O eu, o outro e os outros (Mística inaciana em tempos mutantes e conflitivos) Maria Clara Lucchetti Bingemer



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O EU, O OUTRO E OS OUTROS

(Mística inaciana em tempos mutantes e conflitivos)

Maria Clara Lucchetti Bingemer*

No Cristianismo, os dicionários e os especialistas definem mística como “cognitio Dei experimentalis”, ou seja, o conhecimento de Deus por experiência. Este primeiro nível experiencial é fundamental para que aconteça reconhecidamente o que se entende por mística, que é, portanto, uma experiência do mistério do outro.

Se algo se pode dizer da mística, portanto, passa pelo caminho da experiência. Não se trata de uma teoria sobre o outro, nem muito menos de um discurso construído e rigoroso sobre o outro. Tudo que possa haver de discurso e teoria neste particular emerge e se faz inteligível a partir de uma experiência. Esta experiência é fundamentalmente experiência de relação. Neste sentido e somente à luz deste fato primeiro, é que se pode falar então de conhecer e conhecimento. A mística é, sim, um conhecimento, porém um conhecimento que advém da experiência e onde a inteligência e o intelecto entram apenas no sentido de compreender não a experiência abstratamente falando, mas o sujeito concreto que faz essa experiência.

No centro desta experiência, está não apenas o sujeito que conhece, ou seja, o eu, mas o outro, ou seja, o tu ou ainda o ele ou ela. Aquele ou aquela que por sua alteridade e diferença movem o eu em direção a uma jornada de conhecimento sem caminhos previamente traçados e sem seguranças outras do que a aventura da descoberta progressiva daquilo que algo ou alguém que não sou eu pode trazer. Esse ou essa que não é eu, também não é isso (algo coisificado ou reificado) e sim, alguém que a mim se dirige, que me fala e a quem respondo, um "outro” sujeito, cuja diferença a mim se impõe como uma epifania, uma revelação.

No caso da mística, essa relacionalidade com a diferença do outro cobra dimensões diferenciadas na medida em que coloca no processo e movimento da relação um parceiro de dimensões absolutas, com o qual o ser humano não pode sequer cogitar em fazer número, manter relações simétricas ou relacionar-se em termos de necessidade, senão apenas de desejo. Trata-se de um Outro cujo perfil misterioso desenha-se nas situações concretas da existência e transforma radicalmente a vida daquele ou daquela que se vê implicado/a nesta experiência.

Sendo nosso tema a mística inaciana, trataremos de ver neste artigo como a ela se aplica o que acima dissemos. Assim é que desenvolveremos a seguir os pontos de identificação que nos parecem mais importantes na mística que deriva da experiência de um homem do século XVI chamado Inácio de Loyola. Seguiremos para isto, o texto fundaste desta mística, que são seus Exercícios Espirituais.

Uma constante aparecerá em nossa reflexão: o de que a mística inaciana sempre põe em movimento três pólos interagentes e que se fecundam reciprocamente: o eu (a pessoa humana que experimenta), o Outro (Deus, o Absoluto pessoal com quem a pessoa é convocada a relacionar-se) e os outros (os semelhantes, os outros seres humanos a quem essa mesma pessoa é chamada a servir como conseqüência de sua relação amorosa com Deus).

O eu criado, as outras coisas e somente o que mais...

Antes de qualquer outra coisa, para Inácio de Loyola, o ser humano se experimenta como criatura. E essa experiência primeira terá profundas implicações sobre sua maneira de conceber a si mesmo, ao mundo, aos outros e a esse mesmo Deus que o cria. O homem ou a mulher que faz essa experiência se percebe como originado por outro, desse outro dependente e por esse outro desejado e feito, não encontrando em si mesmo seu Princípio e Fundamento.

