O cinema como método de ensino de História



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Encontro29.07.2016
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O cinema como método de ensino de História
Lidiane Elizabete Friderichs (lidianeef@yahoo.com.br)

Mauricio Liviera Daniel (mister_panico@hotmail.com)



Tiago Rijo dos Reis (tiagorijo@yahoo.com.br)

1. Introdução
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência (PIBID) é um projeto onde os estudantes das licenciaturas se preparam para serem professores nas escolas. Os acadêmicos do PIBID da História trabalham nas escolas rurais da cidade do Rio Grande, nos bairros do Povo Novo e do Taim. Nessas escolas nós trabalhamos com alguns projetos, auxiliando os professores titulares, nas séries da 5ª, 6ª, 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental.

Um desses projetos realizados foi o Projeto Cinema, criado para ser um instrumento de ensino lúdico, que proporcione um ensino diferenciado, onde os alunos possam entender a História através de filmes, pois esses apresentam uma representação da sociedade, com personagens e cenários específicos, onde a História nos parece mais viva.

O cinema foi escolhido por ter sido considerado durante muito tempo espelho fiel da sociedade; ele foi utilizado por alguns regimes políticos para glorificar feitos, afirmar ideologias e descaracterizar o inimigo, mas também pode servir como uma ferramenta de conscientização.

Assim as representações que os filmes fazem da sociedade podem servir tanto como manipulação da realidade, como para agente de conscientização. Nesse sentido nosso projeto criou uma discussão sobre o cinema, e como ele pode influenciar positiva ou negativamente numa sociedade visual estabelecida.



2. Metodologia
Nesse primeiro momento trabalhamos com o filme Germinal, esse trata das duras condições dos operários franceses, durante a segunda metade do século XIX. Germinal fala da exploração que os trabalhadores sofriam em uma época que não existia regulamentações trabalhistas e os operários estavam submetidos aos desmandos dos patrões. Nesse sentido esse filme foi utilizado para promover uma sensibilização dos alunos frente a exploração capitalista a qual os trabalhadores estavam e estão submetidos. Assim, nosso objetivo com esse filme foi promover uma discussão sobre as condições de trabalho e exploração que as pessoas estão submetidas e também analisar os direitos conquistados e tudo o que falta conseguir.

3. Resultados e discussão
Conseguimos com esse filme integrar os alunos na discussão proposta, que foi pensar a forma como os trabalhadores foram e são tratados. Os alunos mostraram indignação frente as cenas vistas e conseguiram diferenciar quem estava praticando a exploração e a forma desumana como eram tratados.

Acredito que conseguimos alcançar nossos objetivos e fomos positivamente surpreendidos com a crítica que os alunos fizeram da nossa sociedade


4. Considerações Finais

Nossa experiência demonstrou que o projeto é válido e pode ser utilizado como uma ferramenta construtora de saberes, discussão e conscientização na sala de aula. Os alunos interagiram com a visualização do filme, realizando as atividades propostas e debatendo sobre a manipulação das imagens e dos discursos.


5. Palavras-chave
Ensino, História e Cinema.

6. Referências Bibliográficas

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1990

FERRO, Marc. O filme. Uma contra-análise da sociedade. In: LE GOFF, Jacques; NORA, Pierre (org.). História: novos objetivos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976.

HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: Europa 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.



KORNIS, Mônica Almeida. História e Cinema: um debate metodológico. In: Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 5, n. 10, 1992, p. 237-250.

PERROT, Michelle. Operários. In: Os excluídos da história: operários, mulheres e prisioneiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. P. 17-164


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