até derreter um dia como se fora feita de cera?
(Fonte:O Estado de São Paulo,suplemento feminino/1997)

Tomando o texto acima como sugestão, mediante as ideias nele discutidas, faça uma dissertação em prosa na qual assuma um posicionamento claro.


Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal