O homem – um agente de transformaçÃO



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Encontro02.08.2016
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O HOMEM – UM AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO


Simone Eugênia Pereira

Diana Maria de Morais

Elza Andrade Tozzi

E.M. do Jardim Esperança



Resumo

A apresentação versará sobre o trabalho desenvolvido com salas de Educação de Jovens e Adultos com os propósitos com salas de Educação de Jovens e Adultos com os propósitos de, além de alfabetizar o adulto, desenvolver uma consciência crítica e participativa que permitisse seu crescimento enquanto agente de transformação social, no município de Mauá. O trabalho desenvolvido passou por um processo de esclarecimentos e pesquisas mostrando para o aluno a sua importância enquanto sujeito: sua relação com o outro e com o meio em que vive. Foram desenvolvidos; estudos do meio, debates concursos literários, depoimentos, participação em eventos políticos/sociais do bairro e/ou cidade e ações sociais na comunidade, resultando na conscientização política e social da necessidade de participação e atuação para transformação da sociedade, bem como a importância da escola para esse fim.



Justificativa

A necessidade de redefinição da relação homem/natureza, tem sido um grande desafio para a sociedade. O respeito à natureza, a responsabilidade na exploração e a conservação dos recursos ambientais são conceitos que, apropriados, poderão garantir a construção de um ambiente saudável e com qualidade de vida. O acesso a uma melhor qualidade de vida vem relacionado a prática da cidadania, com a organização da população, seu esclarecimento e formação de cidadãos com capacidade crítica e visão das questões globais com atenção para os problemas. Baseado nestes princípios e na convicção de que educar é elevar o homem a assumir uma condição de vida ativa, vimos na educação ambiental o caminho para o trabalho efetivo de uma construção ampla da cidadania. Tendo a escola, uma localização estratégica, ficando em um bairro (Jardim Esperança) que faz limite com o município de Ribeirão Pires com áreas de mananciais (100%) – vizinho do Jardim Itapeva, onde fica a Gruta de Santa Luzia e a nascente do Rio Tamanduateí, os alunos da EJA/Mova desta unidade escolar, têm a necessidade de reconhecerem-se, enquanto seres capazes de transformar e proteger a natureza.



Apresentação

A necessidade de um trabalho de conscientização política, que possibilite ao educando descobrir-se como sujeito ampliando sua leitura de mundo e despertando-lhe a vontade de interagir socialmente no meio em que vive, nos levou a idealizar projetos a serem desenvolvidos que possibilitassem essa transformação.



Desenvolvimento

O trabalho será apresentado através de dinâmicas que justifiquem, na prática, os objetivos propostos nos projetos desenvolvidos.

1ª Dinâmica.

1.a) Quebra-cabeça (utilização do Mapa Mundi);

1.b) Texto para reflexão – A REFORMA DO MUNDO (autor desconhecido).

2ª Dinâmica.

2.a) Identificação de origem/roteiro de sua história (utilização do mapa do Brasil);

2.b) Texto para reflexão: DAQUILO QUE EU SEI (autores: Ivan Lins e Vítor Martins).

3ª Dinâmica.

Interação entre os seres (força, respeito, participação, solidariedade, ...).



Conclusão

Nos norteamos pelas idéias de Paulo Freire, que acredita que “existir humanamente é pronunciar o mundo, é modificá-lo. O mundo pronunciado, por sua vez, se volta problematizado aos sujeitos pronunciantes, a exigir deles um novo pronunciar.”

Trabalhamos de maneira que os alunos se transformem em seres pronunciantes.

Texto para reflexão: Milho de Pipoca (do livro “O amor que acende a Lua” – Ed. Papiros).


A REFORMA DO MUNDO


Certo proprietário de um jornal estava em seu escritório, em casa, preparando o editorial que deveria sair no dia seguinte.

Era noite, o jornal seria impresso durante a madrugada, mas a inspiração não vinha. Pensava, pensava e nada!

Nesse momento, sua filhinha de seis anos de idade, adentra a pequena sala e lhe fala que gostaria de brincar. Ele explica-lhe que naquele momento está ocupado, que precisa preparar o editorial, que já está atrasado e que não poderia brincar. Mas ela insiste...

Ele, então, olha para a parede e depara com a figura do mapa Mundi e tem uma idéia: corta-o em vários pedaços e dá à filha, o fim de que ela conserte o quebra-cabeças.

Volta-se em seguida para a máquina de escrever, certo de que a pequena levará algumas horas para montá-lo. Mas que não foi sua surpresa, quando ao cabo de alguns minutos, a filhinha o interrompe novamente dizendo, eufórica...

- Papai já consertei o mundo!

Ele surpreso, volta-se para trás e constata que ela realmente montará o jogo de peças. Pergunto-lhe, então, como havia conseguido tal proeza, pois afinal, ela não era nenhum gênio, e com aquela idade, nada conhecia do mapa que representava o mundo.

A simpática garotinha explicou-lhe triunfante:

- Papai, você não reparou que no verso do mapa há a figura de um homem?

Pois bem, eu consertei o homem. Assim ficou fácil consertar o mundo...

Anônimo

DAQUILO QUE EU SEI


(Ivan Lins e Vítor Martins)

DAQUILO QUE EU SEI

NEM TUDO ME DEU CLAREZA

NEM TUDO ME FOI PERMITIDO

NEM TUDO ME DEU CERTEZA

DAQUILO QUE EU SEI

NEM TUDO FOI PROIBIDO

NEM TUDO ME FOI POSSÍVEL

NEM TUDO FOI CONCEBIDO

NÃO FECHEI OS OLHOS

NÃO TAPEI OS OUVIDOS

CHEIREI, TOQUEI, PROVEI

AH! EU USEI TODOS OS SENTIDOS

SÓ NÃO LAVEI AS MÃOS

E É POR ISSO

QUE EU ME SINTO

CADA VEZ MAIS LIMPO

CADA VEZ MAIS LIMPO


CADA VEZ MAIS LIMPO



MILHO DE PIPOCA


A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser quem devem ser.

O milho da pipoca não é o que deve ser.

Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.

O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.

Pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa.

Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre. Assim acontece com a gente.

As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.

Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo.

O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor.

Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o Pai, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.

Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depresão – sofrimentos cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo.

Sem fogo o sofrimento diminui.

E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.

Dentro de sua casca dura, fechada em si mesmo.

Ela não pode imaginar destino diferente.

Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.

Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: PUM! – e ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado.

Bom mas ainda temos o piruá que é o milho de pipoca que se recusa estourar.

São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar.

Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

A sua presunção e o medo são a dura casca de milho que não estoura.

Não vão se transformar na flor branca e macia.

Não vão dar alegria para ninguém.

Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada.

Seu destino é o lixo...

E você, o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?



Do livro “O Amor que acende a lua – Editora Papiros

Equipe de Coordenação e Supervisão Técnica – Julho/2003.


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