A partir daí, a experiência conseqüente é que tudo é graça e dom. A vida que vivo não a criei eu, nem muito menos sou capaz de criá-la. Minha experiência de Deus consiste em que não posso dar-me o ser, que não sou dono de nada que existe, nem de mim mesmo. Só uma verdade domina meu horizonte: sou criado. E isso significa que a todo o momento, a cada segundo, saio do desejo e das mãos amorosas do Criador que me dá o ser, o movimento e a existência.

Assim como eu, todas as “outras coisas sobre a face da terra” também têm esta mesma origem. Elas me são dadas para que eu caminhe até minha meta existencial, até o fim para o qual sou criado, que é: louvar, reverenciar e servir a Deus Nosso Senhor. Portanto, descobrir que venho de Deus e a Ele volto, que saio constantemente de suas divinas mãos por um gesto gratuito de amor que se origina e termina na própria eternidade implica olhar em volta de mim e contemplar as outras coisas com as quais sou chamado a entrar em uma relação de respeito, reverência e cuidado.

Ao fazê-lo, percebo que essas coisas não são absolutas, mas relativas. Podem ajudar-me para experimentar sempre mais a Deus, que é meu começo e meu fim, aquele pelo qual meu coração pulsa de desejo, ou atrapalhar-me para tal. Caminho, portanto, por entre as outras coisas, de olhos bem abertos, experimentando a fragilidade e a beleza de ser criatura e de andar entre as criaturas, mas nelas procurando incessantemente o rosto do Criador.

A mística inaciana ensina ao meu eu criado, vulnerável e mortal que tudo é criado para mim, mas nem tudo me ajuda a ser plenamente aquilo que Deus sonhou para mim. Portanto, me faz peregrino atento em meio às belezas e às seduções da criação, ensinando-me a respeitá-la e amá-la, mas ao mesmo tempo a perceber seu lado sombrio, ainda não reconciliado. Assim, místico de olhos abertos caminho por entre as outras coisas buscando com o coração e o olhar Aquele que meu coração deseja, escolhendo somente o que mais me levará em direção a Ele.

Assim, Inácio, tal como Paulo de Tarso, Agostinho, Teresa de Jesus e tantos outros, ensina que sou um eterno insatisfeito. Nada do que é criado pode satisfazer-me e preencher-me inteiramente. Todos os meus desejos são expressões limitadas de meu desejo ilimitado de Deus. Nada nem ninguém, nenhuma outra escolha que tente polarizar-me ou seduzir-me, aquietará meu coração.

A mística inaciana me fará passar pela vida experimentando a cada minuto e a cada passo as palavras do grande Agostinho de Hipona, no fim do primeiro parágrafo das suas Confissões: «Fizeste-nos, Senhor, para ti; e o nosso coração estará sempre inquieto até descansar em ti». Inácio foi também mestre dessa inquietude cristã, do amor sempre in-quieto, do desejo sempre in-satisfeito, da busca nunca terminada. E, portanto, do desejo do mais, que em sua mística, terá um nome querido e amado entre todos: o nome de Jesus.



Jesus Cristo: o Sentido do eu, do Outro e dos outros

A experiência mística no cristianismo é a experiência de um Deus encarnado. Fora deste dado central e absolutamente necessário, não há cristianismo. Não havendo encarnação, não há a possibilidade de Deus assumir todas as coisas por dentro e viver a história passo a passo, por assim dizer “na contramão” de sua eternidade. Não havendo encarnação, não há cruz, não há redenção, não há salvação. Não há, portanto, aliança entre a carne e o Espírito.

Nada do que é humano, portanto, é estranho à mística cristã e toda nova descoberta e toda nova ênfase em termos de humanidade vêm não ameaçar a mística cristã, mas pelo contrário, alimentá-la, nutri-la, faze-la mais de acordo ao sonho de Deus Pai, Filho, e Espírito Santo, que a tudo e a todos deseja cristificar e santificar por sua práxis santificadora que preside a história e trabalha por dentro a carne do mundo. Toda tentativa, pelo contrário, de escapar disto, é tentação que descaracteriza a mística cristã, em sua pessoalidade, em sua configuração trinitária, em sua dinâmica histórica e encarnatória.

