O censo realizado no início do ano 2000



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Anhangabaú, Itaquera, Mandaqui, Pirituba, Sapopemba, Tremembé – a sonoridade de uma memória tupi esta inscrita em todos os cantos da Cidade de São Paulo, fazendo parte do dia-a-dia dos milhões de habitantes que raramente para refletir sobre as origens indígenas desta grande metrópole” 1.

O censo realizado no início do ano 20002 revelou a marca inacreditável de 62 mil índios vivendo no Estado de São Paulo, sendo a segunda maior população indígena do país, ficando atrás apenas do Estado do Amazonas. Desta cifra, apenas 4 mil índios vivem em comunidades bem delimitadas e controladas pela FUNAI3, mas afinal, onde estariam as outras 58 mil pessoas que se declaram índios? Seriam índios “destribalizados” ou descendentes que se declararam índios afetados por uma febre do “orgulho indígena”? Para que estas e outras perguntas possam ser respondidas, é necessário fazer uma breve arqueologia da construção do imaginário indígena na cidade de São Paulo, pois estes índios, personagem vivo e presente na sociedade brasileira estão entre nós e, se não são reconhecidos como tal, faz-se necessário a correção de uma História embasada pelo esquecimento e pela desinformação das demais etnias, dessa forma, o educador tem em mão uma grande responsabilidade, a de mobilizar seu educandos à prática da tolerância, a coexistência na diversidade e o combate às discriminações e preconceitos as diferentes etnias do Brasil.

A história da cidade de São Paulo se entrelaça com a história indígena dos séculos atrás. Impossível contar uma história desassociada da outra, essa aliança já havia sido feita na década de 1530, entre o grande chefe indígena Martin Afonso Tibiriçá com as pencas de europeus que chegam no início do século XVI 4 no território paulista.

Desde então, com raras exceções, houve um congelamento das representações indígenas na história do Brasil. Em São Paulo, a maioria dos relados históricos localiza a contribuição no papel exercido pelo bom e valoroso “maioral” ou “cacique” Tibiriçá e no “sangue tupi” que, através da mestiçagem, deu origem a algumas das famílias mais tradicionais do país. Dessa forma, “cumprida a função na grande narrativa da história paulistana, estes primeiros índios cederam lugar para o heróicos bandeirantes que palmilharam vastos sertões e alargaram as fronteiras de um país que eles sequer conheciam” 5

Não é difícil encontrar distribuído por toda cidade de São Paulo grandes monumentos representando a “glória” bandeirista. A mitologia bandeirante teve um peso importante na construção de um índio cordial, colaborador da colonização e dos portugueses, daí a presença maciça de personagens como: a mãe índia (veículo da mestiçagem) ou o índio cristianizado (ajoelhado diante do jesuíta ou carregando uma cruz no pescoço) 6. Aliado a este contexto, em um número muito reduzido, monumentos representam a figura do índio estagnado em atividades consideradas representativas no imaginário popular: O Índio Caçador, O Índio Pescador e o Índio e o Tamanduá 7. Segundo Jacques Le Goff o monumento é tudo aquilo que pode evocar o passado, perpetuar a recordação, tem como características o ligar-se ao poder de perpetuação, voluntária ou involuntária, das sociedades históricas (é um legado à memória coletiva) e o reenviar a testemunhos que só numa parcela mínima são testemunhos escritos 8.

O que se consome sobre estas representações, na realidade, são fatos fragmentados, histórias superficiais e imagens genéricas, enormemente empobrecidas da realidade, além de erros, como troca dos nomes dos grupos indígenas, pronuncia e grafia equivocada. De acordo com Aracy Lopes Silva, os índios são vistos como representantes dos estágios de infância primitiva da humanidade e suas produções discursivas (em especial, os mitos, como “coisas de criança”, narrativas próximas aos contos maravilhosos, que estimulam a imaginação, acrescentando à criança novos elementos para o enriquecimento de seu mundo de faz-de-conta 9.

