O conselho de ensino, pesquisa e extensão da universidade federal de mato grosso



Baixar 58.84 Kb.
Encontro28.07.2016
Tamanho58.84 Kb.

RESOLUÇÃO CONSEPE N.º 68, DE 25 DE OUTUBRO DE 2004

Aprova o Regimento do Trabalho de Conclusão de Curso de História
O CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO, no uso de suas atribuições legais e das competências definidas no Estatuto da Universidade, e
CONSIDERANDO o que consta no Processo n.° 23108.012595/04-9 – 149/04 - CONSEPE;
CONSIDERANDO a Decisão da Plenária em Sessão realizada no dia 25 de outubro de 2004;

R E S O L V E:

Art. 1º. Aprovar o Regimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), do curso de História/ICHS/UFMT, composto de 29 artigos, que com esta Resolução é publicado.
Art. 2º. Esta Resolução entra em vigor nesta data, revogando-se as disposições em contrário..
SALA DAS SESSÕES DO CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO, em Cuiabá, 25 de outubro de 2004.

José Eduardo de Aguilar Siqueira do Nascimento

Presidente em exercício do CONSEPE



UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

COORDENAÇÃO DE ENSINO DE GRADUAÇÃO

Regimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)



1 NATUREZA E OBJETIVOS



Art. 1º - O Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) de História é atividade prática curricular do Bacharelado em História, constituindo-se em trabalho de natureza monográfica, filosófica e científica, resultante de uma pesquisa, sob orientação de um professor do Departamento de História ou orientação conjunta com professor de outro Departamento, elaborado individualmente pelo formando no curso de graduação em História.
Parágrafo único: O TCC é a atividade fim da disciplina Prática de Pesquisa, que integra o 4º ano letivo do curso.
Art.2º - O TCC do Curso de História tem como objetivos:
I - ser um exercício acadêmico, e ter como meta principal a elaboração de um trabalho científico de caráter estritamente histórico;

II - propiciar ao discente do curso de História a elaboração de um trabalho escrito, individual, obrigatoriamente sob a coordenação de um professor orientador, respeitando as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e os princípios que caracterizam a pesquisa na área de História;

III - adequar a formação do discente do curso de História com a necessidade de prepará-lo para a prática da pesquisa que exercerá nas atividades de magistério ou de continuidade dos estudos em cursos de Especialização e/ou Mestrado, bem como para apresentação a órgãos de fomento à pesquisa.

2 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

2.1 MODALIDADES DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO



Art. 3º - O TCC do Curso de História deve tratar de temáticas pertinentes à História, sob a forma de trabalho monográfico, obedecendo a uma das seguintes modalidades:


  1. monografia que apresente o resultado final de pesquisa;

  2. artigo para publicação que apresente resultado parcial ou final de pesquisa desenvolvida ou em desenvolvimento;

  3. catálogo temático de fontes históricas que apresente a sistematização de documentos históricos;

  4. outro tipo de trabalho escrito que demonstre o resultado do desenvolvimento de uma pesquisa ou estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido e, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa e outros ministrados ao longo do curso.



2.2 ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA E DIDÁTICA



Art.4º - O Departamento de História, em reunião ordinária de atribuição de encargos didáticos, deve designar o professor da disciplina Prática de Pesquisa que será o Coordenador do TCC do Curso de História.
Art.5º - Compete ao Coordenador do TCC do Curso de História:
I - zelar pelo cumprimento deste Regimento e demais normas exaradas pelo Colegiado de Curso;

II - articular-se com a Coordenação de Ensino de Graduação e Chefia do Departamento para o planejamento e desenvolvimento dos trabalhos e a organização do Seminário de Pesquisa;

III - coordenar a elaboração do Manual do TCC, submetendo-o à apreciação do Colegiado de Curso;

IV - elaborar e divulgar, no início de cada ano letivo, o plano de ensino e o calendário de trabalho referente ao desenvolvimento da disciplina Prática de Pesquisa e do TCC;

V - proceder a distribuição do TCC por orientador, assessorando os alunos na escolha dos mesmos, atuando em conjunto com o professor de Teoria e Metodologia da História, disciplina obrigatória do 3º ano letivo, para execução deste fim;

VI - organizar, junto à Coordenação do Curso, a listagem de alunos e de seus respectivos orientadores;

VII - coordenar, quando for o caso, o processo de substituição de orientadores, ouvido o Colegiado do Curso, conforme Art. 6º deste Regimento;

VIII - convocar, sempre que necessário, os professores orientadores para discutir questões relativas ao bom desempenho dos trabalhos;

IX - coordenar o cronograma de defesa pública dos trabalhos a cada ano letivo e encaminhar as fichas de inscrições para registro e emissão do edital pela Coordenação do Curso;

X - providenciar e encaminhar aos professores orientadores a documentação necessária ao processo de orientação, bem como de avaliação das bancas examinadoras;

XI – encaminhar as versões finais dos trabalhos aprovados à Biblioteca Rubens de Mendonça, bem como produzir uma versão em Cd-ROM dos mesmos.
Art.6º - Compete ao Colegiado de Curso, além das suas atribuições legais:
I - emitir parecer sobre o Manual do TCC;

II – dirimir e sanar quaisquer dúvidas não contempladas por este Regimento;

III - emitir parecer nos casos excepcionais de mudança de orientadores e orientandos;

2.3 ORIENTAÇÃO DO TCC



Art.7º - A orientação do TCC, entendida como processo de acompanhamento didático-pedagógico, deve ser efetivada por docentes do Departamento de História, com titulação mínima de mestre.
Art.8º - O processo de orientação do TCC do Curso de História poderá ter um co-orientador, quando o assunto exigir subsídios de outras áreas, mediante o compromisso por escrito de observação deste Regimento e demais normas definidas pelo Colegiado de Curso e/ou Coordenador do TCC.
Art.9º - As sessões de orientação do TCC do Curso de História são de caráter individual, realizadas conforme cronograma estabelecido pelo orientador e orientando no início do 4º ano letivo do curso.
Art.10 - Compete ao Orientador:
I - Assumir através da assinatura de uma carta de aceite, ao final da terceira série do curso, o compromisso de orientação para o próximo ano letivo;

II – Dispor de períodos para encontros periódicos de orientação, cujos horários deverão ser entregues ao Coordenador do TCC para registro junto à Coordenação de Ensino de Graduação;

III - Estar disponível e disposto a orientar um número de alunos que, mantido o critério da isonomia e da divisão de trabalho equânime, esteja de acordo com as necessidades do Departamento de História em cada ano letivo.

IV - orientar, acompanhar e avaliar o desenvolvimento do processo de elaboração do TCC de seus orientandos;

V - estabelecer o plano e cronograma do trabalho em conjunto com o orientando;

VI - informar o orientando sobre as normas, procedimentos e critérios de avaliação respectivos;

VII - presidir a banca examinadora do trabalho por ele orientado;

VIII - entregar bimestralmente o relatório de orientação devidamente assinado ao Coordenador do TCC, bem como o controle da assiduidade do orientando, em conformidade com o formulário disponibilizado no Manual do TCC;

IX - comunicar ao Coordenador do TCC os problemas que exijam encaminhamento;

X – acompanhar a revisão do TCC de seu orientando quando o mesmo for considerado “EM REFORMULAÇÃO” pela banca examinadora;

XI - participar das reuniões convocadas pelo Coordenador do TCC.
Art.11 - Compete ao Orientando:
I - escolher a temática a ser trabalhada no TCC, em consonância com os artigos 2º e 3º deste Regimento;

II - cumprir o plano e o cronograma de trabalho elaborado em conjunto com orientador, as determinações deste Regimento e do Manual do TCC;

III - observar a data de entrega do TCC no Departamento, conforme previsto no Manual do TCC, com anuência do professor orientador;

IV - comunicar ao Coordenador do TCC toda e qualquer situação que possa comprometer, de alguma forma, o processo de elaboração, bem como, a conclusão do trabalho;

V - comparecer perante a banca examinadora, na data, hora e local estabelecido para a realização da sessão de avaliação do TCC.
Art. 12 - O orientando deve cumprir o cronograma elaborado em conjunto com seu orientador, enviando cópia do mesmo ao Coordenador do TCC para registro junto à Coordenação de Ensino de Graduação, conforme formulário contido no Manual do TCC.
Parágrafo Único - O cronograma deve conter:
a) as atividades a serem desenvolvidas, dispostas ao longo do 4º ano letivo, observadas as datas para Defesa Pública e/ou apresentação do trabalho;

b) apresentar uma justificativa do tema;