Confessar com a boca e o coração que o Verbo se fez carne e o Espírito foi derramado sobre toda carne implica buscar a experiência e a união com o Deus que assim determina comunicar-se com a humanidade através desta carne na qual é possível experimentá-Lo. E esta carne é a carne do “outro”, que na sua diferença e irrepetível originalidade, me revela ao mesmo tempo quem é Deus e quem sou eu. Integrar a carne do outro na experiência mais inefável do amor divino é o grande desafio que, hoje como sempre, está posto à mística cristã. A mística de Inácio de Loyola é toda ela perpassada do princípio ao fim por esse princípio, essa lei da Encarnação de Deus que se manifesta em Jesus Cristo.

O mais geral e ao mesmo tempo o mais concreto que Santo Inácio diz sobre a vida é que Jesus Cristo é a vida verdadeira. É em Jesus Cristo que a vida verdadeira se mostra ou se manifesta. Na verdade, não se trata da idéia de vida, ou do conceito de vida. A vida verdadeira se mostra em Jesus Cristo, na vida de Jesus Cristo. Portanto, tudo aquilo que possamos falar sobre a vida, ou sobre esta experiência de plenitude de vida que é a experiência mística deve se situar nesse pano de fundo autenticamente inaciano: de que a vida verdadeira se manifesta em Jesus Cristo. Na verdade, para Inácio, a vida verdadeira é Jesus Cristo e nada mais do que Ele.

Não se trata, portanto, de uma idéia de vida, mas de uma pessoa. É uma pessoa na qual se mostra, se manifesta, o que é a vida, a nossa vida. A vida de cada um de nós. Deus está comprometido com a realidade e a história humana até o ponto de nos enviar a seu Filho a este mundo para nos levar - a nós e a toda a criação - à reconciliação definitiva com Ele. Em Jesus contemplamos, portanto, ao mesmo tempo a insuperável implicação de Deus em nossa realidade e a resposta humana mais perfeita que se pode dar para a transformação dessa realidade. A vida de Jesus de Nazaré que Inácio propõe à contemplação do exercitante durante três das quatro semanas dos Exercícios Espirituais não é o diálogo entre Deus e um homem em uma solidão protegida, mas sim no centro de uma sociedade conflitiva, que muitas vezes pretendendo anunciar e servir a Deus, lhe bloqueia a passagem.

A mística inaciana, que nos leva a ter Jesus Cristo sempre diante dos olhos ensina a, como Ele, não nos situarmos em lugar privilegiado para sermos espectadores das pessoas e da história humana que se move no cenário do cosmos. Ao contrário, nos leva a experimentar que só ao nos comprometermos em criar e recriar incessantemente a realidade, em diálogo constante com Deus, poderemos experimentar como o dinamismo do Reino de Deus, que é o projeto de Jesus, percorre a história e nos atravessa também a nós mesmos.

Esse é o trabalho da contemplação, que arrancando o “eu” das circunstâncias de um viver egoísta e auto-centrado, o vai como que transportando para a vida de Jesus Cristo, vai fazendo com que a vida de Jesus Cristo venha para a vida de cada um e cada uma. Esse ir e voltar ou esse sair para a vida de Jesus Cristo, e voltar para a vida cotidiana trazendo as características da vida de Jesus Cristo é o grande trabalho dos Exercícios. É aí onde cada um e cada uma, na sua situação, pode experimentar o dom da livre escolha do modo de viver cristãmente, em qualquer estado ou vida que Deus nos dê para escolher. É assim que a mística inaciana oferece uma experiência de que a pessoa de Jesus Cristo é o exemplo ou o caminho verdadeiramente de vida para qualquer homem ou mulher,

Esta experiência de contemplar a Jesus, fazer-se seu contemporâneo, conhecer seus sentimentos, seus critérios e atitudes e assimila-las na própria vida abrirá necessariamente o olhar e o coração do “eu” auto-suficiente para a realidade do Outro que o coração humano deseja e que é o Deus que Jesus Cristo chamou ternamente de Abbá, Pai. Abre igualmente para os outros que, à sua volta, clamam por ajuda, por presença, por amor.