Quando falamos de passado e presente, o espaçamento do abismo fica ainda muito maior. Ainda não nos acostumamos com as modificações que existiram e ainda existem com povos indígenas. O tratamento aos índios é feito pela negação de traços culturais, falta de escrita, falta de governo, falta de tecnologia para lidar com metais, nomadismo etc. Os índios são quase sempre enfocados no passado, falar de índio é falar do passado, e fazê-lo de uma forma secundária, sempre em função do colonizador. Isso faz com que os índios assumam, assim, um lugar melancólico: o da memória.

A memória representada nos monumentos é tão preocupantes quanto as representações indígenas presentes nos livros didáticos. Segundo Luís Donisete Benzi Grupioni, os livros didáticos produzem a mágica de fazer aparecer e desaparecer os índios na história do Brasil. O que parece mais grave neste procedimento é que, ao jogar os índios no passado, os livros didáticos não preparam os alunos para entenderem a presença dos índios no presente e no futuro 10.

Essa afirmação é importante por que ainda caracterizamos os índios como um indivíduo que vive na mata, usa pequenas vestes, tem uma pena na cabeça, mora em ocas e tabas, cultua Tupã e Jaci e que fala tupi. Qualquer modificação dessas características é vista como algo que fere sua própria cultura. A calça jeans, a camiseta, a antena parabólica, o celular destroem a concepção que formamos dos índios, não aceitamos que eles tenham o direito da utilização da tecnologia e das inovações. Essa imagem genérica é nossa maior referência, sua “preguiça” e “vadiagem” fecham a imagem estereotipada que temos dos índios.

A visão preconceituosa que é construída e solidificada vem sendo mantida dia após dia num processo de massificação da mídia, que muitas vezes se utiliza fragmentos sobre o assunto, histórias superficiais e imagens genéricas, nomes trocados, escritos ou pronunciados de maneira aleatória. Esse tratamento acaba dando subsídios para exploração e destruição de sua imagem, cultura e suas terras.

Além disso, de acordo com Grupioni, muitas escolas, principalmente as de educação infantil, continuam, ainda hoje, a pintar os rostos das crianças e a confeccionar para elas imitações de cocares indígenas feitas com cartolinas ou com penas de galinha. A grande imprensa e a escola continuam a lembrar esta data. Entretanto, a impressão que se tem é que isto tem colaborado pouco para formar uma visão mais adequada sobre os índios na nossa sociedade 11.

Este imagem do índio como estando inserido num passado pode ser desconstruída com um constato mais direto com as comunidades existentes na cidade de São Paulo. Como dito anteriormente, o Estado possui a segunda maior população indígena do País e, na cidade de São Paulo, podemos encontrar quatro grupos indígenas: os Guarani, com grupos distribuídos nas zonas Norte e Sul da Cidade; os Tupi, na Zona Leste; os Tupiniquins, na Região Central; e os Pankararu, provenientes do estado do Pernambuco, na Zona Oeste.12

A Aldeia Krukutu, onde vivem índios que pertencem ao povo Guarani-Mbya, é parte importante no processo de desconstrução desta imagem “estática” dos povos indígenas. Os índios daquela aldeia montaram uma associação com o objetivo de organizar suas atividades e pautas de reivindicações junto ao poder público, bem como para manter e difundir sua cultura, contando sua própria história. A Associação Guarani Nhe'ê Porã mantém um site na Rede Mundial de Computadores ( http://www.culturaguarani.com.br ) como ferramenta auxiliar neste processo 13.

Um dos principais motivos para a criação do Site foi a necessidade dos índios em contarem suas próprias história, desconstruindo a imagem criada pela “mídia Juruá” 14 sobre o seu povo. “Nos temos que ser esperto mesmo. Eles passam o dia inteiro aqui. Nós falamos horas e horas. E eles vão e criam ficções (...) É uma forma de levar o nome do indígena lá encima (...) Antes, o índio contava a história e o branco escrevia” 15.

A construção desta imagem dos indígenas, seja na chamada mídia de massas, nos monumentos ou mesmos nos livros didáticos, pode ser inserida dentro do conceito de Campo, como definido por Bourdieu 16, onde um determinado grupo afirma possuir o monopólio sobre determinado conhecimento, neste caso o sobre a construção/produção de notícias/realidades.

A disputa pela construção de conhecimentos gera conflitos entre os grupos sociais que afirmam possuir estes monopólios e aqueles que poderiam se sentir prejudicados/submetidos por esta estrutura hierarquizada, onde alguns possuem os meios técnicos e ocupam determinadas posições sociais que determinariam a aptidão para a construção de realidades e outros, sobre os quais se constroem estas realidades, estariam alijados dos processos de construção da imagem de si mesmos.



Esta estrutura hierarquizada pode ser percebida nos meios de comunicação convencionais onde, seja por questões econômicas (custos de manutenção e compra das máquinas para impressão no caso de jornais, revistas e mesmo livros, se considerarmos estes também como meios de difusão de informações) e/ou políticas, como no caso dos meios de comunicação convencionais que se utilizam do espectro eletromagnético: “... o Estado loteou o espectro eletromagnético e controlou a distribuição de concessões para operar emissoras conforme regras mais ou menos democráticas, dependendo do país...”17.

Já no ciberespaço, com as chamadas mídias sociais, as barreiras econômicas e/ou políticas que ajudam na manutenção desta estrutura hierarquizada parecem diminuir ou até desaparecer. Os meios técnicos para a produção e difusão de informações/conhecimentos são relativamente baratos, assim como não há barreiras políticas tão restritas como no caso dos meios eletromagnéticos, onde o Estado determina a ocupação dos poucos canais disponíveis por determinados grupos. Na Internet, ainda que haja organismos que determinam os usos de espaço na Rede – o registro de domínios e seu direcionamento para determinados endereços IP, que no Brasil é gerido pelo Comitê Gestor da Internet/CGI-BR18 – a estrutura mais “horizontalizada” e a maior amplitude dos espaços disponíveis permitem uma distribuição mais democrática e plural para aqueles que desejam construir e divulgar informações e conhecimento.

Além das questões políticas e econômicas citadas acima, a própria estrutura dos meios de comunicação sociais permitem uma participação mais ativa dos cidadãos na construção e divulgação de informações. Nos chamados meios de comunicação convencionais o fluxo das informações é, em grade parte das vezes, unidirecional, ou seja, de um para todos. Já no ciberespaço há a possibilidade de interação, onde é possível a existência dos fluxos de informações multidirecionais, ou seja, um para todos, como nas mídias convencionais, de vários produtores de informação para um, ou mesmo da interação direta, de um para um 19.

Não é o caso do site da Associação Guarani Nhê'ê Porã, que tem uma estrutura pouco interativa, mas a utilização dos recursos da chamada WEB 2.0, que tornam a comunicação na Rede mais participativa e interativa. Este é o caso das redes sociais (como o Orkut, Facebook, Twitter, etc.), das ferramentas de comunicações instantâneas (como MSN, Gtalk, etc.) dos serviços de chat e dos blogs, onde, na maioria dos casos, é possível a interação entre quem produz a informação e os que a acessam.



No entanto, na Aldeia Krukutu as ferramentas WEB 2.0 também são incentivadas. A utilização do Orkut, por exemplo, permite a reafirmação de códigos étnico-culturais, a comunicação com outras aldeias e povos, assim como a participação em debates e a busca por informações de interesse dos indígenas 20. Já no Nordeste brasileiros, povos de outras etnias fazem parte do Portal Índios Online ( http://indiosoline.org.br ) – desenvolvido em parceria pela ONG Thydewa, o Ministério da Cultura, a Associação Nacional de Apoio ao Índio (ANAI) – que conta com vários recursos deste tipo e que tem como objetivo a inclusão digital dos indígenas, bem como apresentar aos não-índios os índios na visão deles mesmos 21.

Portanto, o uso da Internet e de outros de meios de comunicação pelas comunidades indígenas, além de possibilitar a comunicação, a difusão de sua cultura e de suas pautas de reivindicação, nos mostram que a imagem geralmente construída e difundida dos índios como “cordiais”, estando sempre à sombra dos não-índios, ou inseridos num passado é equivocada. “Estamos no século XXI” como diz Luis Carlos Karaí, índio Guarani-Mbyá da Aldeia Krukutu, à repórter Tatiane Klein 22.


