O brincar como processo do cuidado da enfermagem à criança hospitalizada na pediatria em um hospital no município de ji-paraná/RO



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O BRINCAR COMO PROCESSO DO CUIDADO DA ENFERMAGEM À CRIANÇA HOSPITALIZADA NA PEDIATRIA EM UM HOSPITAL NO MUNICÍPIO DE JI-PARANÁ/RO
Luana Cristina Duarte1

Willian C. Millan2



PESQUISA – CURSO DE ENFERMAGEM
A criança, durante a hospitalização, convive com diversas restrições devido ao seu quadro clínico, no entanto, o sofrimento e as possíveis seqüelas causadas por uma internação podem ser minimizados quando se oferece um ambiente estruturado e descontraído. A descontração pode ser entendida de diversas formas e ato de brincar com a criança hospitalizada pode minimizar a ansiedade, o medo e a angústia, tanto da criança quanto dos familiares frente aos procedimentos invasivos. A brincadeira é fundamental no contexto da hospitalização, pois o ato de brincar favorece à criança um melhor enfrentamento durante seu período de internação. Os profissionais de enfermagem devem estar envolvidos neste processo terapêutico, organizando estratégias de ações em unidade pediátricas e melhorando a qualidade da assistência no envolvimento desta atividade. O objetivo deste estudo foi identificar a evolução da criança acompanhada pelos pais ou responsável quando realizada atividade experimental, o brincar, como facilitador do processo do cuidado de enfermagem. Realizou-se um estudo com abordagem quantitativa de caráter descritivo. A amostragem foi delimitada por conveniência, com 10 crianças com mais de 2 dias de internação e idade superior a 1 ano e inferior a 12 anos, na ala pediátrica. Aplicada uma atividade experimental, através de um roteiro estruturado durante procedimentos invasivos, observando o padrão de resposta à atividade do brincar. Foram apresentados três cartões com histórias de cunho laico, onde a criança teve a liberdade de escolher a história, antes do procedimento a ser realizada. A história foi desenvolvida por intermédio de fantoches, com interação do pesquisador. 70% das crianças estavam recebendo medicamento endovenoso, seguidas de 20% que recebiam inalação e 10% que receberam medicação oral. Em relação ao acompanhante, 90% eram as mães e 10%, as avós. Com relação à interatividade das crianças durante a brincadeira, 90% foram participativas e 10% não participaram. Quanto ao emocional da criança antes da história, 70% estavam tranquilas, 20% ansiosa e 10% nervosa. No momento da história, 40% estavam tranquilas, 20% ansiosas, 20% alegres e 10% chorosa. Após a brincadeira, 50% ficaram alegres, 20% tranquilas, 20% chorosas e 10% ansiosas. Conclui-se que o ato de brincar durante a assistência de enfermagem pode auxiliar e garantir a qualidade e segurança no cuidado à criança hospitalizada, diminuindo assim a situação traumática de permanência no hospital.
Palavras-Chave: Cuidar. Brincar. Enfermagem.


1 Acadêmica do Curso de Enfermagem DO Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná (Ceulji/Ulbra). E-mail: luanaduart@hotmail.com

2 Professor Orientador do Curso de Enfermagem do Ceulji/Ulbra. Mestre em Saúde Coletiva. E-mail: wmillan@ig.com.br



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