O corpo humano é uma casa! E ra uma vez um Corpo muito curioso



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Encontro27.07.2016
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O CORPO HUMANO É UMA CASA!


E ra uma vez um Corpo muito curioso.

Uma noite, quando a mãe se preparava para o deitar, ele exclamou:

- Mãezinha, eu sou todo fechado!

Depois, olhou-se no espelho, muito intrigado.

- Como é que eu sou por dentro? – perguntou ele.

Esta noite, em vez de um conto de fadas, vou-te contar a história do teu corpo! –

Respondeu-lhe a mãe.

- Sabes, o teu corpo não está vazio, não é oco! Por debaixo da tua pele existem muitas

coisas, pois o teu corpo, tal como uma casa, é composto por duas partes: uma interior e outra exterior – disse-lhe a mãe.

- Ah! Então a parte exterior é a que eu vejo no espelho! – exclamou o Corpo.

- Sim. A parte interior não a vês, porque está escondida por debaixo da pele – disse a mãe.

E, em cada andar da tua casa, vivem famílias diferentes.

- E quem são essas famílias, mãezinha? – perguntou o Corpo.

- Dentro da cabeça, por debaixo do telhado, que são os teus cabelos, encontra-se o

cérebro: é o administrador de toda a casa. Mas, como ele é muito curioso, não gosta de viver assim, isolado.

- Assim, isolado, como? – questionou o Corpo.

- O cérebro, dispõe de duas janelas que lhe permitem fotografar a cores tudo o que se

passa cá fora, chamadas olhos; duas orelhas que ajudam os ouvidos a recolherem os sons; uma chaminé, por onde entra e sai o ar, chamada nariz, que te permite cheirar; e a porta principal,boca, por onde entram os teus amigos e os teus inimigos – continuou a mãe.

Os meus amigos, eu sei quem são! São os alimentos. – disse o Corpo.

- Os teus inimigos, são os micróbios. São animaizinhos tão pequenos, que os olhos não

podem ver – explicou a mãe.

- Ah! Então é por causa deles, que eu tenho de tomar os medicamentos e apanhar as

vacinas! – exclamou o Corpo.

- Muito bem! – concluiu a mãe.

- Vá, mãezinha, continua a história – pediu o Corpo.

- O cérebro, gosta de fazer as coisas bem feitas: para isso, tem às suas ordens a língua,

que lhe permite apreciar quatro sabores diferentes: o doce, o salgado, o ácido e o amargo –continuou a mãe.

- Pois está claro! Como o amargo é o pior, o administrador colocou-o em último lugar! –

interrompeu o corpo, muito satisfeito, por verificar que o seu corpo e o cérebro têm a mesma opinião sobre os sabores.

- Toda a pele, mas sobretudo a parte dos dedos, sente o calor e o frio; o que é áspero e o

que é macio. Ela protege os moradores contra o frio, o calor, o barulho, o sol, a chuva... –

acrescentou a mãe.

- Hum! É por isso que a minha casa em vez de estar pintada, está coberta de pele –

exclamou o Corpo.

- Falei-te em órgãos, que contam ao cérebro tudo o que se passa cá fora, no mundo

exterior – disse a mãe.

Pouco depois, o Corpo adormeceu.

No dia seguinte, o Corpo prometeu não adormecer, sem ter ouvido o fim da história.

Sentou-se confortavelmente na cama, bem quentinho e escutou:

- O segundo andar do teu corpo está situado no peito. É aí que se encontram os pulmões e o coração, protegidos por uma grade formada pelas costelas.

A barriga está no andar inferior: é formada por vários apartamentos onde habitam o

estômago, os intestinos, os rins, o fígado e ainda outros vizinhos.

Todos os andares comunicam uns com os outros por meio de tubos e canais que os alimentos,o ar e o sangue utilizam como se fossem elevadores.

Tal como o caracol, a tua casa desloca-se de um lugar para o outro, com a ajuda das tuas

pernas tão fortes.

- Mas, quando eu apalpo determinadas zonas do meu corpo, sinto que há partes duras e

partes moles! – exclamou o Corpo.

- Sim, porque as partes duras são os ossos e as partes moles são os músculos e trabalham em equipa, nas mesmas tarefas: andamento e movimento. Ao conjunto de todos os ossos dá-se o nome de esqueleto – disse a mãe.



Já muito cansado, o Corpo adormeceu profundamente e sonhou que, vivia ,uma espectacular aventura, no interior, do Corpo Humano.


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