Estratégias Pedagógicas: a Temática Indígena e o Trabalho em Sala de Aula
Para auxiliar o docente com propostas concretas que facilitem sua ação pedagógica, apresentamos a seguir sugestões a partir das quais os professores poderão fazer adaptações, criar novos caminhos e ampliar seu repertório de ferramentas para a ação23.
Propostas A:
Trabalho dos professores com os alunos utilizando o Site da Associação Guarani Nhe'ê Porã:
1 - Na seção História do Site (http://www.culturaguarani.com.br/historia.html), há um relato sobre a formação das aldeias Krukutu e Tamboré Porá, em Parelheiros, Zona Sul de São Paulo. Proponha aos alunos a leitura do texto e os seguintes questionamentos:
- Qual a diferença entre a história relatada pelos indígenas e a história do índio presente nos livros didáticos e nos meios de comunicação? É importante lembrar que a ocupação da área pelos povos indígenas é recente, o que pode servir para a desconstrução da imagem do índio como estando inserido apenas no passado. Além disso, existem questões sociais envolvidas – os índios, imigrantes, estão na estada vendendo seu artesanato. Existem também a questão do intercâmbio cultural, quando eles relatam que os primeiros ocupantes da área que originou as aldeias foram acolhidos por um senhor de origem nipônica, onde pode-se desconstruir a imagem do índio isolado.
- Quais as palavras de origem tupi-guarani que eles usam no relato? Qual o significado dessas palavras disponíveis no texto?
2 - Proponha que os alunos procurem imagens (fotografias) no Site e que separem essas fotografias em dois grupos: o das imagens semelhantes e o das diferentes daquelas imagens encontradas nos livros didáticos ou das representações dos indígenas nos monumentos da Cidade - siga do exemplo das imagens abaixo:



Figura 1 - Imagem de índios que vivem na Aldeia Guarani Krukutu São Paulo - 200924.



Figura 2 – Pintura do artista francês Jean-Baptiste Debret de índios da etnia dos Botocudos

que viviam na Região Sudeste do Brasil - 184325

3 - Na seção Cultura Guarani ( http://www.culturaguarani.com.br/cultura.html ) os índios descrevem vários aspectos de sua cultura. Trabalhe com os alunos estes temas, propondo a identificação dos costumes, da religião, da culinária, do canto e da dança e etc.


4 - O chamado mundo virtual não faria sentido se não possibilitasse a construção de laços no chamado mundo real. Por isso, proponha para seus alunos uma visita à Aldeia entrando em contato pelos meios disponíveis no site (telefone no link: Fale Conosco, disponíveis no rodapé do Site). É possível encontrar uma breve descrição das atividades desenvolvidas pela Associação com os visitantes no seguinte link: http://www.culturaguarani.com.br/local.html
5 - Na visita à Aldeia providencie câmera fotográfica e/ou de vídeo digital (e incentive seus alunos a levarem as suas câmeras, se possível) e cadernos e lápis/caneta. A ideia é que os alunos também possam construir suas próprias imagens dos indígenas e disponibilizá-las através da Internet, onde as redações e fotografias/vídeos produzidos pelos alunos seriam publicados. Existem formas fáceis de construir um blog, utilizando ferramentas gratuitas. Um pequeno tutorial sobre a construção de sites pode ser encontrado neste link: http://blogdomello.blogspot.com/2009/06/seja-midia-crie-seu-blog-passo-passo.html#blogdomello.
Proposta B:
Atividade extraclasse: visita aos Monumentos Indígenas na Cidade de São Paulo.
Como vimos, é relevante, após o estudo, a leitura, o raciocínio sobre as novas fontes de informação e os novos enfoques que os textos podem trazer, o desenvolvimento de atividades extraclasse, dessa forma, os alunos, ao visitarem os Monumentos Indígenas referenciados durante o texto, terão a possibilidade de comparar o que conheciam e o que foi aprendido para que percebam seu crescimento, aceitando ou não as novas ideias, percebendo os pontos de vistas diferentes, criticando com argumentos, com fatos, com deduções e deixando assim, de defender ideias superficiais, não refletidas e que revelam o senso comum, resultante da manipulação dos acontecimentos e fatos deturpados por interesses desconhecidos por eles26. Portanto, além da visita Aldeia Guarani Krukutu em São Paulo, os seguintes Monumentos podem ser visitados e utilizados na elaboração das atividades em sala de aula.