Esta experiência liberta então o eu da prisão de seus desejos egoístas, dinamiza a vida e a enche de um sentido que consola e plenifica. Quem fez esta experiência já não será o mesmo para o resto de sua vida. Poderá comprometer-se, arriscar-se e perder, fracassar ou triunfar, sem que essas circunstâncias o separem da “vida verdadeira” que já “sentiu e saboreou internamente” . Invocará o Senhor, talvez olhando a distância da transcendência, e Ele responderá a partir da proximidade insuperável da própria ação humana, concreta libertadora de toda pobreza e opressão: “Aqui estou” (Is 58,9). Ao ajudar a outros, a própria e pessoal “escuridão se converterá em meio-dia” e “brotará a carne sã” nas feridas que o “eu” solitário e perdido possa carregar em sua corporeidade e em seu interior (Is 58, 8-10). E esta salvação, essa cura, essa plenitude será não para o deleite daquele ou daquela que a experimenta, mas para o serviço que será, então, o sentido maior da vida.



O serviço: fidelidade ao Outro, redenção do eu e dos outros

A mística inaciana é uma mística de "serviço". Inácio de Loyola nunca pretendeu que a experiência do encontro com Deus através dos Exercícios Espirituais fosse um modo de formar pessoas tendo em vista uma estratégia de poder e um caminho de auto-imposição e prestígio. Ao contrário, o serviço ao estilo de Jesus surge do fundo da humanidade de seu tempo, do concreto da realidade e seus clamores, próximo aos últimos e pequenos, em solidariedade com eles, e expressa o mistério da ação de Deus neste mundo numa linguagem acessível a todos. A vida de Jesus que é serviço do princípio ao fim é o texto no qual podemos ler em todas as situações e culturas a bondade de Deus para sempre e para todas as pessoas. Esse estilo e esse serviço de Jesus podem ser vividos em cargos e missões importantes ou em tarefas sumamente comuns e obscuras. Pois a mística que o sustenta leva o eu a só conceber sua existência como abertura e inclinação para os outros, no meio do mundo e dos conflitos da história. “Querer ajudar”, contra toda manipulação ou sedução, é o resumo vital que expressa na linguagem de Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, esta atitude humana que está na entranha do evangelho e que é o ponto central de sua mística. Em qualquer época em que os seres humanos vivos, inclusive e não menos nesta em que agora vivemos, quando presenciamos mudanças sem precedentes, que se realizam em uma velocidade vertiginosa, a mística inaciana ajuda a viver sem alienações ou escapismos. O eu inserido no centro dessas mudanças é chamado incessantemente a abrir-se a fim de descobrir o novo que Deus vai criando a fim de apoiá-lo e secunda-lo decididamente, ao mesmo tempo em que permite discernir aquilo que maltrata e destrói a humanidade a fim de denunciá-lo e combatê-lo. A mística inaciana não tira o “eu” dos embates do mundo, nem o fecha em um refúgio esterilizado. Pois não afasta o ser humano dos "outros", dos diferentes. Ao contrário, lança-o ao centro do pluralismo e da conflitividade, ensinando-o a encontrar Deus aí, a unir-se com Ele aí, tanto na solidão contemplativa como na densidade do trabalho.