c) assinatura do orientador e orientando.
Art. 13 - As faltas às reuniões e/ou atividades de orientação estipuladas no cronograma serão anotadas, proporcionalmente, como faltas na disciplina Prática de Pesquisa.
Parágrafo Único – Quando o número de faltas for superior a 25% da carga horária total da disciplina, conforme normatização institucional, o aluno será considerado RETIDO POR FALTAS.
Art. 14 - O orientador, com anuência do Coordenador do TCC, e ouvido o Colegiado de Curso, pode desligar-se da orientação do TCC quando o orientando não cumprir o plano e cronograma de atividades acordadas.
Parágrafo Único - O desligamento não pode ocorrer se faltar menos de 30 (trinta) dias da data fixada para a entrega do trabalho.
Art. 15 - O orientando, com anuência do Coordenador do TCC, e ouvido o Colegiado de Curso, pode solicitar a substituição do orientador quando o mesmo não cumprir o plano e cronograma de atividades acordadas, ou qualquer das suas atribuições estipuladas neste Regimento.
Parágrafo Único - A substituição não pode ocorrer se faltar menos de 30 (trinta) dias da data fixada para a entrega do trabalho.

2.4 NORMATIZAÇÃO DO TCC



Art. 16 - O prazo para elaboração e defesa do TCC fica compreendido entre o início e o término das aulas da 4ª série do curso, em conformidade com o Calendário Acadêmico fixado pelo CONSEPE.
Art. 17 - O TCC deve estar em conformidade com:


  1. as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT);



3 CRITÉRIOS E METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO



3.1 AVALIAÇÃO



Art. 18 - A avaliação do TCC deve ser feita através da atribuição de 4 (quatro) notas, variáveis de 0 a 10 (zero a dez), conforme critérios estabelecidos nos Anexos A e B deste Regimento.
§ - A média ponderada das quatro notas referidas no caput constitui a nota final da disciplina Prática de Pesquisa.
§ - As três primeiras notas, referentes ao processo de elaboração do TCC são atribuídas pelo professor orientador e repassadas para o Coordenador do TCC para registro.
§ - Às três primeiras notas será atribuído peso 1 (um). (Anexo A)
§ - A quarta nota consiste da nota final atribuída ao TCC pela banca examinadora, nota esta que será computada com peso 7 (sete). (Anexo B)

Art. 19 – A primeira defesa do TCC deve acontecer até 30 (trinta) dias antes do início do período marcado no Calendário Acadêmico da UFMT para os Exames Finais.

Art.20 – A banca examinadora atribuirá, na primeira defesa do TCC,

I - Uma nota de zero a dez (com aproximação para uma casa decimal), que consiste na média aritmética das notas atribuídas por cada membro da banca;

II - e um dos seguintes conceitos:

a) APROVADO COM INDICAÇÃO PARA PUBLICAÇÃO, somente para os casos nos quais a nota atribuída tenha sido igual a 10 (dez);

b) APROVADO para os trabalhos com notas iguais ou superiores a 7 (sete).

c) EM REFORMULAÇÃO, para os trabalhos com nota inferior a 7 (sete).


Art. 21 - Os TCC conceituados "EM REFORMULAÇÃO" deverão ser submetidos a nova defesa, mantida a mesma banca examinadora, até o final do período marcado no Calendário Acadêmico da UFMT para os EXAMES FINAIS.

§ - O professor orientador deve acompanhar a revisão do TCC de seu orientando.
§ - Na segunda defesa a banca examinadora atribuirá ao TCC uma nota de zero a dez (com aproximação para uma casa decimal), que consiste na média aritmética entre as notas atribuídas na primeira e segunda defesas;
§ - O trabalho cuja nota final, atribuída pela banca examinadora em segunda defesa, conforme disposto no parágrafo anterior, for inferior a 5 (cinco) será considerado REPROVADO e, para efeito do disposto no § 4º do Artigo 18, aplicar-se-á nota ZERO.

Art. 22 - Atendidas as sugestões feitas pela banca examinadora, o orientando cujo trabalho for aprovado, tem o prazo de dez dias para tomar as providências necessárias, e entregar ao Coordenador do TCC a versão definitiva conforme normatização prevista no Manual do TCC.

Parágrafo único - Ao orientando que não entregar a versão definitiva do TCC no prazo estipulado, para efeito do disposto no § 4º do Artigo 18, aplicar-se-á nota ZERO.