"Índio Pescador" Francisco Leopoldo e Silva - escultura em bronze - Praça Oswaldo Cruz - Avenida Paulista.



Figura 3 – Índio Pescador 27.


"Índio Caçador" João Batista Ferri - escultura em bronze 1,32 x 0,89 x 1,95, Pedestal – Granito 1,20m x 1,10m x 2,20m 1939 Av. Vieira de Carvalho em frente à Praça da República



Figura 4 – Índio Caçador 28.


O Índio e o Tamanduá. Ricardo Cipicchia - escultura em bronze 1,90m x 1,90m x 1,07m com pedestal em granito 1,62m x 1,62m x 1,23m - Praça Marechal Deodoro






Figura 5 - O Índio e o Tamanduá 29.

Índio cristianizado, detalhe do Monumento às Bandeiras - Inaugurado em 1953.

Figura 6 – Monumento às Bandeiras 30.
Bibliografia básica para o professor.

ARAÚJO, Alceu Maynard. Brasil – história, costumes e lendas. São Paulo, Editora Três, s.d. 20 fascículos.

CEDI. Programa “Povos indígenas no Brasil”. Povos indígenas no Brasil; 1987/88/89/90. São Paulo, Cedi, 1991.

CUNHA, Manuel Carneiro da, org. História dos índios no Brasil. São Paulo, Companhia das Letras/ SMCSP, 1992.

GUARINELLO, Norberto L. Os primeiros habitantes do Brasil. São Paulo, Atual, 1994 (Coleção A Vida no Tempo).

MAESTRI, Mário. Terra do Brasil. A conquista lusitana e o genocídio tupinambá. São Paulo, Moderna, 1993.

MELATTI, Júlio César. Índios do Brasil. São Paulo, Hucitec, 1985.

PREZIA, Benedito & HOORNAERT, Eduardo. Brasil Indígena. 500 anos de resistência. São Paulo, FTD, 2000.

PAULA, Eunice D. de ET alii. Confederação dos Tamoios. Petrópolis, Vozes, 1986.

RAMOS, Alcida. Sociedades Indígenas. São Paulo, Ática, 1986 (Col. Princípios.)

SILVA, Aracy Lopes da & GRUPIONI, Luís Donisete B., orgs. A temática indígena na escola. Brasília, MEC/Unesco/Grupo Mari, 1995.

SILVA, Aracy Lopes. Índios. São Paulo, Ática, 1988. (Col. Ponto por Ponto).




Bibliografia básica para o aluno.

ANDRADE E SILVA, Waldemar. Lendas e mitos dos índios brasileiros. São Paulo, FTD.

AUTURIANO, Poliana. Três histórias do povo e das terras do Brasil. São Paulo, FTD, 1999.

FEIJÓ, Atenéia & TERENA, Marcos. O índio aviador. São Paulo, Melhoramentos, 1996.

FITTIPALDI, Ciça. A lenda do guaraná. São Paulo, Melhoramentos, 1986.

FREI BETTO, Uala, o amor. São Paulo, FTD, 1991.

GRUPIONI, Luís Donisete B. Juntos na aldeia. São Paulo, Berlindis & Vertecchia, 1997.