Viver esta mística de serviço, do maior serviço, transforma a imagem de Deus. Este então, poderá ser encontrado não apenas nas circunstâncias belas, justas e perfeitas, mas nas situações sem saída, nas vidas fracassadas e mesmo destruídas. A mística inaciana enquanto mística de serviço permite ao eu que busca e deseja o contato com o Transcendente não subir a alturas vagas e inexpugnáveis, mas “descer ao encontro de Deus” em seguimento de Jesus, que se humilhou e esvaziou até chegar ao último degrau da condição humana (Fil 2,6-8). A mística inaciana não leva a olhar para cima, procurando um Deus impassível e invulnerável aos sofrimentos de suas criaturas. Mas, pelo contrário, levando a manter os olhos fixos em Jesus Cristo, leva a encontrar cada vez mais um Deus apaixonado, que se deixa afetar pela dor e não se preserva dos espaços poluídos pelo pecado, a injustiça e o sangue derramado.

Trata-se, portanto, de uma mística que encontra Deus na beleza da criação, na justiça, na harmonia e no amor, mas que também se deixa atingir e afetar por sua presença que se apresenta como diferença que desinstala, como necessitado que ameaça o já encontrado e possuído, como violência que faz tremer e confranger a carne. Jesus se identificou com os últimos da vida e da história, e o desafio que a mística inaciana propõe é justamente descobri-lo e servi-lo nesses últimos.

Na mística inaciana, a contemplação da páscoa de Jesus ocupa um longo tempo: a terceira e a quarta semanas. Só assim se pode experimentar e desejar viver o serviço até o fim que Ele viveu e que se revela ao eu iludido que procura preservar-se da dor e da compaixão. A Páscoa de Jesus ensina que em toda parte e em toda pessoa, está-se realizando o mesmo que ele viveu. O Pai está perto do Filho, assumindo sua dor e acolhendo seu amor na plenitude da vida sem fim. E a ressurreição diz que o amor não pode morrer e o que não é assumido não é redimido. Sem assumir esta realidade pascal tão central na mística inaciana, sem assimilá-la como sua, será impossível a qualquer ser humano descobrir e servir a Deus no escândalo das vidas destruídas e das situações sem saída que se encontram de maneira escandalosa por todos os cantos da terra.

Conclusão: um eu de olhos abertos para o Outro e os outros

A mística inaciana pretende encontrar e experimentar a Deus em todas as coisas. Não apenas na solidão dos claustros ou dos espaços explicitamente sagrados. Mas também e não menos no mundo dividido e conflitivo, na profanidade das coisas, em todas as coisas sobre a face da terra . Da experiência de amar a Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus, nasce uma espiritualidade radicalmente mundana, de contemplação do mundo e de ação no mundo. Liberto da relação egoísta com as criaturas, o eu humano torna-se um orante e um cooperador permanente do projeto salvífico de Deus. Tem, portanto, os olhos constantemente abertos para o Mistério Absoluto de Deus que o cria , o redime e o santifica; e igualmente, os olhos abertos para os outros, seus semelhantes que desde sua diferença o interpelam e requerem seu serviço.

Sendo uma mística de olhos abertos, a mística inaciana abre bem o olhar contemplativo do ser humano que busca a Deus para libertar-se da prisão de seu próprio egoísmo e da ilusão da auto-suficiência que o impede de realizar-se. Abre os olhos e contempla para perceber toda a realidade, porque sabe que a última dimensão de todo o real está habitada por Deus. O místico inaciano relaciona-se então com o mundo, dando-se conta dos sinais da presença de Deus que enchem todo o criado com sua ação incessante, com sua fascinante criatividade sem fim. A paixão de sua vida é contemplar a obra divina e não se cansa de contemplar a vida porque busca nela o rosto de Deus. Por isso também, o que dá sentido a essa vida apaixonada é perder a vida servindo a este mundo e a esta humanidade onde Deus se faz presente em luzes e sombras, em epifania e diafania, trabalhando sem descanso e por dentro a história e a criação, redimindo as criaturas e santificando todos os seres vivos.

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* Maria Clara Luchetti Bingemer é teóloga, decana do CTCH da PUC-Rio


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