3.2 DAS BANCAS EXAMINADORAS



Art. 23 - As Bancas Examinadoras do TCC deverão ser constituídas por três membros titulares e um suplente, escolhidos em consenso entre orientando e orientador, tendo como critério a afinidade com o tema, metodologia ou período, sendo o orientador o presidente nato da banca examinadora.
Parágrafo Único - Apenas um dos membros titulares poderá ser professor de outro Departamento da UFMT ou professor ligado a outra instituição, desde que, nos dois casos sejam observados os critérios de titulação mínima estipulados no artigo 7º deste Regimento e o disposto no caput deste artigo.
Art. 24 – As sessões das Bancas Examinadoras têm caráter público e em hipótese alguma o discente poderá fazer a defesa sem a presença do seu orientador.

§ - O orientando tem, em média, 20 (vinte) minutos, para apresentação oral do respectivo TCC, e durante a sessão deve responder à argüição da banca.
§ - Cada membro deve dispor de pelo menos 20 (vinte) minutos para a argüição do discente e encaminhamento de sugestões ao trabalho apresentado.
§ - Fica resguardado à banca um limite de 30 (trinta) minutos, de caráter privado, para atribuição de notas e conceitos.
§ - Ao final da sessão da banca examinadora, o seu presidente deve preencher ata contendo a nota e o conceito final atribuído ao trabalho.
Art. 25 – Esgotado o prazo de tolerância de 15 (quinze) minutos, ao orientando que não comparecer à defesa marcada atribuir-se-á, para efeito do disposto no § 4º do Artigo 18 deste Regimento, nota final ZERO.


3.3 INSCRIÇÃO PARA DEFESA



Art. 26 – As defesas poderão ser marcadas a partir de decorrido 75% da carga horária total da disciplina Prática de Pesquisa, observando-se o disposto no artigo 19 deste Regimento.
Art. 27 – Os orientandos que não inscreverem seu TCC para defesa dentro dos prazos regimentais serão considerados desistentes e será atribuída nota final zero para efeito do disposto no § 4º do Artigo 18 deste Regimento.
Art. 28 – Para inscrever seu TCC para defesa o orientando deve:
I – Entregar ao Coordenador do TCC, dentro dos prazos regimentais, a ficha de inscrição para defesa, devidamente preenchida e na qual conste a anuência do orientador.
II – Fazer acompanhar da ficha de inscrição 5 cópias do trabalho a ser defendido.
Art. 29 - Os casos omissos devem ser apreciados pelo Colegiado de Curso.
SALA DAS SESSÕES DO CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO, em Cuiabá, 25 de outubro de 2004.

José Eduardo de Aguilar Siqueira do Nascimento

Presidente em exercício do CONSEPE





UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS


DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

Coordenação de Ensino de Graduação



Anexo A - Critérios de Avaliação do Professor Orientador

Avaliação referente ao processo de elaboração do Trabalho de Conclusão do Curso de História do aluno ______________________________________________________

_____________________________________ , considerando os seguintes critérios:

BIMESTRE
CRITÉRIOS

NOTA
PESO



assiduidade, pontualidade, responsabilidade, cumprimento de tarefas, clareza do objeto




1



cumprimento de tarefas, organização do conteúdo, capacidade de escrita




1



cumprimento de tarefas, grau de compreensão, capacidade de análise do conteúdo, capacidade de escrita.




1

Data: _____ / ______/ ______________.


Nome do orientador(a): ___________________________________
Assinatura do Orientador(a):______________________________________________




UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS


DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

Coordenação de Ensino de Graduação



Anexo B - Critério de Avaliação da Banca Examinadora
Orientando: ___________________________________________________________
Orientador: ___________________________________________________________
Titulo do Trabalho: _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

ITEM

VALOR



Avaliador



Avaliador



Avaliador

Apresentação Oral

a. Domínio do conteúdo e coerência das respostas



  1. Análise crítica

c. Forma de apresentação

0,0 à 3,0












Conteúdo

a. Introdução



  1. Coerência teórica com o objeto de estudo

c. Argumentação, conclusão, sugestão e anexos

0,0 à 5,0












Forma

  1. Redação/ Seqüência lógica

  2. Correção ortográfica /gramatical

c. Respeito às normas técnicas

0,0 à 2,0












NOTA













Média Aritmética da Banca Examindadora = ________________________________.







Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal