O contador de histórias



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Unidade 2

Ficha de trabalho 2
Lê o texto com muita atenção.

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O contador de histórias

Tanto tempo, 200 anos, dois séculos.

Foi no dia dois de abril de 1805 que nasceu, numa pequena cidade da

Dinamarca, o menino Hans Christian.

Como ele um dia viria a dizer, “a vida de cada pessoa é um conto de

5 fadas, escrito pela mão de Deus”; também a sua vida mais parece uma

história daquelas que os nossos pais nos contam quando, à noite, já na

cama, nos preparamos para dormir e sonhar.

O pequenino Hans perdeu o pai muito cedo, e a mãe não o acompa-

nhou no crescimento e nunca lhe contou uma história.

Por isso, o Hans foi crescendo a inventar as suas próprias histórias e

com a certeza de que, um dia, seria famoso.

– Hei de ser cantor! – murmurou uma noite, quando soprava a vela

que lhe iluminava o quarto; sim, porque, há duzentos anos, não havia

luz elétrica.

Mudou de cidade e foi para Copenhaga, a capital da Dinamarca, um

país lindo mas muito frio, lá no Norte da Europa.

Bateu à porta do teatro lá da terra e…

– Venho oferecer-me para cantor… – titubeou.

– Não precisamos! – respondeu uma voz antipática.

– E para ator? – tentou de novo.

– Não queremos garotos a representar! – a mesma voz.

– Já sei. Tenho muito jeito para bailarino… – o Hans insistia de novo.

– Não te queremos, nem para cantor, nem ator, nem bailarino!

E zás, a porta fechou-se-lhe na cara.

Tão triste ficou o nosso Hans que decidiu partir em viagem. Sem

dinheiro e com a mala só cheia de sonhos, visitou outros países, apren-

deu outras línguas e foi escrevendo as histórias que nasciam na sua

cabeça.


Quando voltou à terra natal, trazia tantas que fez um livro chamado

“Histórias contadas às crianças”.

Mal ele sabia que, passados estes anos, quase todas as crianças as

conhecem de cor e salteado.


Júlio ISIDRO, 2007. 100 Histórias para Contar e Sonhar. Porto: ASA

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Fichas de trabalho
PARA COMPREENDER…
1. Assinala as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F).


Afirmações V F



a. O menino Hans Christian teve uma vida semelhante à de qualquer criança da sua idade.




b. O seu sonho de criança era ser poeta.




c. Quando chegou a Copenhaga, foi ao teatro oferecer-se para cantor.




d. Como não foi bem-sucedido no teatro de Copenhaga, resolveu partir em viagem.



1.1. Corrige as afirmações falsas.
2. Assinala a resposta correta de acordo com o sentido do texto.

2.1. A história do texto

a. é recente.

b. passou-se há algum tempo.

c. passou-se há muito tempo.




2.2. A vida de Hans parece

a. irreal.

b. um sonho.

c. uma história.
2.3. Hans partiu em viagem

a. porque queria conhecer o mundo.

b. para procurar amigos.

c. devido à tristeza de ninguém o aceitar.
2.4. Hans Christian Andersen

a. transformou-se num famoso escritor.

b. acabou por ser ator.

c. conquistou a fama como cantor.
3. Justifica o título do texto.
4. Hans foi crescendo a inventar as suas próprias histórias. Porquê?


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Ficha de trabalho 2 Unidade 2
5. Completa as seguintes frases a partir das informações fornecidas pelo texto.

Hans Christian Andersen nasceu em , na .

O seu morreu muito e a sua mãe não o .

Assim, Hans inventava as suas e partiu para outros ,

mesmo sem ter . Quando regressou, já tinha escrito as histórias do livro

.

6. Explica por palavras tuas a expressão: () com a mala só cheia de sonhos (…) (l. 26).
7. Achas que a infância de Hans influenciou as histórias que escreveu? Justifica a tua resposta.

PARA CONHECER… A LÍNGUA


1. Indica a classe a que pertencem as palavras sublinhadas, colocando um X na coluna res-

petiva.



Nome Adjetivo Verbo Determinante Quantificador Interjeição

a. o menino Hans (l. 3)

b. “O pequenino Hans (l. 8)

c. “Mudou de cidade (l. 15)

d. E zás, a porta fechou-se-

-lhe na cara (l. 24)

e. Tão triste ficou (l. 25)

f. todas as crianças (l. 31)



2. Completa as frases, escrevendo os verbos indicados nos tempos do modo indicativo apre-

sentados entre parênteses.



a. Este rapaz (perder pretérito perfeito) o pai muito cedo.

b. Hans (criar – pretérito imperfeito) as suas próprias histórias.

c. Ele não (poder – pretérito perfeito) ter uma infância como as outras

crianças.



d. O futuro escritor (preparar pretérito imperfeito) o seu sucesso.
3. Assinala as frases que incluem verbos transitivos diretos.

a. Hans nasceu na Dinamarca.

b. O pai de Hans nunca lhe contou uma história.

c. Com o tempo, o jovem inventou as suas narrativas.

d. Em adulto, Hans viajou pela Europa.
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Fichas de trabalho
4. Coloca no plural os nomes transcritos do texto.

a. “mão c. “viagem

b. “luz d. voz
5. Escreve agora os seguintes nomes no feminino.

a. “cantor c. “garoto

b. “ator d. “bailarino
6. Completa o quadro, escrevendo as formas correspondentes aos diferentes graus dos

nomes nele indicados.




Grau diminutivo Grau normal Grau aumentativo

porta”

voz”

cabeça”
7. Coloca no discurso indireto a passagem do texto que se segue:

“– Não queremos garotos a representar! – a mesma voz.

Já sei. Tenho muito jeito para bailarino… – o Hans insistia de novo.

Não te queremos, nem para cantor, nem ator, nem bailarino!”


8. Classifica as palavras sublinhadas nas frases, colocando um X na coluna certa.

Homófonas Homónimas Homógrafas



a. Hans vivia num país frio.

Os seus pais não lhe deram muito carinho.






b. Para Hans, a vida não era um conto de fadas.

Conto a história do escritor como exemplo de coragem.




c. Todos s apreciamos o escritor.

Ele fala da noz numa das suas histórias.




PARA ESCREVER…
1. Segue o exemplo de Hans Christian Andersen e cria uma história começada pela expressão

Era uma vez. Na redação do teu texto, procura:

– organizar a sequência dos acontecimentos da tua história;

– descrever os locais onde ela se desenrola;

– caracterizar as personagens;

– utilizar uma linguagem correta e expressiva;

– introduzir o diálogo sempre que queiras pôr as tuas personagens a falar.

Não te esqueças de respeitar as fases de construção de um texto, organizando o teu traba-



lho desde a planificação até à revisão.
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