O historiador e o trabalho em equipe



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josé dimas da paixão silva

O HISTORIADOR E O TRABALHO EM EQUIPE


O HISTORIADOR E O TRABALHO EM EQUIPE

O Trabalho em Equipe” foi uma das propostas defendida pelo GRUPO DOS ANNALES, na RENOVAÇÃO HISTORIOGRÁFICA, do século XX, em contraposição à História Tradicional Positivista, a qual sugeria uma inovação metodológica e científica da história, com a sua inserção no contexto das outras ciências, na busca de leis próprias, com base em dados coletivos de massa, que levasse a um método comparativo que possibilitasse colocar problemas e levantar hipóteses. (UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ, 2007).

O avanço do método científico em história deveu-se ao desenvolvimento da erudição e da crítica. A erudição é a capacidade dos estudiosos para acumular a grande quantidade de informações necessárias para sedimentar o conhecimento histórico, já a crítica, por sua vez, possibilita-lhes o julgamento da veracidade dos fatos históricos, distinguindo o verdadeiro do falso, assim, as qualidades do conhecimento histórico tornaram-se possíveis graças ao surgimento das chamadas ciências auxiliares, que são de suma importância para o trabalho do Historiador.

Algumas ciências estão diretamente vinculadas ao trabalho do historiador na produção histórica, Tais como: Geografia: estuda a paisagem. Ajuda a localizar o fato histórico no espaço e conhecer o meio físico e o homem; Economia: estuda as relações de produção, distribuição e consumo; Sociologia: estuda o homem em sociedade; Antropologia: estuda a evolução física e cultural do homem; Arqueologia: estuda os monumentos antigos e as culturas extintas. Também existem outras que apenas ajudam o historiador a analisar os fatos históricos, como por exemplo: Paleografia e Epigrafia: estudam as escritas antigas, a primeira em material leve (papel, pergaminho e papiro) e a segunda em material pesado (pedra, bronze, barro etc); Numismática: estuda as moedas; Heráldica: estuda os brasões e os escudos; Filatelia: estuda os selos; Heurística: estuda a veracidade dos fatos relatados nas fontes; Paleografia: estuda os manuscritos antigos; Paleontologia: estuda os fósseis; e a Cronologia: que estuda os diferentes calendários. Esta, em especial, é uma ciência muito importante, pois ajuda a ordenar os fatos históricos no tempo, já que no decorrer da história, existiram vários calendários.

Nos últimos anos, a cronologia pré-história sofreu uma verdadeira revolução pelo surgimento de duas novas técnicas: a prova da fluorita e a prova do radiocarbono ou carbono 14. Com estes novos métodos ajustou-se com grande precisão e com uma margem de erro muito escassa, o tempo de cada período geológico ou cultural”. (ENCICLOPÉDIA: História do Mundo, 2000, P. 8).

O conhecimento, sobretudo o da realidade social, é global; a divisão em ciências ou campos de estudos específicos diz mais respeito às condições sociais culturais ou profissionais do que à natureza do conhecimento. Por isso a interdisciplinaridade se impõe, pelo menos em alguns momentos dos estudos. Atualmente há uma tendência acentuada no sentido de aprofundar as relações e articulações entre as diversas ciências, de modo que pode-se afirmar que a rigor todas as ciências são auxiliares umas das outras. No caso da História há uma grande aproximação com a Geografia, a Sociologia, a Antropologia, a Arqueologia, a Economia e as demais ciências que têm o homem como objeto de estudo.



REFERÊNCIAS


ENCICLOPÉDIA: História do Mundo, ed. Gráfica VISOR do Brasil Ltda, 2000,


UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ. Gradação em História na modalidade à distância – Licenciatura: módulo 1. Londrina: UNOPAR, 2007.


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