_______________________. Viagem ao mundo indígena. São Paulo, Berlindis & Vertecchia, 1998.


Referência Bibliográfica:
Associação Guarani Nhe'ê Porã. Conhecendo a Associação - Disponível em < http://www.culturaguarani.com.br/aldeia.html > Acesso em: 5 jul. 2009.
Comitê Gestor da Internet do Brasil. Disponível em: <http://www.cgi.br > Acesso em: 5 jul. 2009.
FUNAI – Fundação Nacional do Índio. Estabelece e executa a Política Indigenista no Brasil. Disponível em: < http://www.funai.gov.br/>. Acesso em: 5 de julho de 2009.
GRUPIONI, Luís Donisete Benzi. Livros didáticos e fontes de informação sobre as sociedades indígenas no Brasil. In: A temática indígena na Escola: novos subsídios para professores de 1º e 2º graus. Brasília: MEC/MARI/UNESCO, 1995.
HOFFMAN, Geraldo. Índios usam a Internet para defender seus direitos. DW-World. Disponível em: < http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1974301,00.html > Acesso em: 5. jul. 2009.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Desenvolvido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Disponível em: < www.ibge.gov.br/censo>. Acessado em: 5 de julho de 2009.
KLEIN, Tatiane. Comunidade indígena reclama protagonismo midiático. Projeto Repórter do Futuro/OBORÉ/Repórter Brasil. Disponível em: < http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=888 > Acesso em: 5 jul. 2009.
LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas: Unicamp, 2003.
MONTEIRO, John Manuel. Dos Campos de Piratininga ao Morro da Saudade: a presença indígena na história de São Paulo. In: PORTA, Paula (Org.). História da cidade de São Paulo: A cidade Colonial. São Paulo: Paz e Terra.
MONTEIRO, John Manuel. Negros da Terra. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
ROOS, Carine Gomes. As percepções dos jornalistas da EBC sobre mídias sociais. Brasília [TCC], 2009. Disponível em: <http://www.yaso.in/wp-content/uploads/2009/07/percepcoes_jornalistas_midias_sociais.pdf> Acesso em: 5 jul. 2009.
SILVA, Aracy Lopes. Mito, Razão, História e Sociedade: inter-relações nos universos sócio-culturais indígenas. In: A temática indígena na Escola: novos subsídios para professores de 1º e 2º graus. Brasília: MEC/MARI/UNESCO, 1995.
UHLE, Ana Rita. O índio nos monumentos públicos brasileiros. In: XIX Encontro Regional de História: Poder, Violência e Exclusão. ANPUH/SP-USP. São Paulo, 08 a 12 de setembro de 2008, p. 1- 7.


1 John Manuel Monteiro. Dos Campos de Piratininga ao Morro da Saudade: a presença indígena na história de São Paulo. In: PORTA, Paula (Org.). História da cidade de São Paulo: A cidade Colonial. São Paulo: Paz e Terra, 2004ohn M. Monteiro. Dos Campos de Piratininga ao Morro da Saudade: a presença indígena na história de São Paulo.

2 Os dados relativos ao censo 2000 podem ser vistos no site http://www.ibge.gov.br/censo.

3 A FUNAI tem como objetivos principais promover a educação  básica aos índios, demarcar, assegurar e proteger as terras por eles tradicionalmente  ocupadas, estimular o desenvolvimento de estudos e levantamentos sobre os grupos indígenas.  A Fundação tem, ainda, a  responsabilidade de defender as  Comunidades Indígenas, de despertar o interesse da sociedade nacional pelos índios e suas causas, gerir o seu patrimônio e fiscalizar as  suas terras, impedindo as ações predatórias de garimpeiros, posseiros, madeireiros e  quaisquer outras que ocorram dentro de seus limites e que representem um risco à vida e à  preservação desses povos. É possível saber sobre a FUNAI visitando o site: www.funai.gov.br.

4 Para o aprofundamento na temática indígena e na história da cidade de São Paulo, o livro que melhor desenvolve este assunto é do historiador americano John Manuel Monteiro, em seu livro Negros da Terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo.

5 MONTEIRO, 2004, P. 22.

6 Referência ao Monumento às Bandeiras, construído pelo escultor Victor Brecheret em 1921 e instalado na Praça Armando Salles de Oliveira, no Ibirapuera.

7 O monumento o Índio Caçador esta localizado na Avenida Vieira de Carvalho (na Sé), foi realizada pelo artista João Batista Ferri; o Índio Pescador esta situada na Praça Oswaldo Cruz (em Cerqueira Cesar) pelo artista Francisco Leopoldo da Silva; o Índio e o Tamanduá, esta localizada na Praça Marechal Deodoro (em Santa Cecília), projetada pelo artista Ricardo Cipicchia. Todos esses monumentos foram construídos em bronze, durante as décadas de 20 e 30 do século passado.

8 Jacques Le Goff. História e Memória. Campinas: Unicamp, 2003, p. 401.

9 Aracy Lopes Silva. Mito, Razão, História e Sociedade: inter-relações nos universos sócio-culturais indígenas. In: A temática indígena na Escola: novos subsídios para professores de 1º e 2º graus. Brasília: MEC/MARI/UNESCO, 1995, p. 317.

10 Luís Donisete Benzi Grupioni. Livros didáticos e fontes de informação sobre as sociedades indígenas no Brasil. In: A temática indígena na Escola: novos subsídios para professores de 1º e 2º graus. Brasília: MEC/MARI/UNESCO, 1995, p. 489.

11 Ibidem, 2004, p. 488.

12Percival Tirapeli. São Paulo: artes e etnias. São Paulo: UNESP, 2007. p. 26.

13Associação Guarani Nhe'ê Porã. Conhecendo a Associação. Disponível em < http://www.culturaguarani.com.br/aldeia.html > Acesso em: 5 jul. 2009.

14 Mídia dos não-índios

15Fala do líder comunitário e escritor da Aldeia Krukutu Olívio Jekupé. In: Tatiane Klein. Comunidade indígena reclama protagonismo midiático. Projeto Repórter do Futuro/OBORÉ/Repórter Brasil. Disponível em: < http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=888 > Acesso em: 5 jul. 2009.

16Pierre Bourdieu. 1997 apud Carine Gomes Roos. As percepções dos jornalistas da EBC sobre mídias sociais. Brasília [TCC], 2009. p. 20. Disponível em: < http://www.yaso.in/wp-content/uploads/2009/07/percepcoes_jornalistas_midias_sociais.pdf > Acesso em: 5 jul. 2009.

17 Trasel. 2007 apud Carine Gomes Ross. op. Cit. p. 25.

18 < http://www.cgi.br/ >

19 Trasel, 2007 apud Carine Gomes Roos. op. Cit. p. 25.

20 Tatiane Klein. op. Cit.

21 Geraldo Hoffmann. Índios usam a Internet para defender seus direitos. DW-World. Disponível em: <http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1974301,00.html > Acesso em: 5. jul. 2009.

22 Tatiane Klein. op. Cit.

23 SILVA, 1995, p. 528.

24 Fonte da imagem: Disponível em: http://www.culturaguarani.com.br.

25 Fonte da imagem: Disponível em: http://www.bibvirt.futuro.usp.br.

26 SILVA, 1995, p.528.

27 Fonte da imagem: Disponível em: http://esculturasemsaopaulo.blogspot.com/2008/01/ndio-pescador-francisco-leopoldo-e.html.

28 Fonte da imagem: Disponível em: http://esculturasemsaopaulo.blogspot.com/2007/10/ndio-caador-joo-batista-ferri-bronze.html.

29 Fonte da imagem: Disponível em: http://esculturasemsaopaulo.blogspot.com/2008/02/o-indio-e-o-tamandu-ricardo-cipicchia.html

30Fonte da imagem: Disponível em: http://esculturasemsaopaulo.blogspot.com/2007/09/monumento-s-bandeiras-victor-brecheret.html.


Catálogo: sites -> lemad.fflch.usp.br -> files
files -> Esclarecimentos sobre a Licenciatura em História
files -> Anexo 1 – texto-base para a discussão sobre a história da relação do historiador com o documento histórico
files -> Nazismo e preconceito
files -> Docente: Antonia Terra
files -> Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de História Ensino de História-Teoria e Prática Professora Antônia Terra de Calazans Fernandes William Gama dos Santos, período noturno n°Usp
files -> Sequência Didática Tema
files -> Sequência Didática Título: Simón Bolívar e a figura do herói. Tema
files -> Como podemos trabalhar com a nossa história de vida numa sala de aula? Algumas considerações sobre história oral, local, e fontes visuais Giovanna Pezzuol Mazza
files -> Aluno: Graduando: Bruno Fernandes Mamede Número Usp: 6838238
files -> Esperamos que tudo bem com todas e todos


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