O crime do padre Amaro



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LANÇAMENTO

O crime do padre Amaro

de Eça de Queiroz


Volume 515 da Coleção L&PM POCKET – 392 páginas – R$ 17

ISBN 85-254-1051-9 Código de barras: 9788525410511



“– Por causa da Ameliazinha é que eu não sei – considerou timidamente o coadjutor. – Sim, pode ser reparado. Uma rapariga nova... Diz que o senhor pároco é ainda novo... Vossa Senhoria sabe o que são línguas do mundo.



(...)

Ora histórias!”


O primeiro romance realista da língua portuguesa chocou a sociedade do final do século XIX ao criticar a hipocrisia religiosa e os costumes provincianos de Leiria, cidade onde a história é ambientada. O trecho acima reproduz uma conversa entre dois integrantes do clero sobre a presença de um jovem pároco na mesma casa de uma adolescente bonita. Eça de Queiroz mostra os hábitos nada tradicionais de uma cidade onde as aparências eram mantidas sobre uma base de mentiras e fofocas. É esse tom crítico e direto, chocante para a época, que deu fama ao livro do escritor português. Advogado formado em Coimbra, ele trabalhou em sua juventude em Leiria, período que utilizou para estruturar a narrativa.

Neste trecho também são apresentados os dois protagonistas da história, Padre Amaro e Amélia. Amaro perdeu os pais com seis anos de idade. Desde então foi criado sob a tutela da marquesa de Alegros. Era um “mosquinha morta”, como sintetiza o autor, que se ordenou padre por vontade da marquesa, sem nunca ter sido consultado sobre sua vocação. Ao ser enviado para Leiria, vai morar na casa da mãe de Amélia, S. Joaneira, que por sua vez mantinha um caso de longa data com o cônego da cidade.

O olhar realista de Eça de Queiroz ao longo do livro conduz a história a um desfecho trágico – Amaro e Amélia se envolvem em um romance proibido, ela engravida, morre logo depois do parto, assim como a criança –, mas para o cínico pároco, a vida continua. Amaro vai para Lisboa continuar com sua vida religiosa.

A polêmica história já rendeu pelo menos duas adaptações cinematográficas para o livro de Eça de Queiroz. Uma versão portuguesa, de 2005, e uma versão mexicana, de 2002, a mais conhecida, indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O papel-título do filme ficou a cargo do ator Gael García Bernal, também mexicano. Mais de cem anos depois da publicação de O crime do padre Amaro, a estréia da versão mexicana do livro causou protestos por parte de grupos católicos do país.



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